Mostrando postagens com marcador Oscar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oscar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de março de 2013

O que eles (argentinos) têm que nós não temos?


Os argentinos têm cinco prêmios Nobel. Os brasileiros, nenhum. Os argentinos têm dois Oscars. Nós, nenhum. Os argentinos têm vários deuses no futebol. Nós também. Sou muito mais Messi que Neymar. Os argentinos têm uma mulher na Presidência. Nós também. Sou mais Dilma que Cristina. Argentinos e brasileiros amam um churrasco ou uma parrillada. A carne deles é muito melhor, mais saborosa e mais macia. Agora, perdemos não só na carne, mas no espírito. Os argentinos têm um papa.

Por ser jesuíta e andar sem batina de metrô e ônibus, por se recusar a receber carro e casa mesmo sendo arcebispo, por trabalhar com carentes, por não discursar em favor da Cúria e não estar associado às contas suspeitas do Banco do Vaticano, sou mais Jorge Mario Bergoglio que Odilo Scherer. O que mais me conquistou no primeiropapa Francisco, de cara? O sorriso e a concisão ao saudar os fiéis, pedindo a eles sua bênção. Poucas palavras, nenhuma carranca – e o sorriso que ilumina os olhos.

A ascendência conta na personalidade. Bergoglio é um argentino-italiano, enquanto Odilo é um alemão-brasileiro. Na estampa, na postura. Sem entrar no mérito individual, para enfrentar os dilemas da Igreja Católica, os escândalos sexuais e financeiros e a perda de fiéis, falo apenas de uma questão prosaica: simpatia. Não é pop ter um papa que lê Borges e Dostoiévski e aprendeu a cozinhar com a mãe?

Dom Odilo perdeu também por ser favorito. Como os craques dos gramados, sofreu uma marcação cerrada desde antes do conclave, especialmente dos italianos, que queriam seu conterrâneo no trono, o cardeal Angelo Scola. Os carrinhos por trás no arcebispo de São Paulo deixaram o arcebispo de Buenos Aires livre na cara do gol. Era o homem certo na hora certa. Faz sentido que o primeiro papa de fora da Europa em 1.272 anos tenha sobrenome italiano, ame ópera e seja torcedor apaixonado de futebol – mais exatamente, do clube portenho San Lorenzo, fundado por um padre.

Há uma descrição popular bem conhecida da alma de nossos hermanos. Os argentinos são italianos que falam espanhol, mas pensam que são ingleses. Essa última parte da descrição está cada vez mais fora de moda, especialmente depois do recente plebiscito de cartas marcadas nas Malvinas. No arquipélago, um protetorado britânico com menos de 2 mil habitantes, a população continua entrincheirada nos pubs e no “fish and chips”, contra a reivindicação de soberania territorial da Argentina. Melhor dizer então que os argentinos pensam que são europeus. Até na decadência.

Hoje, nosso vizinho está acossado por uma economia em frangalhos, pelo desemprego em alta, pela inflação que provocou uma medida eleitoreira desastrada – o congelamento de preços – e pelo populismo de Cristina Kirchner, a presidente que sonha sair do poder apenas quando puder ser embalsamada. Vivemos agora com a Argentina tempos difíceis, que vão além da rivalidade folclórica e cultural. A Vale acaba de suspender o maior investimento privado da história da Argentina, de quase US$ 6 bilhões, por riscos políticos e econômicos.

Por tudo isso, a declaração espirituosa do novo pontífice – “Foram quase até o fim do mundo para buscar um papa” – se reveste de vários significados. Ele critica o governo Kirchner. A Argentina é bem mais fim do mundo que o Brasil. O papa Francisco virá ao Rio de Janeiro para a Jornada da Juventude e deverá ser sucesso de crítica e bilheteria, por seu temperamento afável. Bergoglio passou rapidamente de argentino a “latino-americano”, para o Brasil também poder comemorar. Assim, a gente esquece que nossos vizinhos dão de cinco a zero em prêmios Nobel (dois da Paz, dois de Medicina e um de Química) e dois a zero em Oscar (O segredo dos seus olhos, de Juan José Campanella, em 2010, e A história oficial, de Luiz Puenzo, em 1985). O cinema argentino é mais sofisticado, mais diversificado e tem melhores diálogos que o brasileiro. Escapa de nosso costumeiro trinômio violência, favela e comédia.

No futebol, a disputa é entre Messi e Neymar. O moleque de 21 anos precisa comer muito arroz com feijão para chegar à consistência do argentino. Messi só pensa na bola e na equipe. Aí dá o show da semana passada na goleada do Barcelona contra o Milan. Neymar precisa baixar a bola. Entrou na roda-viva de festas, boates, casas de shows, publicidade, brinquinhos de diamante, penteados, franjinhas e cabelos coloridos. Na mesma noite, trocou o smoking no Teatro Municipal do Rio de Janeiro por uma fantasia de Kiko, personagem do seriado Chaves, numa festa em São Paulo, onde ficou até as 4 horas da madrugada com a atriz Bruna Marquezine. Discutiu com fotógrafos. Seis horas depois, foi treinar no Santos. Imagina na Copa.


De Ruth de Aquino, revista ÉPOCA

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Jennifer Aniston comenta vestido do Oscar: "fácil para fazer xixi"


Jennifer Aniston, 44 anos, impressionou ao aparecer com um vestido longo vermelho na prestigiada cerimônia do Oscar, em Hollywood, na noite de domingo (24). Acompanhada do noivo Justin Theroux, a atriz revelou que optou pelo modelo assinado por Valentino mais pela conveniência do que pelo estilo. "Caiu bem, é confortável e fácil para fazer xixi. Só precisa levantar, abaixar e pronto!", brincou ela em entrevista à revista People.

Após Theroux insistir para que a noiva comentasse sobre a cor do vestido, a estrela do extinto seriado Friends disparou: "é um Valentino vermelho. Sim, um Valentino vermelho! Eu amo essa cor".
Enquanto Aniston pareceu ter escolhido seu vestido com bastante facilidade, outras atrizes levaram mais tempo para decidir qual roupa usariam no evento. Jennifer Hudson - que ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Oscar de 2007, por seu papel em Dreamgirls – marcou presença na premiação deste ano com um vestido Roberto Cavalli azul cintilante com uma fenda, mas admitiu que levou dias para chegar a uma decisão final.
"Demorou três dias de provas, três horas por dia para tomar uma decisão. É uma decisão séria. Meu estilista chorou lágrimas de alegria (quando finalmente decidiu)", contou a atriz.

De cultura, jornal DO BRASIL

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Das ruas de Cabul ao tapete vermelho do Oscar


Cabul - Fawad Mohamadi é um adolescente afegão que passou sete anos - metade de sua vida - vendendo mapas turísticos na famosa Chicken Street de Cabul e que, após atuar em um filme indicado ao Oscar, agora desfruta das comodidades em torno do célebre tapete vermelho da grande festa do cinema em Los Angeles.

"É a primeira vez que saio do meu país e viajo de avião", declarou à Agência Efe Mohamadi, que, por sinal, não conseguia esconder sua emoção ao deixar o aeroporto de Cabul, onde embarcou com destino aos EUA para acompanhar a cerimônia de premiação do Oscar.


De Agência EFE

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dilma pleiteia Oscar de melhor roteiro adaptado

Representando o povo brasileiro, Patati e Patatá encerraram a festa
HOLLYWOOD - Em discurso emocionado na festa de 10 anos do PT, a presidenta Dilma Rousseff exigiu reconhecimento pelos feitos de seu governo. "Já são dois anos de governo. Rebatizei alguns dos velhos programas sociais do Lula. Trouxe de volta as privatizações do FHC, chamando-as de concessões. Tomei a boa e consagrada estabilidade econômica e a deixei um pouco mais frouxa, mais solta, mais irresponsável. Dos militares, recuperei o princípio de um BNDES atuante que injeta fortunas em empresários que se enrolam na bandeira nacional. E, no momento, além de reeditar o apagão, pretendo que o Brasil volte a depender do petróleo importado. Faço tudo isso e a Academia sequer me considera para a categoria de Melhor Roteiro Adaptado?" Após uma pausa dramática, desabafou: "Isso a The Economist não fala!".
Após Dilma discursar, foi a vez do animador da festa assumir o comando. "Hoje tem marmelada?", gritou Lula, apontando para José Dirceu. Em seguida, completou: "E o Kassab, o que é?" O auditório explodiu numa sonora gargalhada, enquanto o PMDB aproveitava para assumir o comando do bufê.
A nota feliz veio quando todos já se aprontavam para sair. Em mensagem no Twitter, o ministro Guido Mantega anunciou que suas projeções econômicas receberam o Prêmio Especial do Júri do Festival Internacional de Ficção Científica de Davos. Mantega também informou que o desempenho do PIB brasileiro concorre à categoria de Melhor Filme Desastre na Mostra Audiovisual dos BRICs.
Nos bastidores, Dilma mostrou-se chateada por também não ter sido lembrada para Melhor Topete Original.

De The Herald, Revista PIAUÍ

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"Lincoln" lidera disputa pelo Oscar, com 12 indicações


BEVERLY HILLS - O drama de época da Guerra Civil norte-americana "Lincoln" liderou as indicações para o Oscar nesta quinta-feira, com 12 nomeações, incluindo na categoria de melhor filme, na disputa pelo maior prêmio do cinema mundial.
Na disputa ao Oscar de melhor filme com "Lincoln" estão outros oito filmes, incluindo a história de um naufrágio "As Aventuras de Pi", com 11 indicações.
Os outros concorrentes são o musical "Os Miseráveis", o drama sobre um refém no Irã "Argo", o drama francês "Amour", o suspense sobre a caça a Bin Laden "A Hora Mais Escura", a comédia "O Lado Bom da Vida", "Django Livre", de Quentin Tarantino, e o filme mitológico independente "Indomável Sonhadora".
O Oscar será entregue pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, e os vencedores serão anunciados na cerimônia no dia 24 de fevereiro.
Entre os indicados para melhor ator, os favoritos são Daniel Day-Lewis, por sua interpretação do presidente norte-americano Abraham Lincoln, e Hugh Jackman, por "Les Miserables", enquanto entre as mulheres estão na briga Jessica Chastain, por seu papel como uma agente da CIA em "A Hora Mais Escura", e Jennifer Lawrence, por interpretar uma jovem viúva em "O Lado Bom da Vida".
Em uma lista com grandes surpresas, "Lincoln" também recebeu indicações para Steven Spielberg (direção) e para os atores coajduvantes Sally Field e Tommy Lee Jones, assim como para melhor roteiro adaptado e figurino.
O filme de James Bond "007 - Operação Skyfall" ficou com cinco indicações, incluindo a de melhor canção original e fotografia, mas perdeu a cobiçada menção para melhor filme.
A adaptação para as telas de "Os Miseráveis" ficou com oito indicações, incluindo a de melhor atriz coadjuvante para Anne Hathaway como a trágica heroína Fantine. Mas o diretor Tom Hooper foi deixado de lado na categoria direção, junto com Ben Affleck por "Argo" e Tarantino por seu faroeste violento "Django Livre".
"Amour", uma história de amor tocante sobre um casal idoso, saiu-se bem frente à Academia, levando a indicação de melhor filme e melhor direção para Michael Haneke, e a menção de melhor atriz para Emmanuelle Riva, de 85 anos, que se tornou a atriz mais velha a ser indicada nos 85 anos da Academia.
Do outro lado do espectro, Quvenzhane Wallis, de 9 anos, tornou-se a atriz mais jovem a ser indicada para o Oscar por seu papel no fim do filme "Indomável Sonhadora", que também rendeu uma indicação para o diretor estreante Benh Zeitlin.


De Jill Serjeant, REUTERS BRASIL

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

"O Palhaço" fica de fora da disputa pelo Oscar de filme estrangeiro

Cena do filme "O Palhaço", de Selton Mello (Foto: Divulgação)

"Amour", do diretor austríaco Michael Haneke, já ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e é apontado como favorito


O filme brasileiro O palhaço, dirigido e estrelado por Selton Mello, está fora da corrida pelo Oscar melhor filme estrangeiro. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela premiação, divulgou nesta sexta-feira (21) as nove produções que avançam à penúltima fase da disputa. (...)

De Agencia EFE, Cultura, Revista ÉPOCA