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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dois ministros, "erroneamente", de acordo com interlocutores do presidente, trataram com desdém os detidos...


A demora na prisão dos dois últimos integrantes do grupo de 10 suspeitos de terrorismo nos Jogos Olímpicos do Rio que estavam faltando provocou uma “apreensão” no governo do presidente interino Michel Temer. O Palácio do Planalto, em Brasília, sabe que esse fato poderá ser entendido como “perda dos alvos”, que seria “a pior das mensagens” que se poderia passar para o mundo.

Outro fator de descontentamento no palácio foram as duas entrevistas concedidas pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e uma outra do ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante o dia. Os dois ministros, “erroneamente”, de acordo com interlocutores do presidente, trataram com desdém os integrantes do grupo “Defensores da Sharia”, classificando-os de “amadores” e “sem preparo”.

Assessores presidenciais lembraram que pessoas que praticam atos terroristas não precisam de nenhum treinamento maior pois atentados como estes são executados por pessoas que primam pelo radicalismo e até desequilíbrio. Também não foi bem recebida a insistência do ministro em dizer que o risco de atentado “é mínimo”, quando ele deveria ter se limitado a falar das preocupações com o fato e da atenção que o governo está dando à questão.

Outra queixa foi o fato de Alexandre de Moraes dizer que o Brasil não é alvo, mas por causa da Olimpíada do Rio se transformou em palco de atentados. Em relação a temas como este, na avaliação destes interlocutores, quanto mais falar, pior. A repercussão no mundo sobre estas prisões também deixou o governo preocupado.

De Estadão Conteúdo, VEJA

sábado, 26 de dezembro de 2015

Rússia se une ao Talibã na guerra contra o Estado Islâmico


Diante do avanço dos terroristas do Estado Islâmico no Afeganistão, a Rússia decidiu aliar-se a um antigo inimigo, os fundamentalistas do Talibã, para trocar dados de serviços de inteligência. As informações são de reportagem da rede americana CNN. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do governo russo, Maria Zakharova, afirma que os contatos envolvem troca de informações que podem ajudar a combater um inimigo comum: o EI. O governo russo, porém, não planeja fornecer armas ao Talibã.

No fim da década de 1970, o Exército soviético, liderado por Moscou, invadiu o Afeganistão, dando início a uma guerra que só terminaria em 1989. Na ocasião, o Talibã lutou contra as tropas vermelhas, com apoio dos Estados Unidos. O conflito matou pelo menos 1 milhão de civis e obrigou mais de 4 milhões de afegãos a abandonarem o país.

Agora, o governo do presidente russo Vladimir Putin decidiu juntar-se ao inimigo de seu inimigo. Aliada ao governo do ditador sírio Bashar Assad, a Rússia combate os terroristas do Estado Islâmico na Síria - e, de quebra, também bombardeia os rebeldes que lutam contra Assad. Já os talibãs temem o avanço dos terroristas inimigos, que têm tomado território do grupo sobretudo no Afeganistão. Segundo informações do Exército americano, o EI conta com pelo menos 3.000 homens em solo afegão. O Talibã dominou o país árabe até 2001, quando foi deposto pelos Estados Unidos na esteira da guerra ao terror, mas nacos do Afeganistão são ainda reféns do regime...

De mundo, VEJA

domingo, 13 de dezembro de 2015

Presidente sírio se mostra aberto a negociar a paz, mas não com terroristas


O presidente da Síria, Bashar al Assad, afirmou que seu governo está disposto a negociar uma solução política para a guerra que afeta seu país, mas não com organizações terroristas, e que não cogita deixar a Síria sob nenhuma circunstância.

Em entrevista exclusiva à Agência Efe, o líder sírio deixou aberta a via do diálogo, quando se aproxima um momento crítico dentro dos esforços internacionais encaminhados a pôr fim a um conflito bélico que entrará em breve em seu quinto ano e que causou várias centenas de milhares de mortes.

Reforçado no plano militar pela recente ajuda russa, Assad lembrou sua exigência de que, primeiro, é preciso acabar com a rebelião armada e, depois, dialogar "com uma oposição real, nacional e patriótica, que tenha suas raízes na Síria e que só se relacione com os sírios, não com qualquer outro Estado ou regime no mundo".

O presidente sírio cobrou que as potências ocidentais se concentrem em parar "o fluxo de terroristas" que chega a Síria e Iraque, "especialmente através da Turquia", assim como o "volume de dinheiro saudita e catariano" que, segundo ele, financia as atividades dos extremistas de ideologia sunita radical...

De José Antonio Vera e José Manuel Sanz. Damasco, EFE BRASIL

sábado, 14 de novembro de 2015

Hollande diz que França "não terá piedade" de terroristas


O presidente Frances, François Hollande, afirmou Neste sábado that a França "não terá piedade" de Terroristas Como OS Que cometeram uma série de Atentados da Noite de sexta-feira em Paris, nos Quais Pelo Menos 120 PESSOAS morreram.

"A França Não Se deixará impressionar com o incidente "e se manterá unida, declarou Imprensa à Hollande em SUA chegada à casa de mostra Bataclan, o Pior Cenário dos Ataques. 

A Presença do presidente Durante cerca de meia hora no local, Segundo declarou, Como Teve Objetivo Dizer" AOS that viram essas atrocidades "que o combate fazer país Ao Terrorismo" não terá piedade ". 

A onda de Ataques registrada na sexta-feira na capital de francesa" Não Tem precedentes ", mas" OS Terroristas capazes de os tais atrocidades devem saber Que VAO SE deparar com Uma França determinada e unida ". 

De a Acordo com hum Primeiro Balanço provisório de Fontes Policiais à Emissora" BFM TV ", No Mínimo 120 PESSOAS morreram nsa Diferentes Atentados perpetrados em Paris, Entre Éles 70 na Tomada de Reféns Na Casa de mostra Bataclan , Onde were Mortos Dois Terroristas na Ofensiva da Polícia. 

De terrorismo, EFE

sábado, 10 de janeiro de 2015

Miriam Leitão: Em gelo fino



A humanidade está andando sobre gelo fino. É daqueles momentos em que se sabe que podemos acertar muito ou errar demais. Os terroristas muçulmanos na França, com seu ato abominável, produziram uma natural onda de repúdio, mas o que repudiamos? Não há chance para a paz quando se acha que todo o mal se concentra em um único grupo, mas a modernização do Islã é fundamental.

A morte dos irmãos Cherif e Said Kouachi e do terrorista Amedy Coulibaly foram consequência do cerco policial. Não resolve o problema, mas seria intolerável saber que eles estavam soltos. “Não acabaram as ameaças”, avisou o presidente François Hollande. Os nervos continuarão à flor da pele e nesse clima muita confusão pode ser feita. Hollande apontou o caminho certo: a união em torno de valores e as manifestações para deixar claro que o país não está com medo. Amanhã a França viverá um grande dia. Chefes de Estado e cidadãos franceses vão para as ruas. Hollande usou a palavra “liberdade” junto da palavra “pluralismo” como valores expressos pela Europa. É de fato o espírito da Europa.

O temor é o do aumento da xenofobia, do preconceito contra imigrantes e do ódio ao islamismo. É esse o gelo fino do momento. Qualquer passo em falso e seremos tragados. Não ver a dimensão da ameaça e achar que foi a ação de lobos solitários, ou de um emblemático grupo extremista, é correr riscos demais; fazer uma caça aos muçulmanos na Europa só aumentará o caminho do ódio étnico e religioso, origem de tanta tragédia na História.

Não basta lembrar o óbvio: que a religião não é representada pelos extremistas, e que a maioria dos líderes religiosos muçulmanos interpreta os textos religiosos de forma pacífica. O problema é que os que pertencem a outras religiões ou não professam fé alguma estão ficando com a impressão de que o ideário islâmico tem dado espaço para interpretações fanáticas e radicais.

Veja-se, por exemplo, o caso de como as mulheres são tratadas mesmo em governos que não são vistos como ameaça. Quantos líderes religiosos muçulmanos se mobilizaram para defender direitos mais elementares das mulheres dentro de vários países onde a religião se mistura ao governo? Não é tolerável a opressão imposta às mulheres em muitos países em nome do Islã, mas os moderados e modernos da religião nunca se revoltaram contra isso.

Esta é a hora em que o mundo vai discutir intensamente todos os aspectos do problema. Este brainstorm mundial será fundamental. A palavra em inglês é perfeita: uma tempestade mental. Estamos vivendo isso agora, com todos os pensadores, especialistas, políticos, líderes religiosos, jornalistas, chargistas sempre compelidos a pensar, ponderar, opinar.

Já há uma reação na Europa que fortalece quem pensa que só a força resolverá. A força é necessária, claro, como se viu ontem. Mas o que torna efetiva as atividades de repressão é a atuação dos governos em rede, porque o crime também age em rede, e a reafirmação dos valores civilizatórios.

É hora de revisitar, para não repetir, todos os erros da política externa americana, mas não é hora de relativizar os fatos. O crime bárbaro contra a liberdade de expressão, o assassinato de inocentes, a guerra supostamente santa de radicais que atinge indiscriminadamente pessoas e valores humanos são inaceitáveis. Como disse aqui, não existe transigência. Não cabem o “mas” e o “se” quando o ato é dessa enormidade. A batalha pela confirmação de valores civilizatórios tem que ser o centro. Não se deve perder jamais a noção de por quem dobram os sinos de Notre Dame. Eles dobram por todos nós.

De Miriam Leitão, O GLOBO

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Suspeito de envolvimento no ataque em Paris se entrega à polícia



PARIS - Um homem de 18 anos procurado pela polícia por envolvimento no ataque de quarta-feira à revista semanal de sátiras Charlie Hebdo entregou-se voluntariamente no nordeste da França, disse um funcionário da procuradoria-geral de Paris.

A polícia busca três cidadãos franceses suspeitos de envolvimento no suposto ataque jihadista que deixou 12 mortos: os irmãos Said Kouachi, nascido em 1980, e Cherif Kouachi, nascido em 1982, e Hamyd Mourad, nascido em 1996.

O funcionário da procuradoria disse que o suspeito mais novo se dirigiu a uma delegacia de polícia em Charleville-Mézières, no nordeste da França, na quarta-feira à noite.

A emissora BFM TV, citando fontes não identificadas, disse que o homem decidiu se entregar após ver seu nome nas redes sociais. A TV disse que outras prisões foram feitas em círculos ligados aos dois irmãos.

De John Irish e Tangi Salaun, REUTERS

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Exército sírio manterá luta contra "terroristas" após vitória em Quseir

Damasco - As forças armadas sírias afirmaram nesta quarta-feira que sua vitória na cidade de Quseir, no oeste do país, é "uma mensagem clara" de que continuarão sua luta contra os "terroristas", em mensagem divulgada na televisão oficial."

A vitória obtida pelo exército é uma mensagem clara, para os que participam da agressão à Síria, liderados pelo inimigo sionista, seus agentes na região e seus elementos no local, de que a luta contra o terrorismo continua para resgatar a segurança e a estabilidade", diz a nota...


De agência EFE

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ataques suicidas coordenados miram prédios do governo em Cabul


CABUL, 21 Jan (Reuters) - Homens-bomba e atiradores lançaram um ataque de sete horas contra a sede da polícia de trânsito de Cabul, informaram autoridades locais, o segundo ataque coordenado contra prédios do governo em menos de uma semana.
O Taliban assumiu a responsabilidade pelo ataque, que elevou a possibilidade de que insurgentes estejam focados em testar as forças de segurança de Cabul, após uma série de grandes ataques a alvos ocidentais no ano passado.
"Está muito claro que quanto mais as forças da segurança afegã estão ficando à frente, mais elas são miradas pelos insurgentes", disse o porta-voz da Força Internacional de Assistência para Segurança da Otan (Isaf, na sigla em inglês), brigadeiro Gunter Katz.
Três policiais de trânsito foram mortos e quatro ficaram feridos no ataque, que é contínuo e começou por volta das 6h do horário local (0h30 no horário de Brasília), quando dois homens-bomba detonaram explosivos, afirmou o vice-ministro do Interior, general Abdul Rahman, à Reuters.
"Três terroristas foram mortos, outros dois estão refugiados em uma sala, eles podem se explodir a qualquer minuto", acrescentou.
Uma espessa coluna de fumaça negra subia do complexo cercado, à medida que um helicóptero do Exército afegão sobrevoava o local, onde insurgentes e forças de segurança travavam um violento tiroteio.
De Hamid Shalizi, Amie Ferris-Rotman e Dylan Welch, Portal REUTERS BRASIL

sábado, 12 de janeiro de 2013

Militares franceses falham em regaste de refém na Somália


O ministro de Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, confirmou o fracasso da missão para resgatar um militar fracês mantido refém por um grupo islamita na Somália desde 2009. Agente do serviço de inteligência da França, Denis Allex foi capturado pelo grupo Al-Shabab. Le Drian afirmou que 'tudo indica' que o refém foi morto pelos sequestradores durante a operação. Também confirmou a morte de um soldado que participava da tentativa do resgate. Um outro militar está desaparecido. 
A missão ocorreu na cidade Bula Marir, a 120 quilômetros da capital Mogadíscio. Um oficial do governo somali afirmou que o ataque ocorreu durante a noite com o apoio de helicópteros. A ação também matou dezessete terroristas e dois civis.
O grupo Al-Shabab, ligado à Al-Qaeda, negou as informações do governo e afirma que Allex se encontrava “em um lugar seguro e longe do local onde ocorreu o ataque”. Os sequestradores farão um anúncio em breve sobre o destino do refém e prometem “consequências amargas” para a França. Além disso o grupo também afirma que capturou um soldado francês, o que Le Drian não confirma. Allex serviu de mensageiro de seus captores em duas oportunidades. Em 2010, foi filmado em um vídeo pedindo que a França retirasse o apoio ao governo somali e, em outubro de 2012, disse em uma gravação que o presidente François Hollande negociasse sua libertação.
No anúncio deste sábado, o governo disse que planejou e executou a operação de resgate tendo em vista as “condições desumanas em que se encontrava o refém e a intransigência dos captores terroristas”. Segundo a rede BBC, a operação está relacionada ao apoio militar que o governo francês está prestando, desde sexta-feira, ao governo de Mali para combater insurgentes islamistas nesse país. Há outros oito reféns franceses mantidos por grupos terroristas no norte da África.

De agência Reutersm, Revista VEJA