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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Oposição quer colar imagem de Dilma à de João Vaccari


A estratégia da oposição para colar a imagem da presidente Dilma Rousseff à do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, será insistir em perguntar se Vaccari tem a confiança de Dilma. "Durante a campanha, o (então candidato a presidente) senador Aécio Neves questionou se Dilma confiava em Vaccari e ela disse que sim. A pergunta que vamos levantar novamente é: será que a presidente Dilma continua confiando em seu tesoureiro?", adiantou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

A orientação partiu de Aécio, que não está em Brasília nesta quinta-feira, 5, mas disparou telefonemas a seus pares dando a tônica da reação que quer ver na tribuna hoje.

Ontem, a bancada do PPS na Casa anunciou que vai pedir a convocação e a quebra dos sigilos do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, e do ex-diretor de serviços da estatal, Renato Duque.

"Já preparamos os requerimentos de convocação e quebra de sigilos desses dois personagens que estão no centro do esquema que roubou bilhões da Petrobras. A situação deles é grave e atinge diretamente a presidente Dilma Rousseff e o financiamento de sua campanha", informou o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), por meio de nota.

De Estadao Conteudo, JORNAL DE BRASILIA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PT recebeu até US$ 200 milhões em propina da Petrobras, estima delator


Em depoimento concedido em acordo de delação premiada, Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobras, estima que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013 de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras, como o da refinaria Abreu e Lima, em construção em Pernambuco.

Barusco afirma que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, teve "participação" no recebimento desse suborno. Vaccari Neto, de acordo com ele, ficou, até março de 2013, com US$ 4,5 milhões.

Ainda segundo ele, em outra fase, houve pagamentos até fevereiro do ano passado.

O depoimento foi prestado no dia 20 de novembro último e veio à tona nesta quinta-feira (5).

Segundo Barusco, Vaccari participou pessoalmente de um acerto fechado entre funcionários da Petrobras e estaleiros nacionais e internacionais relativos a 21 contratos para construção de navios equipados com sondas, contratações que envolveram ao todo cerca de US$ 22 bilhões.

"Essa combinação envolveu o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, o declarante [Barusco] e os agentes de cada um dos estaleiros, que deveria ser distribuído o percentual de 1%, posteriormente para 0,9%", declarou Barusco.

Segundo o delator, desse 1% sobre o valor dos contratos, a divisão se dava da seguinte forma: "2/3 [dois terços] para João Vaccari; e 1/3 para 'Casa 1' e 'Casa 2'". Barusco envolveu outros funcionários da Petrobras no esquema...

De Rubens Valente, Gabriel Mascarenhas e Mario Cesar Carvalho, FOLHA DE S. PAULO

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CPI quebra sigilo de tesoureiro do PT e convoca afilhado de Dirceu


A CPI mista da Petrobras aprovou nesta terça-feira a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele é apontado pelo doleiro Alberto Yousseff como um dos beneficiários da quadrilha instalada na Petrobras. Foram 12 votos favoráveis e 11 contrários.

Os petistas protestaram e pediram a aprovação de um requerimento que quebrava o sigilo dos tesoureiros de todos os partidos que receberam doações das empreiteiras envolvidas – o que, das siglas com bancada no Congresso, livraria apenas o PSOL. Mas o texto não foi colocado em votação.

O sigilo de Vaccari foi quebrado com o apoio de parlamentares de partidos aliados, como Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Enio Bacci (PDT-RS).

A CPI também aprovou nesta terça a realização de uma acareação entre Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, ex-diretores da área internacional da Petrobras, e a convocação de Ildo Sauer, ex-diretor de gás e energia da empresa,,.


De Gabriel Castro, VEJA