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terça-feira, 4 de junho de 2013

Para acalmar Congresso, Dilma promete reduzir envio de MPs

Brasília - A presidente Dilma Rousseff sinalizou a integrantes da cúpula do PMDB que pretende reduzir o envio de propostas de interesse do Executivo ao Congresso por meio de Medidas Provisórias. A decisão é uma tentativa de dar mais autonomia aos parlamentares e acalmar os ânimos da base aliada em conflito com o Palácio do Planalto desde a votação da MP dos Portos, no último dia 16. Dilma recebeu para uma reunião na noite dessa segunda-feira os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o vice-presidente da República, Michel Temer...


De Rrich Decat, agência Estado, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Carnaval em Brasília será interrompido até dia 19

Deputados se despediram do carnaval brasiliense ao som de "Ei, você aí, me dá um dinheiro aí".

BRASIL - Em virtude dos festejos momescos em todo o país, Henrique Alves e Renan Calheiros anunciaram a interrupção do Carnaval em Brasília até dia 19. "Serão duas semanas de recesso para que o pessoal pendure a fantasia e se recomponha da farra", disse Calheiros.

Animado, José Sarney lembrou que os festejos em Brasília são os mais longos do mundo. "A folia só é interrompida nos recessos de final de ano, começo de ano e meio de ano, além dos feriados prolongados. E, claro, às segundas e sextas-feiras, porque ninguém é de ferro", esclareceu, coafiando o bigode.

Pesquisa recente mostrou que o bloco de parlamentares do PMDB com cabelo acaju já superou o Galo da Madrugada e o Cordão da Bola Preta em número de foliões e é hoje o maior do país.



De The Herald, Revista Piauí

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Henrique Alves recua e garante que Câmara cumprirá decisão do STF


BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse nesta quarta-feira que “não há a menor possibilidade” de qualquer confronto entre o Legislativo e o Judiciário em razão da polêmica sobre a cassação de mandatos dos parlamentares condenados no processo do mensalão. As declarações foram dadas após encontro de Alves com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa. Ele garantiu que a Câmara vai cumprir a decisão do STF.

- Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo. O Supremo vai cumprir o seu papel, analisando, como está analisando, vai discutir os embargos, vai publicar os acórdãos, e nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Uma coisa complementa a outra. Não há confronto - afirmou.

Questionado sobre como seria a finalização do processo, ele foi lacônico. Ele não esclareceu se defenderá a abertura de novo processo para definir os mandatos, como queria seu antecessor, Marco Maia (PT-RS). Na segunda-feira, Alves havia dito que a palavra final sobre os mandatos era da Câmara.

- Formalidade legais, apenas isso. Será um processo rápido. Formalidade legais não podem implicar em muito tempo - disse.


De Carolina Brígido, portal O GLOBO

sábado, 26 de janeiro de 2013

Pendurado na ética da aritmética, o governador tucano apoia a instalação de um caso de polícia na presidência da Câmara



Em campanha pela gerência do Feirão da Bandidagem, o deputado federal Henrique Alves, como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, não precisou justificar sequer a demissão do bode Galeguinho para conseguir o apoio de Geraldo Alckmin. Para o governador paulista, o parlamentar do Rio Grande do Norte tem direito ao posto por fazer parte do que Ciro Gomes qualifica de “ajuntamento de assaltantes”.
“Sempre defendi o critério da proporcionalidade”, explicou-se depois de conversar com o candidato. “Me parece natural que o PMDB, que é o maior partido, tenha a presidência”. Eleito por milhões de brasileiros insatisfeitos com o governo lulopetista e inconformados com a corrupção institucionalizada, Alckmin avisou ainda antes da posse que “não é papel de um governador fazer oposição”. Acaba de mostrar que tampouco se opõe à decomposição moral do Congresso.
Só se opõe a evidências e verdades numéricas: na Câmara, o partido majoritário não é o PMDB, mas o PT, que apoia Alves em decorrência de uma tipo de acordo frequentemente revogado. Em 2001, por exemplo, estava combinado que Inocêncio Oliveira, do PFL, chefiaria a Mesa com o aval do PSDB e do PMDB. Aécio Neves entrou na disputa, os tucanos mandaram Inocêncio às favas, entenderam-se com o PMDB e o agora senador por Minas Gerais virou presidente da Câmara.
Ex-deputado federal, Alckmin conhece essa e outras histórias. O que faria se o PT resolvesse rasgar o acordo, optar por um candidato próprio e lançar José Genoino? Pelos critérios que adota, o governador de São Paulo certamente apoiaria o escolhido. A ética da aritmética não vê nada de mais na entrega da presidência da Câmara a um caso de polícia.

De Augusto Nunes, colunista, revista VEJA

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

CIRO GOMES: sobre presidência - "Quanto mais picareta e mais analfabeto, mais poder”

Na TV, Ciro ataca Renan, Henrique Alves e Congresso


O socialista Ciro Gomes atacou duramente o Congresso e os candidatos peemedebistas à presidência do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), na mesa redonda esportiva “Com a bola toda”, transmitida na segunda-feira pela TVC, do Ceará. “A situação (do Congresso) é tão séria que hoje estão armando para que Renan Calheiros, que renunciou à presidência há pouco tempo, voltar ao Senado sem contestação. E Henrique Alves vai ser presidente da Câmara também sem contestação”. De acordo com transcrição publicada no jornal Aqui Ceará, Ciro afirmou sobre o Congresso: “Hoje, o poder real no Brasil não está no Parlamento. É uma dispersão grave. Você tem os melhores deputados escanteados, fora de qualquer influência. Do outro, uma seleção às avessas. Quanto mais picareta e mais analfabeto, mais poder”. Ciro foi adiante. Afirmou que “a coalização PT-PMDB se acertou na ladroeira”. Também soltou uma bordoada em seu conterrâneo petista José Genoíno, que assumiu mandato de deputado mesmo depois de condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelo mensalão. “Se eu fosse envolvido num escândalo como o do Renan Calheiros ou o do José Genoíno, me matava ou me escondia na Serra da Meruoca (no Ceará) para ninguém olhar mais na minha cara. Isso é uma questão de ética. Legalmente, Genoíno (…)  ainda está sub-júdice, mas devia ter o pudor de não entrar (na Câmara)”, disse o socialista.


De Felipe Patury, Revista ÉPOCA

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dois casos de polícia vão chefirar o Carandiru sem grades



Em nações politicamente adultas, Renan Calheiros e Henrique Alves não passariam da primeira anotação no prontuário: antes da segunda patifaria, seriam transferidos da tribuna para um tribunal, teriam o mandato cassado e só voltariam ao Congresso para depor em alguma CPI ou, depois da temporada no presídio, fantasiados de turistas. Num Brasil com cara de clube dos cafajestes, o senador alagoano vai presidir a Casa do Espanto e o deputado potiguar vai administrar o Feirão da Bandidagem. Faz sentido.
Segundo os cânones da seita lulopetista, folha corrida é currículo, integridade é defeito e honra é coisa de otário. Como na disputas promovidas pela coluna para escolher o Homem sem Visão do Ano, as eleições dos presidentes do Senado e da Câmara confirmam que os congressistas votam no pior entre os piores. Quanto mais alentado o prontuário, maior é a chance de vitória. Assim tem sido nas eleições recentes. Assim será desta vez. Tanto o senador quanto o deputado agem no PMDB. Mas o ajuntamento que apoia a dupla inclui representantes de todos os partidos, incluídos os oposicionistas em férias há 10 anos.
Aos olhos dos turistas que visitam a Praça dos Três Poderes, o prédio que abriga os parlamentares brasileiros é uma bela amostra da grife Niemeyer. Visto por quem conhece as fichas dos inquilinos, o que já foi um Congresso é um acampamento de delinquentes com terno escuro e imunidade parlamentar. Virou um Carandiru sem grades. É natural que seja dirigido por casos de polícia.

De Augusto Nunes, Revista VEJA