Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Ações da Petrobras atingem Volume Morto

Operadores da Ibovespa fizeram um minuto de silêncio

ABREU E LIMA - Após permitir que os recursos da companhia escoassem pelo ralo, o Conselho da Petrobras admitiu que as ações da empresa atingiram, pela primeira vez, o Volume Morto. "Estamos estudando o bombeamento via BNDES", explicou Graça Foster, enquanto trocava duas ações majoritárias por uma média requentada numa padaria.

O Conselho da empresa estuda ainda a aquisição de uma bacia hidrogáfica no deserto do Atacama. "O investimento inicial para perfurarmos o local em busca de contratos aditivados foi orçado em R$ 44 bilhões, mas estamos negociando. A ideia é fechar em torno de 86 bilhões", explicou Patrício Antunes, diretor de Ílicitos.

Graça Foster espera que outro recorde importante seja alcançado esta semana. "Além da marca histórica do Volume Morto, nossas ações estão prestes a atingir um nível mais baixo do que esta edição do Big Brother", comemorou.

De economia, THE HERALD, REVISTA PIAUI, ESTADÃO

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Cortes devem envolver redução de subsídios financeiros, diz Mantega


SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou nesta sexta-feira uma redução no papel que os bancos públicos vêm desempenhando na política econômica e afirmou que os cortes de despesas em estudo pelo governo devem envolver a redução de subsídios financeiros.

Falando a jornalistas depois de fazer uma apresentação em evento em São Paulo, Mantega citou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social como um exemplo de onde poderia ocorrer essa redução. O BNDES tem uma série de programas de financiamento com juros abaixo da taxa básica Selic, incluindo a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e recebido injeções de recursos do Tesouro Nacional.

O ministro disse que o papel dos bancos públicos no crédito é "fundamentalmente" anticíclico e lembrou que na fase mais aguda da crise financeira internacional, o crédito privado secou e foi preciso que os bancos públicos assumissem um protagonismo...

De Asher Levine, REUTERS BRASIL

quinta-feira, 21 de março de 2013

Moody’s rebaixa notas de BNDES, BNDESPar e Caixa



RIO – A Moody’s rebaixou nesta quarta-feira as notas do BNDES, de seu braço de investimento em participações, BNDESPar, e da Caixa Econômica Federal, citando como motivo o envolvimento das instituições nas “políticas anticíclicas” do governo brasileiro. A agência de classificação de risco diminuiu o rating de longo prazo do BNDES, do BNDESPar e da Caixa de A3 para Baa2, ambos com perspectiva estável. O rebaixamento representa uma queda de dois níveis no sistema de classificação da agência.

A Moody’s lembra que o BNDES e a Caixa são controladas pelo governo e seu engajamento nas medidas para minimizar os efeitos da crise internacional tem resultado num “significativo aumento” nos empréstimos e nos ativos das instituições, mas também em “índices de capital mais magros”.

“Ao mesmo tempo, o governo tem exigido que BNDES e Caixa contribuam com um crescente montante de dividendos, enquanto repõe o capital do banco com injeções de capital não líquido. Esta prática tem resultado em níveis de capital relativamente baixos, que limitam a capacidade dos bancos de absorver perdas em situações de estresse, enfraquecendo sua posição de crédito”.

A estratégia de alto crescimento também introduz uma maior oscilação para os balanços do BNDES e da Caixa, bem como de seus resultados, afirmou a Moody’s.


De economia, jornal O GLOBO

domingo, 17 de março de 2013

Miriam Leitão: "A economia está vivendo uma série de encrencas, das quais não se sabe como sairá"



Os números e os fatos

A economia brasileira está numa certa encrenca. O Banco Central admite que a inflação está alta e se acomodando num patamar mais elevado, mas demonstra ter limitações para fazer seu trabalho. Os juros foram politizados e a presidente está em campanha para a reeleição. O BNDES tem errado, persistido no erro e mesmo assim está convencido de que está certo.
A ata do Copom tem um parágrafo surrealista. O BC admite que a inflação está espalhada e resistente. Que a dinâmica é desfavorável, que o fenômeno pode não ser temporário e que a inflação pode se acomodar em patamar mais alto. Dito isso, a conclusão só pode ser elevação de juros, a ferramenta que se tem para lutar contra o problema. Mas ele conclui que a política monetária deve ser usada com cautela.
Em outro momento da ata o BC diz que trabalha com a hipótese de R$ 155,9 bilhões de superávit primário este ano e de 3,1% do PIB no ano que vem. Nesse ponto mostra um espantoso alheamento da realidade. Como todos viram, a Fazenda mudou tanto a fórmula das contas públicas que os indicadores perderam parte da consistência e, além disso, está dando sucessivos sinais de que o superávit primário será reduzido.
O próprio BC fez uma mudança de termômetro desconcertante. Quem for, daqui a alguns anos, ler as atas para alguma tese acadêmica ou à procura de uma série estatística, ficará confuso. Na ata de janeiro, está escrito que a inadimplência total tinha recuado de 5,9% para 5,8% e o calote das pessoas físicas tinha aumentado de 7,8% para 7,9%. Na ata seguinte, de março, milagrosamente a taxa geral ficou estável em 3,7% e a de pessoa física ficou estável em 5,5%.
Como assim a inadimplência caiu tanto de uma reunião para outra? Simples. O termômetro foi alterado. E por uma mera nota publicada pelo BC mudaram-se os critérios. O BC passou a misturar crédito livre, que envolve as operações comuns de mercado, com crédito direcionado, subsidiado pela Caixa, principalmente para financiamento imobiliário e crédito rural. Fez a inadimplência da pessoa física cair de 7,9% para 5,5%. Assim fica fácil.
Os economistas têm dificuldade de explicar de onde virá o crescimento. Há expectativa de que a indústria e os investimentos voltem a crescer. Mas, quando se olha setor a setor, o quadro não é bom. O segmento de petróleo e gás ficou cinco anos sem rodadas de licitação. A torcida é para que a atual dê certo. A Petrobras enfrenta queda da produção e viu seu caixa sangrar com o subsídio da gasolina. As ações da OGX caíram para o patamar mais baixo da história. A indústria do álcool está com mais esperança, mas enfrenta competição desleal do combustível fóssil. A construção civil cresceu demais e enfrenta desafios da mão de obra. O momento é de entrega de projetos, redução de dívidas, e não de novos lançamentos.
O custo do frete para exportação da soja aumentou 50%, segundo a AEB. No início de 2012, o transporte da tonelada do grão, do interior do Mato Grosso ao porto de Santos, custava US$ 100. Este ano bateu em US$ 150 porque o diesel ficou mais caro, houve mudança na legislação trabalhista dos motoristas e os gargalos na infraestrutura provocam filas de caminhões. O real desvalorizou. Tudo isso gera custo.
A bolsa é termômetro de confiança porque investidores tentam antecipar períodos de crescimento que aumentem os lucros. O Ibovespa está em queda de 6%. Outras bolsas estão melhores. O Dow Jones, da bolsa americana, sobe 11% no ano e atingiu o pico.
O BNDES colhe sucessivas controvérsias e insucessos na política de campeões nacionais, o BNDESpar aumentou a concentração de suas participações. Continua emprestando muito a poucos. Seus números gordos de liberação desafinam diante da queda de 4% na taxa de investimento. Com todo esse quadro, tudo o que se pode dizer é que a economia está vivendo uma série de encrencas, das quais não se sabe como sairá.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

BNDES desembolsa R$ 156 bilhões em 2012, alta de 12% sobre 2011



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 156 bilhões em 2012, uma alta de 12% em relação a 2011, informou a instituição nesta terça-feira (22). Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foram liberados para micro, pequenas e médias empresas R$ 50,1 bilhões, um recorde na história do banco. Somente em dezembro, os desembolsos do BNDES atingiram R$ 34,2 bilhões, outro recorde do banco, segundo Coutinho.

Coutinho ressaltou ainda, ao divulgar o desempenho do banco em 2012, que as consultas tiveram alta de 60%, na comparação com o ano anterior, somando R$ 312,3 bilhões, assim como as aprovações, que cresceram 58% (R$ 260,1 bilhões), o que mostra uma tendência de aceleração dos investimentos de 2013.
"Não só as consultas aumentaram em volume, mas em qualidade, o que é muito importante, pois siginifica grandes projetos", explicou Coutinho.
Juntas, indústria e infraestrutura somaram 65% (R$ 100 bilhões) do total desembolsado pelo banco em 2012. Na infraestrutura, energia elétrica (com R$ 18,9 bilhões) e
transporte rodoviário (R$ 15,5 bilhões) liderara, enquanto química e petroquímica (R$ 8,5 bilhões) e material de transporte (R$ 7 bilhões) foram os  destaque das liberações para a indústria em 2012. O setor de serviços fechou o ano com desembolsos de R$ 44 bilhões, ou 28% do total desembolsado pelo banco em 2012.
"O bom desempenho do banco em 2012 é resultado, em grande parte, do
conjunto de medidas adotadas pelo Governo Federal para estimular o crescimento
dos investimentos no país", afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho,
em coletiva no Rio de Janeiro. (...)

De Lilian Quaino, economia, Portal G1 GLOBO

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Lupi mantém renda ligada ao cargo do qual foi demitido


Exonerado pela presidente Dilma Rousseff no fim de 2011 após denúncias de irregularidades, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi permanece como conselheiro do BNDES na vaga destinada ao representante do ministério.

No cargo, ele recebe cerca de R$ 6.000 por mês, pagos trimestralmente. A nomeação foi feita pela própria presidente, quando ele ainda era ministro do Trabalho.

A assessoria do atual ministro, Brizola Neto, informou ontem que pediu à Presidência em junho de 2012 a substituição de Lupi. A Presidência ainda não se manifestou sobre o pedido.

"Olha, eu não sei [explicar a permanência no cargo]. Você tem que perguntar à direção que me manteve lá até agora. Como eu era indicado pela Presidência da República, enquanto não me tirar, eu estou lá", disse. "Se for da confiança dela [Dilma Rousseff], permaneço", disse à Folha o ex-ministro. (...)


De Venceslau Borlina Filho, Poder, Portal FOLHA

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Imaginação


A imaginosa operação realizada pelo governo para fingir o cumprimento do superavit primário foi irritante.

Teria sido muito melhor para a sua credibilidade reconhecer que, com um crescimento do PIB de 1% e uma queda de 2% na produção industrial, recomenda-se um afrouxamento fiscal e monetário e um estímulo aos investimentos. O aspecto mais preocupante foi a revelação da má qualidade do portfólio do BNDESPar empurrado para a Caixa Econômica Federal.

Tal evidência aconselha que se incluam na dívida líquida alguns dos empréstimos do Tesouro ao banco. Tem razão o TCU quando insiste em tomar conhecimento das garantias oferecidas aos empréstimos do BNDES, o que não está protegido pelo "segredo bancário".

Entretanto, por mais desastrada que tenha sido a operação na essência e na oportunidade, ela está longe de sugerir, como se tem afirmado, que "o governo perdeu o controle fiscal, a última peça restante do tripé". Afinal, terminamos o ano com um deficit nominal em torno de 2,4% do PIB, com uma taxa de inflação de quase 5,8% e com uma relação dívida líquida/PIB em torno de 36%, o que não prenuncia nenhum descontrole. Mas o deficit em conta-corrente de quase 2,5% do PIB sugere algum cuidado.

Há uma angústia provocada pela repetição de "truques" contábeis que, às vezes, chegam à transmutação de dívida pública (chumbo) em receita pública (ouro) graças à obra e à arte de alquimistas na busca da pedra "filosofal" capaz de produzir o "ilusionismo geral". A preocupação é legítima. Eles ameaçam reconstruir relações incestuosas entre o Tesouro Nacional, o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Estamos diante de uma sucessão de "espertezas" capazes de, desapercebidamente, destruir o esforço de transparência que vem sendo preparado desde 1983, que levou à eliminação da famosa "conta-movimento" do BB e culminou na magnífica Lei de Responsabilidade Fiscal, até hoje duramente combatida pelo Partido dos Trabalhadores.
Agora mesmo, o governo introduziu de contrabando, numa medida provisória, um dispositivo prejudicial ao equilíbrio fiscal, o que justifica a tal angústia.

É uma pena. Isso torna ainda mais difícil superar a desconfiança que, hoje, existe entre o setor privado capaz de produzir as obras de infraestrutura e a sua interface no governo. A experiência recente mostrou que esta tem mais "poder" do que "competência", evidenciado no fato de atacar os problemas certos, mas de tentar resolvê-los sempre com mais calor do que luz!


De Antonio Delfin Netto, colunista, Portal FOLHA

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Governo usa "martelo" para fechar a contabilidade





Manobra fiscal: oposição quer ouvir Mantega


PSDB e PPS criticam maquiagem de R$ 200 bi do governo para alcançar meta fiscal e cobram explicações

BRASÍLIA E RIO — Parlamentares da oposição vão chamar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para prestar esclarecimentos em audiências públicas tanto na Câmara quanto no Senado sobre a série de manobras fiscais realizadas pelo governo no afã de cumprir a meta de superávit primário de 2012, a economia feita pelo setor público para o pagamento de juros da dívida. O GLOBO mostrou neste domingo que a maquiagem na contabilidade do governo chegou a R$ 200 bilhões no ano passado, sobretudo devido ao reforço no caixa dos bancos públicos.
 

Nas contas do economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), se a injeção de recursos nos bancos tivesse sido feita de forma convencional, as despesas do governo chegariam a R$ 1 trilhão, e não apenas aos R$ 800 bilhões estimados para 2012. Somente no BNDES, os aportes representaram um subsídio implícito (a diferença dos juros de captação do banco e das taxas a que empresta) de R$ 15 bilhões, valor equivalente ao orçamento de um ano do Bolsa Família.

Para o líder do PSDB, senador Álvaro Dias, a estratégia da equipe econômica de “escamotear a realidade fiscal” terá como consequência uma “herança terrível” para o país, com aumento da dívida pública e impacto na inflação.

Segundo ele, a maquiagem fiscal será uma das preocupações centrais do partido no retorno do recesso parlamentar, em fevereiro, quando deverão ser apresentados para votação os requerimentos de convocação de audiência pública. A proposta é questionar não apenas a “mágica contábil”, mas também os critérios de medição do desempenho da economia. (...)


De Cristiane Bonfanti, Vivian Oswald e Bruno Villas Bôas, Economia, O GLOBO Online

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

BNDES aprova financiamento de R$ 2,4 bi para fábrica da Fiat em Pernambuco


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou há pouco a aprovação de financiamento de R$ 2,4 bilhões para a construção de nova fábrica de automóveis da Fiat, em Pernambuco. A planta terá capacidade para 250 mil unidades por ano e ficará no município de Goiana, informou o banco.

Além da nova unidade produtiva, o projeto contempla a instalação de uma fábrica de motores, um campo de provas, um parque de fornecedores para o desenvolvimento de novos veículos e investimentos sociais na comunidade local. O projeto aprovado pelo BNDES estima a geração de 4,5 mil empregos diretos e 12 mil indiretos no novo polo automotivo.

Segundo o BNDES, o projeto terá ainda impactos sobre as encomendas da indústria de bens de capital. Os investimentos em máquinas e equipamentos nacionais serão de aproximadamente R$ 2,8 bilhões.

O governo de Pernambuco, em parceria com Sesi e Senai, promoveu um programa de qualificação de mão-de-obra local para atuação na construção civil. Além disso, as universidades do Estado de Pernambuco e o Politécnico de Turim, na Itália, promoverão cursos de qualificação para atender às necessidades do polo automotivo.

As obras civis da nova fábrica deverão ser concluídas no primeiro semestre de 2014 e a planta tem previsão de entrada em operação no primeiro semestre de 2015. O projeto inclui a produção de novos modelos para o mercado nacional e para exportação. A fábrica ocupará área de 3,3 milhões de metros quadrados.

Já a fábrica de motores ocupará área de 50 mil metros quadrados e terá capacidade para a fabricação de 150 mil motores/ano e geração de 550 empregos diretos. Os motores serão desenvolvidos visando à redução do consumo de combustíveis e melhora da performance dos veículos. A fábrica será composta de linhas de montagem e uma área de testes.

No campo socioambiental, a Fiat, em parceria com o governo do Estado de Pernambuco, vai construir uma Unidade de Atendimento em Especialidades Médicas no município de Goiana, para consultas, serviços de diagnóstico, orientação terapêutica e cirurgias. O investimento total é estimado em R$ 23 milhões. Além disso, a nova planta industrial utilizará conceitos modernos de sustentabilidade, com reúso da água, aproveitamento de luz natural e da energia solar e coleta seletiva de lixo.


De Agência Estado AE

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tesouro reduz juros de dívida do BNDES


Secretário do Tesouro, Arno Augustin, confirmou que a reestruturação foi feita para ajudar o BNDES na estratégia do governo de aumentar a oferta de crédito para investimentos

Mesmo sob pressão do Tribunal de Contas da União (TCU), o governo resolveu fazer uma reestruturação de parte da dívida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o Tesouro Nacional em condições mais vantajosas para o banco estatal.
O secretário do Tesouro, Arno Augustin, confirmou à Agência Estado que a reestruturação foi feita para ajudar o BNDES na estratégia do governo de aumentar a oferta de crédito para investimentos.
"Como o custo ficou alto para o banco, nós reduzimos um pouco, porque achamos que manter aquelas taxas de juros originais não era a melhor política", explicou Augustin.
Os contratos mais antigos, assinados em 2009, quando a equipe econômica iniciou uma política mais agressiva de estímulo ao aumento do crédito para investimentos, foram renegociados com taxas mais baratas. O montante dos empréstimos renegociados já chega a R$ 28,8 bilhões.
Os primeiros financiamentos foram concedidos com uma taxa de remuneração que somava a variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 2,5% ao ano. Com a reestruturação, a taxa de correção será apenas a TJLP, mesma remuneração que corrige os empréstimos mais novos.
Desde 2009, o governo já autorizou o repasse de R$ 285 bilhões ao banco de fomento. A última parcela - de R$ 15 bilhões - foi liberada no último dia útil do ano que terminou.
De acordo com o secretário Arno Augustin, os empréstimos do Tesouro ao BNDES têm como objetivo garantir taxas de juros mais baixas para os investimentos no Brasil.
Augustin ressaltou que os empréstimos antigos já estariam com juros acima da taxa básica de juros (taxa Selic), que está hoje em 7,25% ao ano. A TJLP está hoje em 5%.
"Não nos interessa ter uma taxa alta. Queremos basicamente dar uma estrutura de funding para o BNDES ter financiamentos mais baratos para a indústria brasileira", justificou Augustin.
O secretário do Tesouro afirmou ainda que a reestruturação da dívida não está relacionada à necessidade de aumento de capital para atender as novas regras fixadas no acordo Internacional de Basileia.
Mas ele confirmou que novas capitalizações deverão ser feitas pelo Tesouro para adequar todos os bancos públicos aos novos limites do acordo.
"Pode ter capitalizações do BNDES, da Caixa. Tudo isso vamos estudar", afirmou. Segundo ele, o governo estuda o melhor desenho para atender os novos limites de capital. Ele explicou que o BNDES poderá ser capitalizado pelo Tesouro por meio de ações, como quer o banco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De Economia, IG.COM

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Análise: 'Estado obeso' não sustenta o investimento e o crescimento do país




No Brasil, o compromisso com a responsabilidade fiscal, formalmente, baseia-se na fixação de metas anuais para o superavit primário do setor público (receitas menos despesas, exceto pagamento de juros sobre a dívida), com o objetivo de promover a redução da relação dívida líquida/PIB.

Desde o segundo governo Lula, essa política vem sendo colocada em xeque com a inclusão de outros compromissos ao lado da agenda de redução da relação dívida/PIB.

A adoção do regime atual data do início do segundo governo FHC. Desde então, o Brasil passou a conquistar credibilidade internacional, o que ampliou as condições de crescimento econômico.

Esse avanço deve ser interpretado como uma mudança positiva e estrutural ocorrida no campo fiscal.

A partir do momento em que os governos Lula e Dilma manifestaram a vontade de promover uma política dita mais desenvolvimentista, outros objetivos foram incluídos no eixo fiscal da política macroeconômica: aumento de investimentos públicos, expansão de desonerações tributárias à indústria nacional e aumento das operações de crédito público com taxas de juros subsidiadas, em ações do BNDES.

Nesse sentido, retomou-se, no Brasil, a ideia de que poderíamos ter uma política fiscal mais "ativa", com a flexibilização das metas de superavit primário.

O abatimento de despesas do PAC na meta e os dividendos pagos pelo BNDES à União permitiram que se fabricasse um resultado superior ao esforço empreendido.

Através da "contabilidade criativa", intensificou-se a estratégia que criticamos em artigo publicado em 2009.

Entre dezembro de 2011 e outubro deste ano, o superavit primário passou de 3,1% para 2,3% do PIB, devendo fechar este ano a 2,4% do PIB.

A compensação dessa expansão tem sido proporcionada pela redução da Selic, que fez despencar os gastos públicos com juros, abrindo espaço para um superavit primário menor.

Esse movimento tem sido utilizado pelo governo de maneira inadequada. O ganho dito permanente, no fundo, é temporário e não tem proporcionado o avanço nos investimentos públicos.

Em verdade, sabemos que o investimento e o crescimento econômico dependem do Estado eficiente, e não do "Estado obeso".

Na ausência de investimentos em infraestrutura e de um esforço fiscal capaz de sustentar os juros baixos, o Brasil seguirá "voando com as galinhas".

De Felipe Salto, Jornail FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

MPF-DF ajuiza ação civil pública contra BNDES




Objetivo é transparência dos financiamentos 



Brasília - O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) ajuizou ação civil pública contra o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com pedido de liminar. O objetivo é que o banco seja condenado a dar transparência a todos os financiamentos e apoios prestados - inclusive por subsidiárias) a programas, projetos, obras e serviços que envolvam recursos públicos relativos aos últimos 10 anos, além dos que vierem a ser realizados de agora em diante.

Além disso, o MPF pretende que - quando solicitados pelos órgãos de controle - os dados sobre operações de apoio e/ou financiamento a quaisquer entidades públicas ou privadas sejam repassados, sem necessidade de ordem judicial, por se tratar de informações relacionadas à utilização de recursos públicos. O ajuizamento da ação é decorrente de inquérito civil público, iniciado em 2011, para verificar a regularidade do apoio financeiro prestado pelo banco em fusões ou outras reorganizações societárias entre grandes grupos econômicos.
...
De Luiz Orlando Carneiro, Economia, Jornal DO BRASIL, RJ

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O pão que a presidente Dilma amassou

Finalmente a presidente Dilma tomou juízo, e não depositará mais nenhum tostão, do nosso minguado dinheirinho, nesta contenda do senhor Abílio Diniz, dono do Pão de Açúcar, para união com o grupo francês Carrefour, ora! Se são realmente os maiores do país, então não precisarão deste 4 bilhões emprestados pelo BNDES, porém seria de uma grandeza imensurável, e de fortíssimo interesse social, se este montante viesse a se emprestado pela CEF, as prefeituras do interior deste país, para na aquisição de equipamentos hospitalares e UTIS, pois a saúde pública continua internada em estado grave, e pelo jeito não sairá com vida.

De Júlio Cunha