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domingo, 17 de julho de 2016

Dilma pretende usar dívidas do Atlético Mineiro, Flamengo e Corinthians em argumento a favor das pedaladas

A dupla de ataque está sendo cotada para assumir a Casa Civil e Fazenda
num eventual retorno de Dilma

GRANJA COMARY ─ O advogado José Eduardo Cardozo, que defende Dilma Rousseff no processo de impeachment, declarou, ontem, que pretende usar as finanças do Atlético-MG, Flamengo e Corinthians como argumento a favor da presidente afastada. O anúncio da estratégia levou pânico ao Planalto.

“Veja bem”, argumentou Cardozo. “O caso do Atlético mineiro, por exemplo. São 553 milhões de reais em dívidas. Mesmo assim, os caras vão lá, contratam o Robinho e o Fred, mas ninguém está falando em impeachment dos dirigentes. No futebol pode e na política, não?”

Quanto ao Corinthians, Cardozo lembrou que Andrés Sanchez ─ “cria do Lula, que nem a Dilma” ─ permaneceu à frente do clube por todo o mandato, apesar de, à época, a agremiação dever a jogadores, técnicos e empresários. “Se dívida nenhuma impediu a construção do Itaquerão, por que as pedaladas vão impedir que se atinja a meta fiscal?” Já o caso do Flamengo, enfatizou o advogado, é o mais emblemático: “O clube carioca deve 100 milhões de dólares desde quando ainda nem existia o dólar. E isso não o impediu de contratar o Adriano, o Ronaldinho Gaúcho e o Vagner Love.”

De blog, esporte, The piauí Herald

domingo, 15 de novembro de 2015

Corinthians pagou pelo menos R$ 400 mil a Luís Cláudio, filho de Lula, desde 2010


Luís Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu pelo menos R$ 400 mil do Corinthians por serviços prestados em um período que começou na gestão de Andrés Sanchez, hoje deputado federal pelo PT e superintendente de futebol do time, quem bancou sua contratação e manutenção no clube, e terminou na de Mário Gobbi, delegado que se afastou do futebol depois que deixou a presidência no ano passado. O que impressiona é a quantidade de funções desempenhadas por ele: preparador físico, olheiro, profissional do marketing e... assistente de escritório.

A história de Luís Cláudio no Corinthians se divide em duas: uma com carteira assinada, como pessoa física, e outra como prestador de serviço por meio de uma de suas empresas, como pessoa jurídica.
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Por este período, cerca de seis meses com carteira assinada pelo Corinthians em 2010, o caçula de Lula – à época com 24 anos – recebeu aproximadamente R$ 120 mil. O salário-base era de cerca de R$ 15 mil mensais, mas o valor depositado foi maior em alguns meses – e ainda entra na soma o valor da rescisão contratual.
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Procurado por ÉPOCA, Sanchez afirmou que o filho de Lula era responsável por três funções no clube: (1) "levantar atletas", como um olheiro; (2) firmar parcerias com outros clubes; e (3) atuar como preparador físico. Questionado sobre resultados entregues por Luís Cláudio durante todo o período, o ex-presidente corintiano não quis entrar em detalhes. "Aqui é uma empresa privada, contratamos vários profissionais. Tudo aqui é aprovado pela diretoria e pelo Cori (Conselho de Orientação)", disse o atual superintendente de futebol.

Advogados de Luís Cláudio, do escritório Teixeira, Martins, não responderam nenhuma das perguntas feitas por ÉPOCA e informaram que ele, "profissional da área privada, já prestou às autoridades todos os esclarecimentos que lhe foram solicitados".

De Rodrigo Campelo, ÉPOCA

sábado, 18 de maio de 2013

A farsa boliviana

Gravação comprova que tio e advogado de Kevin Beltrán Espada, morto por um sinalizador no jogo Corinthians e San José há três meses, quer dinheiro para inocentar, em depoimento, os 12 torcedores brasileiros presos na Bolívia

Em frente ao hotel Eden, na pequena Oruro, cidade a 3.700 metros de altitude, distante 230 quilômetros da capital boliviana, La Paz, há uma arborizada praça, a Plaza 10 de Febrero. Lá, em uma tarde ensolarada do mês passado, o advogado Jorge Ustarez Beltrán, figura de renome na cidade graças aos serviços prestados a senadores e ministros da Bolívia, colocou as cartas na mesa para o advogado brasileiro Sérgio de Moura Ribeiro Marques, contratado pelas famílias para defender os 12 brasileiros presos há três meses em Oruro. Os torcedores foram apontados como responsáveis pela morte do adolescente boliviano Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, alvejado por um sinalizador quando assistia a uma partida de futebol entre Corinthians e San José em fevereiro. “Estou consciente de que os 12 não são culpados”, disse Beltrán, tio de Kevin que assessora juridicamente a família, ao advogado brasileiro.
Na praça, a conversa entre os advogados se desenrolou por cerca de uma hora. Nela, o tio de Kevin insiste para que ele e o colega brasileiro trabalhem juntos para libertar os torcedores do Corinthians. Dias depois, em mais uma hora de diálogo, agora em um restaurante, Beltrán abre o jogo de vez e pede dinheiro para contribuir com a soltura dos brasileiros. “Doutor, te digo com muita sinceridade. Se estamos buscando libertar os 12 torcedores, o caminho não é esse que estamos seguindo. Não é pela pressão política, não é um tema diplomático”, afirma. “Se não trabalharmos juntos, não iremos solucionar nem o problema da família de Kevin nem libertar os 12. Praticamente, o que propomos a vocês é acabar de vez com esse processo. Os familiares (do adolescente morto) buscam uma reparação material, civil, e isso poderia ser assumido pelo Corinthians.” Ou seja, ele deixa claro que o caminho a ser trilhado para a libertação dos torcedores não é o da Justiça, mas o do dinheiro...

De Rodrigo Cardoso, revista ISTO É

sábado, 11 de maio de 2013

LULA É NÓIS? Timão pediu para ex-presidente interceder pelo presos na Bolívia


O Corinthians pediu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que use sua amizade com o presidente boliviano, Evo Morales, para libertar os 12 torcedores presos desde a morte de Kevin Douglas, atingido por um sinalizador no jogo contra o San José, em fevereiro. O emissário do Timão foi o deputado Vicente Cândido (PT-SP), vice presidente do clube. Lula ficou, acredite, de pensar. Enquanto ele reflete, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai a Evo pedir uma solução para o caso.


De Felipe Patury, revista ÉPOCA