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domingo, 6 de dezembro de 2015

"O país não sai da crise com Dilma e Cunha", diz Jarbas Vasconcelos


Aos 73 anos, o deputado federal Jarbas Vasconcelos é, ao mesmo tempo, opositor ferrenho de Dilma Rousseff e de Eduardo Cunha. Enquanto a maioria dos políticos do Congresso Nacional escolheu um lado na guerra entre a petista e o peemedebista, o ex-governador pernambucano critica com contundência a permanência de Cunha no comando da Câmara e defende com veemência o impeachment de Dilma. “Ele é um psicopata sem limites, que consumou um processo explícito de chantagem e assédio. Ela, por sua vez, permitiu que se fizesse aquilo, oficializasse a chantagem. Não pode estar se fazendo de santinha.”

Jarbas recebeu o Correio na quarta-feira — horas antes de Cunha acatar o pedido de abertura do impeachment de Dilma — e na quinta-feira, quando o Congresso já discutia uma eventual convocação extraordinária para contar prazos do processo. Na entrevista, ele avaliou as crises política, econômica e moral sem precedentes do país, o papel dos Três Poderes, a falta de qualificação de políticos da Câmara, um eventual governo de Michel Temer e revelou arrependimentos, como o de ter votado em Cunha para o comando da Casa no início da legislatura. “Eu devia ter procurado saber, até pela minha experiência. Eu errei, via o Cunha como um simples lobista, mas que tinha um discurso contra a hegemonia do PT”, disse ele, que é uma espécie de dissidente no PMDB, partido do qual foi fundador, ainda quando a legenda era chamada de MDB.

Ao longo da vida pública, o pernambucano Jarbas Vasconcelos alternou mandatos de deputado estadual, federal, senador, governador e prefeito do Recife. Nas urnas, ganhou de lavada para Miguel Arraes, mas perdeu de forma contundente, em 2010, para Eduardo Campos, neto do mitológico político. “Eduardo era um animal político, nós fomos para um total isolamento em Pernambuco; se persistíssemos naquilo, seríamos aniquilados nas eleições municipais de 2012”, disse Jarbas, que revelou pela primeira vez os bastidores da reaproximação com Eduardo Campos...

De Ana Dubeux , Denise Rothenburg , Leonardo Cavalcanti, CORREIO BRAZILIENSE

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Jarbas Vasconcelos diz que Dilma deve criar ‘Bolsa Óleo de Peroba’ após episódio do Bolsa Família

BRASÍLIA — O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) chamou os gestores de órgãos do governo petista de “aloprados” e responsabilizou a presidente Dilma Rousseff e o governo pelo boatos sobre o fim do Bolsa Família. Ele ainda ironizou e disse que o governo deveria criar o “Bolsa Óleo de Peroba” para distribuir o óleo entre seus líderes e integrantes do governo, devido a “cara-de-pau e a irresponsabilidade” que marcou o episódio.

— E quem foi o desumano, quem cometeu esse crime contra os beneficiários do Bolsa Família? Quem foram os vândalos que ofenderam os pobres? A resposta é simples: o governo do PT e os seus gestores aloprados — disse o senador na tribuna do Senado nesta segunda-feira.

Vasconcelos afirmou que o governo Dilma “voltou a trocar os pés pelas mãos nesse episódio obscuro do boato sobre o falso fim do programa Bolsa Família”. O senador ainda criticou o fato de a secretária de Direitos Humanos, Maria do Rosário, ter dito no Twitter um dia após a corrida às agências que o boato teria sido espalhado pela oposição. Ele também relembrou que o presidente nacional do PT, Rui Falcão, se manifestou sobre o assunto.

— O Bolsa Família foi usado como terrorismo eleitoral contra os partidos de oposição em duas eleições presidenciais seguidas: em 2006 e 2010. Por todo o país, surgiram boatos propagados pelo PT e seus aliados. Foi uma ação criminosa.


De País, jornal O GLOBO

sábado, 9 de março de 2013

Ex-desafeto do PMDB diz que Eduardo Campos é "candidatíssimo"


RECIFE  - O senador pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB) ficou 20 anos sem falar com o governador Eduardo Campos (PSB). Com a reconciliação, no ano passado, os dois voltaram a articular politicamente. Nesta sexta-feira, o senador afirmou que vai trabalhar no projeto de Campos, que é "candidatíssimo" a presidente da República.
"Ele está com muita garra para isso [disputar o Planalto]. Consegue conciliar muito bem a agenda política e administrativa", afirmou o senador. Jarbas aproveitou para alfinetar o governo federal, que, segundo ele, não pode querer "sequestrar as alternativas ao Brasil".
De acordo com Jarbas, o governador de Pernambuco não vai se dobrar à estratégia do governo petista de minar sua candidatura. "Pelo que se conhece do Eduardo, sabe-se que ele vai levar isso à frente. Eu não diria que ele é candidato, ele é candidatíssimo", disse o senador.
Dissidente do PMDB governista, Jarbas afirmou que vai ajudar o governador a angariar apoios. Disse ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu uma "insanidade" ao lançar a presidente Dilma Rousseff à reeleição. "Foi ruim para ela e é péssimo para o país. A presidente se submete a uma agenda eleitoral que vai ser um emaranhado para ela", afirmou o pemedebista.
Aliados na década de 1980, Campos a Jarbas romperam relações após o hoje senador, então candidato à Prefeitura do Recife, rejeitar o jovem Campos como vice na chapa. A reconciliação veio no ano passado, quando se uniram contra o PT na eleição municipal, vencida por Geraldo Julio (PSB), afilhado do governador. 

De Murillo Camarotto, jornal VALOR ECONÔMICO