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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tesouro reduz juros de dívida do BNDES


Secretário do Tesouro, Arno Augustin, confirmou que a reestruturação foi feita para ajudar o BNDES na estratégia do governo de aumentar a oferta de crédito para investimentos

Mesmo sob pressão do Tribunal de Contas da União (TCU), o governo resolveu fazer uma reestruturação de parte da dívida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o Tesouro Nacional em condições mais vantajosas para o banco estatal.
O secretário do Tesouro, Arno Augustin, confirmou à Agência Estado que a reestruturação foi feita para ajudar o BNDES na estratégia do governo de aumentar a oferta de crédito para investimentos.
"Como o custo ficou alto para o banco, nós reduzimos um pouco, porque achamos que manter aquelas taxas de juros originais não era a melhor política", explicou Augustin.
Os contratos mais antigos, assinados em 2009, quando a equipe econômica iniciou uma política mais agressiva de estímulo ao aumento do crédito para investimentos, foram renegociados com taxas mais baratas. O montante dos empréstimos renegociados já chega a R$ 28,8 bilhões.
Os primeiros financiamentos foram concedidos com uma taxa de remuneração que somava a variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 2,5% ao ano. Com a reestruturação, a taxa de correção será apenas a TJLP, mesma remuneração que corrige os empréstimos mais novos.
Desde 2009, o governo já autorizou o repasse de R$ 285 bilhões ao banco de fomento. A última parcela - de R$ 15 bilhões - foi liberada no último dia útil do ano que terminou.
De acordo com o secretário Arno Augustin, os empréstimos do Tesouro ao BNDES têm como objetivo garantir taxas de juros mais baixas para os investimentos no Brasil.
Augustin ressaltou que os empréstimos antigos já estariam com juros acima da taxa básica de juros (taxa Selic), que está hoje em 7,25% ao ano. A TJLP está hoje em 5%.
"Não nos interessa ter uma taxa alta. Queremos basicamente dar uma estrutura de funding para o BNDES ter financiamentos mais baratos para a indústria brasileira", justificou Augustin.
O secretário do Tesouro afirmou ainda que a reestruturação da dívida não está relacionada à necessidade de aumento de capital para atender as novas regras fixadas no acordo Internacional de Basileia.
Mas ele confirmou que novas capitalizações deverão ser feitas pelo Tesouro para adequar todos os bancos públicos aos novos limites do acordo.
"Pode ter capitalizações do BNDES, da Caixa. Tudo isso vamos estudar", afirmou. Segundo ele, o governo estuda o melhor desenho para atender os novos limites de capital. Ele explicou que o BNDES poderá ser capitalizado pelo Tesouro por meio de ações, como quer o banco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De Economia, IG.COM

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mantega prevê PIB de 4% e diz que juros de bancos públicos cairão mais


Ministro da Fazenda deu entrevista exclusiva ao G1. Ele atribuiu críticas da mídia britânica a 'interesse dos especuladores'.


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta quinta-feira (27) que mantém em 4% sua previsão para o crescimento da economia brasileira, valor que está acima dos 3,3% de expansão estimados pelo mercado financeiro para o ano que vem. Disse também que os bancos públicos – Banco  do Brasil e Caixa – continuarão a reduzir taxas de juros.
"Em 2013, a economia vai começar muito melhor do que começou em 2011. Em 2011, os juros estavam altos. Tínhamos algum tributo que estamos tirando. Não tinha redução de energia elétrica e o câmbio estava desfavorável".
Segundo Mantega, o ano de 2013 começará com "condições muito melhores". "Vamos ter redução de energia elétrica, vamos começar com os juros mais baixos da nossa história, ou seja, com custo financeiro reduzido, com um câmbio mais elevado, a R$ 2, R$ 2 e pouquinho [cotação do dólar]. Em janeiro de 2012, era de R$ 1,65", afirmou o ministro da Fazenda.
Em sua visão, a taxa de câmbio pouco acima de R$ 2 por dólar dá mais competitividade para o setor industrial. "Então, nós terminamos este ano com o setor industrial crescendo 1,5% no terceiro trimestre e com a agricultura está indo bem. E esperamos uma melhoria do setor de serviços, que no terceiro trimestre deixou a desejar [no terceiro trimestre de 2012]", acrescentou.
De  Economia, GLOBO NEWS

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Taxas de juros do crédito têm alta em novembro, apura Anefac

A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou elevação de 0,13 ponto porcentual em novembro, o que corresponde a uma alta de 2,36% no mês, passando de 5,50% mensal  


SÃO PAULO - As taxas de juros nas operações de crédito tiveram alta em novembro ante outubro, tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica, aponta a Pesquisa Mensal de Juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Essa alta interrompe sequência de quatro reduções consecutivas, sendo que neste ano foram registradas oito quedas.
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De Guilherme Waltenberg, da Agência Estado, JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO