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quinta-feira, 21 de março de 2013

Moody’s rebaixa notas de BNDES, BNDESPar e Caixa



RIO – A Moody’s rebaixou nesta quarta-feira as notas do BNDES, de seu braço de investimento em participações, BNDESPar, e da Caixa Econômica Federal, citando como motivo o envolvimento das instituições nas “políticas anticíclicas” do governo brasileiro. A agência de classificação de risco diminuiu o rating de longo prazo do BNDES, do BNDESPar e da Caixa de A3 para Baa2, ambos com perspectiva estável. O rebaixamento representa uma queda de dois níveis no sistema de classificação da agência.

A Moody’s lembra que o BNDES e a Caixa são controladas pelo governo e seu engajamento nas medidas para minimizar os efeitos da crise internacional tem resultado num “significativo aumento” nos empréstimos e nos ativos das instituições, mas também em “índices de capital mais magros”.

“Ao mesmo tempo, o governo tem exigido que BNDES e Caixa contribuam com um crescente montante de dividendos, enquanto repõe o capital do banco com injeções de capital não líquido. Esta prática tem resultado em níveis de capital relativamente baixos, que limitam a capacidade dos bancos de absorver perdas em situações de estresse, enfraquecendo sua posição de crédito”.

A estratégia de alto crescimento também introduz uma maior oscilação para os balanços do BNDES e da Caixa, bem como de seus resultados, afirmou a Moody’s.


De economia, jornal O GLOBO

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Procurador do caso Lula é escolhido por sorteio em Minas Gerais



O procurador da República que poderá propor ação contra o ex-presidente Lula e torná-lo réu num processo derivado do mensalão já serviu aos governos do PSDB e do PT antes de chegar ao Ministério Público Federal, em 2004.

Leonardo Augusto Santos Melo, 36, foi o escolhido por sorteio na Procuradoria da República em Minas para analisar o depoimento do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza acusando Lula de envolvimento com o mensalão.

Ele foi advogado da estatal Caixa Econômica Federal em 2001 e 2002 e em seguida ingressou por concurso na procuradoria da Advocacia-Geral da União, ainda no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Melo ficou na AGU, lotado no INSS, até 2004, quando o país já era governado pelo petista Lula (2003-2010). No ano anterior, ele prestou concurso no Ministério Público Federal (MPF), foi aprovado e ingressou na Procuradoria da República em Minas.

Ele começou em Uberlândia e passou pela procuradoria em Varginha, antes de chegar a Belo Horizonte, onde agora coordena o núcleo do Patrimônio Público da Procuradoria da República em Minas Gerais.

Mineiro, formado em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Melo completará em 15 de março nove anos no MPF-MG.

Coube a ele averiguar a suposta ligação do ex-presidente da República com o mensalão. Terá de analisar ao menos 13 mil páginas de documentos para verificar se há conexão de Lula com o esquema, como afirmou Valério. Por causa do grande volume de trabalho, não há prazo para ele concluir as análises.

Em setembro passado, quando a ação principal do esquema de corrupção montado pelo PT estava sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal, Valério, condenado a 40 anos de prisão, procurou a Procuradoria Geral da República para acusar Lula.

Em depoimento, o empresário disse que o ex-presidente sabia da existência do esquema e que recursos do mensalão teriam custeado despesas pessoais do petista em 2003, quando já ocupava a Presidência.

O advogado Marcelo Leonardo, que defende Valério, não comenta o depoimento do seu cliente. Sobre Melo, diz se tratar de "um bom procurador".

O trabalho inicial de Melo será checar as seis ações em Minas Gerais decorrentes de desmembramentos do mensalão, das quais Valério já foi condenado em duas.

Há mais documentos em procedimentos de investigação que não viraram ação e que poderão ser manuseados novamente, o que aumentaria muito mais o volume de páginas a analisar.

Se encontrar conexão, Melo poderá propor ação contra Lula.

O pedido de averiguação foi enviado à Procuradoria em Minas Gerais pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Por ser ex-presidente, Lula não tem direito a foro privilegiado.


De Paulo Peixoto, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mantega prevê PIB de 4% e diz que juros de bancos públicos cairão mais


Ministro da Fazenda deu entrevista exclusiva ao G1. Ele atribuiu críticas da mídia britânica a 'interesse dos especuladores'.


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta quinta-feira (27) que mantém em 4% sua previsão para o crescimento da economia brasileira, valor que está acima dos 3,3% de expansão estimados pelo mercado financeiro para o ano que vem. Disse também que os bancos públicos – Banco  do Brasil e Caixa – continuarão a reduzir taxas de juros.
"Em 2013, a economia vai começar muito melhor do que começou em 2011. Em 2011, os juros estavam altos. Tínhamos algum tributo que estamos tirando. Não tinha redução de energia elétrica e o câmbio estava desfavorável".
Segundo Mantega, o ano de 2013 começará com "condições muito melhores". "Vamos ter redução de energia elétrica, vamos começar com os juros mais baixos da nossa história, ou seja, com custo financeiro reduzido, com um câmbio mais elevado, a R$ 2, R$ 2 e pouquinho [cotação do dólar]. Em janeiro de 2012, era de R$ 1,65", afirmou o ministro da Fazenda.
Em sua visão, a taxa de câmbio pouco acima de R$ 2 por dólar dá mais competitividade para o setor industrial. "Então, nós terminamos este ano com o setor industrial crescendo 1,5% no terceiro trimestre e com a agricultura está indo bem. E esperamos uma melhoria do setor de serviços, que no terceiro trimestre deixou a desejar [no terceiro trimestre de 2012]", acrescentou.
De  Economia, GLOBO NEWS