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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Joaquim Barbosa recebe homenagem da ‘Time’ em Nova York


NOVA YORK - No mesmo dia em que começou o prazo para que as defesas dos condenados no processo do mensalão apresentem seus recursos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, participou em Nova York da cerimônia de gala que celebra, há dez anos, a edição da revista “Time” que lista as 100 pessoas mais influentes do mundo. O ministro foi um dos eleitos pela publicação americana, ao lado de personalidades como o papa Francisco, a jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai e o cineasta Steven Spielberg. Outro brasileiro, o chef paulista Alex Atala, também figura na relação de 2013.

— É uma honra extraordinária para mim, para o órgão ao qual eu pertenço e para o meu país —limitou-se a dizer o ministro, evitando qualquer pergunta sobre o mensalão.

Joaquim Barbosa chegou de motorista, vestindo um terno cinza, e entrou pelo tapete vermelho estendido na porta do Time Warner Center, em Columbus Circle, logo atrás de outros homenageados como a jornalista Arianna Huffington e o ator e apresentador de TV Jimmy Fallon. O ministro figura na categoria “Pioneiros” da revista – as outras são “Titãs”, “Líderes”, “Artistas” e “Ícones” –, para quem ele“simboliza a promessa de um novo Brasil”. A “Time” lembrou ainda que Barbosa é o primeiro negro a comandar o Judiciário brasileiro e destaca seu papel durante o julgamento do mensalão.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e alguns outros nomes listados na edição especial da publicação fizeram discursos na noite, que teve shows de Christina Aguilera e Miguel, também presentes no elenco.

Entre a multidão de curiosos que se aglomeravam na porta do Jazz at Lincoln Center nesta terça-feira para ver os homenageados estava o casal de gaúchos Solange Brum e Vanderlei Pires, de férias em Nova York.

— Joaquim Barbosa é o brasileiro mais confiável no momento. Talvez o único — disse Pires.
Mais cedo, Joaquim Barbosa fez palestra na Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, onde falou sobre questões como o sistema de cotas em universidades, a união estável entre pessoas do mesmo sexo e as pesquisas com células-tronco.



De Isabel De Luca, jornal O GLOBO

sábado, 20 de abril de 2013

Dilma diz que Unasul está comprometida com estabilidade na Venezuela



A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira em Caracas, onde participou da cerimônia de posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) está comprometida com a estabilidade no país e apoia a recontagem dos votos da apertada disputa eleitoral venezuelana.
Maduro, herdeiro político do ex-presidente Hugo Chávez, venceu a eleição do último domingo contra o candidato de oposição Henrique Capriles com 50,8 por cento dos votos ante 49 por cento do adversário, que recusou-se a reconhecer o resultado até que seja realizada uma recontagem de todos os votos.
Dilma e outros presidentes sul-americanos, incluindo Maduro, participaram na quinta-feira de uma reunião de emergência da Unasul no Peru sobre a Venezuela, em que o bloco emitiu comunicado respaldando o resultado da votação e apoiando a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de auditar 100 por cento dos votos eletrônicos.
"É uma nota que reitera o compromisso da Unasul com os processos democráticos, ao mesmo tempo que determina um posicionamento da Unasul como sendo de apoio para a estabilidade, apoio à paz e apoio a todos os processos que constituam legalmente os processos de sustentação democrática", disse Dilma na chegada à Caracas, segundo transcrição enviada pela Secretaria de Imprensa da Presidência.
"Define uma tomada de nota positiva em relação às decisões do Conselho Nacional Eleitoral e repudia a violência, as mortes, os feridos, e também acrescenta no final um posicionamento no sentido de que haverá uma comissão para acompanhar as investigações sobre direitos humanos", acrescentou.
O CNE anunciou na quinta-feira que decidiu ampliar a auditoria a 100 por cento dos votos eletrônicos, depois da pressão da oposição contra o resultado a favor de Maduro, que foi declarado vitorioso na segunda-feira. A medida ainda não tem data para começar e deve durar cerca de um mês, seguundo o CNE. Capriles espera que a recontagem lhe dê a vitória.
O conflito entre as forças do governo e a oposição depois do resultado apertado provocou embates nas ruas que deixaram oito mortos, segundo dados oficiais, e a acusação de Maduro contra seus rivais de tentativa de golpe de Estado.
A Venezuela teve que realizar inesperadamente a eleição para escolher um sucessor de Hugo Chávez, depois da morte do líder de esquerda, que havia sido reeleito em outubro, derrotando Capriles. Chávez morreu no começo de março vítima de câncer.


De Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 12 de março de 2013

Dilma e Renan Calheiros são alvos de protestos em visita a Alagoas


A presidente da República, Dilma Rousseff, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), foram alvo de protestos durante cerimônia em Água Branca, no sertão de Alagoas, a 296 km de Maceió.

Dilma visitou o município para inaugurar um trecho do Canal do Sertão, obra que se arrasta desde 1992.

A presidente discursou durante pouco mais de 26 minutos sob o som de apitos.
Manifestantes, que disseram não pertencer a nenhum grupo político, carregavam faixas e cartazes com dizeres como "Dilma, traidora. De oprimida a opressora", "Dilma, seja bem vinda à terra do coronel", "Honestamente, nunca se mentiu tanto".

Os manifestantes também gritavam "Alagoas, pior Estado do Brasil" e "Alagoas, Estado de ladrão".

"A gente protesta contra essa mentira porque a gente sabe que esse canal vai servir para a agroindústria", disse o professor José Londe, um dos manifestantes.

Ele fez críticas diretas a Dilma e Calheiros. "Renan Calheiros, que representa Alagoas no Senado é um verdadeiro sanguessuga. Dilma deixou a luta, abraçou o capital internacional e o capital nacional. A Dilma é uma vergonha para o Brasil", disse o professor, que era apoiado por outros cerca de 15 manifestantes.

O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), também foi vaiado e pelo menos um dos cartazes era contra ele. "Téo, se o papa conseguiu, você também consegue. Renuncie!!!".

Protestos também foram realizados antes da chegada da presidente. Duas rodovias foram bloqueadas pela população que pedia a pavimentação de um trecho de BR-316.
Em seu discurso, a presidente prometeu pavimentar o trecho da estrada.

Agricultores também protestaram. Eles colocaram cabeças de gado na estrada, na entrada da cidade, e distribuíram um manifesto pedindo o perdão das dívidas que têm com o Banco do Nordeste.


De Daniel Carvalho, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

sábado, 9 de março de 2013

Dilma ensaia distanciamento do legado de Chávez


SÃO PAULO - Ao deixar a Venezuela durante noite e sem comparecer à cerimônia fúnebre do falecido líder Hugo Chávez nesta semana, a presidente Dilma Rousseff mais uma vez ensaiou uma modalidade de esquerdismo mais branda e enviou uma mensagem clara a investidores e diplomatas.
Dilma ofereceu suas condolências, mas ao mesmo tempo manteve certa distância do legado de Chávez poucas horas após sua morte, na terça-feira. Em um discurso, ela expressou admiração pelo líder socialista, mas acrescentou enfaticamente que o Brasil "não concordou inteiramente" com muitas de suas políticas linha-dura.
Nos últimos dez anos, Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotaram uma série de políticas mais pragmáticas e voltadas à iniciativa privada do que Chávez, conhecido por duras críticas contra Washington, por expropriar empresas e por intimidar adversários políticos.
Pessoas próximas a Dilma e Lula dizem que ambos admiravam verdadeiramente Chávez e sua compaixão pelos pobres, e ficaram emocionalmente abalados com sua morte por câncer aos 58 anos de idade.
Entretanto, ambos também aproveitaram inúmeras oportunidades durante a semana para enfatizar sutilmente suas discórdias dele --o que autoridades disseram ser uma campanha cuidadosamente orquestrada para distinguir o Brasil e a Venezuela aos olhos da comunidade internacional e dos líderes empresariais.
"A mensagem simples é: ‘Somos diferentes'", declarou uma autoridade brasileira à Reuters sob anonimato. "Sim, respeitamos muitas coisas que ele fez, e há uma causa em comum... mas o Brasil não é igual à Venezuela".
Tal recado pode fortalecer a reputação do Brasil como líder entre os governos latino-americanos que nos últimos anos abraçaram um esquerdismo mais moderado, unindo políticas sociais robustas a princípios de livre mercado, como maior proteção aos direitos de propriedade.
Diplomatas em Washington e na Europa também estão atentos, em um momento no qual o Brasil busca maior influência global e um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
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De Brian Winter agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Jennifer Aniston comenta vestido do Oscar: "fácil para fazer xixi"


Jennifer Aniston, 44 anos, impressionou ao aparecer com um vestido longo vermelho na prestigiada cerimônia do Oscar, em Hollywood, na noite de domingo (24). Acompanhada do noivo Justin Theroux, a atriz revelou que optou pelo modelo assinado por Valentino mais pela conveniência do que pelo estilo. "Caiu bem, é confortável e fácil para fazer xixi. Só precisa levantar, abaixar e pronto!", brincou ela em entrevista à revista People.

Após Theroux insistir para que a noiva comentasse sobre a cor do vestido, a estrela do extinto seriado Friends disparou: "é um Valentino vermelho. Sim, um Valentino vermelho! Eu amo essa cor".
Enquanto Aniston pareceu ter escolhido seu vestido com bastante facilidade, outras atrizes levaram mais tempo para decidir qual roupa usariam no evento. Jennifer Hudson - que ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Oscar de 2007, por seu papel em Dreamgirls – marcou presença na premiação deste ano com um vestido Roberto Cavalli azul cintilante com uma fenda, mas admitiu que levou dias para chegar a uma decisão final.
"Demorou três dias de provas, três horas por dia para tomar uma decisão. É uma decisão séria. Meu estilista chorou lágrimas de alegria (quando finalmente decidiu)", contou a atriz.

De cultura, jornal DO BRASIL