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sexta-feira, 8 de março de 2013

Conclave começará entre segunda e quarta-feira

Cidade do Vaticano, 8 mar (EFE).- O conclave que escolherá o sucessor de Bento XVI começará entre 11 e 13 de março e sua data será definida nesta sexta-feira, na segunda reunião realizada hoje pelos cardeais, assegurou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, "A data do começo do conclave ainda não foi fixada, mas se pode prever que seu começo seja votado na congregação prevista para esta tarde", disse Lombardi após a reunião realizada nesta manhã.

O encontro de hoje foi a sétima congregação preparatória do conclave e contou com a participação de 153 dos 207 membros do Colégio Cardinalício. Deste número, 115 eram de cardeais eleitores, ou seja, os que poderão entrar na Capela Sistina para escolher o próximo papa.

O último que faltava, o vietnamita Jean-Baptiste Pham Minh Man, chegou na tarde de ontem a Roma e já participou da sexta reunião. Os cardeais voltarão a se reunir amanhã na Ala Nova do Sínodo, local das congregações gerais, que começaram em 4 de março.
No domingo não haverá reuniões e os cardeais poderão celebrar missas em Roma.



De agência EFE

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bento XVI considera que Igreja aposta seu futuro na América Latina


Cidade do Vaticano - Bento XVI, que encerra amanhã seu pontificado, sempre coincidiu com João Paulo II sobre a América Latina, onde vivem metade dos quase 1,2 bilhões de católicos do mundo, ao considerá-la o território da esperança, mas também onde a Igreja aposta parte de seu futuro.

Durante a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (Celam) na cidade de Aparecida em 2007, o papa considerou "urgente" uma nova evangelização do território para enfrentar a diminuição do número de católicos, o avanço do "secularismo hedonista" e a penetração das seitas.

A conferência de Aparecida iniciou essa nova evangelização 500 anos depois da chegada do cristianismo no continente, que ainda sofre com situações de imigração e a desigualdade social.

Por isso, no final de 2012, Bento XVI reuniu no Vaticano uma centena de pessoas, entre cardeais, arcebispos e personalidades para analisar a situação do continente americano no congresso "Ecclesia in America".

O papa pediu maior solidariedade entre as nações americanas e denunciou o avanço do secularismo e das seitas.

Além disso, afirmou que era "urgente" a educação e a promoção de uma cultura em favor da vida "devido à difusão de uma mentalidade que atenta contra a dignidade da pessoa e não favorece a instituição matrimonial e familiar".

"Como não se preocupar com as dolorosas situações de imigração, desamparo e violência, especialmente as causadas pelo crime organizado, o narcotráfico, a corrupção e o tráfico de armas?", perguntou Bento XVI naquela ocasião.

O pontífice também expressou sua preocupação com as "dilacerantes desigualdades e os bolsões de pobreza provocados por medidas econômicas, políticas e sociais questionáveis".
O papa pediu a todos os americanos que proclamassem Cristo em todos os cantos do continente, "levando-o com liberdade e entusiasmo aos corações de todos os seus habitantes".

Bento XVI defendeu uma catequese "adequada" e uma "formação doutrinária constante e direta", fiel à Palavra de Deus e ao Magistério da Igreja.

Em um continente onde a Igreja Católica vem perdendo o número de fiéis devido à penetração das seitas evangélicas, o papa pediu aos católicos que "aprofundassem e assumissem" o estilo de vida próprio dos discípulos de Jesus: simplicidade, alegria e uma fé sólida, "alimentada pela oração e os sacramentos".

Segundo a imprensa local, a "fuga" dos católicos para as seitas e o "sucesso" das mesmas se deve à crise do catolicismo e à decadência moral da sociedade.

A pobreza é a fonte onde estas seitas buscam seus fiéis. Grande parte da população das nações latino-americanas vive em situação de grande pobreza e esses grupos, segundo os observadores, se apresentam ajudando às pessoas em suas necessidades imediatas.

O Brasil, segundo os observadores, é o país latino-americano com maior penetração das seitas, mas não o único, já que também há forte presença no México - especialmente nos estados de Chiapas, Oaxaca e Guerrero - e em países centro-americanos como a Guatemala.

Em Aparecida, Bento XVI garantiu que a Evangelização da América "não representou em nenhum momento uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi imposta por uma cultura estranha" e expressou sua preocupação pelo ressurgimento de governos autoritários no continente, o que gerou críticas de alguns setores na região.

O papa garantiu que "o Deus desconhecido que seus antepassados buscavam, sem saber, em suas ricas tradições era Cristo".

Diante da polêmica suscitada, Bento XVI disse, já no Vaticano, que o cristianismo abriu caminho na América Latina "dialogando" com as culturas pré-colombianas e que a "gloriosa" evangelização não pode esquecer "os sofrimentos e injustiças causados pelos colonizadores aos povos indígenas".

O papa afirmou também que o Evangelho nestes cinco séculos de presença no continente americano se transformou em um elemento de identidade dos povos latino-americanos e que hoje essa identidade católica é a "resposta mais adequada" para fazer frente à globalização.


De agência EFE

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Papa diz em audiência que renunciou livremente pelo bem da Igreja


Cidade do Vaticano, 13 fev (EFE).- O papa Bento XVI afirmou nesta quarta-feira que renunciou ao Pontificado "em plena liberdade pelo bem da Igreja".

O papa fez a declaração no início da audiência pública das quartas-feiras, em sua primeira aparição pública após anunciar que renunciará ao Pontificado em 28 de fevereiro, devido a sua idade avançada idade e a que não tem mais forças para exercer o cargo.

"Queridos irmãos e irmãs, como sabem, decidi renunciar ao Ministério que o Senhor me confiou em 19 de abril 2005. O fiz em plena liberdade para o bem da Igreja, após ter orado longamente e após examinar minha consciência perante Deus", disse o papa a cerca de dez mil fiéis que lotam a Sala Paulo VI do Vaticano.

O papa Ratzinger acrescentou que é "consciente da importância do fato, mas também consciente de não ser capaz de cunmprir o Ministério petrino com a força física e o espírito necessários".

"Me apoia e me ilumina a certeza de que a Igreja é de Cristo, o que nunca deixará faltar sua orientação e seu cuidado. Obrigada a todos pelo amor e a oração com que me acompanharam. Continuem orando pelo papa e pela Igreja", concluiu.

Os milhares de presentes responderam com uma grande ovação, ainda maior do que a que fizeram em sua chegada à Sala Paulo VI para a tradicional audiência das quartas-feiras.

O Pontífice entrou na sala às 10h44 locais (7h44 de Brasília), enquanto os fiéis aplaudiram de pé, disseram frases de carinho e exibiram bandeiras de vários países.

Bento XVI entrou sozinho, acompanhado a vários metros de distância por seu secretário pessoal e prefeito da Casa Pontifícia, Georg Gänswein.

Sorrindo, o bispo de Roma respondeu com as mãos ao carinho dos presentes, ao som de hinos católicos.

Imediatamente depois, leu o breve texto e iniciou a audiência, cuja catequese dedica à Quaresma, que começa nesta quarta-feira.


De agência EFE