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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como a queda do petróleo afeta os negócios Brasil-Venezuela?



A Venezuela é o país latino-americano que mais deve sofrer se os preços do petróleo se estabilizarem no atual patamar, bem mais baixo que há alguns meses. E não é difícil entender por quê.


O produto representa cerca de 95% das receitas de exportação do país e mais de 40% do orçamento do governo.

A recente queda do barril venezuelano - da casa dos US$ 100 para menos de US$ 50 - na prática significa um corte radical nas divisas para financiar importações, gastos sociais e demais despesas do governo.
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Há certo consenso entre economistas e especialistas consultados pela BBC de que o Brasil deve ser afetado por uma deterioração do cenário político e econômico venezuelano.

Primeiro, em função do peso da relação econômica e do comercial bilateral. Hoje, a Venezuela é responsável pelo terceiro maior superávit bilateral da balança comercial brasileira, atrás apenas da China e da Holanda (porta de entrada de toda a Europa).

Não fosse esse saldo no comércio com o país, o déficit registrado na balança comercial brasileira seria quase o dobro do que foi no ano passado, de US$ 3,93 bilhões...

De Ruth Costas, BBC

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Brasil cai de posição no cenário internacional das importações e exportações


Brasil perde espaço no comércio internacional, mostra OM


Relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostra que o Brasil perdeu espaço no comércio mundial. O país foi atingido nas exportações pela menor demanda global e nas importações pela desaceleração da economia e proteção adotada pelo governo.
Em termos reais, ou seja, no volume do comércio, as exportações brasileiras de mercadorias caíram 1,2% em 2012, comparado a crescimento de 3,1% em 2011 em relação ao ano anterior.
Por sua vez, as importações brasileiras caíram 2,1% em volume, ante a alta de 8,5% importado em 2011.
Essa situação é mais negativa quando se leva em conta que as exportações mundiais cresceram 2,1% e as importações subiram em 1,9% em volume - nos dois casos, menos do que o crescimento em volume de 5,1% do ano anterior.
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De Assis Moreira, jornal VALOR ECONÔMICO

quinta-feira, 21 de março de 2013

Compra de minério de ferro do Brasil pela China cai 8,7% no 1o bi



A importação de minério de ferro do Brasil pela China caiu 8,68 por cento no primeiro bimestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados de alfândega do país asiático divulgados nesta quinta-feira.

Considerando apenas fevereiro, o recuo anual foi de 0,52 por cento, para 13,72 milhões de toneladas. Nos dois primeiros meses do ano, a China importou do Brasil 26,6 milhões de toneladas de minério de ferro.

Enquanto isso, as importações chinesas de minério de ferro da Austrália subiram 6,36 por cento no acumulado de janeiro e fevereiro, para 57,65 milhões de tonelaedas, apesar de terem recuado 7,89 por cento em fevereiro, para 25,24 milhões de toneladas.

No total, o volume de minério de ferro importado pela China no primeiro bimestre acumulou queda de 1,5 por cento sobre o mesmo período de 2012, para 121,94 milhões de toneladas. Já o total importado apenas em fevereiro registrou queda de 12,9 por cento, para 56,42 milhões de toneladas.

Em produtos siderúrgicos, a China importou 6,3 por cento menos no primeiro bimestre sobre um ano antes, 2 milhões de toneladas. Já as exportações de aço do país cresceram no período 28,7 por cento, para 9,16 milhões de toneladas.


De agência REUTERS BRASIL


quinta-feira, 14 de março de 2013

A ver navios


Este ano o Brasil exportará a maior safra agrícola de sua história: apenas de soja e milho, cerca de 60 milhões de toneladas. Excelente notícia, para quem precisa melhorar o saldo da balança, e para o mundo, que precisa de mais oferta de grãos depois da seca que atingiu os Estados Unidos no ano passado. Para nós, a dificuldade é que esses grãos terão que atravessar os gargalos brasileiros conhecidos.
A maior parte disso será transportada por caminhões movidos a diesel, do interior do país até os portos no litoral, engarrafando estradas, provocando acidentes e encarecendo custos de produção. A MP dos Portos veio para desatar nós, mas, enquanto não se tem certeza das regras, paralisa os investimentos. Ontem e hoje, os empresários serão ouvidos em audiência pública: os que operam e os que usam os serviços portuários. Na semana passada, a Comissão Mista do Congresso ouviu trabalhadores.
O senador Eduardo Braga levará ao plenário até o dia 10 de abril um relatório que consolida as 645 emendas e demandas conflitantes nos diversos pontos complexos em que toca a MP. Na conversa com os trabalhadores, ele concluiu que não há unanimidade entre eles:
— Há os que querem a manutenção da obrigatoriedade de que todos os trabalhadores sejam contratados através do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). Mas já há os que não querem a proibição da contratação de trabalhador avulso e querem que o empresário tenha liberdade de escolher, contratar celetista, avulsos, usando ou não o Ogmo.
Os empresários que operam portos privados temem ser prejudicados por facilidades que possam ser concedidas aos novos entrantes.
— Quem participou das licitações antigas e entrou no setor no regime anterior tem obrigações, tanto trabalhistas, tributárias, legais, que oneram o custo das operações. Se a lei permitir que entrem outras empresas sem essas obrigações, haverá competição desleal — pensa Paulo Fernando Fleury, do Instituto Ilos.
São inúmeras e intrincadas as discussões. Uma é essa diferenciação que pode ser formada entre os portos que foram licitados antes de 1993 e em 1993. Quem entrou para operar, terminar ou arrendar portos públicos, participou de uma licitação que ganhava quem pagava mais ao governo e se comprometia com maior volume de investimentos.
— Era o regime de outorga onerosa. Agora, será pela menor tarifa e pelo maior volume de carga transportada e também investimento — diz o senador.
As operadoras pagaram caro pela outorga, tiveram que fazer investimentos que ficaram incorporados aos portos e são obrigados a contratar trabalhadores pelo Ogmo. Os portos privados, com mais liberdade, podiam apenas operar carga própria.
Os novos que entrarem na nova lei terão liberdade de contratar via CLT e poderão operar cargas de terceiros. A MP poderá alterar isso e dar condições de igualdade a todo o setor privado? O senador, num programa recente que fiz na Globonews sobre o assunto, disse que sim, mas seu relatório ainda não foi divulgado.
O que usuários desses serviços querem é que tudo funcione melhor e seja mais barato e rápido. Argumentam que o Brasil não pode ir contra as melhores práticas internacionais. Segundo Richard Klien, conselheiro da Abratec, associação dos terminais de contêineres, em vários dos principais portos do mundo, que oferecem preços competitivos, há poucos operadores. Eles precisam de ganhos de escala para reduzir os preços. Em Xangai, o porto com maior movimentação de contêineres do mundo, há um único operador, assim como Cingapura, que ocupa o segundo lugar. Há outros exemplos. É um modelo consagrado: grupos se unem para, sob regulação, operar grandes terminais e assim obter maior escala e menor preço.
Um estudo da consultoria Verax, ligada à Usp, mostra que os maiores custos dos exportadores não estão nos terminais portuários, que representariam entre 4% e 10% do total, mas sim na burocracia e nos fretes terrestres e marítimos.
O porto é parte de um sistema logístico que não tem funcionado e em que uma boa notícia acaba virando problema. Este ano o Brasil teve uma safra muito maior de milho e vai exportar 40% a mais. A soja também está com demanda forte. Isso acaba virando caminhões em filas em portos entupidos. O melhor cenário é a nova lei desatar alguns nós e pacificar empresários em conflito ou trabalhadores com propostas diferentes. Mas nada disso vai melhorar a situação este ano.

De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Brasil registra rombo recorde nas contas externas em janeiro


BRASÍLIA - O mau desempenho da balança comercial afetou drasticamente as contas externas em janeiro, com o país registrando déficit em transações correntes recorde de 11,371 bilhões de dólares, rombo influenciado também pela maior remessa de lucros e dividendos ao exterior, informou o Banco Central nesta sexta-feira.
O resultado do mês passado pior do que o esperado por economistas consultados pela Reuters, que previam saldo negativo de 9,6 bilhões de dólares não foi compensado pelos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), que somaram apenas 3,703 bilhões de dólares, o menor valor mensal desde maio do ano passado. Neste caso, as projeções eram de ingresso líquido de 4,5 bilhões de dólares.
"Tivemos um déficit significativo em janeiro, o mais alto da série e acima até do que havíamos estimados e esse resultado se deveu fundamentalmente ao déficit expressivo na balança comercial", comentou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel.
O elevado déficit nas contas externas deve se repetir em fevereiro, com previsão do Banco Central de saldo negativo de 5,7 bilhões de dólares em transações correntes, influenciado, ainda, pela performance ruim da balança comercial.
Também neste mês o ingresso de investimentos estrangeiros diretos não deverá ser expressivo. Até o último dia 20, esse fluxo estava em 2,2 bilhões de dólares e a autoridade monetária projeta um total de 3,5 bilhões de dólares, indicando ingressos mais fracos no início do ano.
Uma melhora nas contas externas ocorrerá, segundo o BC, a partir de março, com o início do embarque da safra agrícola e vendas mais expressivas de minério de ferro ao exterior com preços maiores que os do ano passado...

De Agência REUTERS BRASIL

domingo, 9 de dezembro de 2012

Japão suspende importação de carne brasileira por registro de vaca louca


O Japão proibiu a importação de carne bovina brasileira após a confirmação de um caso "não clássico" de doença da vaca louca em 2010, no Paraná.

O país importou 1.435 toneladas do produto brasileiro em 2011, o que responde por apenas 0,3% do total de carne bovina que entrou no Japão no período, segundo dados do Ministério da Agricultura japonês.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento descartou, na sexta, que haja risco para a saúde pública. "Tem que deixar bem claro que não se trata de uma emergência sanitária. Tratamos aqui de um caso, onde o animal não desenvolveu a doença. O agente causador não entrou na cadeia alimentar, não há risco para a saúde pública, nem para a saúde animal", explicou o diretor do departamento de saúde animal do ministério, Guilherme Henrique Figueiredo Marques.

O caso foi considerado "não clássico", já que o agente causador do mal da vaca louca foi identificado, porém o animal não morreu por conta da doença. Segundo o governo, o que ocorreu "provavelmente" foi um caso de mutação espontânea que gerou a presença do agente causador da doença no animal.


De Agências de Notícias, JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO, SP