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domingo, 16 de junho de 2013

Petrobras tem combustível para 11 dias sem reduzir estoque, diz fonte

RIO DE JANEIRO - A Petrobras tem pelo menos 11 dias para resolver a pendência que a impede de importar combustíveis sem que seus estoques sejam reduzidos, considerando o prazo de entrega das últimas ordens de compras de gasolina realizadas pela companhia ainda num contexto de situação fiscal regular.
A estatal costuma realizar diariamente várias operações de compra de petróleo e derivados, com prazo para recebê-los de cerca de 15 dias, afirmou à Reuters uma fonte ligada à companhia, sob condição de anonimato.
Este é o prazo entre uma ordem de compra, passando pelo tempo de navegação e a chegada dos combustíveis aos portos, disse a fonte.
A Petrobras continuará recebendo normalmente o combustível que foi encomendado até o dia 10 de junho. Nesta data, a Justiça revogou liminar que lhe garantia a Certidão Negativa de Débito mesmo diante de um impasse tributário com a Fazenda.
A Petrobras trava uma disputa judicial com a União sobre uma dívida de mais de 7 bilhões de reais, desde o início do ano passado. No início da semana, caiu a liminar que garantia a discussão sem o oferecimento de garantias pela estatal, e a empresa perdeu uma certidão necessária para a realização de algumas operações, incluindo importação e exportação.
Com base nas cargas compradas antes do cancelamento da certidão, a companhia deve receber normalmente volumes importados até pelo menos o próximo dia 25 de junho, duas semanas após entrar em situação fiscal irregular.
A Petrobras tem estoques suficientes para garantir cerca de dez dias de consumo no Sudeste. As reservas são menores no Nordeste, segundo a fonte.
O crescimento acelerado da demanda por diesel e gasolina no país levou a estatal a elevar expressivamente a importação de derivados nos últimos anos, e uma interrupção das compras no exterior por um período prolongado colocaria em risco o abastecimento de combustíveis...


De Sabrina Lorenzi, agência REUTERS BRASIL

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Venda de veículos novos surpreende e dispara em abril



As vendas de veículos novos no Brasil somaram 333.790 unidades em abril, recorde para o mês e alta de 29,4 por cento sobre o fraco resultado de abril de 2012, informou uma fonte do mercado nesta quinta-feira, citando dados preliminares de emplacamentos.

Na comparação com março, que teve dois dias úteis a menos que abril, os emplacamentos do mês passado aumentaram 17,6 por cento.
O resultado contrariou expectativas da indústria, que esperava um crescimento mais comportado das vendas depois que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi prorrogada no fim de março pelo governo até o fim do ano.
As vendas do mês passado superaram o recorde até então messes de abril, de 2011, quando 289.189 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram licenciados. O volume também foi o maior registrado até agora neste ano, ficando acima das 311,5 mil unidades de janeiro.
Segundo a fonte, os licenciamentos de automóveis e comerciais leves em abril somaram 317.024 unidades, correspondendo a uma média por dia útil de 14.410 veículos.
Já os emplacamentos de caminhões no mês passado foram de 13.915 unidades, crescimento anual de 25,2 por cento, enquanto as vendas de ônibus atingiram 2.851 unidades, alta de 29,7 por cento, segundo a fonte.
Com o resultado de abril, os licenciamentos de veículos novos no Brasil nos quatro primeiros meses de 2013 soma 1,164 milhão de unidades, crescimento de 8,2 por cento sobre o mesmo período de 2012.
A expansão até agora está acima da esperada pela associação de montadoras Anfavea para o ano, de alta de 3,5 a 4,5 por cento nas vendas, para entre 3,93 milhões e 3,97 milhões de veículos.


De Alberto Alerigi Jr., agência REUTERS BRASIL

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Governo decide prorrogar até o fim do ano IPI reduzido para veículos


O governo confirmou que vai manter a alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões até 2014, de acordo com nota divulgada agora à noite pelo Ministério da Fazenda. A renúncia fiscal será de R$ 2,2 bilhões de abril a dezembro deste ano. O tributo sobre veículos subiria a partir de amanhã e voltaria à alíquota original em junho. Deste modo, as alíquotas do IPI para carros permanecem no atual patamar até o fim do ano.
“Dando continuidade à política de estímulos ao mercado interno, o governo decidiu prorrogar as atuais alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões até 31 de dezembro de 2013. O tributo sobre veículos subiria a partir do dia primeiro de abril”, assinala a Fazenda.
De acordo com o comunicado, para os veículos flex e a gasolina de até mil cilindradas, as alíquotas subiriam, a partir da próxima segunda-feira, de 2% para 3,5%, mas com a prorrogação elas serão mantidas em 2%. A alíquota original do IPI para veículos de até mil cilindradas é de 7%.
Já no caso dos carros flex de mil a a 2.000 cilindradas, a alíquota do IPI deveria passar dos atuais 7% para 9% no dia primeiro de abril, enquanto para os veículos a gasolina, de 8% para 10%. Com a decisão, as alíquotas continuarão nos atuais 7% para os veículos flex e 8% para gasolina. O IPI original desse segmento é de 11% para carros flex e 13% para os veículos movidos a gasolina.
Para veículos acima de 2.000 cilindradas, a alíquota permanece inalterada em 25% para os veículos a gasolina e em 18% para os carros flex. Já para caminhões, a alíquota permanece em zero.
Também foi prorrogada a alíquota de 2% de IPI até 31 de dezembro para veículos comerciais leves. A alíquota original nesse segmento é de 8%.

De jornal VALOR ECONÔMICO

domingo, 3 de março de 2013

"Marolinha" reduziu em 41% crescimento do Brasil


Completado um quadriênio sob efeitos de crises no mundo desenvolvido, o crescimento econômico do Brasil sofreu uma perda de 41% na comparação com os quatro anos anteriores.

Com a recém-divulgada expansão de apenas 0,9% em 2012, o Produto Interno Bruto contabiliza um avanço médio de 2,7% anuais desde 2009, modesto para os padrões e necessidades das economias emergentes.

Já entre 2005 e 2008, vivia-se o período de maior bonança nacional em tempos de inflação sob controle, com crescimento médio de 4,6% ao ano --vigoroso o bastante para que o governo considerasse o país imune às turbulências externas.

No final daquele período, quando a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers precipitava o início de uma recessão mundial, a administração petista minimizava o impacto doméstico do novo cenário global.

Na metáfora do então presidente Lula, o tsunami enfrentado pelos Estados Unidos chegaria ao Brasil como uma "marolinha". Para a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, seria uma "pequenininha gripe".

Mas, se de fato não passou por uma retração econômica dramática, o Brasil esteve longe de ser, como divulgava a propaganda oficial, o último país a entrar e o primeiro a sair da crise.
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De Gustavo Patu, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Crédito Fundiário oferece taxa de juros reduzida para juventude rural

A medida assegura aos jovens rurais, que têm entre 18 e 29 anos, e às famílias de agricultores em situação de pobreza juros ainda menores, de 1% e de 0,5%, respectivamente

A taxa de juros para o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), será reduzida, passando de 5% para 2%. A medida assegura aos jovens rurais, entre 18 e 29 anos, e às famílias de agricultores em situação de pobreza juros ainda menores, de 1% e de 0,5%, respectivamente.
A Resolução nº 4177 prevê, também, a universalização dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que passa a valer por cinco anos para os novos contratos, com um repasse de R$ 1,5 mil por beneficiário/ano. Recém-aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ela entra em vigor a partir do dia 1º de abril e foi publicada no Diário Oficial da União, (...)
De Portal BRASIL online