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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Homem armado faz reféns em café de Sydney em suposto ataque jihadista


SYDNEY - A polícia da Austrália isolou o centro da maior cidade do país, Sydney, nesta segunda-feira, após um homem armado ter entrado em um café, feito reféns e os forçado a exibir uma bandeira do Estado Islâmico, despertando temores de que seja um ataque jihadista.

A polícia informou ter conhecimento de um homem armado envolvido no incidente no café da chocolateira Lindt, no coração do distrito financeiro de Sydney, mas pode haver mais.

Policiais, inclusive agentes paramilitares, isolaram vários quarteirões no entorno do café, à medida que negociadores tentavam resolver um dos maiores pânicos de segurança na Austrália em décadas. Atiradores de elite e equipes especiais tomaram posições ao redor do café, e helicópteros da polícia sobrevoavam o local.

Ao menos cinco reféns foram soltos ou escaparam desde o início do incidente, no meio da manhã. Funcionários do local e clientes foram vistos correndo desesperados em direção à polícia após conseguirem sair do local.

Cerca de 15 reféns ainda podem estar no interior do café, de acordo com Chris Reason, repórter do Channel Seven, cujo escritório fica em frente ao café.

"De dentro da redação de Martin Place nós podemos ver um homem armado rodando os reféns, os forçando contra as janelas", disse Reason no Twitter.

O primeiro-ministro Tony Abbott, que for a alertado sobre possíveis planos de militantes de atacar a Austrália, disse que há indicações de que o sequestro tinha motivação política.

De Matt Siegel e Jane Wardell, REUTERS

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Menino de 13 anos treina para ser jihadista na Síria


Ao chegarmos a sua casa, ele nos recebe como um adolescente comum e feliz: cabelo despenteado, sorriso no rosto e casaco cinza com capuz.

Mas, quando paramos para conversar, ele se dirige ao quarto do lado para mudar de roupa. Volta com uma balaclava preta -capuz que cobre o rosto todo- e roupa com camuflagem militar.

Ele quer ser chamado de "Abu Hattab".

Nascido na Síria, o adolescente se radicalizou no ano passado, juntando-se ao grupo jihadista Sham al-Islam.

'Geração perdida'

"Eles deveriam estar na escola. A Al-Nusra oferece às crianças US$ 100 (cerca de R$ 250) por mês para lutar ao lado deles. E eles dão treinamento de armas em um acampamento. Eles perderam a infância."

Os irmãos foram recentemente capturados pelo 'Estado Islâmico'. Mohamed teme que em breve eles desertem da Al-Nusra para lutar com o 'Estado Islâmico'.

"Eu costumava me divertir com meu irmão mais novo em casa. Mas depois ele mudou. Quando eu disse a ele que a Al-Nusra iria destruir o nosso país, ele disse: 'Cala a boca, ou eu te mato'."

"Quando eles aderiram à Al-Nusra, eu disse adeus para os dois e pensei: Nunca mais vou vê-los. Tenho certeza de que vou receber a notícia que eles foram mortos."

A guerra da Síria está prejudicando os anos de formação de toda uma geração. E os militantes estão usando crianças como instrumentos de guerra.

Quando saí da casa de "Abu Hattab", perguntei à mãe dele o que o filho de 13 anos queria ser quando ele era mais novo.

Ela sorriu: "Ser piloto".

De Mark Lowen, BBC NEWS