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sábado, 4 de maio de 2013

Brasil lidera ranking de propinas da FIFA



Havelange, Teixeira e Marin comemoram mais um gol
MIAMI - Após as confirmações de que João Havelange e Ricardo Teixeira receberam lançamentos da empresa ISL em impedimento, o Brasil voltou a liderar o ranking de propinas da FIFA. "Desde a máfia do apito, em 2005, não éramos protagonistas. Ficamos ofuscados por dirigentes italianos, turcos e ingleses investigados pela Europol. Mas a Era do Ouro voltou! É uma honra voltar ao topo tão perto da Copa do Mundo", comemorou Teixeira, enquanto batucava uma canção típica do Catar.

Emocionado, José Maria Marin, presidente da CBF, fez planos para o futuro. "Depois que apurarem tudo o que aconteceu na Copa de 2014, nunca mais sairemos do topo do ranking. Os torcedores podem ficar tranquilos. Nossa hegemonia está garantida", profetizou.

Revoltado, o artilheiro Romário enviou um projeto de lei para alterar o nome do Estádio Olímpico João Havelange, conhecido como Engenhão. "Ou rebatizamos o Engenhão como Estádio Romário Sinistro ou teremos que mudar o nome do Maracanã para Arena José Dirceu", argumentou.


De The Herald, revista PIAUÍ

domingo, 24 de março de 2013

As acusações de desvio de dinheiro contra o senador Lindbergh Farias


O plenário do Congresso Nacional estava lotado no começo da noite do dia 6 de março. Esbarrando em colegas, o senador Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, passou pelo deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ) e, dedo em riste, falou alto: “Vou brigar com os grandes. Não tenho medo das máquinas do governo e da prefeitura”. Lindbergh tem motivos para se revoltar contra o PMDB, principal partido aliado do governo Dilma Rousseff e sigla que controla a prefeitura da capital e o governo do Rio. Desde que se lançou pré-candidato a governador do Estado, no final do ano passado, Lindbergh vinha sendo alvo do “fogo amigo” do PMDB – cujo objetivo é fazer do atual vice-governador, Luiz Fernando Pezão, o sucessor de Sérgio Cabral. Agora a briga esquentou, e os golpes verbais deram lugar aos dossiês. Desta vez, os documentos divulgados não são vazios, como costuma acontecer com a maioria dos dossiês que circulam nas campanhas. A partir de material obtido com o PMDB, ÉPOCA fez seu próprio levantamento e obteve uma série de documentos com denúncias contra Lindbergh. Os papéis constam de um inquérito a que Lindbergh responde no Supremo Tribunal Federal, com acusações de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro – relativas ao período em que foi prefeito de Nova Iguaçu, entre 2005 e 2010.


A base da investigação são dois depoimentos prestados ao Ministério Público Estadual (MPE) pela ex-chefe de gabinete da Secretaria de Finanças de Nova Iguaçu Elza Elena Barbosa Araújo. ÉPOCA obteve cópias das declarações, prestadas em fevereiro de 2007 e até aqui mantidas sob sigilo. Elza disse que, logo no início do mandato de prefeito, em 2005, Lindbergh montou um esquema de captação de propina entre empresas contratadas pelo município. O valor podia chegar a R$ 500 mil por contrato. O dinheiro sujo, segundo Elza, chegava à sala da secretaria em bolsas e maletas trazidas por empresários. Depois as quantias eram usadas, conforme ela disse, para quitar despesas pessoais de Lindbergh.

Segundo os depoimentos, o esquema ainda bancava as prestações de um apartamento da mãe de Lindbergh, Ana Maria, num edifício em Brasília. Elza relatou que numa das ocasiões, em 11 de julho de 2005, ela saiu da prefeitura com R$ 15 mil em dinheiro para pagar uma das prestações do imóvel. Sobraram R$ 4.380, que Elza disse ter depositado na conta de Lindbergh. Ela também afirmou que a propina abastecia a conta da empresa Bougainville Urbanismo, que pertence a Carlos Frederico Farias, irmão de Lindbergh que mora na Paraíba, terra natal de Lindbergh. A empresa recebeu, ainda conforme a acusação, quatro depósitos que totalizaram R$ 250 mil.
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De Hudson Corrêa, revista ÉPOCA