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sábado, 30 de março de 2013

Documentos da Petrobras revelam os bastidores da venda de patrimônio no exterior



O feirão da Petrobras


Na quarta-feira, dia 27 de março, o executivo Carlos Fabián, do grupo argentino Indalo, esteve no 22o andar da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para fechar o negócio de sua vida. É lá que funciona a Gerência de Novos Negócios da Petrobras, a unidade que promove o maior feirão da história da estatal – e talvez do país. Sem dinheiro em caixa, a Petrobras resolveu vender grande parte de seu patrimônio no exterior, que inclui de tudo: refinarias, poços de petróleo, equipamentos, participações em empresas, postos de combustível. Com o feirão, chamado no jargão da empresa de “plano de desinvestimentos”, a Petrobras espera arrecadar cerca de US$ 10 bilhões. De tão estratégica, a Gerência de Novos Negócios reporta-se diretamente à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. Ela acompanha detidamente cada oferta do feirão. Nenhuma causou tanta polêmica dentro da Petrobras quanto a que o executivo Fabián viria a fechar em sua visita sigilosa ao Rio: a venda de metade do que a estatal tem na Petrobras Argentina, a Pesa. ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, ao acordo confidencial fechado entre as duas partes, há um mês. Nele, prevê-se que a Indalo pagará US$ 900 milhões por 50% das ações que a Petrobras detém na Pesa. Apesar do nome, a Petrobras não é a única dona da Pesa: 33% das ações dela são públicas, negociadas nas Bolsas de Buenos Aires e de Nova York. A Indalo se tornará dona de 33% da Pesa, será sócia da Petrobras no negócio e, segundo o acordo, ainda comprará, por US$ 238 milhões, todas as refinarias, distribuidoras e unidades de petroquímica operadas pela estatal brasileira – em resumo, tudo o que a Petrobras tem de mais valioso na Argentina.
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De Diego Escosteguy, com Murilo Ramos, Leandro Loyola, Marcelo Rocha e Flávia Tavares, revista ÉPOCA

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Maracanã vai a leilão no dia 11 de abril


O governo do Rio divulgou nesta segunda-feira (25) o edital para o leilão do Maracanã. Palco da final da Copa do Mundo 2014, o estádio será concedido à iniciativa privada, em uma parceria público-privada. Segundo o edital, empresas que tenham interesse em administrar o estádio terão até as 10h do dia 11 de abril para apresentar uma proposta, e no mesmo dia será anunciado o vencedor do leilão.

O governo do Rio, atual proprietário do Maracanã, investiu R$ 775 milhões em reformas no estádio para atender às exigências da Fifa. Com o contrato de concessão, a empresa vencedora será remunerada para prestar serviços, como a manutenção do estádio, e ficará encarregada de terminar as obras no entorno e no Maracanãzinho.

O Maracanã é um dos estádios da Copa das Confederações 2013, e está com a entrega atrasada. Ele deveria ter ficado pronto em dezembro de 2012, mas o governo adiou a entrega à Fifa para o dia 24 de maio. Segundo o sindicato dos operários da obra, a reforma está 85% concluída e não deve sofrer mais atrasos.


De revista ÉPOCA