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sábado, 31 de janeiro de 2015

Em encontro, PSDB reafirma apoio a Delgado na Câmara


Brasília ­ Em encontro realizado nesta sexta­feira, 30, em Brasília, integrantes da cúpula do PSDB reafirmaram o posicionamento de apoiar a candidatura do deputado Julio Delgado (PSB­MG) para presidência da Câmara e do senador Luiz Henrique para a do Senado. 

Até a reunião de hoje, alguns setores do partido, em especial o de São Paulo, sinalizavam o desejo de apoiar a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB­RJ) ao comando da Câmara. Nas negociações estavam em jogo a disputa por espaços considerados como estratégicos dentro da Casa como a vice­presidência das Casas e principais comissões. 

"Isso [a vice­presidência] não é o mais relevante. Não acho que é mais importante para o PSDB ter um espaço na Mesa, mas sim manter a coerência política", ressaltou o senador Aécio Neves, presidente nacional da legenda, após a reunião. "A pressão individual realizada por Eduardo Cunha diminui com a fala do Aécio", considerou o deputado Carlos Sampaio (PSDB­SP), que assumirá na próxima legislatura a liderança da bancada na Câmara. 

No discurso feito na reunião por integrantes da cúpula do PSDB prevaleceu a tese de que é necessário que o partido retribua o apoio recebido pelo PSB na última eleição presidencial. Na ocasião, a candidata do partido socialista Marina Silva declarou voto no presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que disputou o segundo turno com a presidente Dilma Rousseff (PT)...

De Erich Decat e Isadora Peron, ESTADÃO

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

'É um arroubo de retórica', diz ministro do STF sobre declaração de Eduardo Alves



O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello classificou nesta sexta-feira (4) como um "arroubo de retórica" a declaração do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), favorito para comandar a Câmara a partir de fevereiro, de que, se eleito, não cumprirá a decisão da corte sobre a perda automática do mandato dos condenados no julgamento do mensalão.

Marco Aurélio avalia que o tribunal deve dar um "desconto" ao candidato à presidência da Câmara. "Temos que dar um desconto, pois ele está numa caminhada política e diz isso para agradar a Casa. Uma coisa é a voz política de um candidato, a outra é a voz ponderada de um presidente da Câmara", afirmou o ministro. "Só espero que prevaleça a voz ponderada. Mas neste momento, ele tem que atender sua clientela interna". (...)


De Felipe Seligman, de Brasília, FOLHA Online