Mostrando postagens com marcador Marta Suplicy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marta Suplicy. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de novembro de 2015

Ex-adversários, Marta e Serra trocam gentilezas


Adversários figadais na campanha municipal de 2004, José Serra e Marta Suplicy têm surpreendido os colegas do Senado pela troca de gentilezas e afinação em votações.

A ex-petista, recém-filiada ao PMDB partido do qual Serra se aproxima de olho em 2018 tem elogiado a atuação do tucano na Casa.

Outro dia, a psicóloga deu até um conselho ao ex-rival: que ele seja menos ansioso na hora de negociar a aprovação de seus projetos no plenário, porque isso facilitaria a boa vontade dos demais senadores.

De Vera Magalhães, colunista, VEJA

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Marta Suplicy: O diretor sumiu



Tenho pensado muito sobre a delicadeza e a importância da transparência nos dias de hoje. Temos vivido crises de todos os tipos: crise econômica, política, moral, ética, hídrica, energética e institucional. Todas elas foram gestadas pela ausência de transparência, de confiança e de credibilidade.

Se tivesse havido transparência na condução da economia no governo Dilma, dificilmente a presidente teria aprofundado os erros que nos trouxeram a esta situação de descalabro. Não estaríamos agora tendo de viver o aumento desmedido das tarifas, a volta do desemprego, a diminuição de direitos trabalhistas, a inflação, o aumento consecutivo dos juros, a falta de investimentos e o aumento de impostos, fazendo a vaca engasgar de tanto tossir.

Assim que a presidenta foi eleita, seu discurso de posse acompanhou o otimismo e reiterou os compromissos da campanha eleitoral: "Nem que a vaca tussa!".

Havia uma grande expectativa a respeito do perfil da equipe econômica que a presidenta Dilma Rousseff escolheria. Sem nenhuma explicação, nomeia-se um ministro da Fazenda que agradaria ao mercado e à oposição. O simpatizante do PT não entende o porquê. Se tudo ia bem, era necessário alguém para implementar ajustes e medidas tão duras e negadas na campanha? Nenhuma explicação.

Imagina-se que a presidenta apoie o ministro da Fazenda e os demais integrantes da equipe econômica. É óbvio que ela sabe o tamanho das maldades que estão sendo implementadas para consertar a situação que, na realidade, não é nada rósea como foi apresentada na eleição. Mas não se tem certeza. Ela logo desautoriza a primeira fala de um membro da equipe. Depois silencia. A situação persiste sem clareza sobre o que pensa a presidenta.

Iniciam-se medidas de um processo doloroso de recuperação de um Brasil em crise. Até onde ela se propõe a ir? Até onde vai o apoio à equipe econômica?

Para desestabilizar mais um pouco a situação, a Fundação Perseu Abramo, do PT, critica as medidas anunciadas, o partido não apoia as decisões do governo e alguns deputados petistas vociferam contra elas. Parte da oposição, por receio de se identificar com a dureza das medidas, perde o rumo criticando o que antes preconizou.

O PT vive situação complexa, pois embarcou no circo de malabarismos econômicos, prometeu, durante a campanha, um futuro sem agruras, omitiu-se na apresentação de um projeto de nação para o país, mas agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção.

Nada foi explicado ao povo brasileiro, que já sente e sofre as consequências e acompanha atônito um estado de total ausência de transparência, absoluta incoerência entre a fala e o fazer, o que leva à falta de credibilidade e confiança.

É o que o mercado tem vivido e, por isso, não investe. O empresariado percebe a situação e começa a desempregar. O povo, que não é bobo, desconfia e gasta menos para ver se entende para onde vai o Brasil e seu futuro.

Acrescentem-se a esse quadro a falta de energia e de água, o trânsito congestionado, os ônibus e metrôs entupidos, as ameaças de desemprego na família, a queda do poder aquisitivo, a violência crescente, o acesso à saúde longe de vista e as obrigações financeiras de começo de ano e o palco está pronto.

A peça se desenrola com enredo atrapalhado e incompreensível. O diretor sumiu.

De Paulo Branco, Marta Suplicy, FOLHA DE S. PAULO

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Eliane Cantanhêde: A verdade (de Marta) dói



A revelação mais importante da senadora Marta Suplicy, em sua entrevista ao Estado, é que o ex­presidente Lula queria, sim, e autorizou, sim, o movimento "Volta, Lula" para disputar a Presidência da República no lugar da pupila Dilma Rousseff.

Até por isso, Marta se reuniu com ele "uma, duas, três, quatro vezes". Não foi para falar de flores. Nem foi para falar bem de Dilma.

Muito menos para avalizar o "fracasso" (nas palavras da senadora) da política econômica.

Por delicadeza, ou lealdade, Marta insistiu várias vezes que Lula nunca disse, cabalmente, que seria, ou ao menos que queria, puxar o tapete de Dilma e virar candidato. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta. Cá para nós, a fala de Marta foi muito mais do que apenas meia palavra.

O Planalto e Dilma calam. O PT e Lula calam. Mas não há viv'alma afirmando que Marta mentiu e/ou que Lula jamais, em nenhum momento, ficou assanhado com a possibilidade de subir a rampa de novo, nos braços do povo...

Há muitas verdades na fala de Marta Suplicy. E nenhuma mentira.

De Eliane Cantanhêde, O ESTADO DE S. PAULO

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Marta, um pote até aqui de mágoa. Ou: Ministério pode voltar para as mãos de… Capilé!


Marta Suplicy, a agora ex-ministra da Cultura, continua um pote até aqui de mágoa. Mesmo tendo recebido a pasta como prêmio de consolação, o ressentimento por ter sido preterida na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2012, não passou. Mas há algo estranho. Foi Lula, não Dilma, quem impôs Fernando Haddad na base do dedaço. Ainda assim, Marta chegou a esboçar um movimento “Volta, Lula”, quando a presidente não ia muito bem das pernas. Aí quem ficou magoada foi Dilma.

A senadora se demitiu por carta, quando a presidente está fora do país, em viagem ao Catar. Não é um jeito muito elegante de agir. Em favor de Marta, tenho ao menos uma coisa positiva a dizer: ela não sabe fingir. Carrega, ademais, um traço, digamos, de classe, meio senhorial. Se é para demonstrar descontentamento, demonstra mesmo. Fim de papo!...

De Reinaldo Azevedo, VEJA

quarta-feira, 13 de março de 2013

Marta Suplicy se diz 'indignada' com eleição de Feliciano para CDHM

A ministra da Cultura Marta Suplicy disse ter ficado "indignada" com a eleição do pastor Marco Antônio Feliciano (PSC - SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), na semana passada.
Em uma conferência sobre "soft power" no Centro Brasileiro Britânico em São Paulo, a ministra falou no "retrocesso" que seria provocado pela eleição do deputado, que causou polêmica com comentários sobre a população negra e os homossexuais no Twitter.
"Fiquei indignada porque nós caminhamos para um retrocesso muito grande nos direitos humanos quando uma pessoa com esse histórico de falas contra os direitos humanos é eleita para presidir uma comissão desse nível de importância para a Câmara e para o Brasil", afirmou Marta.
Feliciano afirmou à BBC Brasil por email esperar que a ministra conheça mais sua vida e sua carreira. "Tenho o maior respeito pela Ministra Marta Suplicy, uma mulher com uma biografia impecável a favor dos menos favorecidos, e só espero que ela se quiser conheça minha vida ministerial dentro e fora da Igreja com milhares de pessoas ouvindo a Palavra de Deus que cura feridas da alma através de minhas mensagens", afirmou.
"Aprendi no Evangelho de Cristo que ao ser esbofeteado ofereça a outra face", disse.
Porém, em 2011, Feciliano chegou a escrever em sua conta de Twitter: "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição". Afirmou ainda que "africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé".
Classificado como "racista" e "homofóbico" por movimentos sociais, o pastor afirmou ter sido mal interpretado e fala em perseguição e preconceito por ser pastor evangélico.
Em entrevista essa semana, o deputado disse que "não se pode medir um homem com 140 caracteres de Twitter" e afirmou que "nunca praticou violência contra quem quer que seja".
...

De Camila Costa, BBC BRASIL