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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Rússia bloqueará carnes de Canadá e México a partir de 8 de abril


MOSCOU - A Rússia planeja banir as importações de carnes da maior parte dos fornecedores do Canadá e do México a partir de 8 de abril, em função de preocupações sobre o uso do aditivo ractopamina, disse nesta sexta-feira um porta-voz do serviço veterinário e fitossanitário do país.

"Mais de 50 por cento das empresas canadenses serão excluídas da lista de fornecedores", disse Alexei Alekseenko.

O país também planeja bloquear cerca de 80 por cento das importações de carnes do México também a partir de 8 de abril, disse a agência de notícias Interfax, citando o chefe do serviço veterinário, Sergei Dankvert.

Alekseenko disse que não poderia comentar sobre o bloqueio aos fornecedores mexicanos.

A Rússia, que baniu importações de carnes dos Estados Unidos, em fevereiro por conta de temores sobre aditivos, está atualmente importando carnes principalmente do Brasil e do Canadá, disse Alekseenko, em outra entrevista, no início da semana.

A ractopamina é utilizada como um estimulante de crescimento na engorda dos animais, e está proibida em alguns países por temores de que resíduos poderiam permanecer na carne e causar problemas de saúde, apesar de evidências científicas de que o aditivo é de uso seguro.


De Polina Devitt, agencia REUTERS BRASIL

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Balança comercial fecha 2012 com pior resultado em dez anos


Brasília - A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2012 com superávit de US$ 19,438 milhões, informou hoje (2) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O resultado é o pior desde 2002, quando o saldo ficou em US$ 13,1 milhões.
Com relação a de 2011, quando houve superávit de US$ 29,794 milhões, o saldo recuou 34,7%. As exportações no ano passado ficaram em US$ 242,58 milhões contra importações de US$ 223,142 milhões. Na média diária por dia útil, as vendas externas sofreram queda de 5,3% em 2012 e o volume importado caiu 1,4%.
No resultado anual das exportações, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (8,3% ante 2011), básicos (7,4%) e manufaturados (1,7%). Entre os semimanufaturados, podem ser citados como exemplos de queda, o ferro fundido e a celulose. A soja, o café (em grão) e o minério de ferro são alguns dos produtos básicos cujas vendas externas caíram. Quanto aos manufaturados, produtos com maior grau de industrialização, houve queda no comércio de automóveis, açúcar refinado e autopeças.
Nas importações, caíram as compras de combustíveis e lubrificantes (2,4%), matérias-primas (2,2%) e de bens de consumo (1,8%). As compras de bens de capital cresceram, registrando incremento de 1,5%.
A China e os Estados Unidos lideraram o ranking de principais parceiros comerciais do Brasil no ano passado. O país asiático comprou US$ 41,2 bilhões em produtos brasileiros e os norte-americanos, US$ 26,8 bilhões. Em terceiro lugar, ficou a Argentina, com a compra de US$ 18 bilhões em produtos, seguida pelos Países Baixos, que compraram US$ 15 bilhões, e o Japão, US$ 8 bilhões.
Os dados mostram, no entanto, que o Brasil perdeu vendas para alguns dos principais compradores em 2012. As exportações para a Argentina caíram 14,1% no ano e as para a China recuaram 7%. Houve alta somente nas vendas para os Estados Unidos, de 3,5%. Segundo o ministério, isso deveu-se à compra por parte dos norte-americanos de produtos siderúrgicos, etanol, aeronaves e partes, eletroeletrônicos, químicos orgânicos, pedra, madeira, automóveis e partes, fumo, obras de ferro fundido, couro, peles e cereais.
No mês de dezembro, as exportações superaram as importações em US$ 2,250 milhões. No último mês do ano, as vendas para o exterior atingiram US$ 19,749 milhões e as compras de importados ficaram em US$ 17,499 milhões. Na média diária por dia útil, as exportações caíram 1,8% em comparação as de dezembro de 2011, e 3,5% em relação as de novembro de 2012. Já as importações registraram crescimento de 5% ante as de dezembro de 2011, mas caíram 15,3% na comparação com novembro de 2012.

De Edição: Carolina Pimentel, PORTAL EBC

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Aumenta a demanda americana por etanol




Uma retomada das importações de etanol pelos Estados Unidos está agitando o mercado mundial de açúcar, que movimenta US$ 1,6 trilhão ao ano.
Investidores em commodities estão apostando, cada vez mais, que o aumento da demanda americana pelo etanol à base de cana-de-açúcar vai reduzir o fornecimento do produto e frear a queda dos preços, que recentemente atingiram o nível mais baixo em 28 meses.
As importações americanas de etanol brasileiro subiram quase nove vezes este ano até outubro, comparado com o mesmo período de 2011, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. A demanda americana pelo etanol produzido no exterior saltou depois que uma tarifa de importação que vigorava há três décadas expirou em janeiro. As importações de etanol dos EUA devem aumentar no ano que vem, com a maior parte vinda do Brasil. (...)

De Alexandra Wexler, THE WALL STREET JOURNAL