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sábado, 4 de maio de 2013

Brasil lidera ranking de propinas da FIFA



Havelange, Teixeira e Marin comemoram mais um gol
MIAMI - Após as confirmações de que João Havelange e Ricardo Teixeira receberam lançamentos da empresa ISL em impedimento, o Brasil voltou a liderar o ranking de propinas da FIFA. "Desde a máfia do apito, em 2005, não éramos protagonistas. Ficamos ofuscados por dirigentes italianos, turcos e ingleses investigados pela Europol. Mas a Era do Ouro voltou! É uma honra voltar ao topo tão perto da Copa do Mundo", comemorou Teixeira, enquanto batucava uma canção típica do Catar.

Emocionado, José Maria Marin, presidente da CBF, fez planos para o futuro. "Depois que apurarem tudo o que aconteceu na Copa de 2014, nunca mais sairemos do topo do ranking. Os torcedores podem ficar tranquilos. Nossa hegemonia está garantida", profetizou.

Revoltado, o artilheiro Romário enviou um projeto de lei para alterar o nome do Estádio Olímpico João Havelange, conhecido como Engenhão. "Ou rebatizamos o Engenhão como Estádio Romário Sinistro ou teremos que mudar o nome do Maracanã para Arena José Dirceu", argumentou.


De The Herald, revista PIAUÍ

terça-feira, 30 de abril de 2013

Fifa confirma culpa de Teixeira e Havelange, que renuncia

O cartola que transformou o futebol e a Fifa não tem mais vínculos com a entidade - acusado de corrupção, João Havelange renunciou ao cargo de presidente de honra da federação. O anúncio foi feito pela Fifa na manhã desta terça-feira, através da divulgação das conclusões de um relatório de autoria de Hans-Joachim Eckert, chefe do comitê de ética da Fifa. A renúncia já havia ocorrido - Havelange, diz o documento, entregou uma carta anunciando sua saída há duas semanas, em 18 de abril. O brasileiro, no entanto, não tinha divulgado publicamente a decisão. Conforme o relatório, tanto Havelange como Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e ex-protegido do cartola, receberam propinas milionárias num esquema de corrupção nos contratos de marketing da Fifa com a extinta empresa ISL. Ambos, no entanto, deverão permanecer impunes - o texto lembra que tanto Havelange como Teixeira já entregaram todos os seus cargos e suspenderam todas as suas atividades no futebol.

Até recentemente, Teixeira recebia salário da CBF para ser "consultor" da entidade e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014. A renúncia de Havelange à presidência de honra da Fifa faz com que a entidade encerre o caso sem punir a má conduta do cartola. A ISL, que quebrou em 2001, subornou vários integrantes da Fifa para conseguir vantagem na disputa pelas transmissões de TV nos Mundiais. As propinas pagas a Havelange e Teixeira, por exemplo, teriam garantido a vitória da empresa na briga para pelos direitos televisivos das Copas de 2002 e 2006. O documento, encomendado por Joseph Blatter, diz que o atual presidente da Fifa, que era secretário-geral da entidade, não cometeu nenhum desvio de conduta. Teixeira era membro do comitê executivo da Fifa na época em que as negociações ocorreram. A denúncia que desencadeou todo o processo é de autoria da rede britânica BBC, que revelou que os brasileiros receberam o equivalente a nada menos que 45 milhões de reais em pagamentos por baixo do pano. Ambos negam envolvimento no caso de corrupção.

Outro dirigente citado no relatório de Eckert é o paraguaio Nicolás Leoz. Ele também é acusado de receber propina para beneficiar a ISL - e, assim como Havelange, renunciou ao seu cargo na Fifa antes que o documento fosse divulgado, de forma a escapar de punições. Leoz, que teria obtido cerca de 700.000 dólares da ISL, entregou sua vaga no comitê executivo da Fifa também neste mês, assim como Havelange. Curiosamente, Blatter havia prometido o relatório para no máximo 15 de abril. Como as renúncias de Havelange e Leoz ocorreram dias depois desse prazo, já há especulações de que os veteranos cartolas teriam sido avisados previamente das conclusões da investigação, abrindo caminho para que deixassem seus cargos e evitassem qualquer punição na Fifa. Ou seja: com o relatório pronto, a Fifa teria sugerido que ambos se retirassem por conta própria, evitando a necessidade de continuar com o processo (e, por consequência, seguir tratando do assunto bem em meio aos preparativos para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo).


De revista VEJA

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Clássico entre Congresso e Supremo abrirá o Maracanã

Dilma publicou um decreto submetendo o uso das caxirolas à sua aprovação

RIO DE JANEIRO - Para aplacar as críticas a suas recentes declarações de que o excesso de democracia atrapalha a FIFA, Jérome Valcke anunciou que o Maracanã será reaberto com a tradicional cancha entre deputados do Congresso e ministros do Supremo Tribunal Federal. "A democracia é uma caixinha de surpresas", disse Valcke.

Os capitães das duas equipes revelaram seus esquemas táticos para o clássico. "Votamos esta manhã uma PEC que submete a escalação do Supremo ao Congresso", anunciou o volante José Genoino. "Estou com a pontaria certeira. Farei novamente quatro gols e pedirei liminar no Fantástico", retrucou Lewandowski.

Enquanto fazia embaixadinhas com a Constituição, Henrique Alves anunciou que a Câmara votará a PEC que submeterá as decisões do STF à FIFA ainda esta semana. "De juiz eles entendem", explicou Alves. "Em seguida, faremos uma reforma política para atender às exigências da FIFA. Essa reforma está orçada em R$ 5 bilhões e prevista para ser concluída em dois meses", anunciou.

De The Herald, revista PIAUÍ

sábado, 6 de abril de 2013

O Maracanã que nem a Fifa e nem o COI pediram

O Maracanã que será entregue está além do que é exigido pela Fifa, mas aquém do necessário para a Olimpíada.
Um inquérito aberto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro apura o motivo de o governo Sérgio Cabral gastar em itens não obrigatórios para 2014 e ignorar adaptações necessárias para 2016.
Em depoimento de 26 de fevereiro no MP, o consultor do Comitê Organizador Local, Carlos de La Corte, assegura que as plantas nunca previram as caríssimas demolições de uma escola, do estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio De Lamare.
Diz também que a Fifa não pediu os espaços para a construção de estacionamento e áreas de circulação.
Um ofício enviado pela Rio 2016 ao governo alerta que a reforma não contemplou a exigência de aumentar os túneis de acesso ao gramado.


 Por Lauro Jardim, revista VEJA

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Futebol brasileiro mais uma vez com a bola mucha

Em seca brasileira, Bola de Ouro da Fifa deve ampliar 'reinado Messi'

Pelo quinto ano consecutivo, a cerimônia de melhores do ano da Fifa não terá um brasileiro entre os três finalistas. A ser entregue nesta segunda-feira, em Zurique, a Bola de Ouro que ficou com Kaká, em 2007, estará entre um espanhol (Andrés Iniesta), um português (Cristiano Ronaldo) e um argentino (Lionel Messi).Vencedor da premiação nos últimos três anos, Messi, do Barcelona, é o favorito destacado para vencê-lo pela quarta vez e se tornar o único tetracampeão do prêmio na história.
Autor de 91 gols no último ano, o atacante do Barcelona quebrou todos os recordes possíveis de artilharia em uma só temporada. Em sua melhor fase, chegou a 50 gols em uma edição do Campeonato Espanhol, recorde histórico. Fez o mesmo com a camisa da seleção argentina e, com 12 gols marcados, igualou a melhor marca, de Gabriel Batistuta. Em 11 de novembro, superou Pelé em gols marcados em um só ano. O recorde absoluto pertencia a Gerd Müller, a quem o argentino também bateu no início do mês passado.
O adversário que mais ameaça o reinado de Messi é Andrés Iniesta, fruto de seu ano mais brilhante e regular que culminou com o título da Espanha na Eurocopa. Longe do instinto goleador do companheiro do Barcelona, ele marcou oito vezes em 2012, mas teve sua temporada reconhecida na cerimônia de melhores da Europa há quatro meses, em prêmio da Uefa. O herói da primeira conquista mundial da Espanha já disputou a Bola de Ouro, em 2010, mas acabou em terceiro. (...)

De Dassler Marques, Esportes, Jornal DO BRASIL Online