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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Marina Silva é eleita 'mulher do ano' por jornal britânico
Marina Silva é capa do jornal britânico Financial Times como A Mulher do Ano. No artigo, um perfil superelogioso dizendo que ela é "uma idealista de verdade". Lê-se nas entrelinhas que Dilma foi uma ganhadora-perdedora das eleições. Ela está ao lado de outras 14 personalidades como Hadiza Bala Usman, ativista da campanha Bring Back Our Girls; a tenista Serena Williams, a professora Mary Beard, que combate a trolagem sexista nas redes sociais, a presidente da ONG Médicos Sem Fronteiras, Joanne Liu e Amal Clooney, a advogada mulher de George Clooney. O jornal diz que Marina venceu a batalha contra a pobreza ao ir do analfabetismo a duas eleições para a presidência do Brasil. Ela diz que o maior tesouro do Brasil não é o pré-sal, mas as 38 tribos indígenas que ainda não entraram em contato com a civilização na Floresta Amazônica. O jornal também diz que há poucos políticos com uma concepção tão moderna quanto Silva. Ela também comenta os ataques que sofreu do PT durante a campanha eleitoral, quando foi taxada desde de representante dos bancos a alguém que acabaria com o programa Bolsa Família. "Foi um processo de desconstrução, não apenas para ganhar a eleição, mas para destruir a pessoa, para aniquilar ele ou ela", disse.
De Bruno Astuto, ÉPOCA
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sábado, 20 de abril de 2013
Preço do tomate brasileiro é assunto até na Economist, para a revista, elevação na taxa básica de juros mostra que o Banco Central reconhece a necessidade de recuperar alguma credibilidade perdida
São Paulo – As piadas sobre o preço do tomate chegaram à revista Economist. Em artigo dessa edição, a revista aborda a inflação no Brasil e afirma que um Banco Central sabe que perdeu o controle sobre as expectativas de inflação quando a subida dos preços torna-se assunto de piadas.
A revista citou os últimos dados sobre a inflação no Brasil e também a decisão do Copom dessa semana pela subida dos juros em 0,25 ponto percentual –para 7,50% ao ano. “Agora as piadas levaram o banco a agir”, afirma a revista, para quem essa subida nos juros mostra que o banco reconhece a necessidade de recuperar alguma credibilidade perdida.
Para a Economist, a independência operacional do BC está posta em xeque desde agosto de 2011, quando começou o ciclo de corte de juros apesar da inflação. Para a Economist, se o governo quiser “acabar com a dor da inflação” antes das eleições de 2014, qualquer tipo de pressão exercida sobre o Banco Central será de elevação dos juros.
Para o blog Beyond Brics, do Financial Times, a subida de juros dessa semana vai satisfazer aqueles no mercado que queriam um sinal do Banco Central de que o regime de metas de inflação através da política monetária ainda estava intacto. “A questão agora é por quanto tempo esse ciclo vai durar, com as condições da economia mundial enfraquecendo e o crescimento no Brasil ainda incerto”, afirma o blog.
Essa elevação nos juros foi a primeira desde julho de 2011. Em comunicado, o Copom afirmou que avalia que o nível elevado da inflação e a dispersão de aumentos de preços, entre outros fatores, contribuem para que a inflação mostre resistência e ensejam uma resposta da política monetária. No comunicado o Comitê também ponderou que incertezas internas e, principalmente, externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária seja administrada com cautela.
De Beatriz Olivon, revista EXAME
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