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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Endividamento das famílias bate novo recorde e alcança 44,23% em abril


BRASÍLIA – As famílias brasileiras nunca estiveram tão endividadas. De acordo com os dados mais recentes do Banco Central (BC), divulgados ontem, o nível do endividamento subiu de 43,97% para 44,23% em abril. Quebrou todos os recordes já vistos desde quando a autoridade monetária começou a registrar as informações em 2005. Isso significa que a dívida total com os bancos representa quase a metade de toda a renda familiar anual. O levantamento não leva em conta os dados de endividamento dos consumidores no varejo.

Os números do BC mostram que o aumento da dívida foi provocado por financiamentos da casa própria. Descontado esses financiamentos, o endividamento das famílias ficou estável em 30,47% no mês. Segundo os economistas, o dado comprova que o crédito voltado para o consumo não aumentou em relação à renda e que a alta da dívida foi causada pela compra de moradia.
Governo avalia positivamente o dado

Para o governo, movimentos como esse são vistos com bons olhos porque representam uma mudança no perfil das despesas mensais dos brasileiros já que mais famílias trocam o aluguel pela parcela do financiamento habitacional.

— Tem a dívida boa e a dívida ruim. O endividamento habitacional é bom porque é sinônimo de agregar patrimônio com uma dívida de longo prazo e com juros menores — ponderou o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). — Dívida ruim é quando a gente está tão enrolado que tem de pegar mais empréstimos para quitar outros.

Por outro lado, apesar de um endividamento maior, o comprometimento da renda mensal caiu em abril. De acordo com o Banco Central, a parcela que a dívida absorve dos salários baixou de 21,61% para 21,54% em abril. Ou seja, apesar de aumentar o total do endividamento, ela pesa menos no orçamento mensal.

Juros consomem 8,5% dos salários

O economista-chefe da Gradual Corretora, André Perfeito, destacou que o consumo das famílias está em um patamar elevado, mas estacionou, o que mostra que o brasileiro está apreensivo com o futuro da economia:

— A confiança dos consumidores está caindo de maneira reiterada, resultado de um presente que não avança e de um futuro que ficou mais distante com juros mais elevados — observou André Perfeito.

Por mês, as famílias gastam, em média, 8,5% dos salários apenas com juros de todos os financiamentos que têm, desde a prestação da casa própria até os gastos com o rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Esse número já chegou a 9,2% em junho de 2012.


De Gabriela Valente, jornal O GLOBO

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Produção de veículos no Brasil bate recorde em maio

SÃO PAULO - A produção brasileira de veículos em maio cresceu 0,3 por cento sobre abril e 21,8 por cento na comparação anual, resultado recorde para volume produzido em um único mês no setor, informou nesta quinta-feira a associação de montadoras, Anfavea.
A produção em maio somou 348,1 mil automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, acumulando nos primeiros cinco meses do ano volume de 1,54 milhão de unidades --18,6 por cento acima do mesmo período de 2012. A Anfavea estima expansão de 4,5 por cento na produção neste ano, para 3,34 milhões de veículos.
Por segmento, a produção de automóveis e comerciais leves cresceu 21 por cento em maio sobre um ano antes, para 327,8 mil unidades, enquanto o volume produzido de caminhões avançou no período 45,7 por cento, para 16,4 mil unidades...

De Alberto Alerigi Jr., agência REUTERS BRASIL

quinta-feira, 14 de março de 2013

A ver navios


Este ano o Brasil exportará a maior safra agrícola de sua história: apenas de soja e milho, cerca de 60 milhões de toneladas. Excelente notícia, para quem precisa melhorar o saldo da balança, e para o mundo, que precisa de mais oferta de grãos depois da seca que atingiu os Estados Unidos no ano passado. Para nós, a dificuldade é que esses grãos terão que atravessar os gargalos brasileiros conhecidos.
A maior parte disso será transportada por caminhões movidos a diesel, do interior do país até os portos no litoral, engarrafando estradas, provocando acidentes e encarecendo custos de produção. A MP dos Portos veio para desatar nós, mas, enquanto não se tem certeza das regras, paralisa os investimentos. Ontem e hoje, os empresários serão ouvidos em audiência pública: os que operam e os que usam os serviços portuários. Na semana passada, a Comissão Mista do Congresso ouviu trabalhadores.
O senador Eduardo Braga levará ao plenário até o dia 10 de abril um relatório que consolida as 645 emendas e demandas conflitantes nos diversos pontos complexos em que toca a MP. Na conversa com os trabalhadores, ele concluiu que não há unanimidade entre eles:
— Há os que querem a manutenção da obrigatoriedade de que todos os trabalhadores sejam contratados através do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). Mas já há os que não querem a proibição da contratação de trabalhador avulso e querem que o empresário tenha liberdade de escolher, contratar celetista, avulsos, usando ou não o Ogmo.
Os empresários que operam portos privados temem ser prejudicados por facilidades que possam ser concedidas aos novos entrantes.
— Quem participou das licitações antigas e entrou no setor no regime anterior tem obrigações, tanto trabalhistas, tributárias, legais, que oneram o custo das operações. Se a lei permitir que entrem outras empresas sem essas obrigações, haverá competição desleal — pensa Paulo Fernando Fleury, do Instituto Ilos.
São inúmeras e intrincadas as discussões. Uma é essa diferenciação que pode ser formada entre os portos que foram licitados antes de 1993 e em 1993. Quem entrou para operar, terminar ou arrendar portos públicos, participou de uma licitação que ganhava quem pagava mais ao governo e se comprometia com maior volume de investimentos.
— Era o regime de outorga onerosa. Agora, será pela menor tarifa e pelo maior volume de carga transportada e também investimento — diz o senador.
As operadoras pagaram caro pela outorga, tiveram que fazer investimentos que ficaram incorporados aos portos e são obrigados a contratar trabalhadores pelo Ogmo. Os portos privados, com mais liberdade, podiam apenas operar carga própria.
Os novos que entrarem na nova lei terão liberdade de contratar via CLT e poderão operar cargas de terceiros. A MP poderá alterar isso e dar condições de igualdade a todo o setor privado? O senador, num programa recente que fiz na Globonews sobre o assunto, disse que sim, mas seu relatório ainda não foi divulgado.
O que usuários desses serviços querem é que tudo funcione melhor e seja mais barato e rápido. Argumentam que o Brasil não pode ir contra as melhores práticas internacionais. Segundo Richard Klien, conselheiro da Abratec, associação dos terminais de contêineres, em vários dos principais portos do mundo, que oferecem preços competitivos, há poucos operadores. Eles precisam de ganhos de escala para reduzir os preços. Em Xangai, o porto com maior movimentação de contêineres do mundo, há um único operador, assim como Cingapura, que ocupa o segundo lugar. Há outros exemplos. É um modelo consagrado: grupos se unem para, sob regulação, operar grandes terminais e assim obter maior escala e menor preço.
Um estudo da consultoria Verax, ligada à Usp, mostra que os maiores custos dos exportadores não estão nos terminais portuários, que representariam entre 4% e 10% do total, mas sim na burocracia e nos fretes terrestres e marítimos.
O porto é parte de um sistema logístico que não tem funcionado e em que uma boa notícia acaba virando problema. Este ano o Brasil teve uma safra muito maior de milho e vai exportar 40% a mais. A soja também está com demanda forte. Isso acaba virando caminhões em filas em portos entupidos. O melhor cenário é a nova lei desatar alguns nós e pacificar empresários em conflito ou trabalhadores com propostas diferentes. Mas nada disso vai melhorar a situação este ano.

De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Brasil, paralização interrompe operação no porto


Trabalhadores portuários do Brasil iniciaram nesta sexta-feira uma campanha contra a reforma portuária, interrompendo as exportações de uma safra recorde de soja e milho e uma estação de açúcar forte.
Trabalhadores entraram em greve por seis horas contra os planos de privatização do governo, aumentando a fila de navios à espera no maior porto da América Latina, em Santos, perto de São Paulo, e forçando o governo a concordar em vir para a mesa de negociação.
"Somos contra o processo de privatização de empresas públicas", disse Eduardo Guterra, presidente da Federação Nacional dos estivadores.

A greve ocorre em um momento sensível para o governo da presidente Dilma Rousseff, que irá iniciar um roadshow internacional na próxima semana para lançar US $ 200 bilhões de projetos de infra-estrutura para os investidores estrangeiros, incluindo portos.
Com a economia forte desaceleração no ano passado para um 1,5 por cento estimado, o governo está empenhado em tentar aumentar seus investimentos para aliviar os entraves nas ferroviários, rodoviários, aeroportos e os gargalos de transporte marítimo.


De Joe Leahy, de São Paulo, Journal FINANCIAL TIMES

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Surfista pega onda de 30 metros de altura


Vencida a maior onda do surfe
Adeptos e não adeptos do surfe pararam na semana passada para ver as imagens do americano Garrett McNamara. Não é para menos: ele venceu na Praia do Norte, em Portugal, aquela que está sendo considerada a maior onda do mundo já surfada, com altura de cerca de 30 metros e 50 centímetros.

por Antonio Carlos Prado e Thaís Botelho, portal revista ISTO É

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ANP: Produção no pré-sal cresce 25,6% e bate novo recorde em novembro


A produção de petróleo e gás natural no pré-sal em novembro aumentou 25,6% em relação ao mês anterior, novo recorde, segundo informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Foram produzidos no pré-sal 227,6 mil barris/dia de petróleo e 7,1 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, totalizando 272,1 mil barris de óleo equivalente.

Já a produção de petróleo total, incluindo o pós-sal, cresceu 1,7% em relação a outubro de 2012, registrando cerca de 2,045 milhões de barris/dia. Somadas, as produções de petróleo e gás natural totalizam aproximadamente 2,506 milhões boe/d. "Dois novos poços iniciaram a produção nos campos de Jubarte e Marlim Leste, elevando o total de poços em reservatórios do Pré-sal para 15, sendo 2 em Jubarte, 4 em Lula, 2 em Marlim Leste, 1 em Barracuda, 4 em Baleia Azul, 1 em reservatório compartilhado pelos campos de Caratinga e Barracuda e 1 em reservatório compartilhado pelos campos de Marlim e Voador", disse a ANP em nota.

A produção de gás natural no Brasil foi de 73,3 milhões de m3/d, superando em 0,5% o recorde obtido em outubro, de 73 milhões de m3/d. Em relação a novembro de 2011 o aumento foi de 8%.
Segundo a ANP, o campo de Gavião Real, operado pela OGX Maranhão, tornou-se o primeiro produtor na bacia do Parnaíba. O campo com maior produção de gás natural foi o de Manati, na bacia de Camamu.

De Sabrina Valle, AGENCIA ESTADO.COM