SÃO PAULO - Em dia de pouca negociação e vaivém na cotação, o dólar fechou praticamente estável ante o real nesta segunda-feira, respondendo a movimentos pontuais de comércio exterior antes do feriado da Revolução Constitucionalista, em São Paulo. A moeda norte-americana fechou em leve queda de 0,01 por cento, cotada a 2,2593 reais na venda. Na máxima do dia, chegou a 2,2653 reais e, na mínima, 2,2466 reais logo após a abertura.
Segundo dados da BM&F, o volume de negociação ficou em torno de 900 milhões de dólares, muito abaixo da média diária. Na terça-feira, o mercado de câmbio permanece aberto, mas as negociações devem ficar ainda mais reduzidas por conta do feriado paulista. "Hoje foi um dia atípico, com movimentação de operações de importador e exportador", disse o operador da B&T Corretora de Câmbio Marcos Trabbold. O dólar abriu o dia em queda, levando o real a ter um comportamento similar ao de outras divisas de países emergentes, como os dólares australiano e neozelandês, além do peso mexicano.
Mas esse movimento foi minguando até o real passar a ter desempenho próprio e ficar oscilando entre pequenas altas e pequenas baixas. O mercado também responde à expectativa de o Federal Reserve, banco central norte-americano, reduzir seu programa de estímulo monetário, o que deve enxugar a liquidez mundial e podendo resultar numa saída de recursos de países como o Brasil.
A decisão do Fed está baseada em sinais de recuperação da economia dos Estados Unidos. Na avaliação de uma importante fonte da equipe econômica brasileira, esse cenário levará a uma correção de preços em diversos ativos, como nas taxas de juros e no câmbio, que deve ver o dólar se estabilizar no patamar de 2,20 reais.
Antes da abertura do mercado brasileiro, a divisa dos EUA chegou a atingir o maior patamar em três anos em relação a uma cesta de moedas, mas investidores aproveitaram o nível para embolsarem lucros.
O indicador tinha queda de 0,29 por cento no início desta tarde. Na sexta-feira, o dólar fechou praticamente estável com o movimento de alta atenuado pela atuação do Banco Central, que realizou leilão de swap cambial logo na abertura das negociações. A autoridade monetária tem entrado no mercado de câmbio para evitar oscilações bruscas e que a moeda norte-americana suba muito, num ambiente interno de inflação ainda elevada.
De Tiago Pariz, REUTERS BRASIL
Mostrando postagens com marcador cotado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotado. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Com baixa liquidez, dólar fecha praticamente estável ante o real por comércio exterior
sexta-feira, 22 de março de 2013
Novas restrições intensificam crise cambial na Argentina
As novas medidas do governo da presidente Cristina Kirchner para o setor de câmbio, que desta vez significam o aumento das taxas para os gastos com cartão de crédito no exterior e outros itens do setor de turismo, como pacotes de viagens, sacudiram o mercado cambial argentino esta semana.
A medida foi divulgada na segunda-feira, e desde então a cotação do dólar voltou a registrar volatilidade no mercado paralelo. A moeda americana superou a barreira dos oito pesos na quarta-feira, e nesta quinta-feira, apesar da leve queda, fechou cotada a 8,45 pesos – diferença acima de 60% para a cotação oficial, de 5,1 pesos.
Analistas econômicos atribuíram ainda à nova onda de nervosismo fatos como a reunião de emergência convocada pela presidente com seus assessores econômicos, na quarta-feira, na residência presidencial de Olivos.
A iniciativa foi considerada pouco comum na agenda presidencial e gerou uma série de boatos na imprensa sobre mudanças na política cambial e substituição da presidente do Banco Central, Mercedes Marcó del Pont.
"Um dia de alarmes, boatos e disputas internas", escreveu o repórter de economia do Clarín Gustavo Bazzan. "Em meio a rumores, dólar 'blue' (no mercado negro) chegou a 8,75 pesos", publicou o La Nación em sua manchete.
Nesta quinta-feira, um cambista de uma loja na Avenida Santa Fé, que trabalha em uma 'cova' (cueva, em espanhol), como os argentinos chamam os esconderijos para a venda do dólar paralelo, disse à BBC Brasil, sob a condição do anonimato: "Terça e quarta foram uma loucura. Chegamos a vender dólar a nove pesos. Hoje (quinta) está mais calmo".
...
...
De Marcia Carmo, agência BBC BRASIL
Assinar:
Comentários (Atom)

