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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Número de mortos pelas chuvas na Argentina chega a 54


Subiu para 54 o número de mortos por causa das fortes chuvas que atingiram a Argentina desde a última terça-feira (2). Em La Plata, capital da Província de Buenos Aires, as chuvas que atingiram a cidade na noite de terça e durante toda a madrugada desta quarta deixaram 46 mortos. A cidade de Buenos Aires registrou outras oito mortes.

O governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, não descartou que o número de vítimas em La Plata possa aumentar. "Os corpos foram, infelizmente, aparecendo conforme a água baixava", disse Scioli. Mais de 2.200 pessoas ficaram desabrigadas. Bombeiros, policiais e o Exército ainda trabalham no resgate dos sobreviventes.

Durante a tarde, a presidente Cristina Kirchner visitou a região. Ela foi de helicóptero à cidade vizinha de Tolosa, onde passou sua infância e agora vive sua mãe, Ofelia Wilhelm. A casa da família não foi atingida, mas o quarteirão onde ela mora foi ocupado pela água.

Cristina assegurou que as medidas de segurança serão reforçadas nas áreas mais afetadas pelas inundações. Ela disse ainda que o governador Scioli anunciará apoio financeiro para as famílias que perderam bens materiais.

Segundo o jornal "Clarín", enquanto Cristina estava na região, centenas de pessoas saquearam um supermercado. A presidente visitou desabrigados e foi recebida com mensagens intercaladas de apoio e condenação pelo desastre entre a curta caminhada.

Scioli disse que a tempestade em La Plata, que acumulou mais de 300 milímetros em poucos mais de três horas, surpreendeu os moradores. "As pessoas se refugiaram em telhados e árvores, mas muitas não chegaram a tempo". As águas inundaram metade da cidade, e em alguns pontos alcançaram dois metros de altura.

Com a situação crítica, as autoridades decretaram feriado nos estabelecimentos públicos e educacionais de La Plata, uma cidade industrial e comercial que abriga uma universidade estatal frequentada por diversos alunos de outros países latino-americanos.

Os Serviços Meteorológicos preveem fortes chuvas para os próximos dias na Província de Buenos Aires, o que pode provocar mais enchentes na região. La Plata tem cerca de 900 mil habitantes e fica a 50 km de Buenos Aires.


De jornal FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 19 de março de 2013

Petrópolis, na Região Serrana do Rio, fica mais uma vez refém das chuvas



Petrópolis, 18 mar (EFE).- As chuvas que caem desde a tarde de domingo em Petrópolis, na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, fazem sua população viver um drama semelhante ao de janeiro de 2011, quando grande parte da cidade foi devastada por temporais.

Segundo o último boletim oficial divulgado pela prefeitura nesta segunda-feira, a tragédia deste ano já provocou a morte de 16 pessoas, deixou outras 18 feridas e mais de 560 desabrigadas ou desalojadas.


De agência EFE

domingo, 13 de janeiro de 2013

Profetas da chuva têm previsões para inverno no município de Quixadá



Neste final de semana, a cidade de Quixadá será sede do XVII Encontro dos Profetas da Chuva. De 11 a 13 de janeiro, estudiosos acadêmicos, políticos, estudantes e profetas da chuva do Sertão Central reúnem-se na Associação de Ouvinos e Caprinos do Ceará (Acocece) para conhecerem as previsões do inverno cearense de 2013.
A programação começa hoje (11) com a sexta edição do festival Encanta Quixadá. A apresentação de violeiros e trovadores vem reunindo, desde o ano de 2007, as antigas e novas gerações de cantadores da moda nordestina. No sábado (12) acontece a abertura oficial do evento, quando os 35 profetas convidados vão expor suas previsões. Durante a noite, a partir das 19h, uma novidade desta edição: o Seminário “Convivência no Semiárido: técnicas de armazenamento de água e hábitos do sertão”.
Na ocasião, vão estar presentes pesquisadores e educadores da área que vão discutir sobre as melhores condições de se manter uma vida em regiões de semiárido. O Encontro encerra no domingo (13) com um café da manhã e bate-papo com os participantes, além da apresentação do Reisado Boi Coração, da localidade de Boi D´Água (Quixadá). (...)

De Municípios, Jornal O ESTADO


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Marina Silva: Dona Culpa

Quando começam as chuvas, todos sabemos que haverá enchentes nas grandes cidades, desbarrancamento e moradias soterradas nos morros. A culpa, segundo os agentes públicos, é do excesso de chuvas e da insistência dos moradores em permanecer no local.


Mais um ano de seca no sertão nordestino. Estados e municípios disputam desesperados os recursos para barragens, carros-pipa, poços, atendimento de emergência. A culpa? Das pessoas que moram em lugar errado e da natureza, que mandou toda a água para outra região.

Já estamos nos acostumando com essa lógica. Nos anos de crescimento e bonança, os que estão no poder arvoram-se a dar lições ao mundo; nos anos das vacas magras, o problema é a crise na Europa, a guerra cambial, a falta de ousadia dos empresários... Para os que estão na oposição, o sucesso é resultado de alguma decisão anterior ao governo atual, enquanto o fracasso vem dos erros cometidos por esse.

Atualmente, voltamos à "interrupção no fornecimento" de energia (há que se buscar novos nomes para o velho apagão) que, como sabemos, nos últimos anos teve vários culpados: faltou chuva nos reservatórios, um raio desligou a transmissão, o calor fez todo mundo ligar o ventilador.

Mas o ministro tem um jargão na ponta da língua que sintetiza o condomínio dos culpados: "problemas ambientais'. Leia-se índios e ecologistas, que atrasam a construção de usinas. Uns não têm força para demarcar e proteger suas terras, outros não conseguem impedir a desfiguração do Código Florestal, mas o ministro diz que, juntos, têm o poder de apagar a luz do país.

Cá entre nós, desconfio que o planejamento energético brasileiro é atrasado e não prevê a diversificação e distribuição necessária para superar os limites de nossa matriz energética.

Digo "desconfio" porque quase ninguém conhece os planos desse setor, herança e continuação das estruturas centralizadas, anteriores à democratização do país. Os poucos que têm acesso parecem muito competentes, mas não podem vencer um exército de índios.

A culpa do apagão e de todos os desastres anuais previsíveis e anunciados não pode ser dos políticos e gestores públicos. Afinal, quem escolhe os diretores de órgãos públicos e agências? 

Quem coloca afilhados políticos em cargos técnicos? Quem faz acordos para entregar ministérios com "porteira fechada" aos partidos políticos? Quem nomeia os que, pouco tempo depois, serão flagrados em atos ilícitos e práticas de corrupção?

Não, certamente a culpa não pode ser dos que planejam, coordenam e executam as políticas públicas nas cidades, nos Estados e no país.

Convoquem o povo, os índios, os ecologistas, a chuva. Alguém terá que se casar com dona Culpa.


De Marina Silva, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Nível de reservatórios de hidrelétricas do NE cai 0,9%

O nível dos reservatórios das hidrelétricas do Nordeste, região que mais vem sofrendo com a falta de chuvas, caiu de 30,20% na terça-feira (9) para 29,91% ontem, segundo dados do ONS (Operador Nacional do Sistema).


No Sul, os reservatórios subiram para 45,33%, de 43,30% na terça-feira. Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, reunidas em um único subsistema, a taxa permaneceu estável, de 28,32% na terça-feira para 28,31% ontem. No Norte o nível também pouco mudou, de 39,88% para 39,99%.

A queda no nível dos reservatórios continua abaixo da média histórica, o que vem modificando a matriz elétrica do país.
Ontem, a geração hídrica respondia por 64,17% da geração, contra 73,68% em igual dia de 2012, uma queda de 12,9%, enquanto a energia térmica convencional passou de uma geração de 4,78% em 9/1/2012 para 17,78% ontem, aumento de 271,9%.


De Denise Luna, FOLHA Online

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"Dá nojo de político, dá nojo desta gente bandida"


Cantor correu para o bairro quando soube da tragédia e ajudou seus vizinhos


Morador de Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense durante 20 anos, o cantor e compositor Zeca Pagodinho esteve na região afetada na manhã desta quinta-feira (3) para visitar seu sítio, que fica muito próximo da região do Café Torrado (a mais afetada de Xerém) e para ajudar amigos de longa data.
Usando um quadriciclo motorizado, o cantor passou o dia circulando pelas ruas enlameadas e ajudando seus vizinhos atingidos pelas chuvas. Ao dar entrevistas ás equipes de televisão, não escondia sua comoção com o que estava acontecendo aos moradores do distrito. Em certo momento, seu desabafo foi forte:
"É muito ruim ver Xerém assim", disse o sambista em entrevista à TV Bandeirantes. "Tem muita gente pobre, muita gente sofredora e tem o lixo para infernizar mais ainda a vida. Eu tenho carro, mas tem gente que não tem. O único caminho que sobrou(depois dos deslizamentos de terra) é lixo puro. Dá nojo de político, dá nojo desta gente bandida", disse ele numa clara referência à irregularidade na coleta de lixo . 
Logo após chegar em seu sítio em Xerém na manhã desta quinta (3) e se deparar com o cenário de destruição, Pagodinho passou a divulgar na rede social Facebook uma campanha para angariar donativos.

De Rio, Jornal DO BRASIL