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terça-feira, 2 de abril de 2013

Petrobras prevê investir R$92 bi em 2013, diz Graça Foster



RIO DE JANEIRO, 1 Abr (Reuters) - A Petrobras pretende investir 92 bilhões de reais neste ano, um incremento de quase 10 por cento em relação ao ano passado, informou nesta segunda-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster.
No ano passado, a empresa investiu cerca de 84 bilhões de reais, e o plano de negócios 2013-2017 aponta para investimentos de 236,7 bilhões de dólares.
"Nós investimos 84 bilhões de reais no ano passado. Uma empresa que investe isso tudo, sua presidente e seus diretores não dormem direito", disse ela em evento da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.
"A nossa proposta para este ano é de 92 bilhões de reais", completou.
Em seu discurso de uma hora e meia, Graça Foster previu que o "negócio petróleo" tem vida longa no mundo e deve durar mais 50 a 60 anos, dada a oferta do óleo, descobertas, demanda e elevado nível de investimentos.
Sobre a queda nos papéis da empresa nos últimos meses na Bolsa de Valores, a presidente da Petrobras revelou que sua expectativa é que à medida que a produção volte a crescer, as ações apresentem uma recuperação de preço.
A previsão da empresa para este ano é de uma produção perto de 2 milhões de barris em média por dia, com margem de erro de 2 por cento para cima ou para baixo.
"À medida que a produção aumentar, as nossas ações aumentarão de maneira ainda maior. Trabalhando muito e com muito foco, a Petrobras vai ocupar seu patamar justo tanto para empresa quanto para acionistas", disse Graça Foster.
Segundo ela, a Petrobras bateu recorde de refino no dia 30 de março ao processar uma carga de 2,137 milhões de barris de petróleo. A presidente revelou que o resultado supera a marca atingida em 3 de março, que foi de 2,115 milhões de barris de petróleo.
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De agência REUTERS BRASIL

sábado, 30 de março de 2013

Documentos da Petrobras revelam os bastidores da venda de patrimônio no exterior



O feirão da Petrobras


Na quarta-feira, dia 27 de março, o executivo Carlos Fabián, do grupo argentino Indalo, esteve no 22o andar da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para fechar o negócio de sua vida. É lá que funciona a Gerência de Novos Negócios da Petrobras, a unidade que promove o maior feirão da história da estatal – e talvez do país. Sem dinheiro em caixa, a Petrobras resolveu vender grande parte de seu patrimônio no exterior, que inclui de tudo: refinarias, poços de petróleo, equipamentos, participações em empresas, postos de combustível. Com o feirão, chamado no jargão da empresa de “plano de desinvestimentos”, a Petrobras espera arrecadar cerca de US$ 10 bilhões. De tão estratégica, a Gerência de Novos Negócios reporta-se diretamente à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. Ela acompanha detidamente cada oferta do feirão. Nenhuma causou tanta polêmica dentro da Petrobras quanto a que o executivo Fabián viria a fechar em sua visita sigilosa ao Rio: a venda de metade do que a estatal tem na Petrobras Argentina, a Pesa. ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, ao acordo confidencial fechado entre as duas partes, há um mês. Nele, prevê-se que a Indalo pagará US$ 900 milhões por 50% das ações que a Petrobras detém na Pesa. Apesar do nome, a Petrobras não é a única dona da Pesa: 33% das ações dela são públicas, negociadas nas Bolsas de Buenos Aires e de Nova York. A Indalo se tornará dona de 33% da Pesa, será sócia da Petrobras no negócio e, segundo o acordo, ainda comprará, por US$ 238 milhões, todas as refinarias, distribuidoras e unidades de petroquímica operadas pela estatal brasileira – em resumo, tudo o que a Petrobras tem de mais valioso na Argentina.
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De Diego Escosteguy, com Murilo Ramos, Leandro Loyola, Marcelo Rocha e Flávia Tavares, revista ÉPOCA