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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Procuradoria pede investigação sobre participação de Lula no mensalão

A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu nesta sexta-feira (5) à Policia Federal a abertura de um inquérito para investigar acusações feitas pelo operador do mensalão, Marcos Valério de Souza, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Antonio Palocci.

É primeira vez que será aberto inquérito para investigar se Lula atuou no mensalão.

A PF terá um trâmite burocrático até a abertura oficial do inquérito, que inclui análise de competência para a investigação e quais crimes serão investigados. A polícia, no entanto, não tem atribuição de arquivar o caso sem investigar.

Em depoimento em setembro, no meio do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), Valério afirmou que Lula negociou com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, o repasse de US$ 7 milhões para o PT.

Segundo pessoas com acesso ao depoimento, sob sigilo, Valério afirmou que o ex-presidente e Palocci reuniram-se com Horta no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria o valor combinado para o PT. Palocci sempre negou que a reunião tenha ocorrido.

O dinheiro teria sido usado em campanhas petistas, segundo Valério. Horta também deverá ser investigado quando o inquérito for aberto.
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De Matheus Leitão, Fernando Mello,  jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A saída de Palocci

O agora ex-ministro Palocci, apresentou sua carta de afastamento da Casa Civil, ato de reincidência, pois se o brasileiro tem memória curta, vale lembrar o caso Francelino, onde o então ministro, usando de sua força incontrolável dentro do governo Lula, quebrou o sigilo bancário do caseiro, onde trabalha em uma mansão, localizada no entorno de Brasília.

A casa em questão, segundo o morador Francelino, era usada para que políticos, entre ele o ex-ministro Palocci, realizasse festas e encontros com mulheres com práticas de orgias e prostituição.

Agora temos o caso de enriquecimento exagerado, e pior, a não comprovação da aplicação ou destino dos valores não aplicados, pois o que veio a público foi a compra de imóveis no valor de aproximadamente 8 milhões de reais, existindo uma diferença de mais de 10 milhões que não foram devidamente identificados.

O pior é que a demora destes esclarecimentos pode levantar dúvidas quanto a prestação de contas da campanha da então presidente Dilma, uma vez que o ex-ministro trabalhou como principal coordenador nas eleições passada.

O caso não se encerra com sua saída, pois os questionamentos estão para serem replicados, e só através de investigações feitas por instituições constituídas, poderemos trazer a luz os fatos arrolados. Vamos direto às causas, pois os efeitos não podem ser minimizados com simples agradecimentos ao reincidente.

De Júlio Cunha