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sexta-feira, 7 de julho de 2017
De 'Brasil-mania' a 'Brasil-náusea', país encolhe e vive seu pior momento no G20
Depois de quase desistir de comparecer à cúpula anual do G20, na Alemanha, o presidente Michel Temer, denunciado por corrupção passiva, chegou a Hamburgo, Alemanha, sem o brilho de quase uma década atrás, quando a ascensão do grupo coincidiu com o auge de visibilidade do país no mundo.
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Seu fortalecimento, em contraponto ao G8 - formado pelos países mais ricos do mundo e a Rússia - seguiu-se à percepção de que não seria possível encontrar saídas para a turbulência econômica sem a participação das grandes nações emergentes, como China, Índia e Brasil, que apresentavam altas taxas de expansão do PIB.
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"Os anos de 2008 e 2009 eram o momento da 'Brasilmania', com a estátua do Cristo Redentor decolando do topo da montanha do Corcovado na capa da revista inglesa The Economist. Agora, acho que estamos numa fase de 'Brasil-náusea', colocando para fora problemas como populismo político, irresponsabilidade fiscal e um sistema de economia política de compadrio", afirma Marcos Troyjo, diretor do BricLab da Universidade de Columbia, nos EUA.
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"Temer não terá muita voz ou influência na reunião. O Brasil não desempenha hoje nenhum papel importante nos assuntos econômicos mundiais. A crise de governo, os retrocessos econômicos e os escândalos de corrupção fizeram com que a maioria dos principais países do mundo e agências internacionais se tornasse cautelosa sobre manter relações próximas com o Brasil."...
De Mariana Schreiber, BBC Brasil a Hamburgo, Alemanha
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Ministro da Fazenda cita Chico Buarque para negar 'erro' na economia
Com projetos do pacote de ajuste fiscal em ritmo lento no Congresso e sob "fogo amigo" de setores da base aliada e do próprio PT, Levy se disse "otimista" e citou a aprovação pela Câmara dos Deputados, na semana passada, de projeto que para regularização de recursos de brasileiros não declarados no exterior, uma das medidas da cesta de austeridade.
O ministro relacionou à atual recessão no país – o PIB deve cair ao menos 2,8% em 2015, pela previsão oficial – ao ambiente de incerteza gerado pelo ajuste fiscal e medidas que precisam ser aprovadas. Citou até trechos de A Banda, de Chico Buarque, para explicar sua tese.
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Sobre informações veiculadas na imprensa atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria dito que o ministro tem "prazo de validade vencido", Levy afirmou que "certas coisas não são verificáveis", mas pontuou: "Nunca tive grandes diferenças com o presidente Lula".
De Thiago Guimarães, BBC BRASIL
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domingo, 15 de novembro de 2015
G20 fecha cerco contra ‘brechas’ usadas por multinacionais para pagar menos impostos
Espera-se que os líderes das 19 economias mais poderosas e da União Europeia deem o aval para a largada de um plano de ação contra práticas artificiais ou por meio de lacunas na legislação que multinacionais usam para diminuir sua base tributável ou transferir lucros para filiais em paraísos fiscais.
Após o G20 se tornar uma cúpula de líderes, na crise econômica de 2008-09, um dos objetivos passou a ser justamente redesenhar a arquitetura financeira internacional para tentar "domar” o capital que circula pelo mundo e avançar na chamada "tributação dos ricos”.
A estimativa da OCDE (organismo que reúne sobretudo países desenvolvidos) é que as corporações transnacionais deixem de pagar US$ 240 bilhões por ano, ou 10% da receita global de impostos, por meio de estratégias agressivas de planejamento tributário. Que podem ser ilegais, mas na maior parte dos casos usam brechas nas regras locais...
De notícias, BBC BRASIL
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sábado, 15 de novembro de 2014
Anfitriã do G20, Austrália tem problemas parecidos ao Brasil, mas desempenho econômico melhor
A Austrália – país que preside atualmente o G20 – é, como o Brasil, um grande exportador de minérios e de produtos agrícolas e também sofre o impacto da queda nos preços das commodities.
Mas esse problema não afeta os dois países da mesma maneira: a economia australiana vem crescendo a taxas maiores do que a brasileira.
Desde 2012, o PIB da Austrália cresce mais do que o brasileiro. Neste ano, a economia australiana deve registrar expansão de 3,1%, enquanto a brasileira deve aumentar apenas 0,3%, menos do que a zona do euro em crise, segundo previsões da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Entre os países do G20 (grupo que reúne os países mais ricos), a Austrália só deverá crescer menos do que a China, Índia, Indonésia e Coreia do Sul em 2014.
Nos próximos dois anos, segundo previsão da OCDE, o PIB da Austrália deverá continuar crescendo a taxas superiores às do Brasil (1,5% em 2015 e 2% em 2016).
Como o Brasil, a Austrália desfrutou de um longo período de preços internacionais favoráveis e de forte aumento da demanda de algumas matérias-primas consideradas chave, como o minério de ferro.
Existem duas razões que explicam o bom desempenho da economia australiana apesar da queda nos preços internacionais de algumas commodities, disse à BBC Brasil Phil Hemmings, economista sênior da OCDE, especialista nesse país...
De Daniela Fernandes, BBC
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