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domingo, 15 de novembro de 2015

Opositor Macri mantém liderança na disputa pela presidência da Argentina, aponta pesquisa


O candidato da oposição à presidência da Argentina, Mauricio Macri, continua a liderar as intenções de voto para a eleição do próximo fim de semana contra o candidato da situação Daniel Scioli, mostrou neste sábado uma pesquisa divulgada em um jornal local.

A chapa de oposição, liderada pelo prefeito da cidade de Buenos Aires e por Gabriela Michetti, conseguiria contabilizando indecisos 52 por cento dos votos, de acordo com a pesquisa realizada pela consultoria Management & Fit publicada no jornal Clarín.

O candidato oficial Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires, e seu companheiro de chapa Carlos Zannini, obteriam 43,7 por cento dos votos, incluindo a projeção de eleitores indecisos, disse a consultoria em sua pesquisa.
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Os dois candidatos realizarão um debate público no domingo, a fim de reforçar as suas posições e atrair votos antes da eleição a ser realizada em 22 de novembro...

De Maximilian Heath, REUTERS BRASIL

sábado, 7 de novembro de 2015

Uma paulada no kirchnerismo


Pela primeira vez na história recente, a eleição presidencial naArgentina será decidida num segundo turno. Em 22 de novembro, os eleitores terão de escolher entre o candidato do governismo, Daniel Scioli, apoiado pela presidente Cristina Kirchner e representante da ala mais radical e populista do peronismo, e Mauricio Macri, prefeito de Buenos Aires, defensor da abertura econômica do país. Scioli obteve uma votação bem aquém do previsto, com 36,9%, enquanto Macri e sua coligação, Cambiemos (Mudemos), ficaram com 34,2% dos votos.

O segundo turno representa uma dura derrota para o kirchnerismo. Daniel Scioli era considerado favoritíssimo. As pesquisas eleitorais mais confiáveis cravavam o candidato de Cristina Kirchner com uma vantagem de mais de 10 pontos percentuais sobre Macri, muito perto de uma vitória no primeiro turno. Esta não foi a única derrota. O kirchnerismo perdeu a maioria na Câmara, viu seus currais eleitorais históricos diminuir, e perdeu a província de Buenos Aires, sua principal base territorial. Ali, Maria Eugenia Vidal, da coligação de Macri, derrotou Aníbal Fernández, o desprestigiado chefe de gabinete de Cristina, acusado de manter ligações com o tráfico de drogas. O peronismo não perdia uma eleição na província de Buenos Aires desde 1987. Depois do revés, o próprio Scioli, de olho no segundo turno, deu declarações que mostram afastamento das ideias de Cristina Kirchner...

De redação, ÉPOCA