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terça-feira, 3 de junho de 2014

Miriam Leitão: "No Brasil, diferente de outros países sedes, em ano de Copa a economia esfria"


Com feriados e férias coletivas, economia pode esfriar mais

As previsões de crescimento do PIB de 2014 estão ficando cada vez menores. As principais instituições ouvidas pelo Banco Central (BC) esperam, agora, alta de apenas 1,5%. O resultado do primeiro trimestre, de crescimento de 0,2%, foi fraco, e os economistas preveem que o segundo trimestre também não será bom, podendo ficar até negativo.
O que impressiona é que em ano de Copa, geralmente, a economia cresce. Os consumidores compram mais. Mas em 2014, por ser o Brasil o país sede do campeonato, haverá muitos feriados que, somados às férias coletivas dadas por alguns setores, poderão fazer com que a economia esfrie ainda mais entre abril e junho. 
As férias coletivas dadas por diferentes setores da indústria são um sinal de alerta porque podem virar demissão. Se isso acontecer, a melhor área que temos na economia, o emprego, pioraria.
No resultado do PIB do primeiro trimestre, divulgado pelo IBGE, preocupam, por exemplo, os dados da indústria e do investimento, que tiveram queda.

De Miriam Leitão, O GLOBO

terça-feira, 21 de maio de 2013

Criação de empregos diminui 9,25% em abril, mostra Caged


A economia brasileira criou 196.913 vagas formais de trabalho em abril. O resultado é 9,25% inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 216.974 mil empregos com carteira assinada na série sem ajuste, ou seja, sem considerar os dados que as empresas enviam fora do prazo.
Ontem, a presidente Dilma Rousseff havia antecipado no programa radiofônico Café com a Presidenta que “em abril, foram gerados quase 200 mil novos postos de trabalho”.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho divulgados nesta terça-feira. Em março de 2013 foram criados 112.450 empregos (dado não ajustado).
O saldo de abril ficou pouco acima da média das projeções apurada pelo Valor Data, que previa 193 mil novas vagas no mês. O intervalo das estimativas variou entre 180 mil a 210 mil postos de trabalho criados.
Em abril, foram registradas 1,938 milhão de contratações e 1,741 milhão de demissões. Em 12 meses, o Brasil gerou 1,087 milhão de empregos formais.
Ainda segundo o Caged, no 1º quadrimestre do ano foram criadas 549.064 vagas. No mesmo período em 2012, esse número chegou a 702.059 mil empregos. Vale ressaltar que, no dado referente a 2013, apenas os meses de janeiro a março estão ajustados.
Os dados serão comentados pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias. Logo após assumir o cargo, o novo ministro previu a criação de dois milhões de postos de trabalho em 2013.
Setores
Houve abertura de vagas em todos os oito setores acompanhados pelo Ministério do Trabalho. O maior volume de postos foi no segmento de serviços que gerou 75.220 vagas no mês. Já a indústria de transformação criou 40.603 postos de trabalho no período.
Em números absolutos, o terceiro lugar é da construção civil, com 32.921 empregos. Na sequência está a agricultura (24.807), comércio (16.631), administração pública (3.857); serviços industriais de utilidade pública (2.237) e, por fim, a indústria extrativa mineral com 637 empregos.
De acordo com nota do Ministério do Trabalho, “abril foi o primeiro mês em que se verificou crescimento generalizado entre os oito setores da economia”.


De Lucas Marchesini e Eduardo Campos, portal VALOR