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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Declaração de Marina Silva sobre ataques contra Feliciano é destaque no microblog


A declaração de Marina Silva sobre as críticas que o pastor Marco Feliciano vem recebendo à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é um dos assuntos mais replicados no Twitter nesta quarta-feira (15).

Em entrevista à Rádio Jornal, a ex-senadora afirmou que o deputado é criticado "por ser evangélico". Feliciano sofre pressões para deixar o comando da comissão por suas declarações polêmicas em relação aos gays e negros. Ele é alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por preconceito e discriminação.


"Não devemos fazer esse debate dessa forma", disse a ex-senadora, usando em seguida seu próprio nome para exemplificar. "O despreparo da Marina é porque ela está despreparada, não porque é evangélica."

As críticas, segundo ela, "devem ser feitas pelas ações e atitudes, não porque se é ateu, católico, evangélico, espírita ou judeu".


De portal FOLHA

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os governos estrangeiros sempre consideram o Brasil "um país exótico", e agora entregue as raposas


Raposas cuidam do galinheiro em Congresso do Brasil, diz FT

O jornal britânico Financial Times afirma que no Congresso brasileiro 'a raposa está frequentemente cuidando do galinheiro'.

Entre as supostas ''raposas'' citadas pelo diário, estão o deputado e pastor evangélico, Marco Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Congresso e que fez uma série de comentários racistas e homofóbicos, o novo presidente da Comissão de Finanças e Tributação, João Magalhães, que está respondendo a processo no STF que o acusa de corrupção, os petistas José Genoino e João Paulo Cunha, condenados no processo do mensalão e que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e Blairo Maggi, atual líder da Comissão do Senado para o Meio Ambiente e um dos maiores produtores mundiais de soja.

Segundo o jornal, o Congresso 'é refém de diversos grupos de interesse que podem mudar suas alianças a qualquer momento'.

De acordo com o Financial Times , as comissões brasileiras, ainda que sem dispor de um poder remotamente comparável ao das comissões do Congresso americano, ''são simbólicas dos poderosos grupos de interesse que atuam na política brasileira, comuns a todos os partidos'.

É por esse motivo, acrescenta o jornal, 'que os presidentes brasileiros normalmente tentam incluir o máximo possível de partidos em seus ministérios''.

Mas o diário comenta que ainda assim a presidente Dilma Rousseff não consegue assegurar 'a lealdade do Congresso'.

O diário lista como derrotas da presidente no Congresso, a tentativa de aprovar um 'Código Florestal mais simpático ao meio ambiente'', que acabou sendo frustrada pelo bloco ruralista, e a ''batalha que ela perdeu'' pela distribuição igualitária de royalties do petróleo entre os Estados, com 'os congressitas votando de acordo com suas interesses regionais'.


De agência BBC BRASIL, portal MSN NOTÍCIAS

sábado, 6 de abril de 2013

Comissões ou barricadas?


O deputado Marco Feliciano não é o único parlamentar no lugar errado. Ele causa escândalo na Comissão de Direitos Humanos e Minorias por razões óbvias e chama muita atenção por ser caricato e histriônico. Mas é também um despropósito o senador Blairo Maggi na Comissão de Meio Ambiente ou parlamentares réus na Comissão de Constituição e Justiça.

O que aconteceu é que as comissões deixaram de representar os interesses daqueles que deveriam estar representados e passaram a ser barricadas tomadas de assalto pelos que são contrários aos interesses defendidos.

O senador Blairo Maggi, desde que foi acusado de ser “estuprador da floresta” pela imprensa estrangeira, tem lutado contra o estigma de desmatador. No seu governo houve avanços, mas ao mesmo tempo ações do Ministério Público mostraram que ele manteve áreas de sombra.

Comemore-se o avanço pragmático do senador, mas não há mágica transformista que o faça um ambientalista. Também causa estranheza a presença na comissão dos fazendeiros Kátia Abreu e Ivo Cassol.

Por que Maggi quis ser presidente da Comissão de Meio Ambiente e os outros, integrantes? Para melhor impedir qualquer avanço ambientalista que contrarie os interesses daqueles que realmente defendem e que são o grupo ao qual pertencem: os ruralistas.

O mesmo acontece com pessoas que estão hoje respondendo a processos na Justiça, ou já são réus condenados, e querem assento na Comissão de Constituição de Justiça, como José Genoino, João Paulo Cunha, Eduardo Cunha, e o nome que parece brincadeira de mau gosto: Paulo Maluf.

O deputado Feliciano diz que os negros são amaldiçoados. Essa afirmação, pelas leis brasileiras de um estado laico, é crime de racismo. Ele deveria estar respondendo por isso. A intolerância militante que pratica contra os homossexuais faz dele uma pessoa totalmente errada para estar numa comissão cujo nome é Direitos Humanos e Minorias.
A imprensa se refere a ele como “pastor”. Há pastores e pastores. Hoje, evangélicos e protestantes são 22% da população brasileira e evidentemente só um grupo minoritário pensa como ele. Para as denominações que vieram da Reforma de Lutero, no século XVI, o posto de pastor se atinge após um difícil e longo curso de teologia nos seminários, em que as interpretações da Bíblia passam por várias disciplinas, inclusive comparações com textos antigos em grego, hebraico e latim.

As novas denominações religiosas evangélicas, pentecostais ou não, têm níveis de formação diferenciados com mais ou menos teoria. Alguns bem improvisados. Mas os que têm aparecido com mais destaque na imprensa são os grupos que cometem erros como os da exploração da fé dos mais pobres, ou os que fazem sustentações doutrinárias controversas.

Quem os iguala a todos não compreenderá o movimento da sociedade brasileira no qual o catolicismo perdeu 10 pontos percentuais de fiéis a cada década nos últimos 20 anos. Essa tendência de redução tem sido consistente desde os anos 1970. O próprio catolicismo vive imerso em ideias ultrapassadas como a da negação de controle da natalidade, mesmo por métodos de proteção da saúde, como a camisinha.

As religiões precisam se modernizar de forma geral. Mas as denominações protestantes tradicionais, e os evangélicos que não comungam com as ideias do deputado Feliciano, têm dado pouca ênfase à necessária separação entre joio e trigo.

O debate laico, que é o que interessa à coluna, deve se centrar na tomada de assalto das comissões por parlamentares que são contrários aos interesses representados. Isso é uma distorção e enfraquecerá as funções do Parlamento. Ele existe para que os debates setoriais possam ser realizados de forma democrática e com os interesses sendo representados nas comissões certas.


De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

terça-feira, 2 de abril de 2013

Em entrevista, Marco Feliciano se diz perseguido por "ditadura gay"

Brasília, 2 abr (EFE).- O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e acusado de racismo e homofobia, afirmou em entrevista publicada nesta terça-feira pela "Folha de S.Paulo" que o país vive sob "ditadura gay" que o "persegue".

Feliciano, pastor evangélico, foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados no mês passado e desde então foi objeto de protestos em todo o país por sua rejeição à homossexualidade e por declarações polêmicas nas quais afirmou que a etnia negra é "amaldiçoada" e que a Bíblia diz isso.


De agência EFE

Manifestantes cobram de Dilma opinião sobre Feliciano



Cerca de 60 manifestantes se reuniram na noite desta segunda-feira em frente ao Palácio do Planalto para cobrar da presidente Dilma Rousseff uma posição sobre a permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Desde que assumiu a presidência da comissão, o deputado tem sido alvo de críticas por conta de declarações tidas como racistas e homofóbicas - a sua indicação também provocou uma debandada de servidores que atuavam na comissão.
"Está na hora de a presidente mostrar a sua opinião. O Brasil é um Estado laico, onde a religião não deve interferir nas decisões governamentais", disse a artista plástica Reagine Rocha, que trouxe a mãe, Alzira, para o protesto. "Há muito tempo que ele devia ter renunciado", comentou Alzira.
Os manifestantes, que se mobilizaram por meio das redes sociais, empunharam cartazes que diziam "Estado laico", "Dilma, quebre o silêncio" e "Fora, Feliciano". Também gritaram "Dilma, qual é a sua? Quem é você para aceitar essa tortura?", "Congresso Nacional não é Igreja Universal" e "Direitos humanos é conquista/ Não aceitamos homofóbico racista".
"A presidente tem que se pronunciar", cobrou a estudante de serviço social Júlia Maria. O  protesto à frente do Palácio do Planalto durou pouco mais de meia hora e ocorreu sem provocar transtornos no trânsito ou tumulto. 

De Rafael Moraes Moura, agência ESTADO