segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um ministério sem nenhum mistério


Apesar de ter prometido combater a corrupção, a presidente Dilma Rousseff encerra o ano com nomeações fisiológicas


Apesar de ter prometido, dias antes, um “pacto nacional contra a corrupção”, a presidente Dilma Rousseff chegou ao final do ano fazendo o jogo do fisiologismo. Entraram no governo velhos craques da base aliada. É o caso do deputado Eliseu Padilha, do PMDB, na Secretaria de Aviação Civil, e, entre outros, do governador do Ceará, Cid Gomes, do Pros, no Ministério da Educação. Houve espaço para uma revelação: Helder Barbalho, fillho e herdeiro político de Jader Barbalho, do PMDB, será, aos 35 anos, ministro da Pesca.
As nomeações, feitas como de costume, demonstram que Dilma decidiu ignorar os sinais de que a Lava Jato deverá melar o jogo político habitual. Em vez de compor uma equipe ministerial técnica e romper com o “toma lá dá cá” na raiz da corrupção, Dilma capitulou. À luz do que foi o ano de 2014, é uma decisão temerária. À luz do que 2015 promete ser, talvez se revele uma decisão desastrosa.

Os lances que antecederam o anúncio já mostravam que não vinha coisa boa. Dilma chegou a afirmar publicamente que consultaria o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre os nomes escolhidos por ela para compor o ministério. Somente ele, afirmou Dilma, poderia esclarecer se os políticos têm ficha limpa. Não era troça. Em tempos de petrolão, com novas delações a cada semana, ninguém mais sabe, em Brasília, onde encontrar pessoas públicas acima de qualquer suspeita. Nem a presidente da República.

Janot nem precisou declinar do convite de fiador de ministros. Os depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, que põem sob suspeita dezenas de políticos que só podem ser julgados em tribunais superiores, estão sob segredo de Justiça. Ninguém – nem Dilma – pode ter acesso a eles. Janot e sua equipe ainda analisam os fatos narrados contra cada político, assim como, em alguns casos, as provas materiais (documentos, e-mails, planilhas, extratos bancários) entregues pelos delatores.Ele apresentará pedidos de investigação no Supremo Tribunal Federal somente nos casos em que julgar consistentes as evidências. Isso deverá ocorrer em fevereiro. Antes disso, não poderá limpar a barra de ninguém. Nem a pedido da presidente.

A estranha tentativa de Dilma sublinha mais uma vez, em tintas caricatas, sua dificuldade em fazer política. A esta altura do calendário político, faltando uma semana para a posse, o novo ministério deveria ser inteiramente conhecido. Dilma, sendo Dilma, procrastinou quanto pôde. Convenha-se, em favor dela, que a mão de obra insuspeita e qualificada em Brasília anda escassa. Com a Polícia Federal nas ruas e o Ministério Público em ação, é difícil encontrar na base aliada (e mesmo alhures) um político por quem se possa pôr a mão no fogo. Após décadas de fisiologismo, a paisagem ética ao redor da Esplanada é de lunar devastação.

De redação, ÉPOCA

Déficit do governo Dilma em 2014 é o maior da história



As contas da presidente Dilma Rousseff permaneceram no vermelho no mês de novembro. O chamado Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentou déficit de R$ 6,711 bilhões, pior resultado para o mês da série histórica do Tesouro Nacional , que começou em 1997. No acumulado de 2014, o déficit primário subiu para R$ 18,319 bilhões, o equivalente a 0,39% do Produto Interno Bruto (PIB). É também o pior resultado de janeiro a novembro da série histórica.

No mesmo período do ano passado, o esforço fiscal era positivo em 1,41% do PIB. Com mais um déficit, o resultado fiscal obtido até agora ficou ainda mais distante da última previsão da equipe econômica de fechar o ano com as contas no azul, com um superávit de R$ 10,1 bilhões.

A previsão foi incluída no relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do Orçamento encaminhado ao Congresso Nacional no final de novembro. Essa estimativa se tornou, na prática, uma espécie de meta fiscal não oficial depois que o governo conseguiu aprovar a flexibilização da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, que dá permissão ao governo Dilma Rousseff para não cumprir a meta fiscal e fechar o ano, inclusive, com um déficit primário sem que haja punições para os governantes. Para conseguir terminar o ano com o superávit de R$ 10,1 bilhões prometido, o governo vai precisar fazer um superávit em dezembro de no mínimo R$ 28,4 bilhões. Em 12 meses até novembro, o Governo Central registra um déficit de R$ 3,9 bilhões ou 0,1% do PIB.

Até novembro, o Tesouro registra um superávit de R$ 40,345 bilhões, o INSS, um déficit de R$ 58,467 bilhões e o Banco Central, um saldo negativo de R$ 197,9 milhões...

De Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Laís Alegretti, ESTADÃO

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Filha de Jefferson assume PTB e segue estilo do pai


O PTB elegeu por unanimidade a sua nova presidente nacional. A ungida é Cristiane Brasil, 41, uma vereadora carioca que ainda terá que esperar até fevereiro para assumir o primeiro mandato de deputada em Brasília.

A escolha soaria estranha se a nova dirigente não fosse filha de Roberto Jefferson, autor da denúncia do mensalão. O ex-deputado está preso em regime semiaberto, mas ainda dá as cartas no partido.

"Ele não está proibido de falar no telefone. Mas quem teve que fazer o trabalho fui eu", diz Cristiane.

Faixa preta de caratê, a petebista indica que seguirá o estilo combativo do pai. Na primeira entrevista no cargo, ela acusa o PT de idealizar e comandar o esquema de corrupção na Petrobras.

"Esse esquema foi criado para financiar o projeto de poder do PT. Eles escolheram a Petrobras para fazer dali o caixa de arrecadação e se perpetuar no poder", diz. "É o maior escândalo de corrupção da história do Brasil. Muito maior do que o mensalão."

A nova presidente do PTB quer frustrar o plano do Planalto de atrair o partido para a bancada governista no segundo mandato. Ela promete que a sigla será "independente", apesar do convite ao senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE) para o Ministério do Desenvolvimento...

De Berbardo Mello Franco, FOLHA DE S. PAULO

Dilma anuncia 13 ministros para novo mandato


BRASÍLIA - Depois de muita negociação, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira os nomes de 13 ministros para compor seu novo gabinete no segundo mandato e acomodar aliados que a ajudaram nas eleições e também nas votação do Congresso Nacional.


O PMDB, maior partido da base e sigla do vice-presidente da República, Michel Temer, ampliou o número de ministérios de cinco para seis. O partido deixa de controlar o Ministério da Previdência, mas deterá o controle da Secretaria dos Portos e do Ministério da Pesca.

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência, entre os nomes indicados está o do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para a pasta de Minas e Energia e do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) para a Secretaria de Aviação Civil.


A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) foi a escolhida para a Agricultura. O deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) assumirá a Secretaria de Portos e o filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), Helder Barbalho, foi indicado para o Ministério da Pesca.


Vinícius Lages (PMDB) permanece na pasta do Turismo.


O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RR), que não terá mandato de deputado no próximo ano e não se elegeu ao governo de seu Estado, era ventilado como um dos possíveis ministeriáveis.
Mais cedo nesta terça-feira, no entanto, divulgou nota afirmando que pediu a Temer para desconsiderar seu nome para o novo gabinete de Dilma até que seja esclarecida a citação de seu nome em delação premiada de investigação da Polícia Federal sobre irregularidades na Petrobras.


O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi indicado para o Ministério da Defesa, enquanto o ministro Aldo Rebelo (PCdoB) deixa a pasta do Esporte para assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia. O deputado George Hilton (PRB-MG) irá substituir Rebelo no Esporte.

O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente do PSD, sigla que passou a apoiar formalmente a presidente nas eleições deste ano, foi anunciado para o Ministério das Cidades. Já o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), vai para a Educação.

A pedagoga Nilma Lino Gomes assumirá a Secretaria de Igualdade racial, enquanto o secretário-executivo da Casa Civil, Valdir Simão, foi indicado para a Controladoria-Geral da União (CGU).


De Leonardo Goy, REUTERS

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

“Ao manter diretoria, Dilma assume 100% dos atos praticado na Petrobras”



O líder da Minoria no Congresso Nacional, Ronaldo Caiado (Democratas-GO), afirmou há pouco que a presidente Dilma Rousseff, a partir de agora assume toda a responsabilidade dos maus feitos na Petrobras ao insistir em manter Graça Foster e toda a diretoria em seus cargos. A presidente da República declarou, ontem, que não existem indícios contra a cúpula da estatal, por isso, pretende mantê-los em seus postos. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Dilma fez uma defesa “contundente” de Graça Foster durante café da manhã com jornalistas. 

“Essa insistência em manter a diretoria caracteriza um vínculo acima do esperado. Diante desse fato, a presidente da República passa a assumir 100% de tudo o que for praticado na Petrobras pela Graça Foster. Dilma Rousseff passa a responder por tudo o que feito por essa quadrilha instalada na Petrobras”, opinou o deputado. 

“Os brasileiros querem saber a quem interessa a permanência de Graça Foster no comando da empresa que vem afundando nos últimos dois anos. Nós é que queremos saber quais interesses seguram a atual presidente no cargo. Graça e a diretoria estão apagando a digital dos crimes cometidos”, acrescentou Caiado. 

O senador eleito ainda apontou contradições nas declarações da chefe do Executivo quando ela afirmou que consultará o Ministério Público para nomear ministros de Estado. “Se ela vai consultar o Ministério Público já deveria então demitir a diretoria da Petrobras, conforme recomendou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Existe uma grave distorção entre o que ela fala a realidade. Para substituir a diretoria não serve a posição do Ministério Público, mas para nomear ministro serve”, concluiu.

De redação, DIÁRIO DA MANHÃ

Mãe identifica criança de 3 anos com jihadistas do EI



As autoridades italianas investigam se um menino de três anos, sequestrado pelo seu pai em 2013, está com jihadistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis). A mãe da criança reconheceu o filho em fotos divulgadas pelo grupo extremista. A cubana Linda Solano Herrera, que há 10 anos vive na província de Belluno, no norte da Itália, denunciou em novembro do ano passado que seu ex-marido, Ismar Mesinovic, de origem bósnia, tinha sequestrado o filho Ismail e viajado para a Síria para se unir aos jihadistas. Ela também relatou que familiares de Mesinovic disseram que ele tinha morrido, mas que a criança havia sobrevivido e estava bem.

A mulher disse ter visto fotos nos sites do EI em que seu filho aparece. "Parece meu filho. O coração de uma mãe nunca erra", disse Herrera, em entrevista aos jornais "Corriere della Sera" e "La Repubblica". "Mesinovic frequentava os centros de orações duas vezes por semana, era algo normal, não parecia fanático", relatou a mãe.

O caso está sendo investigado pelo Agrupamento de Operações Especiais (ROS) de Padova, que tenta descobrir a autenticidade das imagens nas quais o menino aparece. Os detetives, porém, já afirmaram que há pontos de semelhança entre o conteúdo e as antigas fotos da criança que a mãe tem.

De mundo, ANSA

Em meio a polêmicas, Nicarágua começa a construir megacanal



Em clima de apreensão, o governo nicaraguense e um consórcio internacional liderado por uma empresa chinesa lançaram nesta segunda-feira, na Nicarágua, a pedra fundamental do megacanal que promete ser maior que o do Panamá.

O Grande Canal da Nicarágua também deve ligar o oceano Atlântico e o Pacífico, mas estima-se que seja mais longo, largo e profundo que o vizinho panamenho.

Com inauguração prevista para 2020, o canal deve ter 278 quilômetros de extensão (três vezes mais que o Canal do Panamá) e a previsão inicial é de que custe US$ 50 bilhões (R$ 133 bilhões).

Junto ao canal, também devem ser construídos dois portos, um aeroporto, um centro turístico e um parque industrial.

Mas, além de número grandiosos, o projeto está envolto em uma série de polêmicas, enfrentando resistência de grupos ambientalistas, nacionalistas e comunidades locais.

Nos últimos três meses, por exemplo, foram realizados pelo menos 15 protestos contra o canal em várias partes da Nicarágua - sendo muitos deles liderados por populações afetadas pelas obras...

De Arturo Wallace, BBC

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Economistas veem pela 1ª vez estouro da meta de inflação em 2015



SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras passaram a ver, pela primeira vez, que a inflação estourará o teto da meta oficial em 2015, com piora das projeções tanto para o dólar quanto nos preços administrados, ao mesmo tempo em que passaram a ver crescimento econômico menor tanto neste ano quanto no próximo.

De acordo com pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a projeção para o IPCA para 2015 subiu 0,04 ponto percentual, indo a 6,54 por cento, enquanto que para este ano permaneceu em 6,38 por cento. A meta é de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

A inflação tem rondado o teto da meta há meses. O IPCA-15, prévia do indicador oficial de inflação, acelerou a alta a 0,79 por cento em dezembro, e encerrou o ano com alta de 6,46 por cento.

O Focus mostrou também que as perspectivas para o dólar voltaram a piorar. Para 2014, a projeção foi a 2,65 reais, ante 2,60 reais, enquanto para 2015 atingiu 2,75 reais, sobre 2,72 reais...

De Camila Moreira, REUTERS

Reinaldo Azevedo: Se Dilma tiver ao menos 5% de sua grande cabeça ocupada pelo juízo, Graça Foster sai agora...


É detestável que a Petrobras me obrigue a interromper aquele que é, a rigor, meu primeiro dia de férias. E por quê? Porque entregaram a empresa a uma quadrilha, e essa quadrilha, por sua vez, era a operadora de um projeto de poder que tem como protagonista um partido político. Já chego lá.

Estava viajando quando o Fantástico foi ao ar. Na noite deste domingo. Assisti à entrevista de Venina Velosa da Fonseca, a executiva da estatal que botou a boca no trombone, na reapresentação do programa, na GoboNews. Se Dilma tiver ao menos 5% de sua avantajada cabeça tomada pelo juízo, Graça Foster amanhece ex-presidente da Petrobras nesta terça. Aliás, a própria Graça poderia fazer um favor à sua amiga e cair fora.

Não resta dúvida: Venina advertiu, sim, Graça para uma série de desmandos na Petrobras. Também José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento e sucessor de Paulo Roberto Costa, tomou conhecimento das denúncias. Sérgio Gabrielli, ex-presidente da empresa, idem. Os e-mails são evidentes. Se Venina só veio ou não a público em razão de algum ressentimento, isso é irrelevante.

Ela reafirmou todas as suas denúncias na entrevista ao Fantástico, deixou claro que a diretoria sabia de tudo e disse ter fornecido documentos ao Ministério Público Federal. Dilma confia em Graça? Pior para o país. Venina está determinada e parece disposta, se preciso, a enfrentar a presidente da Petrobras cara a cara. Aliás, o comando da emprsa insiste em desqualificar aquela que, até outro dia, era considerada tão competente que até mereceu um alto cargo em Cingapura.

E que se note: o caso de Venina é muito diferente do de seu ex-chefe Paulo Roberto. Ela não é investigada em nada. Contar o que sabe não lhe traz vantagem nenhuma – a rigor, só lhe causa prejuízo. Mesmo assim, sem contar com nenhum benefício futuro, como Paulo Roberto ou Alberto Youssef, decidiu dizer o que sabe.

Venina reafirmou que, ao confrontar Paulo Roberto sobre superfaturamento, este teria apontado para o retrato de Lula, então presidente da República, e para a sala de Gabrielli, indagando: “Você quer derrubar todo mundo?” .É evidente que, ao dizê-lo, o então diretor de Abastecimento sugeria que Lula sabia de tudo.

Não, ouvintes, eu não vou abandonar a minha tese! A Petrobras não é exceção, mas regra. O que se viu na estatal se repete em toda parte. É um método. E quem o comprova é Rui Falcão, presidente do PT.

Neste domingo, no Estadão, Falcão confessa que o partido está mapeando os cargos do governo federal nos Estados para fazer o que ele chama de “recall”. Nas suas palavras: “Estamos fazendo um mapa dos cargos federais nos Estados para saber quem é quem, quem indicou, qual a avaliação que a gente tem disso, e fazer uma proposta (de nomes à presidente”.

É claro que ele deveria ter vergonha de dizer essas coisas, mas ele não tem. É que o PT pode perder alguns cargos na Esplanada dos Ministérios, e os companheiros já estão pensando uma forma de compensação.

Um desastre como o que está em curso na Petrobras é parte de um modo de entender a coisa pública.

Será que o Projeto Reinaldo Ensolarado começa nesta segunda? No país em que a política é caso de polícia, nunca se sabe.

Por Reinaldo Azevedo, VEJA

sábado, 20 de dezembro de 2014

Empreiteiras do caso Petrobras demitem e tentam vender ativos



Foi por meio de uma mensagem de celular que o metalúrgico Marcos soube que tinha perdido seu emprego. Até novembro ele era um dos 1.000 trabalhadores em uma obra da Petrobras em Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Em outra empreitada, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, ocorreu algo semelhante com um grupo de 6.000 funcionários que atuavam em mais uma obra da estatal. Eles foram dispensados após a suspensão unilateral do contrato de trabalho quando restavam apenas 18% para o término da fábrica de fertilizantes que construíam. Nos dois casos, além de as obras terem sido contratadas pela mesma petroleira, as empresas responsáveis por tocá-las estão envolvidas em um dos maiores escândalos de corrupção dos últimos anos desbaratado pela Operação Lava Jato. A primeira construtora citada é a Iesa, a outra, a Galvão Engenharia.

Nos últimos meses, as empreiteiras brasileiras investigadas no esquema ilícito começaram a encontrar dificuldades financeiras e trabalhistas. Conforme as investigações, elas pagavam propinas a políticos e a dirigentes da estatal para conseguirem obras milionárias da Petrobras. Parte desses pagamentos era disfarçado como doação de campanha eleitoral. Neste ano, as empreiteiras despejaram cerca de 200 milhões de reais para partidos e candidatos que disputaram as eleições para o Legislativo e o Executivo...

De Afonso Benites, EL PAÍS

Raúl Castro sai da sombra de Fidel com acordo com EUA e vê popularidade crescer


Belo Monte: 'garota-propaganda' leva um ano para ganhar casa



"A Elissandra já ganhou a sua casa. Uma casa forte e fresquinha", diz a exultante narradora do anúncio da Norte Energia, consórcio vencedor do leilão para construir a polêmica hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, Pará, ao custo de R$ 28,8 bilhões.

As imagens mostram Elissandra Oliveira caminhando sorridente pelos cômodos da nova residência e se balançando em uma rede.

"Em breve, a Norte Energia vai fazer sua mudança. Uma mudança de vida", continua a narradora do comercial.

O anúncio gravado em novembro de 2013 foi ao ar em janeiro. Apenas depois de um ano e muita persistência, Elissandra foi transferida para uma casa no bairro São Joaquim, um dos reassentamentos que estão sendo erguidos pelo consórcio na cidade de Altamira para receber a população da área que ficará permanentemente alagada pela barragem de Belo Monte.

Altamira é onde vive a grande maioria dos atingidos. O alagamento definitivo - que deve atingir ao menos 25 mil pessoas na área urbana da cidade, segundo as estimativas mais conservadoras - está previsto para ocorrer com um ano de atraso, no segundo semestre de 2015.

Quando gravou o comercial, Elissandra ainda morava em uma palafita na orla do rio Xingu, abaixo do calçadão onde ficam os restaurantes mais caros de Altamira. Mesmo depois do anúncio ir ao ar, o consórcio tentou convencê-la a aceitar uma indenização de R$ 10 mil pela perda de sua casa.
 
De Mariana Schreiber, BBC

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Governo atrasa o pagamento de R$ 5 bi em obras de infraestrutura



O governo atrasou o pagamento de pelo menos 5 bilhões de reais em obras de infraestrutura, de acordo com informações publicadas nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. Empresários do setor estimam débitos de cerca de 2 bilhões de reais em projetos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), 1,5 bilhão de reais em pagamentos atrasados para construtoras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e mais 1 bilhão de reais em ferrovias, transposição do rio São Francisco e obras do Ministério das Cidades.

Empresários afirmam que a equipe da presidente Dilma Rousseff (PT) havia prometido quitar as dívidas contanto que as construtoras apoiassem a manobra fiscal que autoriza o descumprimento da meta do superávit primário deste ano. Mas apesar da alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, o governo não cumpriu sua parte no acordo. "O combinado não foi cumprido", disse o presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), José Alberto Pereira Ribeiro...

De economia, VEJA

A miséria tem cor no Brasil. E ela é negra



Embora o Brasil venha avançando na última década no combate à fome, as desigualdades sociais por gênero e raça ainda engatinham. De acordo com o relatório de Segurança Alimentar 2013, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta quinta-feira, milhares de brasileiros deixaram de passar fome no país nos últimos dez anos. Mas as mulheres e os negros continuam representando a fatia da população com os piores indicadores.

O índice é dividido em duas categorias: Segurança Alimentar – quando a pessoa teve acesso aos alimentos em quantidade e qualidade adequadas e não achava que ia sofrer qualquer restrição alimentar no futuro. E Insegurança Alimentar – quando se detectou alguma preocupação com a quantidade e a qualidade dos alimentos disponíveis (grau leve), ou quando se convive com a restrição quantitativa de alimento (moderado), ou quando, além dos adultos, as crianças também passavam pela privação de alimentos (grave). Nesse último grau, o mais severo, existem hoje sete milhões de brasileiros. Há dez anos, no início do levantamento, eram 14,8 milhões.

A insegurança alimentar é maior nos domicílios onde as chamadas 'pessoas de referência' – basicamente quem manda na casa, o que não tem relação, necessariamente, com quem é o responsável pela renda do lar – eram as mulheres: 9,3%, contra 6,9% dos homens...

De Marina Rossi, EL PAÍS

Para especialista, Dilma não era opção para mediar acordo



A opinião é de Brian Latell, que foi, por anos, o principal analista de Cuba da CIA (inteligência americana) e escreveu "Cuba sem Fidel", uma completa biografia não-autorizada de Raúl Castro, em 2005.

Folha - O anúncio de um acordo entre EUA e Cuba foi, de fato, uma surpresa?

Brian Latell - Acredito que poucas pessoas não se surpreenderam com o anúncio da reaproximação. O que foi alcançado entre os dois países foi muito abrangente, e acho que eram poucos os que esperavam tantas mudanças para agora.

Quanto dessa conquista pode ser creditada a Obama e Raúl Castro e quanto à atual conjuntura econômica na ilha?

O presidente Obama deu sinais de que queria melhorar as relações com Cuba desde o início de seu primeiro mandato, em 2009. Ele tomou uma série de medidas para isso, como facilitar viagens e envio de remessas de dinheiro. E ele esperava que houvesse alguma reciprocidade.

Raúl também é pragmático e mais moderado que Fidel, e acredito que ele também queria melhorar as relações, mas, de fato, havia a pressão sobre o regime, já que a economia não está indo muito bem e eles estão perdendo os subsídios da Venezuela.
...
Por que os dois lados não escolheram um mediador da região, como o Brasil, no processo?

Eu não acho que Dilma teria sido uma boa opção. Em Washington, ela é vista como particularmente próxima dos países da Alba, como Venezuela e Cuba, e não sei se ela seria uma boa negociadora para ambos os países. O papa Francisco foi...


De Isabel Fleck, FOLHA

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Criação de empregos no Brasil cai 82% em novembro



O Brasil abriu 8.381 vagas formais de trabalho em novembro, segundo o último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho (MTE) nesta quinta-feira. Trata-se do pior dado para novembro desde 2008. Apesar de positivo, o número mostra uma queda de 82,35% na comparação com as 47.486 vagas criadas em novembro de 2013, na série sem ajuste. Em outubro, houve fechamento de 30.283 postos com carteira assinada. Mediana das estimativas da AE Projeções apontava para o fechamento de 24.000 vagas.

O mercado de trabalho brasileiro acumula criação de 938.043 de empregos formais até novembro em 2014, o menor resultado para o acumulado do ano desde 2003, quando houve abertura de 860.887 vagas na série com ajuste. Em relação a 2013, a queda é de 39,3%.

A forte queda na geração de vagas ocorreu em função de demissões no setor de construção civil, que reduziu 48.894 postos no mês passado, seguido pela indústria de transformação, com fechamento 43.700 vagas, e pela agricultura, com fechamento 32.127 de vagas. O desempenho dos três setores comprometeu o resultado positivo do comércio, com geração de 105.043 empregos em novembro. O setor de serviços também criou empregos, totalizando 29.526 novas vagas no mês passado...

De economia, VEJA


Visita de Raúl Castro à Casa Branca não está descartada, diz porta-voz de Obama



WASHINGTON - Um porta-voz da Casa Branca se recusou a descartar nesta quinta-feira uma eventual visita do presidente cubano, Raúl Castro, aos Estados Unidos, um dia depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciar planos para normalizar as relações com Havana.

"Eu não descartaria uma visita do presidente (Raúl) Castro", afirmou o porta-voz, Josh Earnest.

A Casa Branca afirmou na quarta-feira que era possível uma visita de Obama a Havana, após o presidente anunciar planos para que os dois governos estabeleçam embaixadas em suas respectivas capitais.

De Steve Holland e Roberta Rampton, REUTERS

7,2 milhões de pessoas passam fome no Brasil, mostra IBGE



RIO - A ameaça da fome no país em 2013 foi mais frequente entre a população mais jovem; não branca; e vivente na zona rural. É o que mostrou, nesta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao anunciar o suplemento de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013).

O instituto calcula que em torno de 52,05 milhões de pessoas passavam por algum tipo de insegurança alimentar em 2013 – dos quais 7,2 milhões eram do tipo mais grave. Nesse último universo, o instituto forneceu detalhes sobre como os domicílios com insegurança alime ntar grave afetavam a população brasileira por idade.

Em 2013, as maiores parcelas no total da população que sofriam com insegurança alimentar grave, ou seja, com risco de falta de recursos para comprar comida e ameaçados pela fome, foram encontradas entre crianças de 0 a 4 anos (4,8% do total desse período etário) e criança e adolescentes de 5 a 17 anos (5%). Essas duas faixas etárias representavam em torno de 2,73 milhões de pessoas, em números absolutos...

De Alessandra Saraiva, VALOR

A união nacional em torno do nada



Brasil, esse fanfarrão, reelegeu Dilma Rousseff. Fora as dezenas de milhões de reféns dos programas assistenciais – que viram carros de som anunciar o fim do Bolsa Família se o adversário do PT ganhasse –, um grande contingente de eleitores votou em Dilma porque ela é Lula. E Lula é de esquerda, portanto é um homem bom. Seria muito mais saudável se tivessem abandonado essa premissa de jardim de infância e assumido: voto no PT porque acho que vale a pena o assalto ao Estado brasileiro para manter a estrelinha mitológica no poder. Mas o anedotário não pode parar, e veio, no discurso da vitória, a defesa da união nacional.

Dilma defendeu a união nacional sem sequer citar nominalmente Aécio Neves, um Zé Ninguém que teve 51 milhões de votos – e acabara de telefonar para ela dando parabéns pela vitória. Como se vê, um excelente começo para quem quer unir o país. Em determinado momento, ali em cima do palanque (de onde o PT nunca desceu), ela parou de falar. Durante um bom tempo, ficou muda diante do microfone, ouvindo um coro da militância. O que gritavam os petistas de tão importante? Simples: eles xingavam a TV Globo. E Dilma, líder da união nacional, emoldurou a agressão com seu silêncio.

Das duas, uma: ou o governo petista declara guerra aberta aos principais veículos de comunicação do país, ou a presidente reeleita é uma irresponsável. E cínica: como pode Sua Excelência condenar o ataque dos seus simpatizantes ao prédio da Editora Abril como uma “barbárie” e, no dia seguinte, ser complacente com uma manifestação de ódio à maior emissora de TV do país? É evidente que os aloprados socialistas que vandalizaram a editora são atiçados por seus gurus petistas – Lula à frente –, que passam a vida a demonizar a imprensa. Como pode pregar a união nacional um bando que semeia a ira contra um dos pilares da democracia?

Durante a Primavera Burra, em 2013, manifestantes indignados com os desmandos governamentais agrediam jornalistas – justamente a classe que revela os desmandos governamentais. Mensalão, petrolão, Rosemary, Lupi, Orlando, contabilidade criativa e toda a constelação de escândalos do governo popular jamais seriam conhecidos se não fosse a imprensa. O Império do Oprimido não pode mesmo gostar de jornalista – só dos comprados, que são uns doces. E os heróis da Primavera Burra, coitados, acham que fazem a revolução ao obedecer às incitações covardes de Lula e companhia contra a “mídia burguesa”. Burguesia só serve se for essa que enriquece mamando no Estado brasileiro e cultivando pobres.

Imaginando que, ainda assim, os 51 milhões de atropelados queiram atender ao apelo de Dilma Rousseff, caberia perguntar: união nacional em torno de quê? Não deve ser em torno das boquinhas e bocarras montadas na máquina pública, porque não haverá comissão para todo mundo. Então qual é o projeto, senhora presidente reeleita? Ora, não há projeto. Quando eleita em 2010, Dilma conseguiu dar posse ao primeiro governo da história que começou de mãos abanando. Sem plano algum. Ou melhor: sabe qual era o plano na ocasião, nobre eleitor? Não ria, por favor: reforma política. Soa familiar, não? Sim, pois é o plano que ela apresenta ao país agora, quatro anos depois. Como você aguenta calado tanta embromação, prezado cidadão brasileiro? De uma coisa ninguém pode duvidar: tens um estômago de ferro.

Dilma anunciou que quer fazer a reforma política para combater a corrupção – e pretende fazê-la por meio de um plebiscito. Mesmo se isso não fosse um disparate, caberia alertar à senhora presidenta: o plebiscito já aconteceu no último dia 26 de outubro, e a corrupção venceu.

União nacional em torno de quê? É o quarto mandato de um projeto de sucção que exauriu a economia brasileira e fraudou as contas públicas para esconder a farra orçamentária – com as inevitáveis e cristalinas consequências, recessão e inflação. Dilma já assumiu em 2011 para empurrar com a barriga a procissão do fisiologismo, fato que lhe rendeu de pronto o recorde de sete ministros demitidos no primeiro ano de governo.

Mas o Brasil quis 16 anos de PT. Unam-se em torno do buraco. Cuidado com a vertigem.

De Guilherme Fiuza, ÉPOCA

Cartas do papa Francisco abriram caminho para acordo entre EUA e Cuba



As negociações que resultaram na reaproximação de Estados Unidos e Cuba tiveram uma contribuição valiosa do papa Francisco. Em seus discursos simultâneos nesta quarta-feira, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro fizeram questão de agradecer ao pontífice por sua intermediação.

“Em particular, eu quero agradecer a sua santidade o papa Francisco, cujo exemplo moral nos mostra a importância de buscar um mundo como ele deveria ser, em vez de simplesmente se conformar com o mundo como ele é”, disse Obama em seu pronunciamento.

As conversas, que se prolongaram por dezoito meses, tiveram um momento crucial em meados deste ano, quando o papa enviou cartas a Obama e Castro fazendo um chamado para que os dois lados “resolvessem questões humanitárias de interesse comum, incluindo a situação de alguns prisioneiros, para dar início a uma nova fase nas relações”. O Vaticano também recebeu delegações dos dois países para um encontro mediado pelo cardeal Pietro Paroli, secretário de Estado...

De diplomacia, VEJA

CPI da Petrobras: relatório da oposição pede processo de improbidade contra Dilma



BRASÍLIA – O relatório alternativo da oposição na CPI mista da Petrobras pede a abertura de processo de improbidade administrativa contra a presidente Dilma Rousseff pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, quando ela estava a frente do Conselho de Administração da Petrobras, em 2006. O texto indicia ainda a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, diretores e ex-diretores da companhia, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, entre outros. Pede ainda abertura de inquérito contra o ministro Paulo Bernardo e outros políticos.

O texto foi preparado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB) e apoiado pelos parlamentares da oposição. Será procedida a leitura durante a sessão da CPI, em andamento nesta tarde. Após a leitura, a oposição pedirá preferência para este texto. O governo terá de derrotar o requerimento para depois tentar aprovar o relatório de Marco Maia (PT-RS), que sofreu alterações nesta tarde.
O relatório alternativo amplia os pedidos de indiciamentos feitos no texto de Maia. Ele inclui o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, o deputado cassado André Vargas e o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, entre os que devem ser indiciados pelas investigações decorrentes da Operação Lava-Jato.

Pelo mesmo caso, pede a abertura de inquérito contra 36 pessoas, como o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Humberto Costa (PT-PE), os deputados federais Eduardo da Fonte (PP-PE), João Pizzolatti (PP-SC) e Nelson Meurer (PP-PR) e o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, já falecido. Estão ainda neste tópico o atual diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, o presidente afastado da Transpetro, Sérgio Machado, e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Zelada...

De Eduardo Bresciani, O GLOBO

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Homem armado faz reféns em café de Sydney em suposto ataque jihadista


SYDNEY - A polícia da Austrália isolou o centro da maior cidade do país, Sydney, nesta segunda-feira, após um homem armado ter entrado em um café, feito reféns e os forçado a exibir uma bandeira do Estado Islâmico, despertando temores de que seja um ataque jihadista.

A polícia informou ter conhecimento de um homem armado envolvido no incidente no café da chocolateira Lindt, no coração do distrito financeiro de Sydney, mas pode haver mais.

Policiais, inclusive agentes paramilitares, isolaram vários quarteirões no entorno do café, à medida que negociadores tentavam resolver um dos maiores pânicos de segurança na Austrália em décadas. Atiradores de elite e equipes especiais tomaram posições ao redor do café, e helicópteros da polícia sobrevoavam o local.

Ao menos cinco reféns foram soltos ou escaparam desde o início do incidente, no meio da manhã. Funcionários do local e clientes foram vistos correndo desesperados em direção à polícia após conseguirem sair do local.

Cerca de 15 reféns ainda podem estar no interior do café, de acordo com Chris Reason, repórter do Channel Seven, cujo escritório fica em frente ao café.

"De dentro da redação de Martin Place nós podemos ver um homem armado rodando os reféns, os forçando contra as janelas", disse Reason no Twitter.

O primeiro-ministro Tony Abbott, que for a alertado sobre possíveis planos de militantes de atacar a Austrália, disse que há indicações de que o sequestro tinha motivação política.

De Matt Siegel e Jane Wardell, REUTERS

Valor de mercado da Petrobras caiu 45% desde o fim de setembro




RIO - O valor de mercado da Petrobras no fim de setembro era de R$ 229,72 bilhões, praticamente inalterado em relação ao fim de setembro de 2013, de acordo com as informações divulgadas ontem à noite pela estatal. No entanto, na comparação com o preço das ações no fechamento do pregão de sexta-feira (12) na Bolsa de Valores de São Paulo, houve queda de 45%. Pela cotação de ontem, o valor de mercado da empresa era de R$ 127,04 bilhões.

Ontem, Petrobras PN caiu 5,82% e encerrou valendo R$ 10,19, a menor cotação desde 5 de agosto de 2005, quando estava a R$ 9,96. Petrobras ON declinou 5,98%, para R$ 9,44, menor nível desde 20 de janeiro de 2005, quando marcava R$ 9,42.

O balanço não auditado da empresa era ansiosamente aguardado para sexta à noite, mas a divulgação dos números foi novamente adiada. Foram apresentados somente indicadores operacionais e algumas informações econômico-financeiras...

De Rodrigo Politi, VALOR

Marina Silva é eleita 'mulher do ano' por jornal britânico



Marina Silva é capa do jornal britânico Financial Times como A Mulher do Ano. No artigo, um perfil superelogioso dizendo que ela é "uma idealista de verdade". Lê-se nas entrelinhas que Dilma foi uma ganhadora-perdedora das eleições. Ela está ao lado de outras 14 personalidades como Hadiza Bala Usman, ativista da campanha Bring Back Our Girls; a tenista Serena Williams, a professora Mary Beard, que combate a trolagem sexista nas redes sociais, a presidente da ONG Médicos Sem Fronteiras, Joanne Liu e Amal Clooney, a advogada mulher de George Clooney. O jornal diz que Marina venceu a batalha contra a pobreza ao ir do analfabetismo a duas eleições para a presidência do Brasil. Ela diz que o maior tesouro do Brasil não é o pré-sal, mas as 38 tribos indígenas que ainda não entraram em contato com a civilização na Floresta Amazônica. O jornal também diz que há poucos políticos com uma concepção tão moderna quanto Silva. Ela também comenta os ataques que sofreu do PT durante a campanha eleitoral, quando foi taxada desde de representante dos bancos a alguém que acabaria com o programa Bolsa Família. "Foi um processo de desconstrução, não apenas para ganhar a eleição, mas para destruir a pessoa, para aniquilar ele ou ela", disse.

De Bruno Astuto, ÉPOCA

Lula foi à Polícia Federal para depor sobre o mensalão



A Polícia Federal ouviu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o mensalão. Lula foi intimado na condição de testemunha para falar no inquérito 00012/2014. O procedimento foi aberto em função das declarações de Marcos Valério Fernandes de Souza, que relacionou Lula ao caso. Na noite do último dia 3, Lula recebeu na pista do Aeroporto de Congonhas a carta precatória assinada pelo delegado federal Rodrigo Luis Sanfurgo de Carvalho, chefe da área de repressão a crimes financeiros e desvio de recursos públicos em São Paulo. O depoimento deveria ocorrer nesta segunda, 15, às 9h00. Já no momento da intimação, Lula avisou que iria à sede da PF em Brasília. Cumpriu a promessa no dia 9.

De Felipe Patury, ÉPOCA 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Eletrobras aprova repactuação de dívidas de R$8,5 bi com Petrobras


SÃO PAULO - A Eletrobras informou nesta sexta-feira que seu conselho de administração aprovou a repactuação de dívidas de suas distribuidoras com Petrobras no total de 8,5 bilhões de reais, referente a compra de combustível, com pagamento em 120 parcelas a ser iniciado a partir de fevereiro do ano que vem.

Desse total, 3,2 bilhões de reais são referentes ao fornecimento de gás e o valor de 5,3 bilhões de reais referentes ao fornecimento de óleo.

Do total da dívida, a Eletrobras tem garantia da União Federal para pagamento de 4,2 bilhões de reais valor que foi reconhecido pelo governo federal como dívida que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) tem com a Eletrobras, ou seja, valores que não foram repassados a estatal para a compra de combustível, conforme deveria ter ocorrido.

Desde 2012, a CDE assumiu, entre outras obrigações, as que antes ficavam a cargo da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo usado para subsidiar a compra de óleo para as termelétricas dos sistemas isolados da região Norte. Acontece que a CDE deixou de repassar à Eletrobras parte dos montantes destinados à compra do óleo.

A Eletrobras ainda busca o reconhecimento de outros créditos referentes ao reembolso de custos de combustíveis, no valor de 4,3 bilhões de reais, com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em comunicado, a Eletrobras disse que as dívidas com a Petrobras já estão reconhecidas em balanços das distribuidoras de energia. O saldo devedor será corrigido pela taxa de juros Selic.

O conselho da estatal elétrica ainda aprovou celebração de termo de repactuação de dívida da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) no total de 4,2 bilhões de reais, em que o fundo reconhecerá ser devedor das distribuidoras da companhia Amazonas Energia (AM), Boa Vista (RR) e Ceron (RO).

A Eletrobras informou que as operações estão condicionadas à aprovação de órgãos competentes, e instrumentos contratuais ainda precisam ser assinados entre as partes envolvidas.

Ainda não está claro como a Eletrobras irá receber esses créditos da CDE mas, para respeitar os termos do pagamento da dívida com a Petrobras, terá que receber pelo menos parte dos valores do Tesouro até fevereiro de 2015...

De Por Anna Flávia Rochas, REUTERS

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Congresso dos EUA aprova sanções contra a Venezuela


O Congresso dos Estados Unidos finalizou o processo de aprovação de um projeto que impõe sanções contra funcionários do governo da Venezuela por violações dos direitos humanos durante as manifestações do início deste ano.

Na noite desta quarta, a Câmara dos Deputados votou a proposta, que já havia passado pelo Senado na segunda-feira. O texto proíbe a entrada nos Estados Unidos dos responsáveis pela repressão aos manifestantes e bloqueia seus bens no território americano. O projeto agora segue para sanção do presidente Barack Obama, que deve assinar o texto, como sinalizou a Casa Branca.

A votação envia aos venezuelanos um "forte sinal" de que "o Congresso americano escuta, vê e sente seu sofrimento", disse a deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen, que apresentou o projeto à Câmara. “O povo da Venezuela pediu ajuda aos Estados Unidos e a todas as nações responsáveis para protegê-lo da brutalidade do regime de [Nicolás] Maduro, a marionete de Cuba”, salientou, conforme declaração reproduzida pelo jornal espanhol El País. “Os Estados Unidos não podem ignorar suas responsabilidades, devemos ser a voz dos silenciados pelos regimes opressões”...

De direitos humanos, VEJA

Relator da CPI da Petrobras não inclui políticos nem pede indiciamentos, mas propõe mudar lei de contratações


BRASÍLIA – O deputado Marco Maia (PT-RS) apresentou nesta quarta-feira o relatório da CPI mista da Petrobras sem pedir indiciamentos. Ele apenas lista pessoas que poderiam ser investigadas, sem quaisquer nomes de políticos entre os que deveriam ser alvo de apuração. Maia propõe ainda em seu relatório mudar a legislação de contratações para empresas estatais. O relatório tem 903 páginas e deve ser votado na próxima semana. Apesar de não pedir nenhum indiciamento diretamente, Maia diz que "corrobora e ratifica" os indiciamentos feitos na esfera judicial.

Somente em relação a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, são apontados 52 pessoas a serem investigadas. Quase todas, porém, já são alvos das ações que tramitam na Justiça Federal do Paraná. Entre os principais personagens, o único citado que ainda não é alvo de inquérito é o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Estão na lista os executivos de empreiteiras e os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato de Souza Duque. O texto pede ainda a investigação de 20 empresas, quase todas também já alvos de investigação. O mesmo ocorre no restante do relatório que cita, por exemplo, o pagamento de propina pela holandesa SBM Offshore.

Em todo o parecer, Maia fez 13 menções à presidente Dilma Rousseff. Em nenhuma delas há qualquer acusação contra ela. A maior parte das citações está na transcrição de trecho do depoimento de Paulo Roberto Costa à comissão. No caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, são oito citações, todas também relativas ao depoimento. Em relação ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a única menção é em uma frase de Costa de que as nomeações políticas na Petrobras acontecem desde o governo José Sarney...

De Eduardo Bresciani, O GLOBO

Câmara cassa mandato de Vargas; só cearense votou contra


Desta forma, o ex-petista - que é acusado de envolvimento com um dos personagens centrais do escândalo na Petrobras - fica inelegível até 2022, como exige a Lei da Ficha Limpa. Único voto contrário foi de José Airton (PT)

Acusado de envolvimento com um dos pivôs do escândalo de desvio de recursos da Petrobras, André Vargas (ex-PT-PR) teve seu mandato cassado ontem pela Câmara dos Deputados. Com isso, ele não poderá disputar eleições até 2022, como determina a Lei da Ficha Limpa.

A perda do mandato foi aprovada, em votação aberta, por 359 votos -eram necessários 257 votos. Também foi registrado um voto contrário à perda do mandato e seis abstenções. O único que votou contra a cassação de Vargas foi o deputado cearense José Airton (PT), apesar da orientação contrária do partido de apoiar a punição do ex-filiado.

A votação ocorreu apesar de uma operação deflagrada por Vargas e por colegas do PT para tentar derrubar a sessão. Após destituir seu advogado de defesa, o petista enviou um atestado médico ao comando da Câmara alegando que passou por um procedimento cirúrgico e não poderia estar presente para se defender. Solicitou que a votação fosse adiada para depois do próximo dia 16, a um dia do encerramento dos trabalhos do plenário antes do recesso. Aliado de Vargas, o deputado José Mentor (PT-SP) chegou a encerrar a sessão por falta de quórum numa ação tumultuada faltando ainda duas horas para o fim do prazo regimental da reunião.

Mentor aproveitou um desentendimento em relação à presença do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) na Presidência da sessão, tomou a cadeira e declarou o encerramento da reunião por falta de quórum. O gesto irritou o relator do processo, deputado Julio Delgado (PSB-MG), o presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PSD-SP), e líderes da oposição que cobraram do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) a reabertura dos trabalhos...

De política, O POVO

Valor do salário mínimo no Orçamento é arredondado para R$ 790


O valor do salário mínimo a partir de janeiro de 2015 previsto no Orçamento do próximo ano subiu para R$ 790,00, de acordo com o relator geral da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR). A medida terá impacto de R$ 1,2 bilhão.

A previsão atual é de um mínimo de R$ 788,06, mas o valor costuma ser arredondado para facilitar o pagamento em dinheiro. O valor final do piso ainda depende do cálculo que é feito pelo governo com base na fórmula que considera inflação e crescimento da economia.

Jucá apresentou nesta quarta-feira (10) o parecer preliminar do Orçamento 2015, que deve ser votado ainda nesta quarta-feira na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

O texto prevê ainda R$ 12 bilhões para emendas parlamentares, R$ 3,9 bilhões para Lei Kandir, R$ 1,4 bilhão para desonerações da MP 656 e R$ 1,9 bilhão para a emendas constitucional 84, que aumenta em 1% os repasses para o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

De economia, JORNAL DO COMMERCIO

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ministro palestino morre após ser atingido por soldados israelenses


TURMUSIYA, Cisjordânia - Um ministro palestino morreu pouco depois de ser atingido por soldados israelenses durante um protesto nesta quarta-feira na Cisjordânia ocupada, disseram um médico palestino e um fotógrafo da Reuters que testemunhou a cena.

Ziad Abu Ein, ministro sem pasta definida que tinha em torno de 50 anos, foi levado às pressas do local por uma ambulância, no vilarejo de Turmusiya, mas morreu rumo à cidade palestina vizinha de Ramallah.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse em comunicado que a morte de Abu Ein era "um ato bárbaro, sobre o qual não se pode calar ou aceitar". Abbas afirmou que tomaria as "medidas necessárias" após uma investigação ser conduzida e anunciou três dias de luto oficial.

O Exército israelense está examinando o incidente, disse uma porta-voz, sem dar maiores detalhes.

Cerca de 100 ativistas palestinos e estrangeiros do Comitê pela Resistência aos Assentamentos e ao Muro, uma organização de protesto mantida pelo governo e administrada por Abu Ein, dirigiam-se aos arredores de um assentamento israelense para plantar árvores e protestar quando foram parados em um posto de controle improvisado, disseram testemunhas...

De Ali Sawafta e Mohammed Torokman, REUTERS

domingo, 7 de dezembro de 2014

Petrobras inicia produção de derivados de petróleo na Refinaria Abreu e Lima


SÃO PAULO - A Petrobras iniciou neste sábado a produção de derivados de petróleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), cujos custos de construção saíram bem acima do inicialmente estimado, dando sequência ao seu plano para aumentar a produção nacional de combustível.

Em nota divulgada neste sábado, a companhia informou que os derivados de petróleo já produzidos foram enviados para armazenamento em tanques e esferas da refinaria, localizada em Pernambuco.

Com a operação da refinaria, a primeira a ser construída no Brasil desde 1980, a Petrobras poderá elevar a produção nacional de combustível, diminuindo a necessidade de importações de diesel, o principal produto da Rnest.

Desde que a presidente Dilma Rousseff aprovou a construção da refinaria no Nordeste, no período em que foi presidente do Conselho de Administração da empresa (2003-2010), seu custo mais do que quadruplicou, a cerca de 18,5 bilhões de dólares, o que gerou uma série de investigações de diversas autoridades.

As obras da polêmica refinaria são, inclusive, foco da operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Segundo a Petrobras, a primeira carga de petróleo da Rnest gerou gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta, diesel e resíduo atmosférico (RAT), insumo para a unidade de coqueamento retardado.

"Além dos derivados, foi produzido também gás combustível, que será utilizado nos processos da própria refinaria", completou a empresa.

De Por Marcela Ayres, REUTERS

Reféns morrem em ação dos EUA de resgate no Iêmen


Um jornalista americano e um professor da África do Sul que eram mantidos reféns por militantes da rede extremista al Qaeda no Iêmen morreram durante uma operação de resgate realizada por forças especiais americanas na manhã deste sábado.

O jornalista Luke Somers e o professor Pierre Korkie teriam sido baleados por seus sequestradores durante a tentativa de resgate, segundo disseram autoridades americanas ao jornal New York Times.

A irmã da vítima, Lucy Somers, disse à Associated Press que o FBI confirmou a morte.

Somers, que nasceu na Grã-Bretanha, foi sequestrado no Iêmen em 2013 e apareceu recentemente pedindo socorro em um vídeo publicado na internet.

Korkie havia sido sequestrado no ano passado e uma organização não governamental sulafricana negociava sua libertação.

Ao menos nove combatentes da al Qaeda foram mortos em um ataque aéreo supostamente relacionado à ação. Ele teria sido realizado por drones na província de Shabwa, no sul do Iêmen.

O Ministério da Defesa local confirmou a realização de uma "operação de grandes proporções" na região...

De internacional, BBC

Na Paulista, manifestantes fazem ato contra a presidente Dilma


SÃO PAULO ­ Um ato convocado por políticos do PSDB reuniu neste sábado, 6, em São Paulo cerca de 5 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, para protestar contra o governo Dilma Rousseff. A manifestação teve a presença do senador eleito José Serra, dos deputados José Aníbal e Mara Gabrilli, dos vereadores Andrea Matarazzo e Gilberto Natalini (PV), além do cantor Lobão. O senador Aécio Neves (PSDB-­MG), que divulgou vídeo na internet pedindo a participação no protesto, não compareceu.

Esse foi o quinto ato organizado contra o governo Dilma desde o 2.º turno das eleições. O maior deles, em 15 de novembro, reuniu cerca de 10 mil pessoas.

Os manifestantes iniciaram a concentração por volta das 15h no vão livre do Masp. Eram três grupos distintos, liderados pelo Movimento Brasil Livre, Vem Para a Rua e Movimento Brasileiro de Resistência, este último defensor da intervenção militar. Em comum eles tinham as críticas ao governo ­ fazendo alusão aos escândalos da Petrobrás e do mensalão e pedindo “Fora, Dilma” e “Fora, PT”. Os dois primeiros fizeram questão de se diferenciar do terceiro, que reuniu cerca de 400 pessoas.

A diferença ficou clara logo no início da marcha. Dois carros seguiram pela Avenida Paulista, desceram a Rua da Consolação e terminaram o ato na Praça Roosevelt. O grupo que defendia a intervenção militar tomou sentido contrário e desceu a Avenida Brigadeiro Luis Antônio.

O cantor Lobão fez questão de se diferenciar de manifestantes radicais. “Temos objetivos comuns que é tirar o PT do poder, mas defendo os meios democráticos”, disse.

Exilado. Serra acompanhou a segunda metade da caminhada. Na Praça Roosevelt, ele subiu no carro de som do movimento Vem Para a Rua e discursou. “A democracia não é só a eleição. É um sistema de valores que está sendo destruído pelo PT”, afirmou. O senador eleito por São Paulo descartou apoiar o movimento que pede a intervenção dos militares. “Já fui exilado em dois países e não quero ser exilado pela terceira vez.”

De Valmar Hupsel Filho, O ESTADO DE S. PAULO

sábado, 6 de dezembro de 2014

Roseana Sarney renunciará neste domingo ao governo do Maranhão


A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, deve anunciar seu desligamento do cargo no próximo domingo, dia 7, poucas semanas antes do fim de seu mandato.

De acordo com a imprensa local, após o anúncio ela deve passar três meses de férias na Flórida, nos Estados Unidos. Após anos no poder do Maranhão, a família Sarney perdeu as eleições para o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que, pela primeira vez, conquistou um governo estadual.

Com a renúncia, ela não precisa passar a faixa para Flávio Dino, que a venceu no primeiro turno, com 63,52% dos votos válidos.

De Ansa, JB

Obama discute Irã e avanço do Estado Islâmico com rei da Jordânia


WASHINGTON - O presidente norte-americano, Barack Obama, conversou nesta sexta-feira com o rei da Jordânia sobre as negociações nucleares com o Irã e disse que os Estados Unidos e seus aliados estavam fazendo um progresso lento, porém firme, contra o Estado Islâmico no Oriente Médio.

Obama, falando depois de uma visita do rei Abdullah à Casa Branca, disse que ainda não estava claro se Teerã irá aproveitar a oportunidade para um acordo nas negociações nucleares com potências ocidentais.

O presidente dos EUA também afirmou a Abdullah que irá aumentar a ajuda à Jordânia e oferecer mais garantias de empréstimos ao país.

De Steve Holland, REUTERS

IPCA acelera alta a 0,51% em novembro com carnes e gasolina, e continua acima do teto da meta


SÃO PAULO - A inflação oficial brasileira acelerou em novembro a 0,51 por cento, pressionada por alimentos e gasolina, permanecendo acima do teto da meta em 12 meses e mantendo a nova equipe econômica sob pressão para que torne a política fiscal mais rigorosa e controle a alta dos preços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 6,56 por cento em 12 meses até novembro, um pouco abaixo dos 6,59 por cento de outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Em outubro, o IPCA havia avançado 0,42 por cento na base mensal.

A meta de inflação do governo é de 4,5 por cento, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou menos. Analistas consultados pela Reuters, no entanto, acreditam que o IPCA encerrará este sem estourar a meta, apesar de ficar próximo do teto.

"Acho bem difícil estourar", afirmou a economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro, para quem o IPCA deve acelerar a 0,68 por cento em dezembro, fechando o ano com alta acumulada de 6,3 por cento.

Segundo contas do próprio IBGE, para encerrar o ano exatamente no topo da meta, o IPCA de dezembro teria subir 0,86 por cento. E, para repetir os 5,91 por cento de 2013, neste mês teria de subir 0,30 por cento...

De Por Felipe Pontes e Camila Moreira, REUTERS

Nasa lança 1º voo teste em missão para Marte


A Nasa, a agência espacial americana, lançou nesta sexta-feira o primeiro voo teste de uma nave que, no futuro, poderia ajudar humanos a chegar a Marte.

O lançamento da cápsula não-tripulada, originalmente marcado para a manhã da quinta-feira, foi adiado por problemas técnicos e meteorológicos. Na contagem regressiva, a missão foi interrompida por causa de ventos fortes e de problemas nas válvulas de combustível dos propulsores do foguete Delta, ao qual estava acoplada.

O voo decolou nesta sexta-feira da base de Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida, com o objetivo de testar algumas das tecnologias da nave durante uma viagem curta por cima da Terra.

Para o voo de teste, está sendo usado o foguete Delta IV-Heavy, atualmente o mais poderoso foguete de lançamento do mundo. O Delta vai enviar a Orion em duas voltas em torno da Terra, arremessando a cápsula a uma altitude de quase 6 mil quilômetros.

Depois, a Orion cairá novamente na Terra com uma velocidade de reentrada de cerca de 30 mil quilômetros por hora, próximo da velocidade esperada de uma cápsula retornando de uma viagem à Lua.

A cápsula tem formato cônico, lembrando as naves Apollo, que levaram o homem à Lua nas décadas de 1960 e 1970...

De tecnologia, BBC BRASIL

Há indícios de que corrupção vai além da Petrobras, diz juiz da Lava Jato


O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, considera que existem indícios de que os crimes de corrupção e propinas "transcenderam a Petrobras". Ele demonstra perplexidade com a planilha de dados sobre cerca de 750 obras públicas, "nos mais diversos setores de infraestrutura, que foi apreendida com Alberto Youssef".

Doleiro e alvo central da Lava Jato, Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa decidiram pelo acordo de delação premiada e relataram a ação do cartel das empreiteiras na estatal. A planilha que incomoda o juiz da Lava Jato foi apreendida no dia 15 de março, quando a operação saiu à caça dos investigados.

Na terça-feira, em Brasília, durante sessão da CPI mista da Petrobras, Costa afirmou que o esquema de propinas é generalizado no país. Funciona, segundo o delator, "nas rodovias, portos, ferrovias e aeroportos".

Despacho - Moro fez as considerações sobre corrupção ao rejeitar o pedido de extensão da ordem do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, que mandou soltar o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque, indicado ao cargo pelo PT.

Duque foi solto na quarta-feira e, imediatamente, dois executivos - Erton Fonseca, da Galvão Engenharia, e Gerson de Mello Almada, da Engevix Engenharia - pediram extensão da medida. Ambos eram alvos da operação por suspeita de envolvimento com o cartel das empreiteiras. O juiz federal rejeitou os pedidos.

Moro destacou ainda que há provas "de esquema criminoso duradouro e sistemático para frustrar licitações da Petrobras, impor preços em contratos públicos sem concorrência real, lavar recursos obtidos nos crimes e, com eles, efetuar remunerações a agentes públicos, inclusive a diretores e gerentes da Petrobras"...

De Estadçao, VEJA

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Inflação fica acima do teto da meta pelo quarto mês seguido


RIO - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), a inflação oficial do país, acelerou para 0,51% em novembro. Em outubro, a alta tinha sido de 0,42%. Nos doze meses encerrados em novembro, a taxa chegou a 6,56%, se mantendo acima do teto da meta do governo pelo quarto mês seguido. Apenas em 2014, a inflação aumentou 5,58%.

Economistas ouvidos pela Bloomberg estimavam que o IPCA ficasse em 0,55% em novembro, com as projeções variando entre 0,49% e 0,64%. Para o resultado acumulado em doze meses, a média das estimativas era de 6,59%, com taxas entre 6,53% e 6,69%...

De Lucianne Carneiro, foto: Diego Guidice, O GLOBO

ANP diz que Petrobras já pode produzir diesel na Refinaria do Nordeste


RIO DE JANEIRO - A Petrobras já pode produzir diesel na Refinaria do Nordeste (Rnest), após autorizações para operações de unidades concedidas nesta quinta-feira, afirmou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com o início da produção na refinaria, em Pernambuco, a Petrobras poderá finalmente aumentar a produção nacional do combustível, o que vai ajudá-la a reduzir importações de diesel, o principal produto da Rnest, que também fabricará outros derivados de petróleo.

A capacidade adicional para produção de diesel da Petrobras vem num momento em que a companhia está vendendo o combustível no Brasil com um prêmio ante o mercado externo, em grande parte por causa da queda acentuada dos preços do petróleo, após quatro anos de vendas domésticas com defasagem ante as cotações internacionais.

Segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), em 1º de dezembro, o preço do diesel vendido às distribuidoras nas refinarias nacionais estava 14,5 por cento acima do preço praticado no Golfo do México.

A estatal afirmou à Reuters por e-mail, na terça-feira, que planeja entrega de produtos oriundos da Rnest ainda neste mês.,,

De Marta Nogueira, REUTERS BRASIL

Governo reduz de 2% para 0,8% previsão de alta do PIB em 2015


O governo brasileiro revisou para 0,8% a estimativa de crescimento da economia em 2015, bem abaixo dos 2% previstos ainda em novembro, segundo documento enviado nesta quinta-feira (04/12) à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

A revisão ocorre menos de duas semanas depois do recuo anterior, que foi de 3% para 2%, e se aproxima das projeções feitas pelo mercado financeiro. A previsão do relatório para os anos de 2016 e 2017 é um crescimento de 2% e de 2,3% do PIB, respectivamente.

A revisão, feita pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, também fixou a meta de superávit primário (excedente usado para pagar juros da dívida pública) em 66,3 bilhões de reais. Além dos novos cenários econômicos, o valor foi definido com base na meta de superávit primário de 1,2% do PIB em 2015, anunciada na semana passada pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A atualização, segundo o governo, ocorreu após uma mudança no cenário macroeconômico e das novas metas anunciadas pelo governo para os próximos dois anos.

De AS, lusa, abr, DW

Aumento salarial despenca no Brasil e fica abaixo da média mundial


O crescimento dos salários no Brasil sofreu forte desaceleração em 2013 na comparação com o ano anterior. O aumento, de 1,8%, também ficou abaixo do da média global, que registrou alta de 2% no ano passado, segundo um estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho), publicado nesta quinta-feira.

No Brasil, o crescimento real dos salários (descontada a inflação) caiu para menos da metade na comparação com o ano anterior. Em 2012, a alta havia sido de 4,1%, de acordo com o Relatório Mundial sobre os Salários 2014-2015 da OIT.

Outros países emergentes também registraram desaceleração no crescimento dos salários em 2013, mas o ritmo de aumento salarial foi bem superior ao do Brasil e ao da média mundial.

É o caso da China, onde os salários subiram 7,3% em 2013, após alta de 9% no ano anterior. Na Rússia, o crescimento foi de 5,4% no ano passado, após alta de 8,5% em 2012.

Na América Latina e Caribe, os salários aumentaram apenas 0,8%. No entanto, o desempenho modesto da região pode ser atribuído, em grande parte, ao Brasil e também ao México, onde os salários registraram queda 0,6% em 2013, acrescenta a OIT...

De Daniela Fernandes, BBC BRASIL

domingo, 30 de novembro de 2014

Eduardo Jorge: 'O PT é muito ligado a petróleo e a automóvel. Parece algo genético'


"Farei uma oposição construtiva", garante Eduardo Jorge
O resultado das eleições foi uma decepção para Eduardo Jorge (PV), que terminou a disputa em sexto lugar, com apenas 630 mil votos (0,61%). A expectativa dele e do partido era maior, principalmente levando em conta o frenesi gerado pelo ex-deputado e médico sanitarista com suas respostas fora do lugar-comum no Twitter – que ele mesmo administra – e também pela sinceridade prosaica adotada nos debates televisivos. “Quando chegou no finzinho, na hora H, na rodada final, o voto útil tirou 1,5 milhão da minha candidatura”, lamentou o candidato derrotado à Presidência, que esteve em Belo Horizonte na semana passada para receber uma medalha da Câmara Municipal e foi entrevistado pelo Estado de Minas.

Eduardo Jorge explica que o PV ainda não definiu o posicionamento em relação aos “próximos quatro anos do presidencialismo imperial do Brasil”, como ele define. O político garante que fará uma oposição construtiva, mas de uma só tacada criticou os futuros ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Agricultura, Kátia Abreu.

Em Belo Horizonte, o político vegetariano visitou o Mercado Central, comprou queijos, goiabada, doce de leite, recebeu o Grande Colar do Mérito Legislativo, fez uma palestra na Câmara e incentivou uma assessora de um deputado do PV a adotar a bicicleta em seus deslocamentos diários entre a casa e a Assembleia Legislativa. Falou também dos temas considerados polêmicos, como a legalização das drogas e liberação do aborto. “A Dilma e o Aécio pensam parecido com o que eu falei, mas não falam. Não falam porque o marqueteiro não deixa falar. Isso é um prejuízo para o povo”, acredita Eduardo Jorge, que diz não querer ser candidato novamente.

Qual a avaliação que o senhor faz da campanha eleitoral? E por que o resultado foi bem pior do que o conquistado pela Marina em 2010 pelo PV?

Sabíamos que esta seria uma campanha diferente de 2010, que foi Cruzeiro x Atlético. Quem não era Cruzeiro e nem Atlético e era América tinha que vir para o PV e para a nossa candidata. Em 2010 foi uma conjuntura diferente. Este ano, foram três grandes candidaturas cristalizadas. O Eduardo Campos, o Aécio e a Dilma, com campanhas estruturadas e apoio de grandes empreiteiras e grandes máquinas administrativas. Por isso, tínhamos consciência que a campanha de 2014 não seria igual à de 2010. Sabíamos que em dois ou três meses não se pode mudar um país continental com três candidaturas cristalizadas. Nós do PV sabíamos que deveríamos fazer uma campanha de divulgar as ideias de vanguarda do PV. Portanto, não esperávamos ter uma votação igual à que tivemos em 2010.

O senhor foi muito criticado por parte de seus eleitores por ter apoiado o candidato derrotado Aécio Neves (PSDB) no segundo turno...

Foi uma guerra civil no meu Twitter. Tinha gente que simpatizava com as teses que eu defendia e também simpatizava com a Dilma, com a Marina ou com o Aécio. Tanto que quando chegou no finzinho, na hora H, na rodada final, o voto útil tirou 1,5 milhão da minha candidatura na última semana. Tinha gente que era muito simpático à minha campanha, mas estava de olho para saber quem ia para o segundo turno. Apoiamos o Aécio no segundo turno porque o diretório decidiu por 33 votos a seis. O Aécio e a Dilma, nós dizíamos, são muito parecidos, com política econômica e social, mas porque brigam tanto? Para se diferenciarem. Isso é marketing e para ganhar tem que ter voto. Eu falei uma vez para o Aécio em um debate: ‘para diferenciar você da Dilma e da Marina eu tenho que usar uma lente’. Quando declarei o apoio, eu disse para ele (Aécio), em frente a 3 mil tucanos, que sabia que ele e a Dilma eram muito parecidos do ponto de vista político-econômico e social. E agora está provado, pois a Dilma acabou de escolher um Armínio Fraga sem a inteligência do Armínio Fraga: o Joaquim Levy.

Se são tão iguais, porque escolheu um deles?

A diferença entre a Dilma e o Aécio é que o PSDB tem mais abertura para a questão ambiental que o PT. O PT é muito ligado a petróleo e a automóvel. Parece algo genético e eles não se libertam disso. O segundo ponto é que eu acho a relação do PSDB com o estado, com a democracia, é uma postura mais aberta que o PT. O PT tem uma postura muito fechada. Acima de tudo é o interesse do partido. Primeiro o partido, depois o povo e depois o país. Nesse ambiente do eleitorado nosso, que é um eleitorado muito livre, muita gente não entendeu, ficou bravo e o que eu poderia fazer? Responder. Fui o que eu fiz no Twitter. O que não faria era repetir o erro da Marina e do PV em 2010, que foi ficar em cima do muro.

Como avalia a nomeação da ministra Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura?

A Kátia Abreu, do ponto de vista do PV, nós temos dificuldade de lidar, pois ela é uma entusiasta dos bois e é entusiasta da soja, que são duas coisas que causam um grande desmatamento no Brasil e que são do ponto de vista econômico falsamente eficientes. O Brasil tem hoje 240 milhões de bois. Tem mais bois do que homens e mulheres no Brasil. Eles (os bois) são altamente ineficientes do ponto de vista energético e da alimentação, além de serem devastadores da mata atlântica e do cerrado e da Amazônia. Isso significa aquecimento global e prejuízo para toda a humanidade. Se ela for ministra e quiser conversar conosco, conversaremos. Mas do ponto de vista agrícola a paixão do PV é a agricultura familiar e orgânica. Isso não negamos. Está no nosso programa.

Pretende ser candidato à Prefeitura de São Paulo ou a outro cargo?

Eu já fui voluntário nessa campanha e nem pensava em ser candidato mais, pois fui deputado por 20 anos e tenho família e trabalho e sinto que dei minha contribuição à política brasileira. Por enquanto, para mim, está bom. Vou ficar assim. Trabalhando no meu cargo de médico concursado da Secretaria Estadual de Saúde. Gosto disso e preciso também.

De política, Daniel Camargos, ESTADO DE MINAS

sábado, 29 de novembro de 2014

A farra dos contratos sem licitação na Petrobras


À medida que avança a Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal no início deste ano, os desmandos recorrentes na Petrobras se tornam cada vez mais chocantes. Um levantamento feito pelo site de VEJA com base em dados divulgados pela empresa em seu Portal de Transparência mostra que, entre 2003 e 2014, dos cerca de 890 mil contratos fechados pela estatal, 784 mil foram dispensados de licitação — o que representa 88% do total. Isso corresponde a um montante de cerca de 60 bilhões de reais gastos no período, levando-se em conta apenas os contratos fechados em moeda local. A Petrobras se vale do Decreto 2.745, do governo de Fernando Henrique Cardoso, para escapar do processo licitatório previsto na Lei 8.666 — a que estão sujeitas todas as compras de órgãos da administração pública. O decreto foi criado para dar agilidade à execução de obras num momento em que a estatal se abria para o capital privado. Porém, a partir de 2006, se tornou regra para quase todos os contratos.

Os montantes que envolvem a dispensa de licitação espantam. Um dos contratos, fechado com o consórcio Techint - Andrade Gutierrez, no valor de 2,4 bilhões de reais, foi dispensado de certame concorrencial porque as demais concorrentes fizeram propostas com preços “incompatíveis”. Assim, a Petrobras optou por nem mesmo fazer o leilão. Outro contrato mostra uma compra de 2,3 bilhões de reais da GE em que a empresa alega que “situações atípicas” tornaram a licitação inexigível. Outro contrato com a construtora Engevix, cujos executivos foram presos no âmbito da Lava Jato por suspeita de corrupção no fornecimento de serviços à estatal, foi firmado por 1,4 bilhão de reais com dispensa de licitação, sob a justificativa de se tratar de uma “urgência”. A obra consistia em fornecer material e serviços para um projeto básico...

De Ana Clara Costa, VEJA 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Em protesto, vereadora discursa sem calcinha na Câmara


Uma vereadora da Câmara de Aracaju fez um protesto inusitado no plenário da Casa. Lucimara Passos (PCdoB) retirou uma calcinha do bolso durante seu discurso e disse que não estava usando a peça íntima. A atitude era para criticar o parlamentar Agamenon Sobral (PP), que teria chamado uma mulher que queria se casar sem calcinha de vagabunda, além de afirmar que ela merecia uma "surra".

A vereadora chamou o colega de "criminoso" e desafiou ele a te dar uma "surra". "Hoje vim com um vestido mais curto. Também trouxe a minha calcinha no bolso. Alguém pode me chamar de vagabunda? Alguém pode dizer que tenho de ser surrada?", perguntou.

A parlamentar defendeu que uma mulher não pode ser julgada pela roupa que veste ou se está ou não de calcinha. Ela pediu que Agamenon seja punido. O vereador criticou a atitude da colega e disse que ela queria "aparecer". Ele também pediu que a Comissão de Ética investigue o caso.

De política, A TARDE

PSB decide por independência e proíbe filiados de ocupar cargos no governo Dilma


SÃO PAULO - O PSB decidiu nesta quinta-feira assumir uma posição de "independência propositiva" em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff e determinou que nenhum filiado da legenda tem autorização para assumir cargos no governo federal.

O partido, que na eleição deste ano lançou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos à Presidência, e posteriormente Marina Silva após a morte de Campos em um acidente aéreo em agosto, apoiou o candidato do PSDB, Aécio Neves, contra Dilma no segundo turno.

"Essa posição consiste em examinar a conduta do governo, as propostas mais estratégicas, e se definir sobre elas de forma contrária, ou a favor. Não tem necessidade de ser obrigatoriamente contra, ou obrigatoriamente a favor", disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, após reunião da Executiva do partido em Brasília, de acordo com nota da legenda.

Apesar da posição de "independência propositiva", o PSB já tem se alinhado com partidos de oposição a Dilma em algumas matérias no Congresso Nacional, como o projeto de lei que altera o cálculo da meta de superávit primário.

Na quarta-feira, o líder socialista na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), que foi candidato a vice na chapa presidencial encabeçada por Marina, assinou junto com líderes de PSDB, DEM e PPS ações no Supremo Tribunal Federal que, se acatadas pela Corte, implicarão na suspensão da tramitação da proposta que altera a meta fiscal.

Albuquerque e a bancada do PSB confirmaram nesta quinta-feira a candidatura de Julio Delgado (PSB-MG) à presidência da Câmara dos Deputados na próxima legislatura, que começa no ano que vem.

Além de Delgado, o líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ), também já lançou seu nome ao cargo, colocando fim a um revezamento entre PT e PMDB no comando da Câmara. A candidatura de Cunha desagrada o Palácio do Planalto, e o PT ainda não definiu candidato.

"(A candidatura de Delgado é a) reafirmação de uma posição de independência do PSB, sobretudo em relação à polarização entre PT e PMDB que toma conta da Câmara. Este cenário não serve aos interesses da sociedade, somente a interesses políticos", disse Albuquerque.

De Eduardo Simões, REUTERS BRASIL

Aécio: 'Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff?


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, criticou, em nota, a nova equipe econômica anunciada por Dilma nesta quinta-feira. O líder tucano disse que as nomeações evidenciaram que há contradições no governo da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) que sinalizam um "governo sem planejamento, que não sabe a direção que vai tomar". "Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff?", questionou o senador.

No texto, Aécio disse que a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) "sabia estar mentindo ao país durante toda a campanha eleitoral" e que, por isso não apresentou um programa de governo. "Como devem estar se sentindo os eleitores que acreditaram na candidata e no seu discurso recheado de bondades, vendo que ela hoje está fazendo tudo o que, durante a campanha eleitoral, disse que não faria?"

Para ele, os nomes foram escolhidos tentando acalmar o mercado e recuperar a credibilidade. Mas que, ao mesmo tempo, ela "afronta" a Lei de Responsabilidade Fiscal ao enviar ao Congresso um novo projeto para a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014, segundo ele "usando como moeda de troca os cargos públicos de sempre".

O senador afirma que é preciso saber com que discurso o governo vai falar ao país, se com o "discurso populista apresentado na campanha", com o "da irresponsabilidade fiscal que afronta o Congresso" ou com o "defendido pelos novos ministros, que contraria todas as teses defendidas pelo PT". "Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff? Refém de tantas contradições, o governo corre o risco de não ter nenhum", diz o senador.

De Estadão, VEJA

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ministro do STJ diz que nenhum outro país ‘vive tamanha roubalheira’, sobre Petrobras


BRASÍLIA - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Newton Trisotto, relator do julgamento que manteve preso homem apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de Youssef no exterior nesta terça-feira, disse que a corrupção brasileira é "uma das maiores vergonhas da humanidade". Já o ministro Felix Fischer cogitou que nenhum outro país viveu "tamanha roubalheira". A 5ª Turma da Corte decidiu por unanimidade manter a prisão de João Procópio de Almeida Prado.

- A corrupção no Brasil é uma das maiores vergonhas da humanidade - afirmou o relator Newton Trisotto, em uma sessão de discursos fortes. O ministro também ressaltou a extensão que está tomando a Operação Lava-Jato, ao revelar cifras bilionárias.

A defesa de João Procópio - apontado como homem de confiança de Youssef fora do Brasil, e preso em julho - alegou que a prisão havia sido cumprida sem requisitos legais. Ou seja, diziam que a prisão havia sido fora da lei, e que deveria ser revogada...

De Eduardo Baretto, O GLOBO