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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Economistas reduzem previsão para PIB em 2013 a 2,98%



SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras reduziram sua perspectiva para o crescimento da economia brasileira neste ano a 2,98 por cento após cinco semanas projetando expansão de 3 por cento, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.
Apesar de o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ter mostrado na semana passada que a atividade econômica brasileira acelerou no primeiro trimestre, isso não foi suficiente para dissipar a percepção entre analistas de que a atividade permanecerá errática ao longo do ano.
O IBC-Br apontou expansão de 1,05 por cento nos três primeiros meses do ano ante o último trimestre de 2012, quando o crescimento foi de 0,63 por cento.
Mas a economia brasileira vem mostrando fragilidade e dificuldade de imprimir recuperação mais sólida, e agora os analistas esperam a divulgação em 29 de maio dos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de janeiro a março. Para 2014, a projeção no Focus para o crescimento do PIB foi mantida em 3,5 por cento pela 10a semana seguida.
Em relação à produção industrial, a perspectiva de crescimento neste ano foi reduzida a 2,50 por cento, contra 2,53 por cento na pesquisa anterior. Para 2014, a projeção é de crescimento de 3,50 por cento, abaixo dos 3,55 por cento na semana anterior.
INFLAÇÃO
Em relação à inflação, as projeções foram mantidas em 5,80 por cento tanto para este ano quanto para 2014. Mas para os próximos 12 meses, a perspectiva foi elevada a 5,64 por cento, ante 5,57 por cento na semana anterior.
Por sua vez o Top 5 --instituições que mais acertam as projeções-- elevou a estimativa para o IPCA neste ano para 5,87 por cento, ante 5,81 por cento anteriormente pela mediana e no médio prazo. Para 2014, a projeção foi mantida em 5,40 por cento.


De Camila Moreira, agência REUTERS

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Analistas elevam projeção de inflação até 5,8% em 2013



Rio de Janeiro - Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão de inflação neste ano no Brasil de 5,71% há uma semana até 5,8%, em pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central.

Além disso, os analistas mantiveram inalterada, pela quinta semana consecutiva, a projeção para o crescimento econômico nacional neste ano (3%) e pela nona semana consecutiva sua previsão de 3,5% para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014.


De agência EFE

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Análise: Indústria cresce agora, mas é difícil haver bons resultados futuros



O resultado da indústria deixou um cheiro de que "agora vai" no ar. Os números negativos continuam negativos, mas em proporção menor, vide a pequena queda de 0,5% no primeiro trimestre contra o mesmo período do ano anterior.

Isso ajudará muito pouco no PIB, que deve crescer magros 1,8% na mesma comparação e parcos 2,5% no ano. Mas por que números tão baixos ainda?

Ainda há certa concentração na recuperação, especialmente nos setores de caminhões e tratores. Para os primeiros continuam valendo os efeitos estatísticos de um 2012 muito fraco por mudanças na configuração dos motores usados. Para tratores, vale o efeito da supersafra e da observação cada vez mais óbvia de que resta apenas a agropecuária como setor competitivo no país.

Além disso, a indústria começa a ter leve recuperação em um momento de comércio começando a fraquejar e cenário internacional ainda de lado, especialmente com dados ambíguos na economia americana, sem falar na Europa que continua em crise. As desvalorizações no Japão, que podem instigar desvalorizações em outros países asiáticos, dificultam ainda mais nossas exportações.

Aqui na América do Sul, dois parceiros importantes para nossas exportações de manufaturados, Argentina e Venezuela, devem ter ano de crise. Vale lembrar que a Argentina está com o câmbio paralelo passando de 70% de diferença em relação ao oficial. Uma mega depreciação por aquelas bandas não pode ser descartada ainda este ano.
Isso sem falar que México tem grande potencial de ganhar mercado em cima do Brasil. 
Basta dizer que o custo unitário do trabalho naquele país já se iguala ao chinês.

E, por fim, a cereja do bolo, é que a indústria brasileira continuará sendo pouco competitiva pelos velhos problemas de sempre, desde o custo do trabalho proibitivo até a infraestrutura em crise sem fim.

Com essa barafunda de problemas, é difícil esperar bons resultados não apenas para 2013, mas a perder de vista. Mudar esse cenário demandará uma mudança radical de política econômica, que, infelizmente, não deve acontecer.


De Sérgio Vale, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 2 de abril de 2013

Petrobras prevê investir R$92 bi em 2013, diz Graça Foster



RIO DE JANEIRO, 1 Abr (Reuters) - A Petrobras pretende investir 92 bilhões de reais neste ano, um incremento de quase 10 por cento em relação ao ano passado, informou nesta segunda-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster.
No ano passado, a empresa investiu cerca de 84 bilhões de reais, e o plano de negócios 2013-2017 aponta para investimentos de 236,7 bilhões de dólares.
"Nós investimos 84 bilhões de reais no ano passado. Uma empresa que investe isso tudo, sua presidente e seus diretores não dormem direito", disse ela em evento da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.
"A nossa proposta para este ano é de 92 bilhões de reais", completou.
Em seu discurso de uma hora e meia, Graça Foster previu que o "negócio petróleo" tem vida longa no mundo e deve durar mais 50 a 60 anos, dada a oferta do óleo, descobertas, demanda e elevado nível de investimentos.
Sobre a queda nos papéis da empresa nos últimos meses na Bolsa de Valores, a presidente da Petrobras revelou que sua expectativa é que à medida que a produção volte a crescer, as ações apresentem uma recuperação de preço.
A previsão da empresa para este ano é de uma produção perto de 2 milhões de barris em média por dia, com margem de erro de 2 por cento para cima ou para baixo.
"À medida que a produção aumentar, as nossas ações aumentarão de maneira ainda maior. Trabalhando muito e com muito foco, a Petrobras vai ocupar seu patamar justo tanto para empresa quanto para acionistas", disse Graça Foster.
Segundo ela, a Petrobras bateu recorde de refino no dia 30 de março ao processar uma carga de 2,137 milhões de barris de petróleo. A presidente revelou que o resultado supera a marca atingida em 3 de março, que foi de 2,115 milhões de barris de petróleo.
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De agência REUTERS BRASIL

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Governo decide prorrogar até o fim do ano IPI reduzido para veículos


O governo confirmou que vai manter a alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões até 2014, de acordo com nota divulgada agora à noite pelo Ministério da Fazenda. A renúncia fiscal será de R$ 2,2 bilhões de abril a dezembro deste ano. O tributo sobre veículos subiria a partir de amanhã e voltaria à alíquota original em junho. Deste modo, as alíquotas do IPI para carros permanecem no atual patamar até o fim do ano.
“Dando continuidade à política de estímulos ao mercado interno, o governo decidiu prorrogar as atuais alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões até 31 de dezembro de 2013. O tributo sobre veículos subiria a partir do dia primeiro de abril”, assinala a Fazenda.
De acordo com o comunicado, para os veículos flex e a gasolina de até mil cilindradas, as alíquotas subiriam, a partir da próxima segunda-feira, de 2% para 3,5%, mas com a prorrogação elas serão mantidas em 2%. A alíquota original do IPI para veículos de até mil cilindradas é de 7%.
Já no caso dos carros flex de mil a a 2.000 cilindradas, a alíquota do IPI deveria passar dos atuais 7% para 9% no dia primeiro de abril, enquanto para os veículos a gasolina, de 8% para 10%. Com a decisão, as alíquotas continuarão nos atuais 7% para os veículos flex e 8% para gasolina. O IPI original desse segmento é de 11% para carros flex e 13% para os veículos movidos a gasolina.
Para veículos acima de 2.000 cilindradas, a alíquota permanece inalterada em 25% para os veículos a gasolina e em 18% para os carros flex. Já para caminhões, a alíquota permanece em zero.
Também foi prorrogada a alíquota de 2% de IPI até 31 de dezembro para veículos comerciais leves. A alíquota original nesse segmento é de 8%.

De jornal VALOR ECONÔMICO

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pesquisa surpreende ao apontar que investimento na indústria vai cair 9,5%

Nem 15 pacotes de incentivo do governo animaram o setor, segundo levantamento de intenção de investimentos com 1,2 mil empresas

SÃO PAULO - Apesar de todos os esforços do governo, a indústria brasileira de transformação não ganhou confiança para desengavetar novos projetos de investimento em 2013. Ao contrário, o setor pretende investir este ano 9,5% menos que em 2012. O valor deverá cair de R$ 218 bilhões para R$ 197,3 bilhões, de acordo com uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser tabulada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


Para chegar a esses números, a entidade ouviu mais de 1,2 mil empresas com fábricas em todo o País, entre os dias 22 de janeiro e 23 de fevereiro deste ano.
O resultado surpreendeu o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, responsável pela pesquisa. Tanto que mandou auditar os dados. Ele esperava alguma retomada do investimento depois de o governo Dilma Rousseff ter lançado 15 pacotes de medidas para incentivar o setor produtivo. O último, anunciado quinta feira, liberou R$ 33 milhões para financiar projetos de empresas privadas na área de inovação, pesquisa e desenvolvimento.
"O governo fez muitas coisas corajosas no ano passado, como o corte na taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamentos, a redução do custo da energia elétrica e mesmo com o câmbio", cita Roriz Coelho. "Mesmo assim, a pesquisa está indicando que ainda existem muitas dúvidas do empresário em investir, em aumentar a capacidade de sua fábrica e depois não ter condições competitivas para vender a produção."
O diretor da Fiesp não foi o único a ser surpreendido pela resposta das indústrias. "É uma ducha de água fria nas expectativas de dez entre dez economistas", diz Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Unicamp. "Não é a primeira vez que os economistas acreditam em uma coisa e os empresários, em outra", acrescentou, bem humorado.
A questão é que a indústria está definhando já faz algum tempo. Em 2012, por exemplo, a produção física caiu 2,8%, depois de ter ficado estagnada em 2011. Além disso, a balança comercial (diferença entre a exportação e a importação) do setor apresentou em 2012 o maior déficit da sua história, de US$ 50,6 bilhões.
O resultado é que o setor passou a representar só 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB), sua menor participação na formação de riqueza do País dos últimos 50 anos. Em 1985, o número foi bem maior, de 27%.
"Essa retração na intenção de investimento faz todo sentido com o clima que percebemos nesse começo de ano nas empresas", diz Sergio Valle, economista-chefe da MB Associados. "Há uma percepção de que haverá dificuldade de recuperação este ano." Parte disso, segundo ele, se dá pela baixa competitividade da indústria, que não incentiva as empresas a exportar. Outra parte se dá "pelas incertezas regulatórias que o governo coloca e que sustam os investimentos".
Confusão. O economista observa, no entanto, que os dados de investimento que são divulgados periodicamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) podem causar confusão, já que o banco acena com expansão para 2013. Os números, no entanto, referem-se ao investimento global, incluindo infraestrutura, óleo e gás e agricultura, por exemplo, que vão bem, e não apenas industrial. "Além disso, caminhões entram em bens de capital e há apenas um efeito estatístico por causa da retração que tivemos no ano passado pela mudança do motor para euro 5, mais caro que o anterior."
As empresas entrevistadas pela Fiesp mostraram que a elevada carga tributária continua como principal limitante ao investimento. Contudo, o peso dos tributos perdeu importância (em resposta múltipla, foi citado por 56% dos entrevistados, ante 75% em 2012) porque outros fatores ganharam relevância. É o caso da baixa taxa de crescimento da economia, apontada por 36% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, foram só 26%.
Arrependimento. O empresário Corrado Vallo, sócio da Omel Bombas e Compressores Ltda, que fornece equipamentos para a indústria petroquímica, sentiu isso na pele. Há dois anos, a empresa investiu R$ 6 milhões na compra de máquinas e ainda tinha planos de investir outros R$ 6 milhões na construção de uma nova unidade.
"Desistimos desse projeto porque simplesmente não tem demanda", conta o empresário. "Até nos arrependemos um pouco de ter comprado aquelas máquinas, avançadíssimas, de comando numérico para usinar peças de três eixos, que não existiam no Brasil, porque elas deveriam trabalhar em três turnos e só estamos conseguindo rodar um turno por falta de serviço."
De acordo com a pesquisa da Fiesp, o investimento industrial em máquinas e equipamentos é o que deverá apresentar maior queda este ano, de 16,4%. Enquanto em 2012 foram investidos R$ 160 bilhões, agora se espera que sejam investidos só R$ 133,8 bilhões.
"É caro investir no Brasil", queixa-se Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). "É muito mais fácil trazer o produto pronto de fora, porque o retorno sobre o investimento é demorado demais, em razão das altas taxas de juros e do peso dos impostos que temos aqui."
Um único setor deverá receber mais dinheiro este ano. Os investimentos em gestão deverão crescer de R$ 17,2 bilhões, em 2012, para R$ 27,3 bilhões, um salto de 58,4%.
"Esse aumento significativo deve-se à estratégia de eficiência produtiva adotada pelas empresas, que visa a reduzir custos e a substituir máquinas obsoletas por versões modernas", explica Roriz Coelho.


De Marcelo Rehder, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Jennifer Aniston comenta vestido do Oscar: "fácil para fazer xixi"


Jennifer Aniston, 44 anos, impressionou ao aparecer com um vestido longo vermelho na prestigiada cerimônia do Oscar, em Hollywood, na noite de domingo (24). Acompanhada do noivo Justin Theroux, a atriz revelou que optou pelo modelo assinado por Valentino mais pela conveniência do que pelo estilo. "Caiu bem, é confortável e fácil para fazer xixi. Só precisa levantar, abaixar e pronto!", brincou ela em entrevista à revista People.

Após Theroux insistir para que a noiva comentasse sobre a cor do vestido, a estrela do extinto seriado Friends disparou: "é um Valentino vermelho. Sim, um Valentino vermelho! Eu amo essa cor".
Enquanto Aniston pareceu ter escolhido seu vestido com bastante facilidade, outras atrizes levaram mais tempo para decidir qual roupa usariam no evento. Jennifer Hudson - que ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Oscar de 2007, por seu papel em Dreamgirls – marcou presença na premiação deste ano com um vestido Roberto Cavalli azul cintilante com uma fenda, mas admitiu que levou dias para chegar a uma decisão final.
"Demorou três dias de provas, três horas por dia para tomar uma decisão. É uma decisão séria. Meu estilista chorou lágrimas de alegria (quando finalmente decidiu)", contou a atriz.

De cultura, jornal DO BRASIL

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Opep: produção de petróleo no Brasil deve desacelerar


A recente colisão de duas plataformas da Petrobras no Rio Grande do Sul reforça a previsão já feita pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que a produção da commodity no Brasil será fraca no primeiro semestre de 2013. Relatório mensal divulgado nesta terça-feira pela entidade afirma que "os números atualizados da produção no quarto trimestre de 2012" já sinalizavam produção mais fraca. Agora, "a colisão da P-63 e da P-58" reforça esse análise.
Para 2013, a entidade prevê que a produção brasileira terá média de 2,69 milhões de barris/dia, 20 mil barris a menos por dia que a previsão anterior. "Os atrasos no início da produção são esperados no Brasil em 2013", diz o relatório da Opep. A organização também prevê diminuição da produção de campos já maduros, como em Ostra. Com a observação de que esse comportamento mais fraco será visto especialmente no primeiro semestre, a Opep afirma que o ritmo de produção será melhor na segunda metade do ano.
"A oferta de petróleo no Brasil deve ter volumes limitados no primeiro semestre de 2013. Já o segundo semestre deve experimentar um crescimento saudável", diz. Para a Opep, campos como o Cidade de São Paulo e Sapinhoá devem ajudar no aumento da produção a partir do meio do ano. (...)


De economía, portal VEJA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sem acordo, votação de Orçamento fica para depois do carnaval


A votação da proposta de Orçamento de 2013 e de vetos presidenciais, que incluem a nova fórmula de distribuição de royalties do petróleo, ficará para depois do carnaval por falta de acordo, afirmaram parlamentares.

"Não tem a menor condição, nem o Congresso vai ser convocado mais hoje. Nem hoje, nem amanhã. Não tem acordo", disse o senador Walter Pinheiro (PT-BA).
A votação da peça orçamentária, que não foi apreciada pelo Parlamento em dezembro, estava prevista para esta terça-feira.
A não votação limita a aplicação dos recursos federais, o que obrigou a presidente Dilma Rousseff a editar uma medida provisória no ano passado liberando recursos para os primeiros meses de 2013.

De Maria Carolina Marcello, portal REUTERS BRASIL

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Luiz Fux espera chumbo grosso em 2013



Luiz Fux pode esperar chumbo grosso em 2013; o recado é claro: ou se comporta, ou eles prometem derrubá-lo; resta-nos torcer para que a chantagem não tenha lastro

Eis-me aqui, leitores, a fazer algumas considerações, conforme disse que poderia acontecer. Depois retomo o meu descanso. O ministro Luiz Fux, do STF, continua na mira dos petistas. E eles não o deixarão tão cedo, a menos que este membro da corte máxima do país pague a fatura na qual figura, segundo os petistas, como devedor. O mensalão já é jogo jogado. Ainda que o tribunal venha a admitir os embargos infringentes, de divergência, é difícil supor que Fux dê um voto oposto àquele que proferiu durante o julgamento. Mas sabem como é: o governo tem muitas demandas no Supremo. A coisa está feia: para o tribunal, para Fux, para as instituições. E o ministro pode se preparar porque vem mais bomba por aí.
O mais recente ataque a Fux partiu de Gilberto Carvalho, ninguém menos: ele é, por excelência, o braço de Lula no governo Dilma, mas é também homem de confiança da presidente. Quando fala, ele o faz em nome da chefe, a menos que seja desautorizado. E ele não foi. O que fez Carvalho?
Afirmou num programa de TV que manteve um encontro com Fux antes de este ser nomeado para o Supremo e que o então candidato a ministro lhe havia assegurado que lera o processo do mensalão e não encontrara provas contra os réus. Mais uma vez, os petistas estão afirmando, por palavras nem tão oblíquas, que Fux lhes prometera uma coisa — “matar a bola no peito” — e não entregou o prometido. (...)

De Reinaldo Azevedo, Revista VEJA

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"Quero um Pibão grandão"



Dilma espera economia mais competitiva e um 'Pibão' para 2013



Em meio a previsões do mercado de crescimento da economia brasileira em 3,4% no ano que vem, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira a jornalistas o que gostaria de presente para 2013: "Quero um Pibão grandão", referindo-se ao Produto Interno Bruto (PIB - soma de todas as riquezas produzidas no país).

A presidente disse que o governo está melhorando o ambiente de negócios no Brasil, que deve desencadear um “imenso” avanço nos investimentos produtivos. Além dos investimentos em logística, outros marcos destacados por ela foram a redução das tarifas de energia para o próximo ano e a estabilização da taxa de câmbio em um patamar mais real. “Reafirmo aqui nosso objetivo de tornar a carga tributária muito menor no país”, disse Dilma.

Dilma participou da cerimônia em que foi anunciada a concessão dos aeroportos do Galeão e Confins e investimento de R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais, que 2013 será um ano próspero, no qual serão colhidos os frutos da trajetória e das medidas tomadas em 2012. (...)


De Economia, Jornal DO BRASIL