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sábado, 31 de janeiro de 2015

A empresa do ministro da Educação, Cid Gomes, recebeu tratamento privilegiado do Banco do Nordeste



Em 18 de novembro de 2013, o então governador do Ceará e atual ministro da Educação, Cid Gomes, deixou Fortaleza rumo a Sobral para participar da inauguração da segunda agência do Banco do Nordeste, o BNB, em sua cidade natal. No palanque da foto acima, improvisado em frente à nova agência, Cid elogiou a política de juros baixos do banco. “Se a gente não tiver crédito e um crédito bom, um crédito barato, um crédito que estimule quem está começando, de nada vai adiantar o saber fazer ou a boa vontade. É aí que entra o Banco do Nordeste. É aí que entra essa segunda nova agência aqui em Sobral”, disse. Tão logo terminou a cerimônia, Cid comentou com alguns dirigentes do banco que ele poderia largar a política depois de deixar o governo estadual. Disse que queria se tornar um empreendedor. Precisava pensar no futuro. Sem delongas, Cid correu ao guichê da gerente do banco recém-inaugurado. Queria informações sobre linhas de crédito, taxas de juros e prazo de pagamento de empréstimos – e confirmar se tudo o que falara no discurso minutos antes era verdade mesmo. Começava ali a aventura de Cid rumo ao empreendedorismo.

Dois meses depois, Cid pediu ao BNB mais informações sobre as condições de empréstimos. Sem pestanejar, no dia 21 de janeiro, a gerente do banco em Sobral, a mesma que atendeu Cid solicitamente na cerimônia de inauguração da agência, transmitiu por e-mail ao superintendente do banco no Ceará, João Robério Messias, informações sobre um pedido de financiamento para a construção de galpões numa região remota de Sobral. A gerente cobrava celeridade do chefe para dar pronta resposta ao cliente. Messias logo mostrou a eficiência do BNB. No dia seguinte, encaminhou as informações do pedido a dois diretores do banco. Num e-mail, Messias fez questão de frisar: “Esse pleito é de empresa no nome do governador Cid Gomes, que iniciou negociação esta semana” (leia o e-mail). Não precisava dizer mais nada. O BNB, banco do governo federal voltado para financiar o desenvolvimento do Nordeste, estava pronto para financiar a empresa do governador Cid.

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Em entrevista ao jornal O Povo, em setembro do ano passado, Cid disse que estava pensando no futuro: “Tem um terreno que comprei quando era deputado estadual, peguei um financiamento do Banco do Nordeste, fiz uma estrutura e aluguei, e isso vai dar uma tranquilidade para minha vida futura”. Nada como ser amigo do gerente.

De Murilo Ramos, ÉPOCA

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

BB e BNB aprovaram e, depois, negaram empréstimo à OAS



Em 10 de dezembro, o Banco do Brasil e o BNB acertaram um crédito de R$ 500 milhões para a OAS. Na sequência, cancelaram a operação. Foi o estopim para que os bancos privados também suspendessem seus empréstimos e a construtora entrasse em default na semana passada. A reestruturação da dívida total de R$ 7 bilhões está a cargo da G5 Evercore, de Corrado Varoli, ex-Goldman Sachs.


De Felipe Patury, ÉPOCA

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Trabalhadores do BNB paralisam atividades nesta terça-feira



De acordo com informe enviado pela Associação dos Funcionários do banco, a paralisação ocorrerá em virtude das insatisfatórias condições de trabalho

Os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) que trabalham na agência do Centro paralisarão as atividades das 10h às 11h desta terça-feira, 15. De acordo com comunicado enviado à imprensa, a categoria busca com o ato reivindicar por melhores condições de trabalho. 

Ainda segundo o informe, a situação não seria culpa dos funcionários da agência mas “das instâncias superiores do Banco que nada fazem para findar com os inúmeros problemas citados”. 

Dentre as principais reclamações dos funcionários estão a extrapolação da jornada de trabalho, horas-extras sem a devida remuneração, superlotação, sistemas tecnológicos atrasados, pressão por metas, além de precário atendimento aos clientes. 



De Redação, Jornal O POVO

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

BNB exagera nas taxas de câmbio


Uma grande empresa cearense de transporte rodoviário escolheu o Banco do Nordeste para fazer uma operação de câmbio no valor de US$ 43 mil.
As taxas cobradas pelo BNB – de tão altas – quase enfartam o dono da empresa: 1% do valor da operação.
Em detalhes: o setor de câmbio do BNB cobrou “tarifa de edição do contrato”; cobrou “tarifa de recebimento de ordem de pagamento do exterior”; e cobrou por “ressarcimentos de despesas bancárias”.
Essas taxas somaram cerca de R$ 900, bem menos do que os R$ 345,20 do obrigatório Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que também foi cobrado.
O BNB explica: essas são taxas do mercado
De Egídio Serpa, Economia, Jornal DIÁRIO DO NORDESTE, CE