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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ajuda federal permitirá reajuste de trem, metrô e ônibus menor em SP


O governo vai suspender a cobrança de dois impostos federais que incidem sobre as tarifas de transporte coletivo urbano em todo o país a partir do próximo mês.
Preocupado com o impacto do reajuste destes preços sobre a inflação, a equipe econômica resolveu zerar a alíquota de PIS e Cofins que é paga pelas empresas de ônibus, metrô e transporte de passageiros por barcos.

A medida, que entrará em vigor no dia 1º de junho, contribuiu para reduzir o reajuste no preço das tarifas de ônibus municipais, metrô e trens da CPTM, que a prefeitura de São Paulo e o governo do Estado farão a partir do dia 2.

A desoneração também terá impacto sobre os reajustes esperados nas passagens de transporte coletivo em outras cidades do país.

Como a Folha antecipou no início de março, a medida estava em gestação há meses e aguardava uma avaliação da área técnica da equipe econômica sobre qual o espaço que o governo teria para fazer a renúncia fiscal...


De Natuza Nery, de Brasília, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

sexta-feira, 1 de março de 2013

Greve de ônibus deixa sem transporte milhares de pessoas no Rio de Janeiro


Rio de Janeiro, 1 mar (EFE).- Uma greve de trabalhadores das empresas de ônibus do Rio de Janeiro para exigir melhoras salariais deixa sem transporte desde a meia-noite desta sexta-feira grande parte dos cariocas no dia em que a cidade completa 448 anos de fundação.

Os trabalhadores pedem um aumento salarial de 15% ou de 10% e outros benefícios, mas a Rio Ônibus, organização que reúne as empresas rodoviárias municipais, ofereceu uma alta de 8% que foi rejeitada pelos sindicatos, que convocaram a greve de 24 horas.


De agência EFE

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Reajustes de gasolina e ônibus vão superar queda da energia na inflação

Diferença entre a alta do combustível e do transporte e a queda da energia resulta em um impacto de 0,33 pontos no IPCA

RIO - As principais revisões de preços previstas para os primeiros meses deste ano - da gasolina, dos ônibus urbanos no Rio de Janeiro e em São Paulo e da energia elétrica - devem resultar em alta da inflação. Apesar da tentativa do governo de conter o custo de vida da família brasileira, o saldo entre as três pressões é positivo, com os reajustes da gasolina e do transporte superando os reflexos da queda da tarifa de energia elétrica.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada 1% de reajuste da gasolina significa um impacto de 0,0389 ponto porcentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador de inflação oficial do governo. Caso o reajuste seja de 7%, como apurou o Estadão, o impacto positivo será, portanto, de 0,28 ponto porcentual. Junto com a revisão das tarifas de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo, cujo impacto será de 0,58 ponto porcentual, as duas pressões teriam peso de 0,86 ponto porcentual no IPCA, segundo cálculo do economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) André Braz.
Já a redução da tarifa de energia elétrica de 16% para o consumidor residencial significará uma retração do IPCA de 0,53 ponto porcentual. Com isso, o saldo entre os impactos das revisões de preço da gasolina, ônibus no Rio e em São Paulo e energia elétrica é de uma alta de 0,33 ponto porcentual do IPCA, diluído nos meses de janeiro e fevereiro.
Um reajuste do preço da gasolina nos próximos dias, como aguarda o mercado, aparecerá na proporção de um terço neste mês, com impacto de 0,09 ponto porcentual, e dois terços no próximo mês, de 0,19 ponto porcentual, projeta o Ibre/FGV. Esta estimativa levou à revisão pelo Ibre/FGV do IPCA deste mês de 0,75% para 0,84%. Para fevereiro, a revisão foi de 0,50% para 0,70%.
"Mas é preciso avaliar se a redução da energia terá efeito líquido de 16% para o consumidor, como espera o governo. As térmicas que estão sendo acionadas nesse período de reservatórios baixos poderão encarecer a conta de energia", alertou Braz.
O economista ressaltou que a revisão da tarifa de ônibus nas cidades do Rio e São Paulo podem ser diluídas nos indicadores de dois meses, dependendo de quando forem autorizadas. Se passarem a valer a partir do meio para o fim do mês, terão reflexo também no mês seguinte. Para o cálculo do impacto dos reajustes das tarifas de ônibus nos dois municípios, o Ibre/FGV considerou um aumento de 11,84% em São Paulo, referente à inflação acumulada nos últimos dois anos, desde o último reajuste; e de 5,5% no Rio, já anunciado pela prefeitura.

De Fernanda Nunes, Agência ESTADO