Mostrando postagens com marcador jornal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornal. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Por que o 'New York Times' quer fim do embargo a Cuba?


O jornal americano The New York Times (NYT) publicou cinco editoriais a respeito de Cuba em cinco semanas consecutivas, todos em suas edições de fim de semana, escritos em inglês e em espanhol.

Nos textos, o jornal pede que os Estados Unidos deem fim ao embargo que impõem sobre a ilha desde 1960, retirem Havana da lista de "patrocinadores de terrorismo", abandonem os "esforços ocultos para derrubar o governo" cubano e restaurem as relações diplomáticas bilaterais de alto nível, rompidas desde 1961.

O NYT também defende a ideia de um intercâmbio de presos que permita a libertação do americano Alan Gross, preso em Cuba há cinco anos, em troca de três agentes de inteligência cubanos condenados pelos EUA por espionagem.

"Uma troca poderia abrir caminho à retomada de laços diplomáticos, dando aos EUA mais oportunidades de fomentar mudanças positivas na ilha mediante a expansão do comércio, do turismo e o maior contato entre cubanos e americanos", opina o editoral publicado em 2 de novembro...

De Thomas Sparrow, BBC MUNDO

quarta-feira, 24 de abril de 2013

"The New York Times" contará com coluna mensal do ex-presidente Lula


Rio de Janeiro - O jornal "The New York Times" assinou um contrato com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a partir de hoje assinará uma coluna mensal na publicação, de acordo com um anúncio feito nesta terça-feira pelo Instituto Lula.

O contrato foi assinado durante o encontro de Lula, na segunda-feira em Nova York, com o diretor-geral desse serviço, Michael Greenspon, segundo o comunicado do Instituto.


De agência EFE

domingo, 20 de janeiro de 2013

"Crônicas do fim do mundo"


Feliz fim de mundo dizia a manchete do jornal venezuelano Tal Cual no dia de dezembro marcado para ser o último, com base no calendário maia. De certa forma, o mundo acabou e, de tão felizes, não nos demos conta.
Como baratas que sobrevivem ao inverno nuclear, o PMDB prepara-se para assumir o controle do Congresso Nacional. São os mesmos de sempre, como diz o personagem de Beckett ao perguntarem quem lhe deu uma surra na rua.
O calendário de Marco Maia terminou com uma ação importante: a compra de 1.500 iPads para os deputados. Medida econômica destinada a poupar montanhas de papel. Acontece que os iPads serão pregados nas mesas. É compreensível o medo de serem subtraídos. Tantos recursos, conhecimento e inovação foram gastos para criar uma tecnologia móvel e os deputados vão usá-la pregada. A esquerda no poder sempre pode argumentar: se a aristocracia reacionária pregou Cristo na cruz, qual o problema de pregar uma conquista tecnológica? O problema é que, se fizessem um aplicativo para celular, poderiam economizar os iPads, montanhas de papel e, naturalmente, os pregos. Todos os deputados têm celulares e do bolso dos assessores brotam celulares como dinheiro amassado do bolso dos bicheiros.
Do iPad vamos para o Photoshop. É um programa, com muitas funções, para tratar imagens. Com o Photoshop, os políticos sempre parecem mais novos do que sua idade real e as contas, mais arrumadinhas do que autoriza a crise real. Algumas rugas em forma de débito foram suprimidas. Dizem as notícias que as manobras feitas pelo governo para formalizar a maquiagem, mobilizando estatais e o BNDES, deram um prejuízo de R$ 4,7 bilhões, via mecanismo, forçado pela urgência, de comprar ações na alta e vendê-las na baixa.
Na energia, Edison Lobão é a cara do fim do mundo. Ele aconselhou a usar energia à vontade num momento em que os reservatórios estão baixos, as empresas hidrelétricas se desidratam na Bolsa e as térmicas a todo vapor emitem milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Em todo o mundo, o conselho dos dirigentes é usar energia com critério e procurar economizá-la sempre que possível.
Lobão é generoso. Como Dilma, que nos promete uma redução de 20% na conta de luz, nesta conjuntura complicada. Como as térmicas encarecem a energia, a única saída será subsidiar uma parte da redução. Parte do que Dilma nos dá com toda a pompa devolvemos silenciosamente ao pagar a conta.
O sistema brasileiro é considerado bom por muitos analistas do setor. Precisa de investimento e gestão. Hidrelétrica fechada há quase 20 anos e central eólica funcionando sem linhas de transmissão para distribuir a energia são sinais de desgoverno. Costumo dizer que Barack Obama escolheu um Prêmio Nobel de Física para a pasta de Energia; quis o destino, graças à coligação vitoriosa, que nosso ministro fosse Lobão. Os vitoriosos impõem-nos condições constrangedoras. No passado, decisões brasileiras com repercussão continental eram pelo menos comunicadas às Comissões de Relações Exteriores do Congresso. Em alguns casos, falava-se até com a oposição.
A Venezuela está sendo governada por aparelhos. Eles são o vínculo de Hugo Chávez com a vida. Os chavistas poderiam respeitar a Constituição e eleger Nicolás Maduro dentro de um mês. Resolveram suprimir esse caminho, afirmando ser apenas uma formalidade constitucional.
Um assessor especial brasileiro viaja para Havana, discute com cubanos e venezuelanos e afirma: a posição do Brasil é apoiar o adiamento das eleições na Venezuela. Os vitoriosos não deveriam poder tudo. A política externa do Brasil não precisa coincidir totalmente com a do PT. Ela é o resultado de um pacto com a maioria que elegeu Dilma. E quando se trata de decisão de peso é preciso ao menos comunicar à oposição.
Marco Aurélio Garcia encarnou o PT, o governo e o Brasil. Que viagem! Enquanto espera as malas na esteira, proclama: a posição do Brasil é pelo adiamento das eleições na Venezuela.
Com o esfacelamento da oposição, os vitoriosos deixaram de fazer política. Desfilam solitários. Um partido substitui o País, que, por sua vez, é substituído por um assessor especial.
Na crise energética de 2001, fazíamos comissões, íamos ao Planalto, chamávamos o Pedro Parente, responsável pela gestão do problema, ao Congresso. Hoje está tudo morto por lá. E o PMDB prepara-se para roer os escombros. Esses dois momentos em que um setor vital como a energia invade a agenda revelam a devastadora decadência da política no Brasil.
Aos vencedores, as baratas. Pena que a paisagem na oposição seja também tão desoladora. O calor do debate político poderia levar-nos a pensar numa alternativa para tudo isso. A alternativa não é fácil. Os grandes partidos da oposição parecem não se interessar por ela. No mínimo, estariam se reunindo, discutindo os temas, lançando notas sobre a energia, a posição do Brasil nas eleições da Venezuela, a maquiagem das contas públicas.
Se a imprensa se tornou o único setor que questiona tudo isso, melhor talvez fosse distribuir os iPads aos repórteres. De que vale ser eleito como oposição e não realizar a tarefa?
Um certo mundo acabou. Ainda não apareceram aquelas brumas do amanhecer nos rios do Pantanal. Elas nos dão a ilusão de uma nova gênese, um outro mundo despontando gradualmente da névoa. Não espero nenhum paraíso. É pedir muito que o Brasil tenha um ministro da Energia à altura da importância do tema, que a política externa seja mais democraticamente exercida, que as contas públicas não sejam maquiadas? E que o Congresso funcione, a oposição se oponha?
Começam pregando iPads, daqui a pouco vão comprar aviões para a linha de ônibus Madureira-Central do Brasil, desativando sua capacidade de decolar. Começam com o ministro da Energia estimulando o consumo e, daqui a pouco, o da Saúde aconselhará a fumar.
O mundo acabou de certa forma. De tão felizes, não percebemos que está de pernas para o ar.

De Fernando Gabeira, Estadão, Revista VEJA

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mau uso do dinheiro público

Quanto à reportagem publicada pelo Jornal O POVO esta semana, e comentada pelo Promotor Luiz Alcântara, sobre crimes praticados por Gestores nos diversos municípios do estado do Ceará, o Prefeito Glauber Castro, do município de Morada Nova, através de e-mail, lembra que as empresas envolvidas nas investigações, estavam ligadas ao Gestor municipal da administração passada, pois se trata do exercício de 2008.

Cabe agora aos órgãos de controle e fiscalização, uma intensa investigação nas contas destes Administradores, que no passado fizeram mau uso do dinheiro público, prejudicando em muito os que administram na atualidade.


De Júlio Cunha



Morada Nova esta entre as prefeituras a serem investigadas pelo Ministério Público Federal

Segundo o Jornal O POVO, que circulou esta semana, aproximadamente 43% dos municípios do estado do Ceará firmou contrato de prestação de serviços ou aquisição de bens e insumos com empresas que estão envolvidas em esquemas fraudulentos, dentre os quais as empresas pertencentes a Raimundo Morais Filho, e em alguns dos municípios a justiça, através de pedido da promotoria que investiga o esquema, já decretou a prisão de Prefeitos e Gestores públicos dos municípios envolvidos nos esquemas.
O grau de cumplicidade dos administradores está sendo apurado, para que no final o das investigações os verdadeiros culpados pelos crimes praticados sejam realmente condenados a devolver os recursos desviados e que cumpram em presídios pelos crimes cometidos.
O município de Morada Nova também faz parte dos 80 que estão sendo investigados, pois segundo o Tribunal de Contas do Município - TCM/CE e o Portal Transferência existem a possibilidade das empresas envolvidas terem firmado contratos com este município, embora o promotor Luiz Alcântara, da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap) não esclareça qual o envolvimento da cada município envolvido e o grau de participação destes no esquema de corrupção.
Esperamos que todos os fatos sejam realmente esclarecidos e que os Gestores possam, em sua ampla defesa, esclarecer estas contratações aos interessados, tanto na lisura quanto a aplicação dos recursos públicos, sempre agindo dentro da Lei, muito embora tenha sido também ludibriado pelas ações dos meliantes, e assim possam vir a público dar explicação do episódio, mostrando a toda população o seu perfil de administrador público.


De Júlio Cunha