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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Oposição quer colar imagem de Dilma à de João Vaccari


A estratégia da oposição para colar a imagem da presidente Dilma Rousseff à do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, será insistir em perguntar se Vaccari tem a confiança de Dilma. "Durante a campanha, o (então candidato a presidente) senador Aécio Neves questionou se Dilma confiava em Vaccari e ela disse que sim. A pergunta que vamos levantar novamente é: será que a presidente Dilma continua confiando em seu tesoureiro?", adiantou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

A orientação partiu de Aécio, que não está em Brasília nesta quinta-feira, 5, mas disparou telefonemas a seus pares dando a tônica da reação que quer ver na tribuna hoje.

Ontem, a bancada do PPS na Casa anunciou que vai pedir a convocação e a quebra dos sigilos do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, e do ex-diretor de serviços da estatal, Renato Duque.

"Já preparamos os requerimentos de convocação e quebra de sigilos desses dois personagens que estão no centro do esquema que roubou bilhões da Petrobras. A situação deles é grave e atinge diretamente a presidente Dilma Rousseff e o financiamento de sua campanha", informou o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), por meio de nota.

De Estadao Conteudo, JORNAL DE BRASILIA

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Na economia, Dilma terá o maior desafio


As urnas fortalecem. A presidente Dilma pode tirar delas a força e as lições para fazer seu segundo mandato ser melhor do que o primeiro. Mas, para isso, precisará ter sabedoria e capacidade de diálogo. Ela venceu, apesar da estagnação econômica, da inflação alta e do pior caso de corrupção que já houve, mas precisará ser capaz de ver seus erros e o fosso que sua campanha abriu no país.

Suas escolhas na economia falharam e isso não é uma questão de opinião. São os números. Eles são ruins, com raras exceções. A confiança de todos os setores empresariais está em queda. E quem não confia, não investe, não produz riqueza e empregos. O mercado financeiro não é ocupado por malévolos de sobrecasaca, mas por investidores, pequenos, médios e grandes, que tomam decisões sobre onde colocar seu dinheiro. E o país precisa de poupança e investimento. Precisa restaurar a confiança na economia. É o maior desafio.

Pode-se perguntar: por que, afinal, ela ganhou, se a situação econômica é tão ruim? Porque sua campanha chantageou os eleitores que dependem do Bolsa Família. Porque seu marketing eleitoral mentiu sobre as intenções e propostas de seus oponentes. Porque ela usou a máquina pública de forma espantosa.

Governará com um Congresso mais fragmentado, no qual seu partido encolheu e a oposição ficou mais forte. O maior erro de Aécio Neves foi em Minas Gerais. Não se pode errar em casa. Escolheu um candidato difícil de carregar e, no segundo turno, não virou o jogo. Mas teve muitos méritos. Defendeu os ideais do seu partido e conseguiu ocupar ruas com militância, coisa que só acontecia com o PT. O partido terá grandes políticos no Senado. Tem a chance de ser a oposição que nunca foi.

Os eleitores deram uma segunda chance a Dilma, que precisará ter ouvidos para a quase metade do país que não votou nela. Será hora de abandonar o discurso de campanha e ver os reais problemas do país. Não bastam as protocolares palavras de união e diálogo no discurso da vitória. A torcida dos brasileiros será para que ela tenha sucesso.

De Miriam Leitão, coluna, O GLOBO

terça-feira, 28 de maio de 2013

Confiança do Comércio registra queda pelo quinto mês consecutivo


O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas evoluiu desfavoravelmente no trimestre findo em maio, ao registrar queda de 3,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este é o quinto mês consecutivo de piora nesta base de comparação: em abril, a variação interanual do Indicador Trimestral havia sido de -2,9%.
O resultado sinaliza que a atividade econômica do setor continua em ritmo menos intenso que no mesmo período do ano passado. Após seis meses de resultados positivos, a variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-COM) registrou queda de 2,6% em maio. Em abril, a taxa havia sido de 0,7% na mesma base de comparação. Em relação aos próximos meses, as expectativas melhoraram um pouco: a taxa interanual trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) passou de -5,2% para -4,3% entre abril e maio.
No Varejo Restrito, ocorreu a sexta piora consecutiva da taxa interanual trimestral, que passou de -4,0%,em abril, para -6,2%, em maio. O segmento Veículos, Motos e Peças continua avançando, com taxas de 0,7% e 4,2%, respectivamente, nos mesmos períodos. Em Material para Construção, houve ligeira melhora, com taxas de -6,3% e -4,8%. O melhor desempenho destes dois segmentos propiciou uma evolução relativamente mais favorável do varejo no conceito Ampliado. As taxas de variação interanual passaram de -3,6% para -4,5%. No Atacado, houve recuo de 1,9%, em maio, após queda de 1,6%, em abril.
O Índice da Situação Atual (ISA-COM) retrata a percepção em relação à demanda no momento atual. Na média do trimestre findo em maio, 16,3% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 19,3%, como fraca. No mesmo período de 2012, estes percentuais haviam sido de 19,6% e 20,1%, respectivamente.
Entre abril e maio, na comparação interanual trimestral, o indicador que mede as expectativas em relação às vendas nos três meses seguintes foi o que mais contribuiu na melhora do Índice de Expectativas (IE-COM), ao passar de -6,6% para -4,8%.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mais um assessor de deputado é preso com R$ 1 milhão, e como sempre, nega ser o "pai da criança"


PRF acha R$ 1 milhão em carro de homem ligado a deputado

Foram encontrados cheques em nome da Assembleia Legislativa e documentos assinados pelo presidente da Casa, José Geraldo Riva (PSD)

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam numa ação de rotina na BR-262, em Araxá , Minas Gerais, um homem que transportava três cheques de 58 000 reais cada e cédulas em reais (790 000 reais) e euros (50 000 reais) com suspeita de origem ilícita. Ele teria ligações, segundo a polícia, com o deputado José Geraldo Riva (PSD), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O homem, que não teve o nome divulgado a pedido do Ministério Público, trafegava pela rodovia quando foi parado num posto da Polícia Rodoviária. O dinheiro estava numa bolsa no porta-malas do carro. Os cheques em nome da Assembleia Legislativa foram encontrados num compartimento oculto. Os agentes também recolheram documentos assinados por Riva. A PRF informou que a possível ligação do preso com o parlamentar foi constatada numa pesquisa interna. Procurado nesta terça-feira, o deputado não respondeu às ligações.
Não é a primeira vez que o nome de Riva é citado em operações do Ministério Público e das polícias. O MP-MT o acusa de desviar recursos dos cofres da Assembleia por meio de empresas fantasmas. O deputado responde a 102 ações penais e de improbidade administrativa. Embora seja citado em uma centena de processos, ele mantém influência na política de Mato Grosso. Atualmente, preside o diretório estadual do PSD.


De conteudo Estadão, revista VEJA

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pesquisa da CNI revela baixo crescimento da confiança do empresariado na economia


Após dois meses de queda, o índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu 1,4 ponto em fevereiro em comparação com o mês anterior e atingiu 58,1 pontos. Este é o mesmo nível da pesquisa de fevereiro do ano passado. A confederação reconhece que o aumento da confiança do empresariado ainda é tênue. O ICEI vem oscilando em torno de 57,5 pontos há seis meses sem caracterizar uma tendência de crescimento. Essa trajetória sugere que a recuperação da produção industrial nos próximos meses ocorrerá lentamente.

De Leonel Rocha, Felipe Patury, Reista ÉPOCA