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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
CPI da Petrobras: relatório da oposição pede processo de improbidade contra Dilma
BRASÍLIA – O relatório alternativo da oposição na CPI mista da Petrobras pede a abertura de processo de improbidade administrativa contra a presidente Dilma Rousseff pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, quando ela estava a frente do Conselho de Administração da Petrobras, em 2006. O texto indicia ainda a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, diretores e ex-diretores da companhia, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, entre outros. Pede ainda abertura de inquérito contra o ministro Paulo Bernardo e outros políticos.
O texto foi preparado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB) e apoiado pelos parlamentares da oposição. Será procedida a leitura durante a sessão da CPI, em andamento nesta tarde. Após a leitura, a oposição pedirá preferência para este texto. O governo terá de derrotar o requerimento para depois tentar aprovar o relatório de Marco Maia (PT-RS), que sofreu alterações nesta tarde.
O relatório alternativo amplia os pedidos de indiciamentos feitos no texto de Maia. Ele inclui o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, o deputado cassado André Vargas e o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, entre os que devem ser indiciados pelas investigações decorrentes da Operação Lava-Jato.
Pelo mesmo caso, pede a abertura de inquérito contra 36 pessoas, como o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Humberto Costa (PT-PE), os deputados federais Eduardo da Fonte (PP-PE), João Pizzolatti (PP-SC) e Nelson Meurer (PP-PR) e o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, já falecido. Estão ainda neste tópico o atual diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, o presidente afastado da Transpetro, Sérgio Machado, e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Zelada...
De Eduardo Bresciani, O GLOBO
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Relator da CPI da Petrobras não inclui políticos nem pede indiciamentos, mas propõe mudar lei de contratações
BRASÍLIA – O deputado Marco Maia (PT-RS) apresentou nesta quarta-feira o relatório da CPI mista da Petrobras sem pedir indiciamentos. Ele apenas lista pessoas que poderiam ser investigadas, sem quaisquer nomes de políticos entre os que deveriam ser alvo de apuração. Maia propõe ainda em seu relatório mudar a legislação de contratações para empresas estatais. O relatório tem 903 páginas e deve ser votado na próxima semana. Apesar de não pedir nenhum indiciamento diretamente, Maia diz que "corrobora e ratifica" os indiciamentos feitos na esfera judicial.
Somente em relação a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, são apontados 52 pessoas a serem investigadas. Quase todas, porém, já são alvos das ações que tramitam na Justiça Federal do Paraná. Entre os principais personagens, o único citado que ainda não é alvo de inquérito é o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Estão na lista os executivos de empreiteiras e os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato de Souza Duque. O texto pede ainda a investigação de 20 empresas, quase todas também já alvos de investigação. O mesmo ocorre no restante do relatório que cita, por exemplo, o pagamento de propina pela holandesa SBM Offshore.
Em todo o parecer, Maia fez 13 menções à presidente Dilma Rousseff. Em nenhuma delas há qualquer acusação contra ela. A maior parte das citações está na transcrição de trecho do depoimento de Paulo Roberto Costa à comissão. No caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, são oito citações, todas também relativas ao depoimento. Em relação ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a única menção é em uma frase de Costa de que as nomeações políticas na Petrobras acontecem desde o governo José Sarney...
De Eduardo Bresciani, O GLOBO
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Mundo tem 35,8 milhões de escravos modernos
A pesquisa de 2014 The Global Slavery Index, da fundação internacional Walk Free, revelou que existem no mundo 35,8 milhões de pessoas mantidas em situação de escravidão. O relatório será lançado oficialmente em 18 de novembro e a versão em português será apresentada em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a entrega do Prêmio João Canuto, de direitos humanos.
Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta.
Em entrevista à Agência Brasil, Diana Maggiore, representante da Walk Free no Brasil, disse que o número de pessoas escravizadas hoje cresceu 20%, em relação aos 29,8 milhões de pessoas apontadas no The Global Slavery Index 2013.
No Brasil há cerca de 220 mil pessoas trabalhando como escravos. Maggiore explicou que, em 2013, pela primeira vez, o número de pessoas resgatadas de situações de escravidão no setor urbano foi maior que no setor rural no país. “Por causa dos eventos esportivos, tivemos muitos registros na construção civil e a tendência deve continuar até as Olimpíadas. O Brasil está crescendo, daqui a alguns anos pode ser diferente”, disse...
De ECONOMIA, VEJA
sábado, 18 de junho de 2011
Cidade do Ceará com potencial para o desenvolvimento
Segundo relatório divulgado pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial do Estado do Ceará – FDI existe um crescente aumento no número de empregos ofertados a população do estado, sendo também identificados os municípios com maiores potenciais para o crescimento, principalmente pela quantidade de seus pólos já implantados, formados assim uma cadeia produtiva na região, nas quais seriam beneficiados por maiores incentivos à produção.
Dentre os municípios destaca-se o de Sobral, Itapajé, Canindé, Quixeramobim, Iguatu, Juazeiro do Norte, Tauá, Bela Cruz, Morada Nova e Crato, muito embora seja a Região Metropolitana de Fortaleza – RMF que concentre todos os clusters (têxtil, calçados, couros e peles, móveis, eletroeletrônicos e metal-mecânico) presentes no Ceará.
De Júlio Cunha
De Júlio Cunha
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