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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Promotor que acusou Cristina Kirchner de acobertar investigação contra Irã é achado morto


BUENOS AIRES - O promotor argentino que acusou a presidente Cristina Kirchner de orquestrar o acobertamento de uma investigação contra o Irã sobre o ataque a bomba de 1994 contra um centro judaico na Argentina foi encontrado morto em seu apartamento, informaram autoridades nesta segunda-feira.

Alberto Nisman, que investigava a explosão que matou 85 pessoas no centro judaico Amia, em Buenos Aires, disse na semana passada que Cristina havia aberto um canal de comunicação secreto com o grupo de iranianos suspeito de ter plantado a bomba...

De Sarah Marsh e Maximiliano Rizzi, REUTERS

sexta-feira, 1 de março de 2013

Berlusconi ataca juízes por investigá-lo em caso de propina


MILÃO - Silvio Berlusconi acusou promotores italianos na sexta-feira de ameaçar um senador com a prisão para forçá-lo a dizer que o bilionário ex-primeiro-ministro havia comprado a entrada dele em seu partido de centro-direita.

As acusações de propina contra Berlusconi ocorrem conforme partidos, incluindo o seu Povo da Liberdade, manobram para formar um governo, depois de uma eleição inconclusiva, que acabou com nenhum partido obtendo maioria no Parlamento.

Sergio De Gregorio, um senador que antes estava com o partido Itália de Valores, uniu-se ao partido de Berlusconi em 2006, forçando o colapso de uma coalizão que apoiava o primeiro-ministro Romano Prodi.

Promotores de Nápoles estão investigando acusações de que Berlusconi teria pago De Gregorio 3 milhões de euros para mudar de lado.

Em uma entrevista ao jornal Il Messagero, na sexta-feira, De Gregorio afirmou que disse aos juízes que recebeu dinheiro para se juntar à formação de Berlusconi, conhecida na época como Forza Italia, e derrubar o governo de Prodi.

Berlusconi disse que De Gregorio só havia feito essa declaração depois de juízes terem ameaçado prendê-lo.

"Foram certamente os promotores que colocaram De Gregorio na posição de ter que escolher entre ir para a prisão ou dizer algo contra mim", Berlusconi disse a repórteres em uma corte em Milão, onde ele comparecia a um outro julgamento por fraude.

Ele disse que seu partido organizaria uma manifestação no dia 23 de março para protestar contra a investigação dos magistrados.



De Stephen Jewkes, agência REUTERS BRASIL