quinta-feira, 21 de julho de 2011

O povo africano grita por socorro

A população da África está sofrendo sua pior seca em 50 anos e afeta dez milhões de pessoas. Duas regiões do país sofrem com a fome e as Nações Unidas não podem atender. Ele registra a maior taxa de mortalidade por desnutrição em 19 anos.


Pelo menos 10 milhões de pessoas na Somália estão sofrendo a pior seca em 50 ou 60 anos, causando uma grave crise alimentar e um aumento acentuado nos níveis de subnutrição e desnutrição em grandes áreas do país e em partes da Etiópia, Djibuti e Quénia.

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), a falta de chuva associada a conflitos armados entre várias tribos causou um êxodo sem precedentes para outros países em busca de comida, água e segurança. Todos os dias 3.000 somalis que fogem para o Quênia e Etiópia.

Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) começou a instalar um novo campo em Kobe (Etiópia), perto da Melkadida já existentes na região Sudeste.

Mas a situação daqueles que não podem alcançar os campos de refugiados para receber comida e água é devastador. O ACNUR estima que quase um terço das crianças e adolescentes a partir de Juba região no sul da Somália são desnutridas, enquanto em algumas regiões da Etiópia, o número é ainda maior.

Sul da Somália é a região mais afetada na ausência do Estado na área. A guerra civil que vive lá desde 1991, faz apoio nacional e internacional é muito difícil de distribuir.

Até duas semanas atrás, a milícia fundamentalista islâmica Al-Shabab, que controla a área e os Estados Unidos ligados à Al Qaeda, impediu que as agências humanitáriascheguem à população. As ameaças e ataques solicitado o início do ano passado,Programa Mundial de Alimentos retirou-se da área. Além disso, a Anistia Internacional informou nesta semana o recrutamento militar de crianças por Al-Shabab e outros grupos armados.

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