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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Plano Safra 13/14 terá R$136 bi para financiamentos, alta de 18%

BRASÍLIA - Produtores da agricultura empresarial terão 136 bilhões de reais à disposição para financiar a safra 2013/14, 18 por cento a mais que na temporada anterior, com recursos adicionais para investir em armazenagem de grãos, um setor deficitário no país, anunciou o governo federal nesta terça-feira.
O chamado Plano Safra inclui 97,6 bilhões de reais para custeio e comercialização, segundo o Ministério da Agricultura, e outros 38,4 bilhões de reais em crédito para programas de investimento.
Em 2012/13 o plano previa liberação total de 115,2 bilhões de reais.
Em meio a uma safra recorde que enfrenta dificuldades para o escoamento, devido à logística deficitária no país, o governo também anunciou uma linha de financiamento especial para investimentos em armazenagem privada...

De agência REUTERS BRASIL

sábado, 30 de março de 2013

Colheita agrícola argentina superará 100 milhões de toneladas, diz relatório


Buenos Aires - A colheita agrícola no período 2012-2013 da Argentina, um dos maiores exportadores mundiais de grãos, deve ultrapassar a barreira de 100 milhões de toneladas, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pela empresa de consultoria privada Investigaciones Económicas Sectoriales (IES).

De acordo com o relatório, a recuperação da safra após a queda registrada no período 2011-2012 seria obtida graças a melhores condições meteorológicas.


De agência EFE

quinta-feira, 14 de março de 2013

A ver navios


Este ano o Brasil exportará a maior safra agrícola de sua história: apenas de soja e milho, cerca de 60 milhões de toneladas. Excelente notícia, para quem precisa melhorar o saldo da balança, e para o mundo, que precisa de mais oferta de grãos depois da seca que atingiu os Estados Unidos no ano passado. Para nós, a dificuldade é que esses grãos terão que atravessar os gargalos brasileiros conhecidos.
A maior parte disso será transportada por caminhões movidos a diesel, do interior do país até os portos no litoral, engarrafando estradas, provocando acidentes e encarecendo custos de produção. A MP dos Portos veio para desatar nós, mas, enquanto não se tem certeza das regras, paralisa os investimentos. Ontem e hoje, os empresários serão ouvidos em audiência pública: os que operam e os que usam os serviços portuários. Na semana passada, a Comissão Mista do Congresso ouviu trabalhadores.
O senador Eduardo Braga levará ao plenário até o dia 10 de abril um relatório que consolida as 645 emendas e demandas conflitantes nos diversos pontos complexos em que toca a MP. Na conversa com os trabalhadores, ele concluiu que não há unanimidade entre eles:
— Há os que querem a manutenção da obrigatoriedade de que todos os trabalhadores sejam contratados através do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). Mas já há os que não querem a proibição da contratação de trabalhador avulso e querem que o empresário tenha liberdade de escolher, contratar celetista, avulsos, usando ou não o Ogmo.
Os empresários que operam portos privados temem ser prejudicados por facilidades que possam ser concedidas aos novos entrantes.
— Quem participou das licitações antigas e entrou no setor no regime anterior tem obrigações, tanto trabalhistas, tributárias, legais, que oneram o custo das operações. Se a lei permitir que entrem outras empresas sem essas obrigações, haverá competição desleal — pensa Paulo Fernando Fleury, do Instituto Ilos.
São inúmeras e intrincadas as discussões. Uma é essa diferenciação que pode ser formada entre os portos que foram licitados antes de 1993 e em 1993. Quem entrou para operar, terminar ou arrendar portos públicos, participou de uma licitação que ganhava quem pagava mais ao governo e se comprometia com maior volume de investimentos.
— Era o regime de outorga onerosa. Agora, será pela menor tarifa e pelo maior volume de carga transportada e também investimento — diz o senador.
As operadoras pagaram caro pela outorga, tiveram que fazer investimentos que ficaram incorporados aos portos e são obrigados a contratar trabalhadores pelo Ogmo. Os portos privados, com mais liberdade, podiam apenas operar carga própria.
Os novos que entrarem na nova lei terão liberdade de contratar via CLT e poderão operar cargas de terceiros. A MP poderá alterar isso e dar condições de igualdade a todo o setor privado? O senador, num programa recente que fiz na Globonews sobre o assunto, disse que sim, mas seu relatório ainda não foi divulgado.
O que usuários desses serviços querem é que tudo funcione melhor e seja mais barato e rápido. Argumentam que o Brasil não pode ir contra as melhores práticas internacionais. Segundo Richard Klien, conselheiro da Abratec, associação dos terminais de contêineres, em vários dos principais portos do mundo, que oferecem preços competitivos, há poucos operadores. Eles precisam de ganhos de escala para reduzir os preços. Em Xangai, o porto com maior movimentação de contêineres do mundo, há um único operador, assim como Cingapura, que ocupa o segundo lugar. Há outros exemplos. É um modelo consagrado: grupos se unem para, sob regulação, operar grandes terminais e assim obter maior escala e menor preço.
Um estudo da consultoria Verax, ligada à Usp, mostra que os maiores custos dos exportadores não estão nos terminais portuários, que representariam entre 4% e 10% do total, mas sim na burocracia e nos fretes terrestres e marítimos.
O porto é parte de um sistema logístico que não tem funcionado e em que uma boa notícia acaba virando problema. Este ano o Brasil teve uma safra muito maior de milho e vai exportar 40% a mais. A soja também está com demanda forte. Isso acaba virando caminhões em filas em portos entupidos. O melhor cenário é a nova lei desatar alguns nós e pacificar empresários em conflito ou trabalhadores com propostas diferentes. Mas nada disso vai melhorar a situação este ano.

De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Brasil, paralização interrompe operação no porto


Trabalhadores portuários do Brasil iniciaram nesta sexta-feira uma campanha contra a reforma portuária, interrompendo as exportações de uma safra recorde de soja e milho e uma estação de açúcar forte.
Trabalhadores entraram em greve por seis horas contra os planos de privatização do governo, aumentando a fila de navios à espera no maior porto da América Latina, em Santos, perto de São Paulo, e forçando o governo a concordar em vir para a mesa de negociação.
"Somos contra o processo de privatização de empresas públicas", disse Eduardo Guterra, presidente da Federação Nacional dos estivadores.

A greve ocorre em um momento sensível para o governo da presidente Dilma Rousseff, que irá iniciar um roadshow internacional na próxima semana para lançar US $ 200 bilhões de projetos de infra-estrutura para os investidores estrangeiros, incluindo portos.
Com a economia forte desaceleração no ano passado para um 1,5 por cento estimado, o governo está empenhado em tentar aumentar seus investimentos para aliviar os entraves nas ferroviários, rodoviários, aeroportos e os gargalos de transporte marítimo.


De Joe Leahy, de São Paulo, Journal FINANCIAL TIMES