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sábado, 15 de novembro de 2014
Anfitriã do G20, Austrália tem problemas parecidos ao Brasil, mas desempenho econômico melhor
A Austrália – país que preside atualmente o G20 – é, como o Brasil, um grande exportador de minérios e de produtos agrícolas e também sofre o impacto da queda nos preços das commodities.
Mas esse problema não afeta os dois países da mesma maneira: a economia australiana vem crescendo a taxas maiores do que a brasileira.
Desde 2012, o PIB da Austrália cresce mais do que o brasileiro. Neste ano, a economia australiana deve registrar expansão de 3,1%, enquanto a brasileira deve aumentar apenas 0,3%, menos do que a zona do euro em crise, segundo previsões da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Entre os países do G20 (grupo que reúne os países mais ricos), a Austrália só deverá crescer menos do que a China, Índia, Indonésia e Coreia do Sul em 2014.
Nos próximos dois anos, segundo previsão da OCDE, o PIB da Austrália deverá continuar crescendo a taxas superiores às do Brasil (1,5% em 2015 e 2% em 2016).
Como o Brasil, a Austrália desfrutou de um longo período de preços internacionais favoráveis e de forte aumento da demanda de algumas matérias-primas consideradas chave, como o minério de ferro.
Existem duas razões que explicam o bom desempenho da economia australiana apesar da queda nos preços internacionais de algumas commodities, disse à BBC Brasil Phil Hemmings, economista sênior da OCDE, especialista nesse país...
De Daniela Fernandes, BBC
sexta-feira, 21 de junho de 2013
'Brasileiros parecem ter encontrado sua voz', diz texto do Conselho Editorial do NYT
O jornal "The New York Times" dedicou seu editorial desta quinta-feira (20)
aos protestos ocorridos no Brasil nesta semana e destacou os problemas que o
país enfrenta como "gastos distorcidos e falhas em educação e outros serviços
sociais". Apenas ontem, mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas em 25
capitais brasileiras.
"Não é de admirar que o reajuste do transporte público tenha
causado indignação entre os pobres e a classe média, que estão sobrecarregados
por um sistema tributário asfixiante", afirmou a publicação.
O jornal afirma ainda que "o Banco Mundial apresenta o Brasil
como a sétima maior economia do mundo, mas coloca-o entre os 10% com pior
igualdade de renda" e aponta o descontentamento com "casos de políticos
implicados em esquemas de corrupção".
Muitas cidades decidiram reduzir tarifas do transporte público,
mas o NYT aponta que a presidente Dilma Rousseff, que concorrerá à reeleição no
próximo ano, terá que enfrentar novas demandas.
De cotidiano, jornal FOLHA DE SÃO PAULO
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Tempo desfaz obra e promessa de emprego em obra do São Francisco
Obras começaram de fato apenas em 2007, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva; desde então, enfrentam uma série de problemas
Durante cinco dias o Estado percorreu quase a totalidade dos 477 km da obra nos dois eixos que pretendem levar água a áreas sem irrigação: o leste e o norte, que passam por Pernambuco, Ceará e Paraíba.
Visitar a obra, cuja execução está em 43% segundo o governo federal, passa a sensação de que o prazo para a conclusão, dezembro de 2015, deve ser novamente prorrogado.
O volume de investimentos registra queda expressiva no governo Dilma Rousseff. Nos dois primeiros anos de mandato, 2011 e 2012, o Ministério da Integração Nacional investiu 35% a menos na obra na comparação com o que foi pago em 2009 e 2010, segundo dados do sistema de execução orçamentário federal. Os valores estão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor.
O volume de pagamentos relativos à obra nos quatro primeiros meses de 2013 registram ainda outra queda, de 35%, em relação ao ano passado. A obra de transposição teve o orçamento aumentado de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões. Até agora, foram pagos R$ 3,6 bilhões.
O ritmo lento da obra tem reflexo na geração de emprego, uma das principais propagandas do governo em defesa da transposição. O empreendimento chegou a ter 9 mil funcionários, caiu para 3 mil em 2011 e agora são 4,9 mil. Entre essas idas e vindas de empresas ficou o histórico de demissões e insegurança entre os habitantes da região.
Morador do assentamento Serra Negra, em Floresta (PE), Luiz Henrique da Silva, de 47 anos, trabalhou na obra por quatro meses. Com a paralisação, voltou à roça diante da falta de oportunidades. "Não há segurança", diz.
Gilberlândio Bezerra Resende, de 25 anos, morador de Custódia (PE), trabalha pela terceira vez no mesmo trecho da obra, no lote 10. Na última paralisação foi para o Rio de Janeiro atrás de emprego, mas voltou há três meses. "A obra toda vez começa e para. Tomara que não pare mais daqui pra frente para ter mais emprego para nós", afirma.
Sem receber. Entre os vizinhos do canal há ainda relatos sobre o não pagamento por serviços prestados a empresas terceirizadas. Pedro dos Santos Landim Neto, de 22 anos, morador de Cabrobó (PE), conta ter atuado como vigia para uma dessas subcontratadas. Como era diarista, não teve a carteira assinada e afirma ter ainda dois meses de salário a receber.
Os questionamentos sobre o andamento da obra de transposição podem colocar em jogo o prestígio da presidente em uma região na qual teve votação expressiva em 2010. Em cinco cidades de Pernambuco pelas quais passa a obra, Dilma obteve porcentuais de votação entre 78% e 89% em 2010. A petista tentará reeleição no ano que vem.
O governo federal promete que o ritmo da transposição será acelerado. Segundo o Ministério da Integração, responsável pelo empreendimento, o prazo de entrega, previsto para 2015, será cumprido porque todos os contratos serão assinados até junho deste ano e terão duração máxima de 30 meses.
A paralisia afeta hoje a maior parte dos 16 lotes nos quais o empreendimento foi dividido. No eixo leste não há qualquer atividade no primeiro lote entregue à iniciativa privada, em Floresta (PE), o que levanta dúvidas se a água chegará até o fim do canal, em Monteiro (PB). No eixo norte, as obras estão em andamento no começo do canal, em Cabrobó (PE) e Salgueiro (PE), mas no Ceará a paralisia afeta desde a primeira cidade, Penaforte (CE). Apenas em túneis nas cidades de Jati (CE) e Mauriti (CE) há homens trabalhando. Nesse trecho, a intenção é levar água até Cajazeiras (PB).
Abandono. Em vários lugares da transposição houve o desmatamento, a explosão dos canais e algumas escavações, mas o trabalho parou e não há sinal de movimentação de máquinas. Grandes obras de engenharia como barragens e aquedutos estão longe de sua conclusão. A pasta da Integração diz que estão previstos 12 aquedutos, mas só quatro estão concluídos. Não há nenhuma estação de bombeamento pronta.
Há ainda trechos em que o trabalho realizado terá de ser feito novamente. Em Sertânia (PE), no lote 11, há um trecho de aproximadamente um km em que os canais de concreto estouraram, a vegetação retomou seu espaço em meio ao canal e mantas impermeabilizantes foram cortadas. Moradores afirmam que a obra está abandonada há três anos e lamentam a baixa qualidade do serviço feito. "Agora está tudo assim quebrado e vai ter que fazer tudo de novo", diz Damião Serafim dos Santos, 59 anos, morador do sítio Brado Novo, nas proximidades do canal.
Poucos. No trecho que esteve sob responsabilidade da empreiteira "inidônea" Delta, o lote 6, em Mauriti (CE), a situação se repete com trechos de canais estourados nos primeiros quilômetros da obra. O Estado já tinha constatado situação semelhante em Custódia (PE) em 2011, trecho que foi refeito no lote, que teve as obras retomadas, mas com poucos funcionários.
Moradores relatam ainda existirem pendências em fases que deveriam ser anteriores à obra, como o acordo para indenizações. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cabrobó (PE), Antônio de Nestor, afirma que uma mobilização de 2 mil agricultores estava preparada para ocorrer nos próximos dias com uma invasão do canteiro de obras do lote 1, que fica na cidade. Os pequenos produtores cobram indenizações e ressarcimentos por danos a residências, além dos assentados que desejam ter os mesmos benefícios dados aos proprietários. A manifestação foi suspensa porque a negociação foi retomada com o ministério. No assentamento Serra Negra, em Floresta (PE), até hoje não foi resolvida a questão de três casas e um posto de saúde que ficam na rota do canal, como o Estado revelou em 2011. As obras estão paralisadas na região.
Com o acúmulo de problemas, moradores das margens do canal culpam a presidente pela paralisação. "Tem que cutucar a Dilma, com ela tudo aqui parou, com o Lula estava andando", diz Adauto Joaquim de Araújo, 69 anos, morador de Roça Velha, Floresta (PE).
"Queria ter condição de falar com a presidente Dilma sobre os problemas que estamos passando. Não veio emprego, só prejuízo", resume Rosalina Maria dos Santos, 48 anos, moradora de Curralinho, em Cabrobó (PE). "Quando chegou o movimento pensei que a obra ia sair rápido, mas parece que desistiram", constata Antônio Alves Neto, 50 anos, de Mauriti (CE).
O secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Francisco Teixeira, afirma que a transposição do Rio São Francisco será acelerada nos próximos meses "sem os problemas do passado". "Não enxergo possibilidade de um novo adiamento porque vamos tocar a obra agora acelerando o ritmo e sem os problemas do passado. Esse cenário não irá se repetir", afirma o secretário da pasta responsável pela principal obra do Programa de Aceleração do Crescimento no Nordeste.
De acordo com Teixeira, a obra de transposição desacelerou nos últimos anos por diversos fatores. "Foram encontradas lacunas no projeto básico, não cabia todo o trabalho nos primeiros contratos e havia preços considerados irreais mesmo na época", diz.
O secretário de infraestrutura afirma ainda que os primeiros anos do governo Dilma Rousseff serviram para fazer essa renegociação com as empresas, organizar novas licitações sobre as partes em que não houve acordo e resolver problemas de desapropriações ainda pendentes do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
A baixa execução orçamentária em 2011 e 2012 seria uma consequência desse processo. Em 2013, a queda se deveria ao fato de alguns trechos já terem as obras perto do final e outros ainda em retomada, o que teria provocado um "hiato" nos pagamentos a ser superado nos próximos meses.
Para justificar a manutenção do prazo de entrega para 2015, o governo afirma que todos os contratos para a construção dos 477 km dessa primeira etapa da transposição serão assinados até 30 de junho e terão duração máxima de 30 meses. O projeto prevê ainda outras obras em trechos que irão para o interior do Ceará e do Rio Grande do Norte, mas ainda não há tais licitações. Com esses trechos a transposição ultrapassará os 600 quilômetros previstos, mas não há prazo para essa fase.
O Ministério da Integração reitera que as empresas serão responsáveis por ressarcir os prejuízos onde o trabalho feito começa a se perder; nos casos mencionados em que as empresas não atuam mais na obra, a União será ressarcida caso tenha de refazer os trechos. A pasta afirma que atualmente há 4,9 mil trabalhadores na obra e estima um aumento de 50% até julho de 2013. O Ministério ressalta também que há no projeto um programa para garantir acesso à água aos moradores que estão numa faixa de cinco quilômetros nas margens do canal. / E.B.
De Eduardo Bresciani, de Setânia, Pernambuco, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Deputados têm direito a serviço vip em aeroporto de Brasília
Não enfrentar filas para viajar, problemas para despachar bagagens ou ter que chegar com antecedência para embarcar em um voo são para poucos. Mas as medidas estão disponíveis para os 513 deputados federais.
Além do Senado, a Câmara mantém cinco funcionários contratados para facilitar as viagens dos deputados, com salários líquidos que variam de R$ 8,7 mil a R$ 11,9 mil mensais.
A Folha mostrou na terça-feira que o Senado mantém serviço semelhante, com nove funcionários contratados para fazer check-in e despachar malas dos senadores --com remunerações líquidas entre R$ 14 mil e R$ 20 mil.
Só com os alugueis das salas vips, o Congresso gasta por ano R$ 142,3 mil. A Câmara paga por mês à Inframérica, consórcio que administra o aeroporto de Brasília, R$ 7,5 mil por mês por uma sala de 43 m2.
O Supremo Tribunal Federal, o Itamaraty e o Superior Tribunal de Justiça também alugam salas no aeroporto com as mesmas funções.
A Câmara afirma que o serviço tem o objetivo de dar "suporte e recepção de parlamentares, autoridades e convidados que participam de eventos na instituição", como audiências públicas e sessões solenes.
Segundo a assessoria de imprensa da Casa, os servidores são comissionados e trabalham vinculados à diretoria-geral em sistema de escala ao longo da semana, inclusive nos fins de semana.
Segundo relatos de deputados que frequentam a sala, o espaço tem computadores e local para reuniões reservadas. Além dos congressistas, convidados da instituição têm acesso ao local e às facilidades de check-in.
O deputado Renato Andrade (PP-MG), que utilizava a sala, defendeu o serviço ao afirmar que os congressistas têm uma agenda apertada, o que os impede, em diversas ocasiões, de seguir os trâmites normais de embarque.
"É uma facilidade para a gente, mas sabemos que isso custa muito para o país. Os salários estão fora da realidade", admitiu.
Andrade disse que essa foi a terceira vez que recorreu aos auxiliares de check-in porque estava atrasado para pegar o voo --depois de participar da posse do novo ministro Guilherme Afif Domingos (Secretaria da Micro e Pequena Empresa). "Sem eles, eu teria perdido o voo. Cheguei em cima da hora."
O serviço funciona da seguinte forma: o gabinete do deputado entra em contato com os funcionários, por telefone ou e-mail, solicitando o check-in. Após o pedido, os servidores confirmam o embarque nos balcões das companhias aéreas ou nos caixas espalhados pelo aeroporto. A única preocupação para o deputado é embarcar.
Um dos funcionários, que não quis revelar seu nome, disse que trabalha há mais de 30 anos na Câmara com essa função. O servidor afirmou que o serviço foi criado para evitar "confusões" entre os deputados que chegavam atrasados e queriam usar do cargo para furar filas.
Os servidores defendem os altos salários com o argumento de que a função envolve "muita responsabilidade", com jornadas que vão das 7h às 21 horas.
De Márcio Falção, Gabriela Guerreiro, de Brasília, jornal FOLHA DE SÃO PAULO
sábado, 4 de maio de 2013
Fabricante de Continental e Dako faz pedido de recuperação judicial
SÃO PAULO - A fabricante de eletrodomésticos Mabe Brasil, pertencente ao grupo mexicano de mesmo nome, informa que entrou com pedido de recuperação judicial hoje, em Hortolândia (SP). A empresa tem fábricas em Campinas, Hortolândia e Itu, esta última fechada como parte deste processo.
A operação da Mabe no Brasil, que fabrica produtos de linha branca das marcas GE, Dako e Continental, “está com problemas relacionados à sua liquidez e condições próprias do mercado brasileiro, que afetam a viabilidade econômica da companhia”, informou a companhia por meio de nota.
No comunicado, a empresa diz que o processo de recuperação judicial tem a finalidade de sanear, estabilizar e dar continuidade à operação, para torná-la viável. “Vamos reestruturar a operação e cumprir com os compromissos adquiridos com consumidores, clientes, fornecedores, empregados e autoridades”, informou a empresa.
Demissões
O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região afirma que a empresa demitiu 1.292 trabalhadores em suas fábricas de Itu e Campinas.
Segundo Claudio Rabelo Oliveira, sindicalista e funcionário da Mabe, foram demitidos 1,2 mil trabalhadores da fábrica de Itu. Além desses, foram demitidos outros 92 funcionários administrativos da fábrica de Campinas, onde os trabalhadores estão acampados em protesto pela decisão.
As fábricas de Campinas e Hortolândia têm juntas 2,6 mil trabalhadores que entraram em férias coletivas no dia 20 de abril e deveriam ter voltado ao trabalho ontem, dia 2. “Mas as fábricas não retomaram as atividades alegando falta de matéria-prima”, disse Oliveira.
Mercado e investimentos
No Brasil, a Mabe detém cerca de 20% do mercado de linha branca, que é liderado pela multinacional americana Whirlpool, com 40%. Em segundo lugar está a sueca Electrolux, que detém 30%.
Em entrevista ao Valor, em março, a empresa anunciou investimento de R$ 5 milhões no lançamento de uma nova linha de eletrodomésticos premium — a Continental One.
O Brasil representa 25% do faturamento mundial da fabricante, de US$ 4 bilhões em 2012, e é o maior mercado, à frente do México.
Procurada para comentar a decisão, a empresa disse que não vai se manifestar até que seja definida a estratégia de recuperação.
De Andréa Licht, jornal VALOR ECONÔMICO
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domingo, 24 de fevereiro de 2013
Usuários reclamam das péssimas condições do metrô de Teresina
O metrô de Teresina, ampliado há dois anos, ainda guarda muitos problemas. As condições de funcionamento dos trens, falta de segurança e a demora na espera pelo transporte são as principais reclamações entre os usuários. Com a projeção inicial de transportar até 30 mil pessoas, o metrô não chega a atender nem 1/3 dos passageiros previstos na capital...
De Ellyo Teixeira, portal G1 PIAUÍ
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