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segunda-feira, 4 de março de 2013

Oponentes marcham e pedem provas de que Hugo Chávez está vivo


CARACAS - Centenas de estudantes pró-oposição e outros críticos do governo de Hugo Chávez marcharam em Caracas neste domingo para exigir a prova de que o líder venezuelano, doente de câncer, ainda está vivo e governa.
A multidão, incluindo vários líderes da coligação de oposição Unidade Democrática, cantou músicas de protesto e hasteou bandeiras em uma manifestação em um bairro central nesta manhã.
"Diga-nos a verdade!" e "Pare de mentir!", diziam os cartazes.
Destacando a profunda polarização política da nação sul-americana de 29 milhões de pessoas durante o regime de Chávez que dura 14 anos, estudantes pró-governo também planejaram uma marcha em apoio ao presidente e seus ministros.
Com Chávez invisível, a não ser por um conjunto de fotos desde uma cirurgia de câncer em 11 de dezembro, os venezuelanos estão à deriva, à espera de um desenvolvimento em meio a um mar de rumores.
Autoridades dizem que Chávez está em um hospital militar de Caracas depois de retornar de Cuba há duas semanas, lutando por sua vida. Embora ele esteja respirando através de um tubo traqueal, incapaz de falar, e submetido à quimioterapia, o presidente continua governando por meio da escrita e outras comunicações, dizem.
Os opositores, porém, acusam o vice-presidente Nicolas Maduro e outros de mentirem sobre a condição de Chávez. E tem havido relatos na mídia e na Internet de que Chávez pode ter morrido - tudo enfaticamente negado pelo governo.
"Eles estão violando a constituição. A Venezuela não tem nenhuma autoridade agora. O presidente Chávez está doente, ele não disse uma palavra em dois meses. Ele não pode governar", disse a manifestante Maria Montero, uma professora de 56 anos.
Se Chávez morrer ou renunciar, a votação seria realizada dentro de 30 dias, provavelmente colocando Maduro contra o líder da oposição e governador do estado, Henrique Capriles para a liderança de uma nação que tem as maiores reservas de petróleo do mundo.

De Girish Gupta, agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Estudantes já podem ver a correção das redações do Enem 2012


Os estudantes que fizeram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012 já podem acessar hoje a correção das redações. O estudante deverá entrar no site do Enem com o CPF ou o número de inscrição e a senha.

As correções terão apenas finalidade pedagógica, ou seja, não serão passíveis de recurso. Ao todo, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) foram corrigidas 4.113.558 redações, das quais 1,82% estavam em branco e 1,76% obtiveram nota zero. Os candidatos já tiveram acesso às notas, divulgadas no dia 28 de dezembro do ano passado.

No início do ano, estudantes de todas as regiões do país recorreram à Justiça para conseguir acesso à correção antes do período de inscrição do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), pelo qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem. Casos como o de Thanisa Ferraz de Borba chegaram a ameaçar o cronograma do Sisu que, por decisão da Justiça Federal em Bagé, no Rio Grande do Sul, só poderia encerrar o prazo de inscrição após o julgamento da ação.


De  Agência Brasil, portal FOLHA

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Enem 2013: Justiça manda liberar acesso às redações antes do Sisu

RIO - A Justiça Federal acolheu o pedido do Ministério Público Federal no Ceará e determinou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) antecipe o acesso às provas de redação aos estudantes que fizeram o Enem 2012, em 48 horas, antes das inscrições nos Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que começam na próxima segunda-feira (7).

De acordo com a liminar concedida pelo juiz Danilo Fontenelle Sampaio, de plantão na 11ª Vara Federal, as redações devem ser divulgadas devidamente corrigidas e acompanhadas de justificativas da pontuação, incluindo os espelhos de referidas provas.

Na decisão, Sampaio justifica que a divulgação das redações, prevista inicialmente para 6 de fevereiro pelo Ministério da Educação (MEC), “macula o direito dos estudantes terem suas reais notas de redação eventualmente revistas apreciadas no Sistema de Seleção Unificada”.

Além da questão apresentada pelo Ministério Público Federal, o juiz federal acrescenta que “as circunstâncias citadas indicam ainda mais manifesta a necessidade da tutela pretendida ao mesmo tempo em que sugerem que o Inep, desde agosto de 2011, data de referido Termo de Ajuste de Conduta, tenha tido a boa fé e o cuidado de criar soluções na área de tecnologia da informação que permitam, com segurança e agilidade, a disponibilização dos dados a todos os interessados”.
Autor da ação, o procurador da República Oscar Costa Filho também solicitava que os estudantes que continuarem insatisfeitos com as explicações da correção, diante da incompatibilidade entre as notas atribuídas nas redações e os critérios previamente estabelecidos, possam ter o direito de reclamar e receber uma reposta. Quando a essas reclamações, Sampaio entendeu que o pedido deverá ser melhor apreciado pela Justiça Federal, já que não se apresenta tamanha urgência.

O MEC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que irá recorrer da decisão, através da Advocacia Geral da União (AGU).


De Educação, O GLOBO Online


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ENEM: Procurador da República moverá ação para permitir que candidatos contestem a nota da redação


O procurador da República no Estado do Ceará, Oscar Costa Filho, afirmou nesta quarta-feira, 2, que vai mover uma ação civil pública para garantir aos candidatos inscritos no Enem 2012 a possibilidade de constestarem a nota da redação.
O resultado das provas objetivas e da redação do Enem foram publicados na última sexta-feira, 28. Após isso, milhares de estudantes insatisfeitos com o resultado da redação iniciaram uma mobilização no Facebook e organizaram um abaixo-assinado afim de reunir assinaturas e exigir que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Inep, abra a possibilidade de contestação das notas.
Segundo o procurador, a partir da repercussão das manifestações, será aberto um procedimento jurídico e uma nova ação pública será formalizada para que coletivamente os candidatos insatisfeitos com a pontuação possam contestar sua nota. As inscrições para as 129 mil vagas oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam na segunda-feira, 7.
Ainda de acordo com Oscar, mesmo se o Inep descartar a possibilidade de revisão da nota, o candidato insatisfeito ainda poderá ingressar com ações individuais na Justiça pedindo a reconsideração da correção.
Costa Filho possui um envolvimento com casos relacionados ao Enem há alguns anos. Ele tentou anular o exame em 2011, após o vazamento de questões do pré-teste em Fortaleza.

De Redação, O POVO ONLINE