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sábado, 11 de maio de 2013

Inflação afeta renda do brasileiro e dificulta queda da inadimplência


SÃO PAULO - A inadimplência do consumidor patina e recua em ritmo lento nos últimos meses porque a disparada da inflação acabou achatando a renda das famílias, especialmente as mais pobres e que gastam mais com alimentos. Para manter o padrão de consumo, a saída encontrada pelas famílias foi assumir novas dívidas. Isso amplia o risco de inadimplência futura num cenário de alta da taxa de juros. 


O índice de calote dos empréstimos com recursos livres do sistema financeiro fechou o ano em 8%, segundo o Banco Central (BC). Em março, o último dado disponível, a inadimplência tinha recuado para 7,6%. A expectativa do economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fabio Bentes, era que a inadimplência recuasse para a média histórica, que é 7,3%, em outubro deste ano. Agora acredita que essa marca será atingida só em dezembro.
Mais cético do que Bentes, o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, já considera a hipótese de que o calote volte para o nível histórico no primeiro semestre de 2014.
Flávio Calife, economista da Boa Vista Serviços, também viu suas projeções sobre o recuo da inadimplência serem frustradas. Ele projetava que o indicador caísse para 7,3% no fim de 2012, o que não ocorreu. Ele refez as projeções e considera que o calote encerre 2013 em 7,2%.
Para Bentes, da CNC, e Fernanda Della, assessora econômica da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o principal fator que atrasou a queda da inadimplência foi o aumento da inflação, em especial dos alimentos.
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De Márcia De Chiara, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

BC cria nova série e inadimplência da pessoa física vira 5,5%


Aconteceu como que num passe de mágica. O jornalista que cobre economia entrou no site do Banco Central e encontrou a seguinte informação na Nota de Política Monetária de janeiro:
"A taxa de inadimplência relativa aos créditos a pessoas físicas situou-se em 5,5%, após reduções de 0,1 p.p. no mês e de 0,4 p.p. em doze meses."
A taxa chamou atenção porque a inadimplência da pessoa física estava em 7,9% em dezembro. O que aconteceu de um mês para o outro?
A explicação da assessoria de imprensa do Banco Central é que agora a inadimplência da pessoa física é medida tanto pelo crédito livre, que está em 7,9%, quanto pelo crédito direcionado, que é de 1,8%. As duas misturadas deram a taxa de 5,5%.
Até aí, tudo bem, mais informação é sempre melhor do que menos informação. O estranho é que o Banco Central sempre olhou exclusivamente para a inadimplência dos recursos livres, porque os recursos direcionados são subsidiados, geralmente crédito imobiliário concedido pela Caixa. Esse crédito nunca foi referência para se medir a inadimplência porque tem condições especiais de juros e prazos.
Ter mais um indicador não seria nenhum problema, desde que o Banco Central mantivesse as duas informações no texto da Nota. A que sempre usou, de inadimplência de recursos livres, e a que passou a usar agora, com as duas misturadas. A inadimplência do recursos livre não é mencionada no texto, está apenas na planilha.
A Nota ganhou outras informações, mas também perdeu, como o estoque de crédito podre na economia, classificado como nível H. Ele vinha crescendo num ritmo de 15,8% em 12 meses até dezembro e agora só estará disponível nas Séries Temporais. Saiu da vitrine.
A mudança de metodologia em alguns dados também limitou as séries até março de 2011. Não será possível fazer comparações para datas anteriores a essa em algumas informações.


De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Problemas de caixa da Petrobrás começam a contaminar parceiros


A Petrobrás tem atrasado pagamentos a fornecedores e provocado dificuldades financeiras na cadeia de prestadores de serviços, após ter adotado uma política de redução de custos em meio a prejuízos na sua divisão de Abastecimento, aumentos de custos e produção estagnada.

Há também o atraso de pagamento para fundos de recebíveis criados para financiar esses prestadores de bens e serviços, disseram fontes à Reuters, observando que a estatal alterou sua política de pagamentos recentemente e vem olhando com mais rigor os contratos.
Com isso, tem demorado mais tempo para liberar os recursos. Em uma espécie de efeito dominó, os prestadores de serviços também atrasam seus compromissos financeiros.
"Não vou dizer que a Petrobrás é inadimplente, mas que está em atraso. Enquanto algumas companhias estão sofrendo, estou confiante que os pagamentos serão feitos", disse à Reuters Fernando Werneck, gestor de um portfólio de fundos creditórios na BI Invest, exclusivos de fornecedores da Petrobras. (...)

De Reuters, portal ESTADÃO.COM

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Inadimplência das empresas sobe 10,4% em 2012, diz Serasa


A inadimplência das pessoas jurídicas cresceu 10,4% em 2012 sobre 2011, revela nesta quinta-feira (31) Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas.

Na comparação de dezembro com novembro, contudo, houve recuo de 4,9%. Sobre dezembro de 2011 o decréscimo foi de 0,7%. 

A alta em 2012 é consequência da maior inadimplência do consumidor, que afeta as contas das empresas, avaliam os economistas da Serasa, em nota. Reflete, ainda, a menor capacidade de geração de receitas em um cenário de baixa atividade econômica e dificuldades em honrar financiamentos tomados para expansão do negócio e para pagar fornecedores. A inflação também pesou às empresas, avalia a Serasa. (...)



De G1 Economia, portal GLOBO