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sábado, 26 de janeiro de 2013

O programa de demissão volutária da Eletrobras



A Eletrobras já começou a preparar um programa de demissão voluntária para guilhotinar gastos. Estima-se que 3 000 servidores vão aderir, ou seja, 15% do total de funcionários. Inchaço menor na folha de pagamentos é sempre saudável. Neste caso específico, porém, é resultado da nova MP do setor elétrico, que diminuirá drasticamente as receitas da Eletrobras. Vêm aí também cortes de patrocínios, gastos com serviços e consultorias. Em suma, adequações aos novos tempos de vacas magras.

Por Lauro Jardim, Revista VEJA

sábado, 19 de janeiro de 2013

"Apaguinhos" crescem e corte de luz bate recorde em 2012



Os consumidores brasileiros tiveram de conviver em 2012 com um recorde incômodo: o de cortes de luz.

Ao longo do ano passado, entre "apagões" e "apaguinhos", houve queda de pelo menos 64 mil MW (megawatts) de energia em todo o país.

A quantia equivale a deixar o Brasil inteiro sem luz durante quase um dia.
Trata-se do maior nível de interrupção de carga registrado pelo governo desde 2009 --ano marcado pelo maior apagão da era Lula. Os dados fazem parte de levantamento feito pela Folha a partir de dados do Ministério de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema Elétrico.

O recorde pode ser ainda maior, pois dados do mês de dezembro que registrou um dos maiores apagões-- ainda não foram integralmente contabilizados pelo governo. O Ministério de Minas e Energia deve divulgar os números oficiais na semana que vem. (...)


De Renata Agostini, Tai Nalon, de Brasília, Portal FOLHA

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ANÁLISE-"Quintal" de Dilma, energia pode causar-lhe dor de cabeça


BRASÍLIA, Se TVs e chuveiros realmente tiverem que ser desligados em 2013 para racionar energia, o ano não poderia ser mais emblemático para a presidente Dilma Rousseff. E no pior sentido.
Dilma fez fama ao reformular o setor elétrico e procurar dar garantia à segurança do fornecimento de energia após a grave crise de 2001. Ela se vê agora diante de ameaças que poderão minar seus esforços de dar fôlego à indústria e reaquecer a economia, após dois anos de crescimento frustrante.
"Se começar a faltar eletricidade, e voltar o chamado apagão, isso teria um impacto negativo muito forte, com certeza... Por isso, ela e o governo estão irredutíveis que há zero chance de faltar eletricidade, apesar de especialistas dizerem que o risco é maior", disse à Reuters o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.
O "timing" para incertezas não poderia ser pior. Depois de um 2012 de economia ruim, cujo crescimento deve ser de cerca de 1 por cento, Dilma espera que as diversas medidas de estímulo tenham seus efeitos plenos neste ano, finalmente abrindo caminho para uma expansão de 4 por cento para 2013.
Um eventual racionamento de energia afetaria diretamente a indústria, setor que recebeu atenção especial da presidente em 2012 com diversas ações de incentivo ao investimento e competitividade, de olho numa recuperação que é bastante aguardada para este ano.
Menos energia, menos produção. E, possivelmente, menos emprego.
"Se houver outro pibinho como em 2012, você teria um impacto muito grande na população e na popularidade da Dilma, especialmente se começar a atingir emprego e inflação", disse Fleischer.
Dilma tem mantido níveis elevados de avaliação, com aprovação pessoal em 78 por cento, segundo pesquisa Ibope de dezembro, escorada principalmente na taxa de desemprego, cujo nível baixo é recorde.  (...)

De Hugo Bachega, Aência REUTERS BRASIL