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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Contas de luz devem subir 40% em 2015, diz Aneel



As contas de energia elétrica devem subir, em média, 40%, em 2015, segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentada na segunda-feira à presidente Dilma Rousseff e aos novos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e de Minas e Energia, Eduardo Braga. O aumento é bem maior do que o que consta no relatório de inflação do Banco Central, que previa alta de 17% e pode representar um acréscimo de 1,2 ponto porcentual no índice de inflação (IPCA) deste ano. Segundo o jornal Valor Econômico, na conta da Aneel já está previsto o fim da ajuda do Tesouro Nacional às elétricas. Essa política foi adotada no ano passado para evitar que as empresas quebrassem diante do aumento exponencial de custos e o minguado caixa.

Em ano de corte de gastos, o governo disse na segunda-feira que não bancará mais o rombo financeiro, deixando para trás a política tão defendida pela presidente em 2012, baseada em subsídios ao setor com o objetivo de baixar a tarifa ao consumidor. Em 2014 foram emprestados 17,8 bilhões de reais às elétricas, conta que ainda será paga pelos consumidores brasileiros.

Vale lembrar, porém, que o reajuste nas contas variam de região para região, de distribuidora para distribuidora, e podem, segundo o Valor Econômico, ter um peso ainda maior para as indústrias do Nordeste. Isso porque o Ministério de Minas e Energia sugeriu à presidente por fim em um contrato que expira em junho com a Chesf e, há trinta anos, permite que a companhia venda energia elétrica a preços menores (um terço do habitual) para as indústrias eletrointensivas na Bahia, Alagoas e Pernambuco...

De economia, VEJA

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fortaleza vive outro apagão







FORTALEZA - A cidade de Fortaleza viveu na manhã desta sexta-feira, dia 25, um apagão de 15 minutos. Toda a cidade ficou sem energia elétrica de 9 às 9h15. O apagão foi ocasionado por uma interrupção de fornecimento de energia por parte da Companhia Hidroelétrica Vale do São Francisco (Chesf), a partir da estação Delmiro Gouveia localizada a 69 quilômetros de Fortaleza.
Em nota a Chesf informou que precisou desligar o fornecimento para serviços de melhorias na estação. O diretor de operações da Chesf, Mozart Arnaud, adiantou que "todas as causas do desligamento estão sendo apuradas" e que a estação "já está operando normalmente, sem restrição, risco ou impedimento".
A concessionária de energia no Ceará, a Coelce, explicou que o apagão afetou principalmente 298.058 usuários. O apagão deixou sem energia todos os mais de 300 semáforos de Fortaleza, causando um caos no trânsito. Aeroporto Internacional Pinto Martins, hospitais e grandes indústrias tiveram que acionaram geradores próprios para compensar a falta de energia.

De Lauriberto Braga, Portal O ESTADO DE SÃO PAULO

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dilma confirma redução na conta de luz e critica 'pessimistas'


A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta quarta (23), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, a redução na tarifa de energia elétrica divulgada mais cedo pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disse que "fracassaram" as previsões daqueles que "são do contra" e, segundo ela, afirmaram que o governo não conseguiria baixar o custo da conta de luz.
Segundo a presidente, o corte na tarifa na conta de luz para residências será de 18% e para indústria, de até 32%, mesmos percentuais informados pela Aneel no início da tarde. Os cortes são ainda maiores que os anunciados pela própria presidente em setembro, quando ela afirmou que a redução média seria de 16% para residências e de até 28% para a indústria.
A nova tarifa entrará em vigor nesta quinta-feira (24), segundo anunciou a presidente, e será formalizada por meio de um decreto e de uma medida provisória.
“A conta de luz de 2013 vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para indústria, agricultura, comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia e ela irá crescer ainda nos próximos anos”, disse Dilma durante o pronunciamento na TV.
A prresidente criticou as previsões de que o corte na tarifa seria menor do que o pretendido pelo governo.  “Como era de se esperar, essas previsões fracassaram”, afirmou. Para Dilma, “aqueles que são do contra estão ficando para trás”.
Em dezembro de 2012, o secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermann chegou a afirmar que não seria possível reduzir as tarifas no percentual anunciado inicialmente pelo governo devido à recusa das empresas e energia Cesp (São Paulo), Cemig (Minas Gerais) e Copel (Paraná) de aceitar as condições do governo federal - os três estados são governados pelo PSDB, que faz oposição ao governo federal.
“Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação , desinformação ou algum outro motivo tenham feito previsões sem fundamento quando os níveis [dos reservatórios das hidrelétricas] baixaram e as [usinas] térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único quilowatt que precisava e agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas”, declarou Dilma, em referência ao fato de que a energia produzida pelas térmicas é mais cara que a das hidrelétricas.
Segundo a presidente, “cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor que o índice que havíamos anunciado”, afirmou.
Dilma esclareceu que mesmo a população dos estados cujas concessionárias de energia se recusaram a aderir ao plano terão suas contas de energia reduzidas. “Espero que em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa, venham a concordar com o que eu estou dizendo”, declarou.
Racionamento
A presidente Dilma Rousseff afastou a possibilidade de o país enfrentar racionamento de energia. Segundo ela, o Brasil “vive uma situação segura na área de energia” e nosso sistema “é um dos mais seguros do mundo”.
“O Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata. Isso significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo”, afirmou durante o pronunciamento.
Ex-ministra de Minas e Energia durante o governo do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, Dilma apresentou dados técnicos da área energética.  Segundo ela, o país aumentará em mais de 7% a produção de energia em 2013 colocando em operação mais 8500 megawatts de energia e mais 7540 km de novas linhas de transmissão.
“Temos uma grande quantidade de usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica que hoje é de 121 ml megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer e bem neste e nos próximos anos”, afirmou.
Dilma disse ainda que é “usual, normal e seguro” o acionamento das usinas termelétricas. Essas usinas foram acionadas no fim do ano passado para suprir a falta de energia gerada pelas usinas hidrelétricas. O acionamento foi necessário porque a pequena quantidade de chuvas do início do verão levou os reservatórios a níveis baixos.
“Não há maiores riscos ou inquietações”, disse a presidente. “Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas”.
Dilma encerrou seu pronunciamento dizendo que o país venceu “o pessimismo e os pessimistas”. “Somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos nossa fé no Brasil acima dos nossos interesse políticos e pessoais”, afirmou.

De Priscilla Mendes, Economia, G1 GLOBO

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Dilma fará anúncio para assegurar redução na conta de energia elétrica



A presidente Dilma Rousseff fará pronunciamento à Nação para assegurar que a conta de energia residencial, comercial e da indústria terá redução de 20% e que não haverá racionamento no fornecimento de energia no país. O anúncio foi gravado e vai ser veiculado nesta quarta-feira (23).
A promessa de redução das tarifas foi feita pela presidente também em pronunciamento à Nação, no dia 6 de setembro, véspera do Dia da Pátria. A promessa rendeu popularidade da presidente, aferida em pesquisas de opinião.
O pronunciamento acontece num momento em que houve discussão forte sobre o risco de falta de energia no país. O governo despachou 56 das usinas termelétricas, de um total de 68, para assegurar o fornecimento a todo o país. Isso foi necessário porque os reservatórios ficaram abaixo na margem de segurança em função da falta de chuvas. As chuvas recentes permitiram que os reservatórios recuperassem capacidade.
Dilma Rousseff vem acompanhando o assunto diariamente e só agora se sentiu com segurança para fazer este pronunciamento à Nação assegurando a redução da tarifa e a garantia do fornecimento.

De Cristiana Lôbo, Portal G1 GLOBO

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dilma e sua incompetência administrativa

Parque Eólico
O parque eólico de Caetité, que poderá ser um importante complemento ao sistema energético baiano, está paralisado em consequência da falta de linhas de transmissão.  De resto, está tudo pronto. Como as empresas construtoras do parque entregaram a obra no prazo, a Chesf –Companhia Hidroelétrica do São Francisco- não procedeu de forma idêntica e não entregou as linhas de transmissão. A consequência é a que se observa repetidamente no setor público, o que já não causa nenhum espanto: a Companhia está a pagar R$36 milhões/mês às empresas. O senador Walter Pinheiro considerou a situação absurda e imputa ao presidente da Chesf, João Bosco Almeida, a responsabilidade. Rotula-o de incompetente pelas respostas patéticas que ofereceu pela ausência das linhas de transmissão. Enquanto isso o contribuinte, já extorquido, paga a conta. A declaração do senador foi, literalmente, esta: “Não foi problema de dinheiro; foi problema de competência. E isso está nos preocupando muito". E por que o governo não mostra a porta de saída e não manda o presidente da hidroelétrica lamber sabão?


De Samuel Celestino, Jornal BAHIA NOTICIA

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Atrasos podem anular redução na conta de energia

Devido à falta de planejamento, usinas eólicas instaladas no Nordeste estão construídas, mas não podem gerar energia para o sistema elétrico nacional por falta de linhas de transmissão. Prejuízo pode chegar a R$377,5 milhões


O atraso na construção de linhas de transmissão, que interligariam 32 parques eólicos instalados nos estados do Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte, deve aumentar os prejuízos dos consumidores e, até mesmo, anular a redução de 20,2% prometida pelo Governo Federal para a conta de energia dos consumidores brasileiros. Isso porque, apesar de não estar produzindo energia para o sistema elétrico nacional, os contratos assinados entre o Governo e as empresas, que são responsáveis pelas usinas, preveem a remuneração da produção a partir da data definida para o início da operação dos parques eólicos.
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De Economia, JORNAL O POVO

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cesp decide não renovar concessões como parte de plano para baratear luz

Decisão negativa da estatal paulista é, até agora, o maior revés para o plano do governo federal de reduzir a conta de luz a partir de 2013 


SÃO PAULO - Os acionistas da estatal paulista de geração de energia Cesp decidiram pela não renovação das concessões das hidrelétricas da empresa nos moldes propostos pelo governo federal, em assembleia realizada nesta segunda-feira, seguindo recomendação do Conselho de Administração.

"A proposta do governo federal foi insuficiente para atender as necessidades da companhia", disse em entrevista coletiva, após a assembleia, o presidente da Cesp, Mauro Arce.
As ações da empresa reagiam bem à negativa da empresa e subiam mais de 9% às 16h24, a R$ 19,04, contra variação positiva de 0,84% do Ibovespa.
Ao decidir não renovar as concessões, a Cesp garantirá o fluxo de caixa nos níveis atuais até o vencimento dos contratos vigentes para as usinas de Ilha Solteira e Jupiá, em 2015. A usina Três Irmãos teve sua concessão expirada em 2011 e terá que ser devolvida à União.
Até agora, a Cesp representa o maior revés para o plano do governo federal para reduzir a conta de luz, na média, em 20% em 2013, pela renovação antecipada e condicionada de concessões elétricas e pela diminuição ou fim de encargos setoriais.
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De Reuters, JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO, SP