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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Por que o conceito de sustentabilidade não funciona nas áreas florestais


O tiro de escopeta que cravou 42 grãos de chumbo no peito do sindicalista Chico Mendes poucos dias antes do Natal de 1988 tirou-lhe a vida e fez surgir dois mitos. O primeiro conferiu ao seringueiro uma aura heroica, de mártir das matas de Xapuri, no Acre. O segundo se refere à nova ideologia que se propagou a partir das causas defendidas por Chico Mendes.
Para Mendes, o modo de vida extrativista seria capaz de proporcionar um sustento digno aos povos da floresta sem prejuízo ambiental, desde que amparado pelo governo. Ou seja, em vez de derrubar a mata para dar lugar à agropecuária, a população local poderia viver da coleta de seivas e frutos e da venda da madeira de árvores mais velhas.
No jargão científico, esse modelo é chamado de desenvolvimento sustentável e, para se tornar realidade, precisa alcançar três objetivos: ser economicamente viável, preservar o ecossistema e reduzir a pobreza das pessoas que vivem no entorno. Essa agenda orientou inúmeros projetos de ONGs e governos, além de pautar encontros internacionais como a Eco 92 e a Rio+20, no Rio de Janeiro. (...)

De Leonardo Coutinho com reportagem de Tamara Fisch, Revista VEJA


sábado, 24 de novembro de 2012

Na Amazônia a floresta é engolida com novas cidades


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O Brasil tem se afastado da colonização, mas as políticas que regularizar as reivindicações de terras por posseiros ainda atrair migrantes para a Amazônia. E enquanto o país recentemente progressos no combate ao desmatamento , em grande parte por fazer cumprir as leis de registro e esculpindo áreas florestais protegidas, biólogos e pesquisadores do clima outros temem que o aumento acentuado de migração para as cidades na Amazônia, que hoje tem uma população aproximando 25 milhões , pode corroer os ganhos.
"Mais da população leva a mais desmatamento", disse Philip M. Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus, uma cidade amazônica que registrou, de longe o mais rápido crescimento de 10 maiores cidades do Brasil 2000-2010.O número de moradores cresceu 22 por cento, para 1,7 milhões, de acordo com estatísticas do governo.
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De Simon Romero, Américas, THE NEW YORK TIMES