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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Homem armado faz reféns em café de Sydney em suposto ataque jihadista


SYDNEY - A polícia da Austrália isolou o centro da maior cidade do país, Sydney, nesta segunda-feira, após um homem armado ter entrado em um café, feito reféns e os forçado a exibir uma bandeira do Estado Islâmico, despertando temores de que seja um ataque jihadista.

A polícia informou ter conhecimento de um homem armado envolvido no incidente no café da chocolateira Lindt, no coração do distrito financeiro de Sydney, mas pode haver mais.

Policiais, inclusive agentes paramilitares, isolaram vários quarteirões no entorno do café, à medida que negociadores tentavam resolver um dos maiores pânicos de segurança na Austrália em décadas. Atiradores de elite e equipes especiais tomaram posições ao redor do café, e helicópteros da polícia sobrevoavam o local.

Ao menos cinco reféns foram soltos ou escaparam desde o início do incidente, no meio da manhã. Funcionários do local e clientes foram vistos correndo desesperados em direção à polícia após conseguirem sair do local.

Cerca de 15 reféns ainda podem estar no interior do café, de acordo com Chris Reason, repórter do Channel Seven, cujo escritório fica em frente ao café.

"De dentro da redação de Martin Place nós podemos ver um homem armado rodando os reféns, os forçando contra as janelas", disse Reason no Twitter.

O primeiro-ministro Tony Abbott, que for a alertado sobre possíveis planos de militantes de atacar a Austrália, disse que há indicações de que o sequestro tinha motivação política.

De Matt Siegel e Jane Wardell, REUTERS

quarta-feira, 24 de abril de 2013

EUA retiram acusação contra homem do Mississippi em caso de cartas com ricina


TUPELO, Estados Unidos - Promotores dos Estados Unidos retiraram acusações contra um homem do Mississippi suspeito de enviar cartas com a substância letal ricina ao presidente norte-americano, Barack Obama, e a um senador do país, de acordo com uma ordem judicial assinada nesta terça-feira.
A decisão foi tomada horas depois que Paul Kevin Curtis foi libertado de uma prisão no Mississippi sob fiança. Em uma ordem judicial rejeitando as acusações, os promotores disseram que a "investigação em curso revelou novas informações", sem fornecer mais detalhes.
Em entrevista coletiva, Curtis afirmou que respeita Obama e nunca faria mal a um funcionário público. "Eu amo este país", disse ele.
A libertação de Curtis, de 45 anos, aconteceu logo depois que um juiz adiou indefinidamente uma audiência sobre sua prisão.
Christi McCoy, advogado de Curtis, disse à CNN que acredita que seu cliente tenha sido vítima de armação. O jornal Clarion Ledger informou que os policiais revistaram a casa de um segundo homem no Mississippi em conexão com o caso. Um porta-voz para a Procuradoria dos EUA em Oxford, Mississippi, não retornou as ligações para comentar o assunto.
"Eu acredito que alguém que era conhecido e está familiarizado com Kevin simplesmente pegou sua informação pessoal e fez isso com ele", disse McCoy à CNN. "É absolutamente horrível que alguém tenha feito isso."
Curtis foi detido na quarta-feira passada em sua casa em Corinto, Mississippi. Ele foi acusado de enviar cartas a Obama, ao senador por Mississippi Roger Wicker e a um juiz estadual que continham uma substância que preliminarmente testou positivo para ricina, um veneno altamente letal feito a partir de mamona.
As cartas foram interceptadas pelas autoridades antes de chegarem aos seus destinos.
No fim de semana, os investigadores revistaram a casa de Curtis, seu veículo e a casa de sua ex-mulher, mas não conseguiram encontrar qualquer evidência incriminadora, afirmou a advogada ao Northeast Mississippi Daily Journal.


De agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mais um assessor de deputado é preso com R$ 1 milhão, e como sempre, nega ser o "pai da criança"


PRF acha R$ 1 milhão em carro de homem ligado a deputado

Foram encontrados cheques em nome da Assembleia Legislativa e documentos assinados pelo presidente da Casa, José Geraldo Riva (PSD)

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam numa ação de rotina na BR-262, em Araxá , Minas Gerais, um homem que transportava três cheques de 58 000 reais cada e cédulas em reais (790 000 reais) e euros (50 000 reais) com suspeita de origem ilícita. Ele teria ligações, segundo a polícia, com o deputado José Geraldo Riva (PSD), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O homem, que não teve o nome divulgado a pedido do Ministério Público, trafegava pela rodovia quando foi parado num posto da Polícia Rodoviária. O dinheiro estava numa bolsa no porta-malas do carro. Os cheques em nome da Assembleia Legislativa foram encontrados num compartimento oculto. Os agentes também recolheram documentos assinados por Riva. A PRF informou que a possível ligação do preso com o parlamentar foi constatada numa pesquisa interna. Procurado nesta terça-feira, o deputado não respondeu às ligações.
Não é a primeira vez que o nome de Riva é citado em operações do Ministério Público e das polícias. O MP-MT o acusa de desviar recursos dos cofres da Assembleia por meio de empresas fantasmas. O deputado responde a 102 ações penais e de improbidade administrativa. Embora seja citado em uma centena de processos, ele mantém influência na política de Mato Grosso. Atualmente, preside o diretório estadual do PSD.


De conteudo Estadão, revista VEJA

segunda-feira, 4 de março de 2013

A cara do Brasil: O político com mais de 100 processos


Réu em mais de uma centena de processos nos âmbitos cível e criminal em função de suspeita de participação no desvio de R$ 65,2 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa do Mato Grosso e outros crimes, José Geraldo Riva (PSD) sempre foi considerado um homem de sorte. Eleito deputado estadual em Mato Grosso pela primeira vez, em 1994, alterna há 18 anos o cargo de presidente e 1º secretário do Legislativo.

O alto posto serviu para articular, por exemplo, a aprovação de lei que tentava tirar da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá todos os processos por improbidade administrativa a que ele mesmo responde. Garantiu por um bom tempo a suplentes de deputados estaduais gabinete com quase duas dezenas de funcionários. Aprovou lei que autorizou a exploração de loteria por empresas privadas. Em dezembro, até o regimento interno da Casa foi alterado para que pudesse passar a ser conduzido continuamente à presidência do Legislativo.

Seja aliado ou adversário, no Mato Grosso todos veem no gesto o propósito de assumir em breve o governo do estado na condição de atual presidente da Assembleia. Isso ocorrerá caso o atual governador, Silval Barbosa (PMDB), deixe o posto para disputar uma vaga no Senado, e o vice, Chico Daltro (PSD), garanta vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Mas, mesmo sem assumir o cargo de governador, a rede de influência construída pelo deputado ao longo dos anos já o torna o político mais habilidoso de Mato Grosso. Riva é unanimidade entre os parlamentares estaduais, que ignoram solenemente sua ficha judicial.

Com o governo estadual, ele mantém parceria estreita, cuida dos núcleos sistêmicos que concentram compras, indica postos-chave em secretarias e ainda garantiu um cargo para a mulher, Janete Riva, hoje secretária de Cultura e processada por crime ambiental.
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De Thiago Herdy, jornal O GLOBO