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sábado, 9 de setembro de 2017

Irma obriga a maior retirada de moradores de sua história

 Fugindo do Irma

O furacão Irma voltou à categoria 5, a mais alta na escala Saffir-Simpson, e está avançando neste sábado (09/09) pelo arquipélago de Camaguey, no norte de Cuba, onde a tocou terra na noite de sexta-feira, com ventos de até 260km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Segundo o NHC, o Irma seguirá avançando durante o sábado pelo norte de Cuba até fazer um giro para Noroeste, em direção à Flórida, nos Estados Unidos, onde poderá chegar entre a noite de sábado e manhã do domingo, antes de seguir caminho por terra até a Georgia e Carolina do Sul.

O governo da Flórida ordenou na sexta-feira a maior retirada de pessoas da história do estado americano. De acordo com o responsável do programa de furacões da Flórida, Andrew Sussman, perto de 5,6 milhões de moradores – cerca de um quarto da população – receberam ordem de evacuação devido aos perigos mortais do furacão. Na Georgia, o governo determinou que 540 mil pessoas se retirassem da região costeira...

De DW

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Empresa procura por dupla para viajar 42 países e degustar comidas



Empresa brasileira procura por dupla para viajar e experimentar comidas brasileiras em 42 países. A Dinneer criou o "Melhor Emprego do Mundo". A ideia é conseguir duas pessoas para embarcar e visitar a casa de brasileiros que moram em outros países para degustar a comida preparada por eles.

"Nós queremos mudar o mundo. Inscreva-se hoje e mude a história da Dinneer - e a sua também", diz uma mensagem no site da empresa. Para conseguir a vaga, é necessário "ser maior de 18 anos, ter disponibilidade para cumprir o roteiro de viagens, ser apaixonada por culinária brasileira, ser sociável, ter boa comunicação oral e escrita, habilidade com as câmeras e ser receptiva", segundo a própria Dinneer.

Durante a viagem, os candidatos vão produzir um documentário protagonizado por eles. No site não informa se haverá pagamento de salário para as pessoas que forem selecionadas. Para quem se interessar, é necessário acessar o site da empresa e responder à pergunta: "Por que vocês são a dupla ideal para esse emprego?" Ainda não foi divulgado quando os sorteados irão viajar

De Redação, A Tarde

domingo, 25 de junho de 2017

A roubalheira tem origem em passado remoto


O mundo é desonesto. Nenhum dos 176 países cobertos na lista de corrupção percebida da Transparency International recebe a nota máxima. Na última edição, apenas 22 registraram escore igual ou maior do que 7,0 em 10,0. O Chile é o campeão da América Latina, figurando em 24º lugar com 6,6. O Brasil situa-se próximo do meio da distribuição, exatamente ao lado da China, com 4,0. Por incrível que pareça, há mais de 90 países com corrupção percebida maior do que a nossa.

Seguindo a obra clássica de Raymundo Faoro, a corrupção no Brasil resulta de um processo histórico em que, nos primórdios da colonização, instituições foram formadas para perpetuar as regalias e o poder de uma burocracia administrativamente inoperante, mas muito resistente, no âmbito de um “capitalismo politicamente orientado” que abriu um fosso entre o Estado patrimonialista e a nação – especialmente após 1930.

Basta uma leitura descompromissada dos periódicos recentes para verificar que a descrição de Os Donos do Poder se non è vera, è ben trovata. Sobram indícios de que a prioridade do aparelho estatal é advogar em causa própria, frequentemente a partir de um discurso de defesa do que deveria ser o justo. Vide a diferença brutal existente entre a renda de funcionários do setor público e do setor privado para a mesma atividade – sem mencionar o fosso de produtividade existente entre os dois grupos e os privilégios não pecuniários do primeiro.

Uma questão pertinente é saber como caímos neste buraco. Que condições históricas propiciaram o florescimento de burocracias parasitas como a que tomou conta do Brasil? Além disso, dá para sonhar com um futuro melhor, menos desonesto, em que o mérito e competição em condições igualitárias sejam premiados? Os pesquisadores Eric Uslaner e Bo Rothstein escarafuncharam os dados existentes e encontraram alguns padrões interessantes para iluminar o problema. O trabalho recente intitulado The Historical Roots of Corruption: State Building, Economic Inequality and Mass Education foi publicado na edição de janeiro de 2016 da revista Comparative Politics.

Os autores detectaram a existência de uma relação inversamente proporcional entre os níveis históricos de educação no final do Século XIX e a corrupção percebida atualmente em uma amostra de 78 países para os quais há informações. Os lugares atualmente menos corruptos eram relativamente bem educados em um passado distante, não necessariamente mais ricos. Há várias razões para acreditar no vínculo entre essas variáveis. Primeiro, a educação fortalece os laços sociais entre grupos distintos, consolidando noções de cidadania e de lealdade em relação ao Estado que, por sua vez, são favoráveis à honestidade...

De Celso Toledo, EXAME.COM

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Por que WhatsApp está sob ameaça de bloqueio em diversos países?



Não é apenas no Brasil, onde um juiz do Piauí ordenou o bloqueio do aplicativo, que o WhatsApp correu risco de sair do ar.
No Reino Unido, na Arábia Saudita, no Irã e em outros países, o aplicativo também sofreu ameaças de bloqueio e, em alguns deles, chegou a ser suspenso.

A discussão ocorre porque é mais difícil monitorar mensagens enviadas pelo aplicativo do que ligações telefônicas ou e-mails, por exemplo – o que, segundo alguns países, pode ameaçar tanto a segurança pública quanto a segurança nacional.

O bloqueio do WhatsApp, no entanto, é visto por muitos como uma ameaça à liberdade de expressão.

No Brasil, o juiz Luís de Moura Correa determinou que o WhatsApp fosse bloqueado para forçar a empresa a colaborar com a Justiça em uma investigação sobre pedofilia.

Na noite desta quinta-feira, a decisão foi derrubada pelo desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar. O magistrado entendeu que não era razoável bloquear um "serviço que afeta milhões de pessoas".

No Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron também critica a falta de colaboração da empresa em investigações – neste caso, sobre terrorismo.

Em um discurso em janeiro, o britânico disse que tentaria proibir serviços de mensagens encriptadas – como as do WhatsApp e do Snapshat – caso o conteúdo não pudesse ser acessado pelos serviços de inteligência britânicos.

A declaração foi feita após os ataques a revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, que aumentaram o temor sobre ameaças terroristas. Já existe uma pressão para que empresas como Google e Facebook forneçam mais informações sobre as atividades dos seus usuários, já que há uma forte ação de recrutamento de grupos radicais pela internet.

"Vamos permitir meios de comunicação que são impossíveis de ler? Minha resposta é: não, não devemos fazer isso", disse Cameron.
Terrorismo

Ameaças de terrorismo ou à segurança nacional também serviram de justificativa para o bloqueio do serviço em outros países.

Muitos desses governos, no entanto, foram criticados por restringir a liberdade de expressão.

Na Arábia Saudita, de acordo com agências de notícias, houve uma ameaça de retirar o Whatsapp do ar em 2013 porque o serviço não estaria se adequando às regras de Comissão de Comunicações e Tecnologia da Informação. Na época, o país chegou a tirar do ar o Viber, aplicativo de mensagens e chamadas de voz pela internet, pelo mesmo motivo.

Em Bangladesh, o serviço foi bloqueado em janeiro, também de acordo com agências. O governo afirmou que havia ameaças de terrorismo e que era difícil monitorar comunicações pelo aplicativo.

"Terroristas e elementos criminosos estão usandos essas redes para se comunicar", disse uma autoridade do Paquistão para justificar a suspensão do aplicativo em uma província, segundo a mídia local.

No ano passado, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, considerado moderado, precisou se empenhar pessoalmente para liberar o aplicativo.

A linha dura iraniana pediu a censura, segundo a emissora de TV americana Fox News, devido à compra do app pelo Facebook – cujo dono, Mark Zuckerberg, seria uma "americano sionista", segundo o comitê do país responsável pela internet.

Na Síria, que passa por uma guerra há mais de três anos, o aplicativo – usado para marcar protestos durante a Primavera Árabe – foi suspenso em 2012.

"Um golpe na liberdade de expressão e nas comunicações em todo lugar. Um dia triste para a liberdade", publicou o WhatsApp em seu Twitter à época.

De mundo, BBC

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Mundo tem 35,8 milhões de escravos modernos


A pesquisa de 2014 The Global Slavery Index, da fundação internacional Walk Free, revelou que existem no mundo 35,8 milhões de pessoas mantidas em situação de escravidão. O relatório será lançado oficialmente em 18 de novembro e a versão em português será apresentada em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a entrega do Prêmio João Canuto, de direitos humanos.

Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta.

Em entrevista à Agência Brasil, Diana Maggiore, representante da Walk Free no Brasil, disse que o número de pessoas escravizadas hoje cresceu 20%, em relação aos 29,8 milhões de pessoas apontadas no The Global Slavery Index 2013.

No Brasil há cerca de 220 mil pessoas trabalhando como escravos. Maggiore explicou que, em 2013, pela primeira vez, o número de pessoas resgatadas de situações de escravidão no setor urbano foi maior que no setor rural no país. “Por causa dos eventos esportivos, tivemos muitos registros na construção civil e a tendência deve continuar até as Olimpíadas. O Brasil está crescendo, daqui a alguns anos pode ser diferente”, disse...

De ECONOMIA, VEJA

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Justiça suspende execução de réu nos EUA a poucos minutos do horário previsto

Miami (EUA), 24 jun (EFE).- Um tribunal de apelações decretou nesta segunda-feira a suspensão temporária da execução do réu Marshall Lee Gore minutos antes da hora na qual estava previsto que ele recebesse a injeção letal em uma penitenciária do estado da Flórida (EUA).

A decisão do Tribunal Federal de Apelações de Atlanta evitou que Gore, de 49 anos, se tornasse o terceiro preso a receber a pena capital neste estado em menos de um mês.


De mundo, agência EFE

terça-feira, 30 de abril de 2013

A volta dos coreanos brasileiros



A Guerra Fria, o 'terceiro mundo', Cuba, China, tudo nos dava a sensação de que a 'revolução' estava próxima

Meu primeiro grande amor começou num “aparelho” do Partido Comunista Brasileiro em 1963, meses antes do golpe militar. No apartamento, havia um sofá-cama com a paina aparecendo por um buraco da mola, entre manchas indistintas — marcas de amor ou de revolução? Na parede, havia um cartaz dos girassóis de Van Gogh e, numa tábua sobre tijolos, uns livros da Academia de Ciências da URSS. Um companheiro me emprestara a chave com olhar preocupado, sabendo que era para o amor e não para a política. Pouquíssimas moças “davam”, na época anterior à pílula; transar para elas era um ato de coragem política. Nossas cantadas tinham uma base ideológica; famintos de amor, usávamos Marx para convencer as meninas.

“Não! Aí eu não entro!”, gemiam as namoradas, empacando na porta do apartamento. Nós, sordidamente, usávamos argumentos assim: “Mas, meu bem... Deixa de ser ‘alienada’... A sexualidade é um ato de liberdade contra a direita.”

Éramos assim nos anos 1960. A Guerra Fria, o “terceiro mundo”, Cuba, China, tudo nos dava a sensação de que a “revolução” estava próxima. “Revolução” era uma varinha de condão, uma mudança radical em tudo, desde nossos “pintinhos” até as relações de produção.

Havia os radicais de cervejaria, os radicais de enfermaria e os radicais de estrebaria. Os frívolos, os burros e os loucos. Nas minhas cervejarias filosóficas do passado, o radical (que nunca havia feito nada pelo povo) enchia a cara e gritava: “Viva a Luta Armada! E, garçom, me traz um chopinho!”
Claro que havia também os grandes homens intrépidos, os guerreiros que morreram por seus ideais, com bala na agulha e coragem heroica, arrasados por militares treinados pelos americanos; foi um massacre.

Mas, na verdade, nunca houve bases concretas para o socialismo utópico que praticávamos, mesmo morrendo. Nós odiávamos os “meios” e só amávamos os “fins”. Os fracassos nos emprestavam uma aura de martírio que nos enobrecia.

Era uma vingança contra traumas familiares, humilhações, pequenos fracassos. Era também uma mão-na-roda para a justificar nossa ignorância — não, pois não precisávamos estudar nada profundamente, por sermos a “favor” do bem e da justiça. A desgraça dos miseráveis nos doía como um problema existencial nosso. A democracia nos repugnava, com suas fragilidades, sua lentidão, sua obra sempre aberta. A parte chata da revolução, deixávamos para a liderança ao presidente da República, na melhor tradição de dependência ao Estado. Jango, coitado, teria de orquestrar as forças delirantes, feitas de restos de um getulismo tardio, oportunismo de pelegos e sonhos generosos da juventude imatura. Valeu-nos vinte anos de bode preto.

Os radicais rotulavam as pessoas como: sectários, aventureiros, obreiristas, desviacionistas de direita, revisionistas, hesitantes, liberais. Ninguém mencionava outras categorias psicológicas: paranoicos, histéricos, babacas, caretas e até filhos da p...

Qualquer argumento mais sofisticado, qualquer sombra de complexidade era traição. O bolchevique espetava o dedo na cara do intelectual e fuzilava: ”O companheiro está sendo muito liberal, pequeno burguês revisionista”. E o “pequeno burguês” revisionista ia vomitar atrás da porta. Um “camarada” me disse: “O marxismo supera a morte! “Como?” — disse eu, espantado. “Claro” — me responde ele, iluminado de certeza — “uma vez dissolvido no social, o mito do indivíduo se desfaz, e a ilusão de que ele existe como pessoa. Ele só existe como espécie. E não morre. O marxista não morre!” E eu, fascinado, sonhei com a vida eterna...

Por que escrevo essas coisas antigas, estimado leitor? Porque li o espantoso manifesto do PC do B em apoio aos psicóticos crimes contra a Humanidade e seu povo que os Kims vêm cometendo. Defendem um dos regimes mais brutais da historia.

Vejam o PC do B:
“Sr. Embaixador da Republica da Coreia o Norte: A campanha de uma guerra nuclear desenvolvida pelos Estados Unidos contra a República Democrática Popular da Coreia passou dos limites e chegou à perigosa fase de combate real. Apesar de repetidos avisos da RDP da Coreia, os Estados Unidos têm enviado para a Coreia do Sul os bombardeios nucleares estratégicos B-52. Os exercícios com esses bombardeios contra a RDP da Coreia são ações que servem para desafiar e provocar uma reação nunca antes vista, e torna a situação intolerável.

As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coreia do Sul, além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar:

1. Nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país;

2. Lutaremos para que o mundo se mobilize para que os Estados Unidos e Coreia do Sul cessem imediatamente os exercícios de guerra nuclear contra a RDP da Coreia;

3. Incentivaremos a Humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem à guerra que se manifestem com o objetivo de manter a Paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EUA.

Brasília, 02 de abril de 2013.”

Não é impressionante o atraso mental do país? Só o hospício.

Milhares de inocentes estão sendo levados a concluir que voltou a hora do “comunismo”, mesmo depois dos milhões de assassinados e do fracasso politico e econômico. Milhares de jovens desinformados enchem as faculdades de “coreanos” em defesa da morte, da repressão e da fome. 

E saibam que o PC do B controla o esporte e a cultura nacionais.

Quase todos que gritam slogans como patéticos escravos coreanos não haviam nascido nos tempos de Goulart. Muita gente sem idade e sem memória ignora que o caminho para o crescimento é o progressivo aperfeiçoamento do que chamávamos de democracia “burguesa”, minando aos poucos, com reformas, a nossa doença fatal: tradição oligárquica e patrimonialista.

Há 40 anos, eu não sabia nada disso. Tanto que para levar meu primeiro amor ao apartamento, lembro de lhe ter dito, entre beijos: “Nosso amor também é uma forma de luta contra o imperialismo norte- americano”. E ela foi.


De Arnaldo Jabor, jornal O GLOBO

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Profissionais brasileiros têm um dos piores níveis de inglês do mundo


Os profissionais brasileiros têm um dos piores níveis de inglês do mundo, segundo um estudo da GlobalEnglish que mediu a habilidade com o idioma de mais de 200 mil funcionários de empresas nacionais e multinacionais ao redor do mundo que não têm o inglês como língua materna.


Dentre os 78 países analisados pela empresa de cursos de inglês corporativo, o Brasil ficou na 70ª posição. De 1 a 10, o país ficou com a nota 3,27, o que representa uma leve melhora em relação ao ano passado, quando registrou 2,95. A média deixa o Brasil entre os índices “iniciante” e “básico” – abaixo, inclusive, da América Latina, que ficou com a média de 3,38.
O Brasil fica bem atrás de outros emergentes como a China e de vizinhos como o Uruguai, ambos com nota 5,03, além de ficar longe de outros países lusófonos, como Portugal, com nota 5,47, e Angola, com 4,40. “Estamos muito aquém. Isso pode afetar incrivelmente a capacidade do Brasil de continuar atraindo investimentos de fora”, diz o diretor da GlobalEnglish no Brasil, José Ricardo Noronha. Outro problema está na capacidade de expansão de empresas brasileiras que crescem globalmente. “A gente enxerga que a falta de inglês impacta diretamente na produtividade e no aproveitamento dos talentos. Uma empresa que não fala a língua mundial dos negócios tem o seu potencial muito mais limitado”, diz.
O ranking é liderado pelas Filipinas, com nota 7,95. A média mais baixa é a de Honduras, 2,92.
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De Letícia Arcoverde,  jornal VALOR ECONÔMICO

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Joaquim Barbosa recebe homenagem da ‘Time’ em Nova York


NOVA YORK - No mesmo dia em que começou o prazo para que as defesas dos condenados no processo do mensalão apresentem seus recursos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, participou em Nova York da cerimônia de gala que celebra, há dez anos, a edição da revista “Time” que lista as 100 pessoas mais influentes do mundo. O ministro foi um dos eleitos pela publicação americana, ao lado de personalidades como o papa Francisco, a jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai e o cineasta Steven Spielberg. Outro brasileiro, o chef paulista Alex Atala, também figura na relação de 2013.

— É uma honra extraordinária para mim, para o órgão ao qual eu pertenço e para o meu país —limitou-se a dizer o ministro, evitando qualquer pergunta sobre o mensalão.

Joaquim Barbosa chegou de motorista, vestindo um terno cinza, e entrou pelo tapete vermelho estendido na porta do Time Warner Center, em Columbus Circle, logo atrás de outros homenageados como a jornalista Arianna Huffington e o ator e apresentador de TV Jimmy Fallon. O ministro figura na categoria “Pioneiros” da revista – as outras são “Titãs”, “Líderes”, “Artistas” e “Ícones” –, para quem ele“simboliza a promessa de um novo Brasil”. A “Time” lembrou ainda que Barbosa é o primeiro negro a comandar o Judiciário brasileiro e destaca seu papel durante o julgamento do mensalão.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e alguns outros nomes listados na edição especial da publicação fizeram discursos na noite, que teve shows de Christina Aguilera e Miguel, também presentes no elenco.

Entre a multidão de curiosos que se aglomeravam na porta do Jazz at Lincoln Center nesta terça-feira para ver os homenageados estava o casal de gaúchos Solange Brum e Vanderlei Pires, de férias em Nova York.

— Joaquim Barbosa é o brasileiro mais confiável no momento. Talvez o único — disse Pires.
Mais cedo, Joaquim Barbosa fez palestra na Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, onde falou sobre questões como o sistema de cotas em universidades, a união estável entre pessoas do mesmo sexo e as pesquisas com células-tronco.



De Isabel De Luca, jornal O GLOBO

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"A única coisa que podemos fazer é acreditar no que o governo (brasileiro) diz, que haverá tecnologia 4G. Temos de ter paciência", disse o diretor de comunicação da Fifa, Walter de Gregorio


Preocupada com "black-out" de comunicação, Fifa cobra 4G do governo


RIO DE JANEIRO - Os estádios da Copa das Confederações estão na reta final de preparação, apesar dos atrasos, mas quando a bola rolar, quem estiver lá dentro pode ter dificuldades para se conectar à Internet e publicar fotos das novas arenas nas redes sociais.
Ao escolher em 2007 o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, a Fifa cobrou do governo brasileiro a garantia de um "serviço exemplar" de telecomunicações, ciente da enorme demanda por conexão de dados por parte tanto dos torcedores como da mídia.
A promessa do governo foi de que haveria a oferta de serviços de Internet móvel de quarta geração (4G) a tempo para os eventos.
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De Pedro Fonseca, agência REUTERS BRASIL

domingo, 3 de março de 2013

"Marolinha" reduziu em 41% crescimento do Brasil


Completado um quadriênio sob efeitos de crises no mundo desenvolvido, o crescimento econômico do Brasil sofreu uma perda de 41% na comparação com os quatro anos anteriores.

Com a recém-divulgada expansão de apenas 0,9% em 2012, o Produto Interno Bruto contabiliza um avanço médio de 2,7% anuais desde 2009, modesto para os padrões e necessidades das economias emergentes.

Já entre 2005 e 2008, vivia-se o período de maior bonança nacional em tempos de inflação sob controle, com crescimento médio de 4,6% ao ano --vigoroso o bastante para que o governo considerasse o país imune às turbulências externas.

No final daquele período, quando a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers precipitava o início de uma recessão mundial, a administração petista minimizava o impacto doméstico do novo cenário global.

Na metáfora do então presidente Lula, o tsunami enfrentado pelos Estados Unidos chegaria ao Brasil como uma "marolinha". Para a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, seria uma "pequenininha gripe".

Mas, se de fato não passou por uma retração econômica dramática, o Brasil esteve longe de ser, como divulgava a propaganda oficial, o último país a entrar e o primeiro a sair da crise.
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De Gustavo Patu, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

EUA não devem "ditar" ordens ao mundo, diz novo secretário de Defesa


WASHINGTON - O ex-senador Chuck Hagel, veterano condecorado da Guerra do Vietnã, tomou posse nesta quarta-feira como secretário de Defesa dos Estados Unidos, após uma acirrada disputa pela confirmação no Senado, e prometeu renovar velhas alianças e forjar novas, sem tentar "ditar" ordens ao mundo.
Falando a funcionários do Pentágono logo depois de uma pequena cerimônia de posse a portas fechadas, Hagel falou de forma otimista, embora vaga, sobre os desafios globais que esperam os Estados Unidos e a importância da liderança norte-americana no mundo.
"Não ditamos para o mundo. Mas devemos nos engajar com o mundo. Devemos liderar com nossos aliados", disse Hagel, no que parecia ser um discurso de improviso. "Nenhuma nação, por maior que sejam os EUA, pode fazer nada disso sozinha."
Ele também falou com franqueza sobre o contingenciamento orçamentário previsto para entrar em vigor em 1o de março. "Essa é uma realidade. Precisamos entender isso. Vocês estão fazendo isso. Precisamos lidar com essa realidade."
Se o Congresso não reverter nos próximos dias o chamado "sequestro" orçamentário, o Pentágono deve sofrer cortes de 46 bilhões de dólares em suas verbas.
Hagel foi durante oito anos senador pelo Partido Republicano, com o qual rompeu durante o governo de George W. Bush, tornando-se um duro crítico da guerra no Iraque.
Muitos republicanos que se opuseram à nomeação dele repreenderam-no por causa da posição sobre o Iraque e manifestaram dúvidas sobre a firmeza do seu apoio a Israel, da sua dureza contra o Irã ou do seu compromisso com uma dissuasão nuclear robusta.
Hagel teve seu nome aprovado pelo Senado na noite de terça-feira por 58 x 41 votos, o mais apertado resultado para a nomeação de um chefe do Pentágono na história. Apenas quatro republicanos votaram a favor.
Em sua fala nesta quarta-feira, o novo secretário não citou as críticas dos republicanos, nem revelou preocupações por trabalhar com um Congresso dividido. Mas expressou a opinião de que os EUA precisam ser cautelosos ao exercerem seu poderio...
De agência REUTERS BRASIL

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

American Airlines e US Airways criarão maior cia aérea do mundo


A American Airlines e a US Airways anunciaram a fusão das empresas nesta quinta-feira, numa operação que criará a maior companhia aérea do mundo e que terá um valor de mercado de 11 bilhões de dólares.
A fusão conclui uma onda de consolidações que ajudou as companhias aéreas norte-americanas a terem bases financeiras mais sólidas.
O acordo era amplamente esperado pelo mercado e passou mais de um ano em gestação. A AMR, controladora da American, encaminhou um pedido de concordata em novembro de 2011 e a US Airways começou a buscar a fusão no início de 2012.
A nova empresa, que vai operar sob a marca da American Airlines, será 2 por cento maior em tráfego de passageiros pagantes que a atual líder mundial, a United Continental.
A companhia combinada terá sede no Texas e será comandada pelo presidente-executivo da US Airways, Doug Parker, antigo defensor da consolidação da indústria.
"Ao utilizar a rede de conexões da American com penetração em mercados menores, e a receita de aliança global, a nova empresa pode elevar faturamento e diminuir custos de forma mais efetiva, enquanto lida com integração trabalhista e problemas de capital", disse o analista Jeffrey Kauffman, da Sterne Agee & Leach, em nota a clientes.
Tom Horton, que se tornou o presidente-executivo da AMR quando a empresa entrou em concordata, será o presidente do conselho de administração da nova empresa até a primeira reunião anual de acionistas, quando Parker assumirá o cargo.
A fusão, que está sujeita à aprovação de reguladores e da corte de falências dos EUA, pode ajudar a acelerar a recuperação da indústria aérea norte-americana, já que as empresas terão mais espaço para elevar tarifas com a eliminação de um competidor. (...)


Por Sagarika Jaisinghani, portal REUTERS BRASIL

sábado, 19 de janeiro de 2013

Alquimia levará o Brasil ao primeiro mundo




A presidente Dilma garante que irá erradicar a miséria extrema até o início de 2014, ou seja, nenhuma família brasileira terá uma renda per capita mensal abaixo de R$ 70,00 (setenta reais).

Quanto à promessa da presidente, acho perfeitamente possível, não pela sua determinação em cumprir seus compromissos de campanha e palanque, mas sim pela sua capacidade e de seus ministros em manipular resultados, estatísticas, índices e tudo o mais para que o resultado e a imagem exposta ao público interno e externo, embora utópica, traga-lhe dividendo político.

É comum imaginarmos que a fala de alguém demonstre o seu desejo mais íntimo, mas percebemos depois que não passa de uma alucinação maquiavelista.


De Júlio Cunha