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terça-feira, 12 de março de 2013

PSDB cobra desculpas de Dilma por adiar desoneração da cesta básica


BRASÍLIA - Imediatamente após o anúncio de desoneração dos produtos da cesta básica feito pela presidente Dilma Rousseff em pronunciamento oficial, nesta sexta-feira, o PSDB reagiu e cobrou desculpas da presidente ao partido pelo adiamento da decisão. O partido também acusou a presidente de falar em pronunciamento oficial na condição de “candidata”.
Em setembro de 2012, destacou em nota o presidente nacional da legenda, deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE), a presidente Dilma vetou emenda proposta pelo PSDB e aprovada no Congresso que previa a desoneração da cesta básica. À época, o governo criou um grupo de trabalho para estudar a proposta.
“Se não tivesse vetado a emenda aprovada, o benefício de produtos mais baratos já teria chegado à mesa dos brasileiros meses atrás. Mais uma vez, falou a candidata e não a presidente da República, que perdeu a oportunidade de explicar ao país as razões do recrudescimento da inflação que temos vivido”, disse o presidente do PSDB em nota.
O partido também disse que “o Brasil está caminhando numa velocidade enorme para ultrapassar, já em março, o teto da meta anual de inflação de 6,5%”, destacando o anúncio de alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Para Sérgio Guerra, “está claramente colocada em risco pela má condução da política econômica do governo” a “maior conquista da sociedade brasileira nas últimas décadas, que foi exatamente a estabilidade monetária”: Não reconhecer a herança bendita do PSDB é uma opção da presidente, mas colocá-la em risco é uma perversidade para com os brasileiros mais pobres.

De Bruno Peres e Leandra Peres, jornal VALOR ECONÔMICO

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dilma veta na íntegra projeto sobre porte de arma


Na explicação do veto, dirigida ao presidente do Senado, José Sarney, a presidenta Dilma informa que foram ouvidos o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que se manifestaram contra o projeto.

A presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei 87/2011 que previa o porte de arma, mesmo fora de serviço, a agentes e guardas prisionais, a integrantes das escoltas de presos e às guardas portuárias. O veto foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10).

Na explicação do veto, dirigida ao presidente do Senado, José Sarney, a presidenta Dilma informa que foram ouvidos o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que se manifestaram contra o projeto. As duas áreas alegaram que, se sancionado, o projeto implicaria maior quantidade de armas de fogo em circulação, “na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento”.
Na justificativa para o veto, foi ressaltada também “a existência da possibilidade de se requerer a autorização de porte para defesa pessoal, conforme a necessidade individual de cada agente”.
De Danilo Macedo, Agência Brasil, A CRITICA online