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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como a queda do petróleo afeta os negócios Brasil-Venezuela?



A Venezuela é o país latino-americano que mais deve sofrer se os preços do petróleo se estabilizarem no atual patamar, bem mais baixo que há alguns meses. E não é difícil entender por quê.


O produto representa cerca de 95% das receitas de exportação do país e mais de 40% do orçamento do governo.

A recente queda do barril venezuelano - da casa dos US$ 100 para menos de US$ 50 - na prática significa um corte radical nas divisas para financiar importações, gastos sociais e demais despesas do governo.
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Há certo consenso entre economistas e especialistas consultados pela BBC de que o Brasil deve ser afetado por uma deterioração do cenário político e econômico venezuelano.

Primeiro, em função do peso da relação econômica e do comercial bilateral. Hoje, a Venezuela é responsável pelo terceiro maior superávit bilateral da balança comercial brasileira, atrás apenas da China e da Holanda (porta de entrada de toda a Europa).

Não fosse esse saldo no comércio com o país, o déficit registrado na balança comercial brasileira seria quase o dobro do que foi no ano passado, de US$ 3,93 bilhões...

De Ruth Costas, BBC

domingo, 30 de novembro de 2014

Eduardo Jorge: 'O PT é muito ligado a petróleo e a automóvel. Parece algo genético'


"Farei uma oposição construtiva", garante Eduardo Jorge
O resultado das eleições foi uma decepção para Eduardo Jorge (PV), que terminou a disputa em sexto lugar, com apenas 630 mil votos (0,61%). A expectativa dele e do partido era maior, principalmente levando em conta o frenesi gerado pelo ex-deputado e médico sanitarista com suas respostas fora do lugar-comum no Twitter – que ele mesmo administra – e também pela sinceridade prosaica adotada nos debates televisivos. “Quando chegou no finzinho, na hora H, na rodada final, o voto útil tirou 1,5 milhão da minha candidatura”, lamentou o candidato derrotado à Presidência, que esteve em Belo Horizonte na semana passada para receber uma medalha da Câmara Municipal e foi entrevistado pelo Estado de Minas.

Eduardo Jorge explica que o PV ainda não definiu o posicionamento em relação aos “próximos quatro anos do presidencialismo imperial do Brasil”, como ele define. O político garante que fará uma oposição construtiva, mas de uma só tacada criticou os futuros ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Agricultura, Kátia Abreu.

Em Belo Horizonte, o político vegetariano visitou o Mercado Central, comprou queijos, goiabada, doce de leite, recebeu o Grande Colar do Mérito Legislativo, fez uma palestra na Câmara e incentivou uma assessora de um deputado do PV a adotar a bicicleta em seus deslocamentos diários entre a casa e a Assembleia Legislativa. Falou também dos temas considerados polêmicos, como a legalização das drogas e liberação do aborto. “A Dilma e o Aécio pensam parecido com o que eu falei, mas não falam. Não falam porque o marqueteiro não deixa falar. Isso é um prejuízo para o povo”, acredita Eduardo Jorge, que diz não querer ser candidato novamente.

Qual a avaliação que o senhor faz da campanha eleitoral? E por que o resultado foi bem pior do que o conquistado pela Marina em 2010 pelo PV?

Sabíamos que esta seria uma campanha diferente de 2010, que foi Cruzeiro x Atlético. Quem não era Cruzeiro e nem Atlético e era América tinha que vir para o PV e para a nossa candidata. Em 2010 foi uma conjuntura diferente. Este ano, foram três grandes candidaturas cristalizadas. O Eduardo Campos, o Aécio e a Dilma, com campanhas estruturadas e apoio de grandes empreiteiras e grandes máquinas administrativas. Por isso, tínhamos consciência que a campanha de 2014 não seria igual à de 2010. Sabíamos que em dois ou três meses não se pode mudar um país continental com três candidaturas cristalizadas. Nós do PV sabíamos que deveríamos fazer uma campanha de divulgar as ideias de vanguarda do PV. Portanto, não esperávamos ter uma votação igual à que tivemos em 2010.

O senhor foi muito criticado por parte de seus eleitores por ter apoiado o candidato derrotado Aécio Neves (PSDB) no segundo turno...

Foi uma guerra civil no meu Twitter. Tinha gente que simpatizava com as teses que eu defendia e também simpatizava com a Dilma, com a Marina ou com o Aécio. Tanto que quando chegou no finzinho, na hora H, na rodada final, o voto útil tirou 1,5 milhão da minha candidatura na última semana. Tinha gente que era muito simpático à minha campanha, mas estava de olho para saber quem ia para o segundo turno. Apoiamos o Aécio no segundo turno porque o diretório decidiu por 33 votos a seis. O Aécio e a Dilma, nós dizíamos, são muito parecidos, com política econômica e social, mas porque brigam tanto? Para se diferenciarem. Isso é marketing e para ganhar tem que ter voto. Eu falei uma vez para o Aécio em um debate: ‘para diferenciar você da Dilma e da Marina eu tenho que usar uma lente’. Quando declarei o apoio, eu disse para ele (Aécio), em frente a 3 mil tucanos, que sabia que ele e a Dilma eram muito parecidos do ponto de vista político-econômico e social. E agora está provado, pois a Dilma acabou de escolher um Armínio Fraga sem a inteligência do Armínio Fraga: o Joaquim Levy.

Se são tão iguais, porque escolheu um deles?

A diferença entre a Dilma e o Aécio é que o PSDB tem mais abertura para a questão ambiental que o PT. O PT é muito ligado a petróleo e a automóvel. Parece algo genético e eles não se libertam disso. O segundo ponto é que eu acho a relação do PSDB com o estado, com a democracia, é uma postura mais aberta que o PT. O PT tem uma postura muito fechada. Acima de tudo é o interesse do partido. Primeiro o partido, depois o povo e depois o país. Nesse ambiente do eleitorado nosso, que é um eleitorado muito livre, muita gente não entendeu, ficou bravo e o que eu poderia fazer? Responder. Fui o que eu fiz no Twitter. O que não faria era repetir o erro da Marina e do PV em 2010, que foi ficar em cima do muro.

Como avalia a nomeação da ministra Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura?

A Kátia Abreu, do ponto de vista do PV, nós temos dificuldade de lidar, pois ela é uma entusiasta dos bois e é entusiasta da soja, que são duas coisas que causam um grande desmatamento no Brasil e que são do ponto de vista econômico falsamente eficientes. O Brasil tem hoje 240 milhões de bois. Tem mais bois do que homens e mulheres no Brasil. Eles (os bois) são altamente ineficientes do ponto de vista energético e da alimentação, além de serem devastadores da mata atlântica e do cerrado e da Amazônia. Isso significa aquecimento global e prejuízo para toda a humanidade. Se ela for ministra e quiser conversar conosco, conversaremos. Mas do ponto de vista agrícola a paixão do PV é a agricultura familiar e orgânica. Isso não negamos. Está no nosso programa.

Pretende ser candidato à Prefeitura de São Paulo ou a outro cargo?

Eu já fui voluntário nessa campanha e nem pensava em ser candidato mais, pois fui deputado por 20 anos e tenho família e trabalho e sinto que dei minha contribuição à política brasileira. Por enquanto, para mim, está bom. Vou ficar assim. Trabalhando no meu cargo de médico concursado da Secretaria Estadual de Saúde. Gosto disso e preciso também.

De política, Daniel Camargos, ESTADO DE MINAS

domingo, 9 de novembro de 2014

Mas e a autossuficiência?


A conta-petróleo do Brasil (ou seja, a exportação de petróleo e derivados menos importação de petróleo, derivados e gás natural) entre janeiro e setembro registrou um déficit de 12,5 bilhões de dólares. Um estrago e tanto na balança comercial.

No governo Dilma, esse vermelho já alcança 44 bilhões de dólares – um volume 68% maior que o déficit acumulado nos oito anos do período Lula, aquele em que se festejou a autossuficiência do petróleo.

Por Lauro Jardim, VEJA

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Petrobrás tem de refazer cálculo de royalties

RIO - A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou que a Petrobrás refaça os cálculos de seis anos de produção de gás natural no Campo de Albacora, na Bacia de Campos. O órgão regulador entendeu que a Petrobrás calculou descontos de volumes de forma irregular, reduzindo pagamento de royalties e participações especiais. Segundo duas fontes da autarquia, o entendimento forçará a Petrobrás a elevar em mais de R$ 200 milhões o pagamento das taxas.
A decisão da diretoria ocorreu em reunião em 14 de março de 2013. A Petrobrás enviou ontem pedido de recurso à ANP. Este é o último de vários processos dentro da autarquia sobre divergência no cálculo dos volumes produzidos e no pagamento de royalties e participações.
Os processos que estão sendo julgados nos últimos meses na diretoria se referem a investigações iniciadas em 2009, 2010 e 2011. Em alguns casos, são expedidas multas. Em 16 de abril do ano passado, por exemplo, a ANP aplicou à Petrobrás multa de R$ 173 milhões por pagamento incompleto de participações especiais.
Em julho passado, a Petrobrás conseguiu liminar suspendendo efeito da multa e o processo segue em análise na Justiça. "A Petrobrás tem judicializado a maioria dos processos", disse uma fonte da ANP.
No caso de Albacora, a agência determinou o recálculo da produção de gás das plataformas P-25 e P-31 da concessão, no período de janeiro de 2003 a agosto de 2009. As duas plataformas de Albacora ficam entre 100 km e 140 km da costa de Macaé (RJ). Na reunião, a agência manteve o indeferimento de pedido da Petrobrás para o desconto de volumes de condensado (parcela líquida obtida do gás).
O produto inicial da extração de petróleo é uma mistura de óleo e gás.
A ANP considerou que a Petrobrás fez a medição de volume na fase errada do processo de separação dos combustíveis. O aferimento ocorreu antes da separação, com o gás ainda em fase chamada de úmida.
Sem desconto. A agência considera que deveria haver um ponto de medição na fase líquida, como manda portaria da autarquia. Por isso, não considerou o desconto a que a Petrobrás teria direito no volume usado no cálculo dos royalties.
Os argumentos da Petrobrás serão analisados pela área técnica da autarquia antes de ser feito o cálculo final de volume e de pagamento de royalties e participações.
Caso não concorde com a determinação da ANP, a Petrobrás pode mais uma vez recorrer da determinação na Justiça.
A companhia enfrenta fiscalização por erros no sistema de medição da vazão dos poços. Em alguns casos, declara mais do que o produzido. Em outros, declara menos, o que acarreta em menor volume de pagamento de impostos.
Em janeiro de 2012, por exemplo, foi aplicada multa de R$ 75 mil por informações inverídicas no demonstrativo de apuração de participações especiais. Em 20 de outubro de 2011, foi aplicada multa de R$ 320 mil pelos mesmos motivos. Também a aplicação destas duas multas estão sob judice.


De sabrina Salles, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

terça-feira, 19 de março de 2013

Cármen Lúcia, do STF, suspende novas regras de distribuição de royalties


BRASÍLIA, 18 Mar (Reuters) - A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta segunda-feira medida cautelar suspendendo as novas regras de redistribuição dos royalties do petróleo, atendendo reivindicação dos Estados produtores da commodity.

Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo -Estados produtores de petróleo- entraram na sexta-feira com quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adin) no STF contra a lei aprovada no Congresso que retira parte de seus recursos e da União provenientes dos royalties para dividi-los de forma mais igualitária entre todos os Estados brasileiros.
"Estou feliz da vida", disse à Reuters o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), por telefone após o anúncio do deferimento da medida cautelar.
"É uma decisão que parte na direção de colocar os fatos nos seus devidos lugares...Aumenta a confiança de que o Supremo vai preservar os nossos direitos", acrescentou.
O Espírito Santo estima perdas de 4,7 bilhões de reais em seus cofres até 2020 por conta da nova distribuição dos royalties.
A presidente Dilma Rousseff vetou parcialmente a lei aprovada pelo Congresso para evitar que a nova distribuição fosse adotada também para os contratos em vigor.
Mas seu veto foi derrubado pelo Congresso, levando os Estados produtores a entrar no STF contra a mudança. A ministra Cármen Lúcia foi sorteada para ser relatora das quatro Adins que tramitam na corte.
"Vamos ver se dá para respirar um pouco e retirar a espada que estava sobre a nossa cabeça", disse o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), à Reuters, depois do anúncio da decisão da ministra Cármen Lúcia.

De Ana Flor, agencia REUTERS BRASIL

sexta-feira, 15 de março de 2013

PT vai propor novamente 100% dos royalties para educação


O PT vai comprar novamente a briga no Congresso para destinar 100% dos royalties do petróleo para a educação. Seja no regime de partilha (dentro do polígono do pré-sal) ou de concessão (fora da área do pré-sal). Para isto, o deputado Carlos Zaratini (PT-SP), relator da Medida Provisória 592, assinada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro e que destina todos os royalties das concessões futuras para a educação, vai propor a modificação. A MP entrará em pauta em abril.


De Leonel Rocha, Pelipe Patury, revista ÉPOCA

domingo, 10 de março de 2013

STF pode sustar efeito de lei sobre royalties nas próximas semanas



BRASÍLIA - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem decidir pela suspensão temporária dos efeitos da nova lei de distribuição dos royalties do petróleo já nas próximas semanas, informou à Reuters o Tribunal, depois de consulta à Secretaria-Geral da corte sobre tramitação do processo.

Em uma das possíveis decisões do futuro relator do caso que será sorteado a partir da chegada de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), o ministro poderia levar imediatamente ao plenário a decisão de conceder ou não uma cautelar que suspenda os efeitos da lei aprovada no Congresso.

Na última quinta-feira, o Congresso derrubou o veto parcial da presidente Dilma Rousseff à lei, terminando com o direito dos Estados produtores de receber royalties como indenização pelas áreas atingidas na exploração de petróleo.

Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo prometeram entrar com Adin no STF assim que a lei fosse promulgada, o que deve ocorrer na próxima semana. A presidente tem 48 para promulgar a lei, que ainda não foi enviada pelo Congresso ao Executivo.

"Esta seria uma das três possíveis ações do relator, que tem liberdade para decidir o encaminhamento do pedido", afirmou à Reuters o secretário de Comunicação do STF, Wellington Silva.

"Em tese, o tema poderia ir ao plenário já na quarta-feira, caso a Adin já tiver chegado ao Tribunal", acrescentou.

A decisão de sustar os efeitos da lei até a decisão final sobre a Adin ocorre caso os Estados produtores entrem com o pedido de cautelar o que Rio e Espírito Santo já indicaram que farão nos próximos dias.

As duas outras possibilidades, segundo o tribunal, seriam não levar ao plenário o pedido de cautelar e encaminhar aos órgãos pertinentes, como a Advocacia Geral da União (AGU), pedidos de informações, para então tomar uma decisão sobre o tema.
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De Ana Flor, agência REUTERS BRASIL

Politização do pré-sal


A perda dos estados produtores dos royalties do petróleo decretada por revolução congressual provocada por uma ganância desmedida, que não vai resolver problema nenhum dos estados não produtores, mas provocará graves prejuízos a Rio de Janeiro, Espírito Santo e, em menor medida, a São Paulo, foi causada pela politização da descoberta do pré-sal levada a cabo pelo ex-presidente Lula.

O especialista Adriano Pires, da consultoria Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) diz que o ex-presidente, ao anunciar a descoberta do pré-sal, politizou todas as decisões que foram tomadas no setor de petróleo dali para frente, e com isso, surgiram várias vitimas dessa atitude populista. As principais foram a Petrobras, os produtores de etanol e o Rio de Janeiro.

Do anúncio do pré-sal para cá, ele lembra, congelaram o preço da gasolina, enterraram o projeto Arábia Saudita Verde que levaria o país a ser o maior produtor de biocombustíveis do mundo e criaram uma guerra federativa com a discussão da distribuição dos royalties. Ou seja, o pré-sal que segundo Lula só produziria vencedores, até agora só criou vitimas.

O governador Sérgio Cabral me enviou uma mensagem, a propósito da coluna de ontem onde o critiquei por ter acreditado demais em Lula e não ter notado que na mudança do marco regulatório estava a semente para a alteração da distribuição dos royalties que agora se consumou, lembrando que sempre foi contra a essa mudança.

Ele tem razão, embora sua luta contra a adoção do modelo de partilha em substituição ao sistema de concessão não tenha sido vitoriosa. Melhor seria dizer que não teve força política para evitar o novo modelo, que ele mesmo chamou de “patriotata”, criticando-o duramente. Eu mesmo aqui na coluna relatei uma reunião no Palácio Alvorada em que o governador Sérgio Cabral foi acalmado várias vezes por Lula, e teve uma discussão com então o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, que defendia a mudança para o sistema de partilha dando como exemplo de sucesso do modelo a Líbia então chefiada por Kadafi, arrancando uma risada de Cabral.

Cabral defendeu em várias oportunidades o modelo de concessão, que permitiu o Brasil sair da produção de 500 mil barris no final da década de 90 para cerca de 2 milhões, além de estimular o desenvolvimento da tecnologia para exploração em águas profundas para tornar o País referência mundial hoje.

O governador do Rio ficou em uma situação constrangedora durante essa disputa, pois era um aliado fiel ao governo Lula e, ao mesmo tempo, não tinha força para fazê-lo mudar de ideia num projeto político petista que Cabral classificou de “um erro pelo o qual o Brasil vai pagar caro”.

Ele criticou o governador paulista. Geraldo Alckmin, que não se engajou na luta com a necessária firmeza, e também ficou sem alternativas, pois os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e o de Minas, Aécio Neves, seus amigos da mesma geração política, tinham interesse na mudança das regras. Os dois ainda fizeram um gesto de conciliação, propondo que os contratos já firmados fossem preservados, mas não houve força política para aplacar a ganância despertada pelo anúncio do pré-sal.

Cabral chamou a atenção para o fato de que "não se sabe quanto tempo o petróleo vai dominar o mundo", lembrando que a Califórnia tinha forte subsídio sobre carro elétrico e que o salto das tecnologias alternativas ao petróleo poderia inviabilizá-lo no futuro. Cabral também criticou a concentração de investimentos na Petrobrás, que acabou atrasando a exploração do pré-sal.

Diante da reação do governador do Rio, suspendendo os pagamentos dos fornecedores do estado, Adriano Pires torce para que “o governo do Rio não crie outra vítima, dessa vez as empresas. Será um erro grave, caso o governo do Rio transfira as perdas dos royalties para as petrolíferas. É bom não esquecer que os investimentos dessas empresas geram renda e emprego para a população fluminense. Foi o que restou de bônus para o Estado”.

Resultado: Cabral confiou muito em Lula, pois não tinha força política para enfrentá-lo nessa disputa, e nem aliados de peso com que pudesse se contrapor ao PT. Agora, está nas mãos do Supremo.


De Merval Pereira, joral O GLOBO

terça-feira, 5 de março de 2013

Dilma diz que respeitará decisão do Congresso sobre royalties


Apesar de dizer que lamenta, a presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta terça-feira (5) que vai respeitar se o Congresso decidir derrubar seu veto e redistribuir de forma igualitária a todos os Estados os royalties do petróleo de áreas já licitadas.

Está marcada sessão conjunta nesta terça, às 19h, para deputados e senadores decidirem se mantêm ou derrubam veto de Dilma ao projeto aprovado pelo Congresso.

"Eu fiz [o veto], tenho de acreditar que era melhor. Também vivemos numa democracia. O que o Congresso decidir, é que vai estar decidido. Eu lamento muito, mas se o Congresso resolver também não considerar os contratos já feitos, eu serei obrigada a seguir", disse a presidente em entrevista a rádios da Paraíba.
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De Fernanda Odilla, jornal FOLH DE SÃO PAULO

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Opep: produção de petróleo no Brasil deve desacelerar


A recente colisão de duas plataformas da Petrobras no Rio Grande do Sul reforça a previsão já feita pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que a produção da commodity no Brasil será fraca no primeiro semestre de 2013. Relatório mensal divulgado nesta terça-feira pela entidade afirma que "os números atualizados da produção no quarto trimestre de 2012" já sinalizavam produção mais fraca. Agora, "a colisão da P-63 e da P-58" reforça esse análise.
Para 2013, a entidade prevê que a produção brasileira terá média de 2,69 milhões de barris/dia, 20 mil barris a menos por dia que a previsão anterior. "Os atrasos no início da produção são esperados no Brasil em 2013", diz o relatório da Opep. A organização também prevê diminuição da produção de campos já maduros, como em Ostra. Com a observação de que esse comportamento mais fraco será visto especialmente no primeiro semestre, a Opep afirma que o ritmo de produção será melhor na segunda metade do ano.
"A oferta de petróleo no Brasil deve ter volumes limitados no primeiro semestre de 2013. Já o segundo semestre deve experimentar um crescimento saudável", diz. Para a Opep, campos como o Cidade de São Paulo e Sapinhoá devem ajudar no aumento da produção a partir do meio do ano. (...)


De economía, portal VEJA

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Argentina promete processar empresas de petróleo das Malvinas


LONDRES - A Argentina continuará a buscar ações legais contra as empresas de petróleo que trabalham nas Ilhas Malvinas, território controlado pela Grã-Bretanha e reivindicado pelos argentinos, disse o chanceler argentino Héctor Timerman nesta quarta-feira.
"Vamos continuar a buscar ações legais contra estas empresas de hidrocarbonetos... elas estão roubando os recursos naturais da Argentina", disse ele a repórteres em uma coletiva de imprensa em Londres.
A Grã-Bretanha e a Argentina travaram uma guerra de 10 semanas, em 1982, sobre as Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos, localizadas a cerca de 300 milhas ao largo da costa da Argentina.
Buenos Aires aumentou os esforços para fazer valer a sua reivindicação sobre o território enquanto empresas listadas em Londres procuram explorar petróleo e gás no mar das ilhas. (...)

De Mohammed Abbas, portal REUTERS BRASIL

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sem acordo, votação de Orçamento fica para depois do carnaval


A votação da proposta de Orçamento de 2013 e de vetos presidenciais, que incluem a nova fórmula de distribuição de royalties do petróleo, ficará para depois do carnaval por falta de acordo, afirmaram parlamentares.

"Não tem a menor condição, nem o Congresso vai ser convocado mais hoje. Nem hoje, nem amanhã. Não tem acordo", disse o senador Walter Pinheiro (PT-BA).
A votação da peça orçamentária, que não foi apreciada pelo Parlamento em dezembro, estava prevista para esta terça-feira.
A não votação limita a aplicação dos recursos federais, o que obrigou a presidente Dilma Rousseff a editar uma medida provisória no ano passado liberando recursos para os primeiros meses de 2013.

De Maria Carolina Marcello, portal REUTERS BRASIL

sábado, 19 de janeiro de 2013

Exército argelino realiza ofensiva final em complexo de gás





ARGEL/IN AMENAS, - O exército argelino realizou um "assalto final" no sábado contra atiradores ligados à Al Qaeda em um complexo de exploração de gás no deserto, matando 11 homens armados ligados à al-Qaeda depois que eles tiraram a vida de sete reféns estrangeiros, informou a agência estatal de notícias do país.

A empresa estatal de petróleo e gás, Sonatrach, disse que os militantes que atacaram a planta na quarta-feira e fizeram um grande número de reféns tinham preparado uma armadilha no complexo de gás com a colocação de explosivos.
"Acabou agora, o ataque acabou, e os militares estão no interior da usina limpando-a das minas", disse uma fonte local familiarizada com a operação à Reuters.
O secretário de defesa britânico Philip Hammond disse que "foi dado um fim" à situação de crise dos reféns com uma ofensiva do exército argelino contra os militantes.
O número exato de mortos entre os militantes e os trabalhadores estrangeiros e argelinos na fábrica perto da cidade de In Amenas, próxima da fronteira da Líbia, ainda não está claro, mas relatos de diversas fontes indicam que várias dezenas de pessoas foram mortas.
O ataque de islamistas no complexo de gás testou as relações da Argélia com o mundo, expondo a vulnerabilidade de operações de petróleo de multinacionais no Saara e o radicalismo islâmico no norte da África.
Alguns governos de países ocidentais expressaram frustração por não terem sido informados dos planos das autoridades argelinas de invadir o complexo.

Por Lamine Chikhi e Adbelaziz Boumzar, Portal REUTERS BRASIL

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Postos em Juazeiro sem combustível

Juazeiro do Norte. A crise no abastecimento de combustíveis no Estado tem atingido principalmente as cidades de menor porte, que contam com poucas alternativas de venda. Mesmo assim, no último fim de semana, alguns postos de combustíveis de Juazeiro do Norte, no sul do Ceará, ficaram por cerca de 48 horas sem gasolina e óleo diesel.

Segundo o Sindicado dos Postos do Estado do Ceará (Sindipostos) o problema não tem sido de escassez de combustível, mas a falta de estrutura dos fornecedores para o abastecimento dos postos, que tem se arrastado desde o meio do ano passado. Segundo o assessor de economia do Sindipostos, Antônio José Costa, o problema vem sendo negociado desde então, mas até agora não se chegou a uma situação concreta em que as entregas fossem normalizadas.

"Quem sofre são os donos dos postos, que acabam perdendo a clientela para outros locais, onde os consumidores podem encontrar o produto", afirma. Em Juazeiro, a falta de combustíveis no último fim de semana aconteceu principalmente nos postos com a bandeira da Petrobras.

Os dois principais fornecedores do Estado, conforme o assessor, são a Shell e a Petrobras. Ele considera a região do Cariri privilegiada, com a presença de um terminal de abastecimento no Crato. O local recebe, além dos dois principais fornecedores de Fortaleza, também de Suape, no Pernambuco, a Guamaré, no Rio Grande do Norte. "Mesmo assim, também tem sofrido com a crise de abastecimento", afirma ele. Essa problemática vem sendo negociada com constância pelos representantes dos postos, as indústrias fornecedoras e a Agência Nacional de Petróleo (ANP). (...)


De Última Hora, Negócios, DIÁRIO DO NORDESTE Online

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Exxon prevê independência energética para a América do Norte

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A América do Norte vai se tornar um exportador líquido de combustíveis até 2025, graças a um aumento na produção de petróleo e gás e rápidas melhorias na eficiência do consumo de combustível, prevê a Exxon Mobil Corp.em seu mais recente relatório de perspectivas para o setor no longo prazo.
O relatório anual de previsão de tendências no mercado de petróleo, observado de perto pela indústria e lançado ontem, concluiu que o crescimento da produção de petróleo e gás nos Estados Unidos e Canadá tem poder de permanência e podem levar a um aumento nas exportações, disse Bill Colton, diretor de planejamento corporativo estratégico da Exxon, que liderou o estudo.
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De Tom Fowler, THE WALL STREET JOURNAL

sábado, 1 de dezembro de 2012

Da França: O Brasil destina receitas de concessões de petróleo para a educação

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tomou uma decisão histórica na sexta-feira: a partir de novos contratos de exploração de petróleo do país em terra e mar, a taxa ou compensação até agora recebidos a acada ano produzindo óleo, os estados, fundamentalmente  Rio de Janeiro e Espírito Santo, é dedicado exclusivamente à educação.

Em 2011, essa taxa foi de 13 mil milhões de reais (4,6 mil milhões de euros), o que pode aumentar à medida que a exploração de novos poços de petróleo.
O ministro da Educação, Aloizio Mercandante, que junto com três outros ministros apresentou o novo projeto de lei em conferência de imprensa presidencial, destacou o valor histórico de Dilma Rousseff do Governo decisão. "Não há futuro para o país que não investir em educação", disse
Para o ministro, "a educação por si só, de forma eficaz o Brasil uma nação desenvolvida, e que a educação é a base de todo o desenvolvimento futuro econômico."
O tema do cânon do petróleo, que depende cada ano de produção de petróleo, tem sido uma verdadeira dor de cabeça para Dilma, como o Congresso leva tempo, desde que o governo do ex-presidente Lula da Silva, discutindo se a taxa deve ser dedicado exclusivamente Estados produtores ou todos em geral, porque é uma riqueza nacional.
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De Juan Arias, Rio de Janeiro, JORNAL EL PAÍS

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dilma vetará nova divisão dos royalties do petróleo

A presidente Dilma Rousseff resolveu vetar o artigo do projeto aprovado na Câmara Federal que altera as regras de partilha dos royalties do petróleo, segundo a Folha de S. Paulo. El já havia sinalizado anteriormente a necessidade do “respeito a contratos”. Com a decisão da presidente, permanece a atual legislação – que reserva a maior fatia dos royalties dos campos em exploração a municípios e estados produtores, como o Rio de Janeiro e Espírito Santo. De acordo com a configuração atual, grandes estados produtores, por exemplo, ficam com 26,25% dos tributos, enquanto os não produtores recebem 1,76%. O texto aprovado pela Câmara diminuía a parcela dos estados produtores para 20%.

De Samuel Celestino, JORNAL BAHIA NOTÍCIAS, BA